- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida no Brasil Império, antes e depois, inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado.

A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

Este blog esta sempre em crescimento entre o Jornalismo, Crônicas, Causos e a História.

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domingo, 15 de agosto de 2010

CORCOVADO (Em Montagem)

O Corcovado

Morro do Corcovado
Obra: (óleo sobre tela)


Cronologia

1) Corcovado
2) Trem do Corcovado
3) Monumento ao Cristo
4) Floresta da Tijuca
5) Hotel Paineiras

1) Corcovado
  
      Em 1502, o Morro do Corcovado foi chamado de Pináculo (Pico) da Tentação, nome dado por Américo Vespúcio, em referência a passagem bíblica em que o Diabo tenta Jesus Cristo com riquezas no alto de uma rocha.

No século XVII, o morro recebeu o nome de Corcovado, por causa de sua forma, que lembra uma corcova ou corcunda.

     Consta que a iniciativa da abertura de um caminho pela Floresta da Tijuca, foi do Imperador D Pedro I, que viu a possibilidade de sua utilização militar e que, teria dirigido pessoalmente os trabalhos para abrir uma picada até o cimo do morro.
Naquele local, teria instalado um tipo de sinalizador, que funcionava por meio de bandeiras, assim um vigia podia alertar sobre eventuais embarcações entrando na baia ou ataque à capital.

     Em 1823, o imperador D. Pedro I não desdenhava o lazer e mandou construir a estrada que dá acesso ao local onde hoje se situa o Cristo Redentor foi o resultado de uma expedição liderada pessoalmente por D. Pedro I, no Vale Silvestre, que abriu a picada até o pico, e construiu um belvedere, chapéu de madeira e palha (sapé) para abrigar do sol.

     Em 1859, foi sugerida pela primeira vez a construção de um monumento religioso no local pelo padre Lazarista Pedro Maria Boss que se deparou com a beleza da vista do Corcovado e solicitou recursos à Princesa Isabel, para erguer um monumento religioso. A princesa não concordou naquele momento, e o nascimento da estátua teve que ser adiado.

     D. Pedro II, apreciava trilhas e também subiu o morro do Corcovado na Tijuca em lombo de burro acompanhado de D. Tereza Cristina sua esposa, do cume podia ver toda a paisagem do Rio de Janeiro.

     Em 1873, D Pedro II, reformou o belvedere no alto do pico, a 704 m de altitude, foi construído um mirante de ferro, que passou a ser denominado pela sua forma de Chapéu do Sol.
O caminho do Corcovado nasceu da paixão dos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II (Pai e Filho) pela paisagem local.

2) Trem do Corcovado
     
     Em 1882, D. Pedro II concede aos engenheiros João Teixeira Soares e Francisco Pereira Passos a permissão para construírem e explorarem a Estrada de Ferro do Corcovado.

     No despacho que criou a tal concessão, o conselheiro Manuel Alves do Araújo registrou e escreveu:
“Estrada de Ferro para o Corcovado ? - Engraçado ! - Deferido”.

     Estrada, puramente de recreio, foi concedida por Decreto de 07 de janeiro de 1882:
- Com o privilegio de 50 annos, no fim dos quaes reverterá ao dominio da Camará Municipal sem direito a in-demnisaçfio, a não ser das propriedades immoveis e bens de Estação Radiotelefonia Rio de Janeiro.

     Em 1882, foi iniciada a implantação da Estrada de Ferro do Corcovado.

     A via permanente tinha bitola métrica e em função do pesado gradiente – 668 metros de altitude a serem vencidos ao longo de 3,7 quilômetros – foi necessário adotar um sistema de cremalheira, no caso o sistema “Riggenbach”, já adotado na Suíça. A tração dos trens era feita a vapor. Em função do relevo do terreno obviamente a obra, apesar de curta, não foi fácil: as rampas adotadas variaram de 4 a 33%, raio de curva mínima de 30 metros, cortes de até 18 metros de profundidade e um grande viaduto de aço, nas imediações da Estação Silvestre, com 170 metros de comprimento. A rampa máxima ocorria num pequeno trecho entre as estações de Paineiras e Alto do Corcovado.

     Em 09 de outubro em 1884, é inaugurado o trecho entre o Cosme Velho e as Paineiras com a presença da Família Imperial. Essa foi à primeira via férrea turística do País e da América. Uma locomotiva a vapor conduzia até dois vagões ao topo.

     Assistiram ao ato Suas Majestades e Altezas Imperiais, acompanhados dos Ministros da Agricultura e da Guerra, Inspetor das Obras Públicas, Engenheiro-Fiscal da Estrada, representantes da imprensa, diretores da empresa e diversos convidados, inclusive Senhoras.

     As estações estavam vistosamente enfeitadas e era extraordinária a afluência de povo na do Cosme Velho.
Nas Paineiras, várias pessoas a cavalo aguardavam o trem imperial.

     Partiu este às 05:00 horas da tarde, conduzindo, além do Imperador D. Pedro II e sua augusta Família, os Ministros de Estado, o Engenheiro-Fiscal e a diretoria da Estrada. Num segundo trem viajaram as senhoras e demais convidados.

     A subida foi feita em 40 minutos, por causa do tempo necessário para as locomotivas tomarem água, pouco antes das Paineiras.

     Depois de algum tempo de repouso nesta estação, dirigiram-se todos para o Hotel Paineiras, também inaugurado nesse dia – onde Suas Majestades e Altezas aceitaram um copo d’água.
Aí, o Dr. Francisco Pereira Passos, presidente da empresa, pronunciou algumas palavras, agradecendo a honrosa presença da Família Imperial àquela cerimônia.

    Às 06 ½ horas da tarde regressou a comitiva, chegando os trens à estação do Cosme Velho às 07h00 da noite.

    O trem, na época a vapor, foi considerado uma modernidade, idealizada pelos engenheiros Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares por percorrer 3.829 metros de linha férrea, em terreno totalmente íngreme.

    Um detalhe importante: o sistema de tração através de cremalheiras, catracas que impedem o trem de escorregar na subida mesmo que seja obrigado a parar, é utilizado desde a fundação da estrada.

     Em 30 de junho de 1885, foi inaugurado o trecho final, entre as Paineiras e o Corcovado, completando a ligação com o cume.

     Um jantar no Hotel Paineiras comemorou a conclusão da Estrada de Ferro do Corcovado. 

     Desde 1885, havia no local o mirante Chapéu do Sol, acima do ponto terminal da Estrada de Ferro do Corcovado, a 704 metros sobre o nível do mar.




     Em 1.º de julho de 1885, é aberto ao público o trecho entre as Paineiras e o Corcovado, completando assim a extensão total da Estrada de Ferro, a linha era definitivamente aberta ao tráfego, até ao alto do Corcovado.

     A Estação do Corcovado é uma das construções mais antigas e bonitas do Cosme Velho e por isso é tombada pelo Patrimônio Histórico.

     - A Via: - Esta via férrea parte da Rua do Cosme Velho, nas Águas Férreas, sobe pelo lado direito do Vale do Silvestre e à esquerda do Morro do Inglês, transpõe o mesmo vale sobre um viaduto com três vãos de 25 metros cada um, cruza na cota de 218 metros o Caminho da Carioca (Silvestre) e, vencendo por um grande corte o espigão que separa aquele Vale do da Carioca, desenvolve-se pela encosta da margem direita do rio deste mesmo nome, atravessa dois outros vales secundários em pontes de 20 metros de vão cada uma, denominadas Ponte das Velhas e Ponte das Caboclas, atinge as Paineiras na cota de 465 metros, segue pelo dorso do Corcovado e, finalmente, atinge a cota de 670 metros, tendo o seu ponto terminal à esquerda do cume desse morro.

Descreveu então o Jornal do Commercio:
- É singular a impressão que se sente quando o trem, depois de ter subido uma rampa de 30%, desemboca de repente numa planície que deixa avistar um panorama talvez único no mundo: ao longe, o mar em toda a sua grandeza; em baixo, um precipício de 600 metros de altura. Passado o primeiro momento, que é como de terror, começam a distinguir-se uma a uma as belezas e, quanto mais se fitam, mais se admiram. De repente, todo este panorama desaparece numa curva da estrada; o espetáculo agora é à esquerda, onde se avistam a cidade com suas casas, que não parecem ter mais de um metro de altura, e o porto, cheio de embarcações, que se diriam cascas de noz. Chega-se logo à estação terminal; sobem-se cerca de 40 metros a pé, e é então que o panorama se torna verdadeiramente imponente, descortinando-se todo o horizonte em redor.

     O custo total da E. F. do Corcovado foi de 656:396$723,
O Hotel das Paineiras (edifício, móveis e utensílios), foi de 55:594$850.

     Feito audacioso da engenharia nacional se deve a construção dessa estrada – a primeira em todo o Brasil para atender a fins de turismo exclusivamente, aos Drs. Francisco Pereira Passos, João Teixeira Soares, Manoel José da Fonseca, Chaves Faria e Marcelino Ramos da Silva.

     Em 1894, houve quem sugerisse o erguimento de um monumento a Cristovão Colombo no Pão de Açúcar.

1899

     Em 1906, a ferrovia, que tem 3.800 metros de extensão, foi a primeira a ser eletrificada no Brasil, concluída em 1910.

Mesmo antes do Cristo, o Corcovado já atraía turistas, como estes que foram retratados pela Revista Caras y Caretas em 1905.

Do alto do mirante do Corcovado, o Rio como era em 1906, no mesmo ângulo que a estátua do Cristo veio a mirar a cidade depois de 1931.

     Em 1910, a companhia canadense The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power, conhecida como Light, agora concessionária da Estrada de Ferro do Corcovado desde 1906, transformou-a na primeira ferrovia do Brasil a ser eletrificada, devido a questões econômicas e ambientais.

3) Monumento ao Cristo

     Em 1912, foi inaugurada a primeira estrada de ferro eletrificada da América do Sul, a Estrada Cosme Velho/ Corcovado.

     Em 1912, com a construção do bondinho da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, voltou-se à idéia da construção de uma estátua, agora não mais de Cristovão Colombo, e sim de uma enorme imagem de Cristo. A idéia arrefeceu, mas não morreu.

     Em 1918, sugeriram novamente a ereção de uma imagem à Cristo, para as comemorações do Centenário da Independência do Brasil, que seria levantada no morro de Santo Antônio. A idéia foi comprada pelo Governo, só que optou-se mais corretamente pelo Corcovado, tendo o presidente da República Epitácio Pessoa entrado em acordo com a Arquidiocese do Rio de Janeiro para a consecução da idéia.

     Em 1920, o presidente da República Epitácio Pessoa transferiu para o domínio da Arquidiocese o pico do Corcovado, comprometendo-se a colaborar com a obra melhorando os acessos e fornecendo uma série de subsídios.

     Em 1921, retomou-se efetivamente a idéia de uma estátua no cume do Corcovado, quando se iniciavam os preparativos para as comemorações do Centenário da Independência em 1922.

     Realizado pelo Círculo Católico a primeira assembléia destinada a discutir o projeto e o local para a edificação do monumento. Disputaram os morros do Corcovado, o Pão de Açúcar e o de Santo Antônio. Vence a opção pelo Corcovado, o maior dos pedestais.

     A intenção inicial era fazer um monumento, em bronze, representando Jesus Cristo abençoando o Rio de Janeiro (Brasil), do alto do Morro do Pão de Açúcar.

     Em 1922, um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes solicita ao presidente Epitácio Pessoa permissão para a edificação da estátua.

     Em 1922, o Governo instalou uma enorme antena de rádio, a primeira do país, em forma de cruz, no alto do Corcovado, para proceder à primeira experiência com radiofonia durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, da antena foi feita a primeira transmissão de radiodifusão do Rio de Janeiro, para ouvintes na Exposição.

     A tal antena gerou muitos protestos no Rio de Janeiro. Muitas charges do Cristo foram publicadas nas revistas da época por conta disso.

     Heitor Silva Costa, ao observar para o formato de cruz da antena, observada da casa dos pais em Botafogo o que gerou o atual formato da estátua. pensou em alterar seu projeto, dando ao próprio Cristo uma forma cruciforme, bem mais legível à distância que o projeto original.
Aprovados os desenhos preliminares, foram feitos vários esboços da imagem, no que muito colaborou o artista Carlos Oswald, que desenhou a imagem em vários ângulos e insolações possíveis. A idéia original era fundi-lo em bronze, no que foram logo dissuadidos, temerosos de que acontecesse no Brasil o mesmo que ocorrera na Rússia, quando o governo soviético após a Revolução Bolchevique mandou fundir todas as estátuas metálicas de santos para reaproveitar os metais. Decidiu-se então que a imagem, com 30 m de altura, seria feita em concreto armado.

     Em 04 de abril de 1922, foi lançada a pedra fundamental do monumento.

     Em 1923, foi então realizado um concurso público de projetos, vencido pelo arquiteto brasileiro Heitor da Silva Costa. O projeto vencedor, de um Cristo carregando a Cruz, era bastante calcado no Cristo de Mendoza, na Argentina. Motivos financeiros retardaram a iniciativa por alguns anos.
O engenheiro Heitor da Silva Costa tornou-se o responsável pelo projeto de construção do monumento.

     Em 1923, para executar a maquete definitiva da estátua e estudar problemas de construção e de base, Heitor da Silva Costa foi para a Europa, os planos levados à França, foram calculados pelo escritório de engenharia de Victor Caquot, famoso engenheiro, especializado em estruturas de grande porte. O Cristo teria doze pavimentos internos e estrutura suficientemente resistente para suportar um tufão de 250 km/h, o que não ocorre no clima do Rio de Janeiro.

     Aproveitou-se a ida de Heitor Silva Costa à França, para que o mesmo escolhesse e contratasse um grande escultor para confeccionar as mãos e o rosto da imagem. A escolha recaiu no artista francês Paul Landowski, escultor muito renomado em França.
Segundo o projeto original do engenheiro Heitor da Silva Costa, o Cristo deveria segurar o globo terrestre em uma mão e uma cruz na outra. Mas a idéia de fazê-lo com os braços abertos caiu no gosto da população carioca e acabou prevalecendo.

     Paul Landowski utilizou como modelo para a estátua as formas da brasileira Margarida Lopes de Almeida, ela mesma artista plástica e tida como possuidora das mais belas mãos do Brasil.
Heitor da Silva Costa igualmente aproveitou para se inteirar das novas tendências estéticas européias.

Heitor da Silva Costa, engenheiro, autor do projeto,
Carlos Oswald, artista plástico, autor do desenho final do monumento,
Paul M. Landowski, escultor francês de origem polonesa, executor dos braços e do rosto da escultura.

     Em 22 de março de 1923, seguidores da Igreja Batista declararam em nota publicada em “O Jornal Batista”, órgão oficial da Convenção Batista Brasileira, seu desgosto quanto à construção do Cristo Redentor.
A nota afirmava que a construção "será a um tempo um atestado eloqüente de idolatria da igreja de Roma."

Apesar de atualmente protestantes de todo o mundo visitarem o Cristo, inicialmente os líderes da Igreja Batista eram contrários à construção do mesmo, chegando a propor que o dinheiro arrecadado fosse usado na construção de uma obra beneficente.

     Em setembro de 1923, foi organizada a Semana do Monumento, uma campanha nacional para arrecadação de fundos para as obras.

     Em 1924, o gravurista Carlos Oswald, parceiro de Heitor Costa foi convidado a desenhar um esboço do Cristo em formato de cruz como a antena de radiodifusão.

     O desenho final do monumento é de autoria do artista plástico Carlos Oswald e a execução da escultura é responsabilidade do estatuário francês Paul Landowski.

     Em 1925, Heitor da Silva Costa, homem inteligente, tomou conhecimento do estilo art-déco, surgido oficialmente, em Paris (França), na grande Exposition des Arts Decoratifs - 1925, cujo nome serviu de base ao batismo do novo estilo, o qual propunha uma linguagem geométrica, apropriada para as formas de concreto armado. Foi a estátua de Cristo alterada para absorver as novas tendências, o que Silva Costa realizou com rara felicidade.

     O dinheiro para toda a obra foi obtido integralmente no Brasil através de doações voluntárias coletadas em todo o território nacional, em enorme campanha promovida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro. Cada brasileiro podia contribuir com mil réis, quantia propositalmente baixa para que todos, ricos e pobres, pudessem participar dessa obra. A coleta durou dez anos e conseguiu-se dinheiro mais que suficiente para todos os trabalhos.

     Enormes formas em gesso e concreto foram levadas à cidade de Niterói, onde foram feitas as partes em concreto armado, que deveriam subir por bocados ao Corcovado, aproveitando-se ao máximo o trem existente. Foram encarregados da obra os engenheiros Pedro Vianna da Silva e Heitor Levy.

- Heitor Levy, cedeu sua chácara para os trabalhos de moldagem. Levy, que era judeu, ficou tão envolvido com a obra que converteu-se ao cristianismo e colocou os nomes seu e de sua família num vidrinho que misturou com a massa de concreto do coração da imagem.

     Em 1926, é que foram iniciadas definitivamente as obras de edificação do monumento.

     De 1926 a 1931, durou a montagem, não ocorrendo acidente algum durante as obras. Primeiro montou-se a estrutura de concreto armado, colocando-se sobre ela as partes artísticas com a forma da imagem. Foi montada da cabeça para os pés. Só a cabeça foi formada com cinqüenta pedaços distintos. Sobre esta forma, colocou-se uma malha metálica onde posteriormente se cobriu com pedaços triangulares de 3cm de lado em pedra esteatita verde (pedra sabão), numa homenagem às obras de Aleijadinho feitas com este material em Congonhas do Campo.

     O monumento ao Cristo Redentor no morro do Corcovado torna-se a maior escultura Art Déco do mundo.

     O monumento está localizado no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros de altura, oito metros, estão no pedestal.

     Em 1928, uma comissão de técnicos examinou estudos, projetos e orçamentos. A armação metálica foi substituída por uma estrutura de cimento armado, e a imagem assumiu a forma de uma cruz. Vários materiais foram cogitados para o revestimento da estátua, mas por fim foi escolhida a pedra-sabão, que embora seja um material fraco é extremamente resistente ao tempo e não deforma nem racha com as variações de temperatura.

A estrutura do Cristo Redentor em concreto armado é erguida no topo no Corcovado, no alto de seus 710 metros de altura, em registro aéreo feito por volta de 1931.

     O trem do Corcovado, durante quatro anos consecutivos, transportou os mais diversos materiais e as peças pré-fabricadas do Cristo Redentor.

     Durante “A Revolução de 1930”, houve atraso na inauguração da obra do Cristo, o que ocorreu um ano depois.
    
     Em 1931, o belvedere Chapéu do Sol, foi retirado quando da inauguração da estátua.

     Em 1931, não se falava outra coisa na cidade do Rio de Janeiro, senão nas obras finais do Cristo que eram avistadas de todos os lados da cidade.

     Por iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand, o cientista italiano Guglielmo Marconi foi convidado a inaugurar a iluminação do monumento, a partir de seu iate Electra, fundeado na baía de Nápoles. Emitido do iate, o sinal elétrico seria captado por uma estação receptora instalada em Dorchester, na Inglaterra, e retransmitido para uma antena em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, de onde seriam acesas as luzes do Corcovado.
No entanto, o mau tempo no dia prejudicou a transmissão e o monumento foi iluminado diretamente do Rio de Janeiro.

      O Cristo Redentor foi inaugurado às 19 horas e 15 minutos do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras, dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, finalmente ocorria a inauguração do monumento com grandes festas.
Contou a solenidade com a presença do Chefe do Governo Provisório Getúlio Vargas (que era ateu), ministros, autoridades civis e militares, representantes do Papa e o Cardeal-Arcebispo D. Sebastião Leme, que fez virulento discurso político, bastante ríspido, quase provocando incidente com o Presidente Vargas, que se sentiu ofendido.

Na mesma noite foi inaugurada a iluminação. Foi montado no Corcovado aparatoso equipamento de rádio para tal, pois o inventor Guglielmo Marconi ofereceu-se para ligar as luzes da estátua acionando uma chave de poderoso equipamento de rádio situado em Gênova, na Itália, onde se encontrava.
Na hora aprazada, o equipamento falhou e a estátua foi acionada por um suboficial do Exército, o futuro escritor católico Gustavo Corção.

     Algumas das dimensões da estátua ficaram conhecidas:
- De altura, o Cristo possui 30 metros e três centímetros.
- Com a base, que mede 08 metros e abriga à capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, fica a imagem com 38 metros.
- De envergadura, possui o Cristo 29 m, 60 m, sendo que o braço esquerdo é imperceptivelmente menor 40 cm, para dar maior estabilidade à imagem.
- A cabeça de Cristo está inclinada 33 cm para a frente e sua coroa servia como pára-raios.

     O cardeal Dom Sebastião Leme, disse:

"... esta sagrada imagem seja o símbolo do vosso domínio, do vosso amparo, da vossa predileção, da vossa benção que paira sobre o Brasil e sobre os brasileiros..."

     Um símbolo ao cristianismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente do Rio de Janeiro e do Brasil.

      Em 21 de outubro de 1931, sob a orientação do cardeal dom Sebastião Leme, foi criado a Ordem Arquidiocesana do Cristo Redentor, em substituição à Comissão Organizadora do Monumento, tendo por objetivo administrá-lo e conservá-lo.

     Em 1932, por iniciativa do jornal O Globo, a iluminação definitiva substituiu o sistema de luz provisório instalado desde a inauguração.

     Em 1937, o monumento é Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), o monumento passou por obras de recuperação.

     Em 1934, o trem do Corcovado recebeu a visita do então secretário de Estado do Vaticano, Eugênio Pacelli, que cinco anos depois, Pacelli se tornaria o Papa Pio XII.

     O Pai da Aviação, Santos Dumont, também era um freqüentador assíduo do Trem do Corcovado. Segundo relatos dos antigos maquinistas, ele sempre subia ao alto com seu característico chapéu desabado, dava boas gorjetas e, de vez em quando, pedia para conduzir o trem.

     Os presidentes Epitácio Pessoa e Getúlio Vargas também eram passageiros freqüentes.

     Realizaram o passeio ao Corcovado o cientista Albert Einstein, o Rei Alberto da Bélgica, entre outras personalidades.

     Em 1942, remodelaram os acessos à imagem, surgindo uma estrada de cimento que permitiu o acesso por automóvel ao alto do Corcovado.
Demoliu-se na ocasião o mirante Chapéu de Sol, por estar já todo enferrujado e refez-se a escadaria de acesso, que passou a ter 220 degraus, do trem à imagem.

     Em 1965, o Papa Paulo VI inaugurou a nova iluminação, desta vez realmente acionada por uma onda de rádio oriunda de um equipamento no Vaticano.

     Em 1979, os pioneiros vagões, em madeira, foram aposentados. Quando a Esfeco assumiu o controle da ferrovia, foram trazidos da suíça modelos mais modernos para aumentar ainda mais a segurança da viagem, a estrada de ferro usa o sistema Riggenbach, onde uma terceira roda funciona como cremalheira movendo o trem.

     Por cinqüenta anos a estátua nunca foi lavada integralmente (fora a chuva), o que lhe conferiu uma tonalidade cinzenta.

     Em 1980, para a visita do Papa João Paulo II ao Brasil, houve a primeira grande restauração da estátua do Cristo que lhe devolveu a cor primitiva.

     Em 1980, visitou o Cristo Lady Diane, princesa de Gales.

     Em 1990, o monumento passa novamente por obras de recuperação.

     Em 2000, a iluminação do monumento é substituída por um novo sistema mais potente e econômico.

     Em 2003, outro conjunto de obras importantes foi feito, quando foi inaugurado um sistema de escadas rolantes e elevadores panorâmicos para facilitar o acesso à plataforma de onde se eleva o monumento.

     Em 2007, o Cristo Redentor foi declarado uma das 7 Maravilhas do Mundo.

     Porém, foi no dia 07 de 07 de 2007 que o Cristo Redentor foi eleito como um das novas 7 Maravilhas do Mundo Moderno, em uma eleição organizada pela New 7 Wonders Foundation, da Suíça, foi baseada em votos populares, através da internet e telefone, votação que ultrapassou a casa dos cem milhões de votos, entre 21 monumentos participantes de todo o planeta.
Para que o Cristo constasse entre os sete eleitos, foi feita uma grande campanha nacional, com participação dos meios de comunicação, de políticos, atores, artistas e diversas entidades.
Acredita-se que devido à exposição na mídia em todo mundo, o fato de o Cristo Redentor ter se tornado uma das sete maravilhas, poderá aumentar significativamente o turismo no Rio de Janeiro.

As outras novas maravilhas do mundo são:
Taj Mahal na Índia,
Coliseu na Itália,
Grande Muralha da China,
Macchu Picchu no Peru,
Petra na Jordânia e a
Pirâmide de Chichen Itza no México.

     Em 2009, o Guiness World Records, versão atualizada, considera o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo no mundo.

     Em 2009/10, novamente o Cristo encontra-se em reformas e adaptações, como a colocação de escadas rolantes para acesso ao cume mais fácil.

Fim da Cronologia

     Ir ao Corcovado é um passeio ecológico. O trem atravessa a maior floresta urbana do mundo: - o Parque Nacional da Tijuca, um pedaço da mata atlântica que é considerado um exemplo de preservação da natureza.

    Quem viaja pela Estrada de Ferro do Corcovado ajuda a manter a floresta: o trem é elétrico e, por isso, não polui; além disso, parte da arrecadação da bilheteria é destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, para conservação da Mata Atlântica nativa.

O Cristo Redentor
História e Concepção do Monumento do Cristo

Heitor da Silva Costa fez questão de frisar que todos os grandes monumentos, em linhas gerais, devem obedecer a critérios absolutamente arquitetônicos, e que o nosso Cristo é uma estátua deste gênero. E explicou que uma massa de tal natureza tinha necessariamente de ser tratada diferentemente das esculturas ordinárias, sendo absolutamente falso e inadequado dar-se a uma obra com dimensões colossais o mesmo tratamento dado a uma pequena estatueta.
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Antes mesmo que se pudesse chegar à imagem de um Cristo Redentor, com a forma e as dimensões com que ele foi finalmente concebido, foi necessário que antes se erguesse sobre o Pico do Corcovado uma grande cruz com 30 metros de altura, que foi cuidadosamente observada a partir de diversos pontos da cidade durante vários meses. Nessa fase preliminar, não se encontrando aparelhos com a precisão necessária para calcular todas as variáveis envolvidas na obra, tornou-se necessário o emprego da quadriculação, uma técnica que os obrigou a determinar a posição de cerca de 163 mil pontos para executar os perfis da obra com grandes extensões.

A partir daí, de simplificação em simplificação, foi concebido um pedestal com oito metros de altura, sobre o qual iria repousar a estátua de 30 metros, cujos braços, horizontalmente abertos, formariam com o corpo ereto uma gigantesca cruz, imagem perfeita da simplicidade, da simetria e da espiritualidade. E para que essa cruz pudesse ter vida, ele explicou, ela iria esposar a forma de um homem e de um Deus, do divino personagem da redenção. E para que pudesse ter alma, seria modelada com a face ligeiramente voltada para baixo e para a esquerda, o que a tornaria visível para os que vivem na cidade e por aqueles que chegam à terra carioca. Assim, o monumento perderia a rigidez que a distância aparentemente lhe emprestaria, contemplando carinhosamente a todos que dele se acercassem, envolvendo-os com um largo e divinal abraço. A expressão suave do seu rosto, a túnica e o manto largamente tratados e estilizados iriam emprestar à estátua uma expressão de imponente serenidade.
__________________
Paul Landowsky, o Estatuário
Continuando sua exposição, Heitor Silva Costa contou que o projeto o obrigou a viajar inúmeras vezes à Europa, “para estudar a feitura e a situação das grandes estátuas que lá têm sido erguidas”. Silva Costa confessou ter sempre encontrado uma desarmonia chocante entre os monumentos em si e o ambiente onde eles estavam inseridos, nas proximidades de casas, árvores ou elementos topográficos, o que os tornava desproporcionalmente grandes - a própria Estátua da Liberdade nos EUA, não escapa a esta apreciação, pois se projeta sobre o fundo das grandes edificações da cidade de Nova York.
“Já o nosso Cristo Redentor” - adiantou Silva Costa na ocasião - “vai se achar numa situação completamente diferente, pois na plataforma do Corcovado não há nenhum arvoredo, nem tampouco edifícios para desproporcioná-lo. E como esse pico se destaca da cadeia de montanhas do Maciço da Tijuca, a sua projeção se fará permanentemente sobre o imenso firmamento, que o acolherá harmoniosamente no seu infinito azul”.

Em Paris, o brasileiro encontrou no estatuário Paul Landowsky  “o artista incomparável, que soube dar tão perfeito desempenho à parte da escultura do monumento”.

Informou ainda que várias maquetes haviam sido executadas e, embora não fossem alteradas as grandes linhas gerais do projeto, cada modelo maior que ia surgindo exigia modificações, como se uma nova estátua estivesse se apresentando.
“Tive que acompanhar de perto a evolução da obra, a fim de verificar até que ponto essas alterações interessavam à estrutura interna previamente estudada”, ele contou.
Ou seja: - todo o trabalho foi o resultado de uma perfeita colaboração entre todos os técnicos e artistas envolvidos, já que os cálculos e o estudo de resistência dos materiais, por exemplo, intervieram a cada momento no desenho do monumento para garantir sua estabilidade.
“É bem claro que se a figura do Cristo tinha de ser modelada por um estatuário, e que se suas grandes linhas pertencem ao domínio da arquitetura, sua construção e estabilidade entram no campo da atividade do engenheiro. Portanto, se é grande a responsabilidade do estatuário, menor não é, sem dúvida, a do arquiteto e a do engenheiro”, explicou Silva Costa no Hotel Glória.
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Dificuldades e Desafios
Heitor Silva Costa prosseguiu reconhecendo que a construção de um monumento de tal grandeza encerrava em si dificuldades de toda ordem.
“Tudo é difícil naquele pico”, afirmou.
“Máquinas, ferramentas e materiais precisam ser continuamente içados, e a própria água é elevada a uma altura de 300 metros. A construção de nenhuma outra estátua ofereceu tantos desafios”.
Sim, não se pode contestar que o Cristo Redentor se trata de uma construção ousada, tanto pela forma do monumento como pelo local que o abriga.
“Para a execução dos braços, sem dúvida a parte mais difícil, não iremos dispor de solo firme para apoiar os andaimes. Como a base do Pico do Corcovado tem apenas 15 metros de largura, metade da extensão necessária para se alcançar a ponta dos dedos da estátua, teremos que trabalhar sobre um precipício de 700 metros”, revelou o engenheiro à platéia.
Heitor da Silva Costa concluiu sua exposição afirmando que a imponência e a ternura daquele monumento em construção poderiam em breve ser contempladas e admiradas desde o mar, emocionando os visitantes que chegassem à terra carioca em seus navios, até muitos outros pontos da bela cidade do Rio de Janeiro.
E, principalmente, por todos aqueles que desde a inauguração do monumento passariam a se acercar “da coroa mais fúlgida da nossa Guanabara e do nosso Brasil”.
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Fim das Dúvidas
A ata dessa memorável reunião, depositada para sempre nos anais do Rotary, constitui-se numa prova incontestável de que o engenheiro Heitor da Silva Costa foi o verdadeiro construtor do Cristo Redentor.

- Nada mais precisaria ser dito, até porque a exposição foi feita num fórum privilegiado, do qual participou a elite cultural brasileira da época.
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O Mérito
Cumpre ainda enfatizar que os brasileiros jamais deixaram de reconhecer o mérito dos que vieram de além-mar enriquecer a nossa terra com a sua arte.
Que o digam Debret, Grandjean de Montigny, Marc Ferrer e o próprio Alfredo Agache, este último presente à referida reunião, e mesmo os que vieram muito antes, como Nassau, Eckhout e Franz Post. E por que deixariam de fazer o mesmo com Paul Landowsky.

- Landowsky foi o “incomparável escultor” do Cristo, e sem ele a imagem não teria provavelmente a serenidade e o encanto que ostenta. Mas é bom lembrar que “se é grande a responsabilidade do estatuário, menor não é, sem dúvida, a do arquiteto e a do engenheiro”.
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A França
Ainda hoje algumas pessoas dizem erroneamente que o monumento do Cristo foi um presente da França para o Brasil, quando na verdade, a obra foi erigida a partir de doações de fiéis de arquidioceses e suas paróquias por todo o país com o projeto de autoria e chefia do engenheiro Heitor da Silva Costa.
Todos estes fatos foram atestados com rigor no programa televisivo “Detetives da História”, produzido pelo The History Channel.

- As mãos da poetisa Margarida Lopes de serviram de modelo para as do Cristo. 

Antes de a obra ser trabalhada em seu tamanho original, foram preparadas várias maquetes de gesso.
Da França veio uma réplica de 4 metros feita de pequenos moldes, assim como modelos das mãos feitos pelo colaborador Landowski.
Partes da estátua vieram da França para o Brasil em navio. Só a cabeça era composta por 50 peças e cada uma das mãos media 3,2 metros de comprimento.
Para levar esses objetos gigantes ao alto do Corcovado, foi usado o trem que ligava o morro à parte baixa do Rio de Janeiro, a Estrada de Ferro do Corcovado existente desde o final do século XIX.
Gigantescos andaimes de madeira e ferro permitiam aos operários o acesso aos pontos mais altos da obra, enquanto as peças eram erguidas por um sistema de cabos e roldanas.
As várias partes do Cristo eram ocas e foram encaixadas, aos poucos na estrutura metálica montada para sustentar o peso da estátua. 
A primeira parte a ficar pronta foi à cabeça. O Cristo foi surgindo, portanto, de cima para baixo. Todas as peças da parte externa foram revestidas com pastilhas de pedra-sabão, material que, apesar de ser facilmente riscado, resiste bem ao tempo e às variações de temperatura.
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A Obra
A construção do Cristo Redentor ainda é considerada um dos grandes capítulos da engenharia civil brasileira. Erguido em concreto armado e revestido de um mosaico de triângulos de pedra-sabão, originária da região de Carandaí, Estado de Minas Gerais.

O monumento é construído, parte com Skånska Cement AB, Skåne e o concreto da parte de dentro do monumento, vem de Limhamn, Malmö, Suécia.
E o que é visto externamente é uma cobertura feita de pedra denominada Talco.

O monumento está em área cedida pela União à Arquidiocese do Rio de Janeiro na década de 1930, mas o acesso à estátua é realizado através do Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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Curiosidades

- O Imperador Dom Pedro I atingiu o cume do Corcovado em 1822, a 704 metros, e lá deixou seu monograma gravado em uma árvore.

- Material usado e dimensões do monumento:
Construída em concreto armado, revestido por pequenos triângulos de pedra-sabão onde, dizem, por trás de cada uma dessas pequeninas placas foram escritos pedidos, bênçãos e orações,
Encontra-se sobre um pedestal de 8 metros de altura, onde há uma capela para 150 pessoas,
A estátua mede 30 metros de altura; a distância entre os extremos dos dedos é de 30 metros,
Seu peso total é de 1.145 toneladas, sendo que a cabeça pesa 30 toneladas e os braços 88 toneladas cada um,
A cabeça mede 3,75 metros.

- O molde original da cabeça do Cristo foi parar em leilão, foi arrematado, em agosto de 2001, pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em um leilão, por R$ 84 mil. A peça, que serviu de base para a construção do rosto da estátua, foi feita em terracota e mede 70 cm de altura. Sua construção data de 1926 e estava em poder da família de um ex-empresário do setor têxtil.

A Localizaçao

Cosme Velho
     O Cosme Velho é bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, situado no sopé do Morro do Corcovado e do Morro de Dona Marta, ocupando a parte mais alta do vale do rio Carioca. Antes conhecido como "Águas Férreas" tem como rua principal, a Rua Cosme Velho, que é a continuação da Rua das Laranjeiras. Na verdade, esses dois bairros poderiam ser um só, pois não existe nenhum acidente geográfico entre eles e suas histórias são estreitamente ligadas.
O nome do bairro é uma homenagem a Cosme Velho Pereira, comerciante português da antiga Rua da Direita, atual Rua 1º de Março.

     O bairro do Cosme Velho desenvolveu-se às margens do Rio Carioca, desde 1567, quando as terras da região foram doadas em sesmaria aos membros da família de Cristóvão Monteiro, que abriram roças, edificaram casas e até um moinho de vento para beneficiamento dos cereais colhidos em suas plantações. No século XVII, teve início a captação das águas do rio para o abastecimento da cidade.

     No tempo do Brasil Império, havia escravos "agueiros", cuja função era levar água proveniente do Carioca em barris para uso de seus senhores. Posteriormente foi construído um aqueduto com a finalidade de levar a água até a Lapa, no centro, cuja memória é preservada através dos Arcos da Lapa. É no Cosme Velho que se situa a Estação da Estrada de Ferro do Corcovado, da qual parte o trem.
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Altos da Boa Vista
     Desde 1856, o Jardim Botânico estava ligado ao Alto da Boa Vista por uma estrada para carroça, aberta por influência do Barão do Bom Retiro e cuja execução e manutenção foi contratado a empresa Thomas Cochrane. Registra a crônica da cidade que, nessa obra, foram empregados trabalhadores “coolies” trazidos de Macau, na China, para desenvolver a lavoura do arroz, mas que, não tendo demonstrado qualquer habilidade para a agricultura foram aproveitados na construção da estrada.

     Essa região apresenta uma assombrosa coincidência de presença chinesa, iniciada com a vinda dos plantadores do chá de D. João VI. Depois do fracasso dessa lavoura, os chineses se teriam espalhado "pela Tijuca".
Em 1844, um mapa da área registra uma edificação denominada "Casa dos Chinas", provavelmente um resquício dessa primitiva experiência. Essa "vocação" provavelmente explica por que a prefeitura edificou, às margens dessa estrada, anos mais tarde, um pavilhão denominado Vista Chinesa, que ainda pode ser visitado.
Mais acima, um local preparado para servir como ponto de repouso nos freqüentes passeios da Família Real ganhou o nome de Mesa do Imperador.

4) Floresta da Tijuca

O Corcovado fica na Serra da Carioca que faz parte da Floresta da Tijuca, do Tupi (Ty-Yuc – liquido podre, lama, brejo), a maior floresta urbana do mundo, com cerca de 33 Km2.

O Morro do Corcovado, tendo em seu topo a imagem do Cristo Redentor, é um dos principais símbolos da cidade.
Esse imenso bloco de rocha vertical e aparente, emergindo da mata, dominando tudo a sua volta é, sem dúvida, um dos motivos que fazem do Rio de Janeiro a:
Cidade Maravilhosa
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Vias de Acesso
As maneiras de se chegar ao topo do morro do Corcovado: de Trem ou de Carro.

-Da Estação do Corcovado, em Laranjeiras, é possível pegar os trens que saem a cada meia hora e levam vinte minutos para atravessar a Floresta da Tijuca e chegar ao topo.
- O Cristo Redentor conta agora com três elevadores panorâmicos, cada um com capacidade para 14 pessoas.
- O acesso se dá por uma área que atende tanto os visitantes que chegam de carro quanto os que desembarcam na plataforma de trem da Estrada de Ferro do Corcovado.
- Existem passarelas metálicas, sustentadas por outra estrutura, com aproximadamente quatro metros de largura e quatro escadas rolantes, com capacidade de tráfego para 9 mil pessoas por hora.
- O passeio já começa aí, pois a torre, de 31 metros de altura, descortina a primeira vista da cidade.
- Para completar o acesso à estátua, existem quatro escadas rolantes, assim, não é preciso enfrentar os 220 degraus que levam ao pé da estátua.

E antes mesmo de chegar ao Cristo, os visitantes já conhecem um pouco da história do cartão-postal, pois a Estação do Cosme Velho, totalmente revitalizada, transformou-se em um ambiente de lazer e entretenimento moderno e confortável.
Uma nova área de embarque foi construída, além de lojas de apoio turístico, sala VIP e auditório.
O grande destaque é o Espaço Cultural, onde se perpetua toda a rica história da Estrada de Ferro e do Monumento ao Cristo.
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Para Saber:
Duração da viagem de trem: cerca de 20 minutos.
Capacidade: 360 passageiros por hora
Velocidade da subida: 15 km/h
Velocidade da descida: 12 km/h
Peso do Trem: Máquina + Carro = 36,8 toneladas
Endereço: Rua Cosme Velho 513 – Cosme Velho – Rio de Janeiro – RJ - Brazil

Horário de Funcionamento: das 08:30h às 18:30h, saídas a cada meia hora, de Segunda à Domingo.
Valor do ingresso: R$ 36,00 (atualizado em 02/02/2010)

O Cristo, do alto de seus 38 metros, e dos 710 metros do Morro do Corcovado, é a imagem da Fé e da Simpatia do Povo Carioca.

Desde o ano de 2000, quando recebeu nova iluminação, o monumento e seus acessos vêm passando por um processo contínuo de revitalização.

As Polêmicas
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As Disputas Judiciais

Os direitos de imagem da estátua no topo do Corcovado são centro de uma disputa que parece não ter fim. Há três grupos proclamando-se os donos da imagem do Cristo Redentor: a família do escultor Paul Maximilian Landowski, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Arquidiocese do Rio de Janeiro.
A família de Paul M. Landowski move ações em diversos tribunais, querendo receber direitos autorais sobre qualquer uso da imagem do Cristo, incluindo publicidade, postais, pôsteres, livros e outros souvenires.
A Prefeitura do Rio de Janeiro e a Arquidiocese não chegam a ir tão longe, mas disputam o direito de administrar a estátua.
A arquidiocese tem o argumento que recebeu a estátua de presente da União, em 1934, enquanto a prefeitura acredita tratar-se de um símbolo da cidade, sendo patrimônio histórico do Rio de Janeiro.
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O Acesso
O controle e a administração do parque que cerca a estátua do Cristo Redentor. Atualmente quem administra a área é a União através do IBAMA, mas a administração é muito precária é já houve, no passado, casos graves de desvios de verba.
A Prefeitura do Rio de Janeiro e o Governo do Estado do Rio de Janeiro entraram na briga pela administração do Parque, após o Cristo Redentor ter sido declarado uma das 7  Maravilha do Mundo Moderno.

Pelo que tudo indica o IBAMA vai continuar a administrar o Parque. Todos esperam que o Corcovado se livre de problemas rotineiros, como exploração de taxistas e flanelinhas, superfaturamento das lojas, banheiros em estados precários, falta de estacionamento, desvio de verbas das bilheterias e assaltos nos acessos a estátua.


5) Hotel Paineiras


Em 09 de outubro de 1884, o Hotel das Paineiras foi inaugurado, no meio do caminho, junto com o trecho Cosme Velho/ Paineiras da Estrada de Ferro do Corcovado.


Ele pretendia oferecer aos hóspedes “todo o conforto e as vantagens que se encontram nos bons hotéis da Suíça e dos Estados Unidos”.

Nesse dia, S.M.I. Pedro II e demais convidados foram recepcionados no hotel-restaurante com um farto lanche fornecido pela Casa Paschoal, então estabelecida na “chic” Rua do Ouvidor.

1910

No século XX, se hospedaria no Paineiras o famoso bailarino russo Wlasclaw Nijinski.

O prédio original tinha dois pavimentos, dispondo:
- 10 quartos no pavimento inferior,
- 11 quartos no superior, situados em ambos os lados de um corredor longitudinal projetado no centro do imóvel.

No início, o Hotel das Paineiras apresentou um pequeno lucro, porém a partir de 1892 o movimento dos hóspedes começou a diminuir.

A construção do hotel original não existe mais, foi demolida no início da década de 1970, para ampliação do estacionamento.


Projeto para o local do antigo Hotel Paineiras

Referências:
Texto transcrito parcialmente da Revista Brasil Rotário de Janeiro de 2004 de autoria de Fernando Reis de Souza.
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Von Muller, cronista

5 comentários:

  1. Parabéns! Blog lindo! Hoje estou postando sobre o Aniversário da Cidade e citei este blog como referência, para que visitem! Adoro parcerias, se interessar! Um beijo!

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  2. Oláaaa tenho um blog: minhaalmacanta.blogspot.com e adoraria que você me adicionasse no seu blogroll (já adicionei seu site no meu blogroll).
    Qualquer coisa, me manda um email erica_flr@yahoo.com.br

    Bye

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  3. Olá, James. Estou pesquisando sobre fontes e letras usadas na época do Império no Brasil, para poder fazer minha próxima tatuagem, que será um poema... Você sabe me dizer se naquele tempo usavam iluminuras em textos de algum tipo, ou eram apenas letras cursivas mesmo??? Ah, e que fonte é essa que você usa para capitular os posts (na inicial de cada parágrafo)??? Parabéns pelo site! Abs. Marcos.

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  4. Que blog maravilhoso! Parabéns pelo excelente trabalho! Hoje postei sobre a recuperação do Hotel das Paineiras no Diretório Monárquico, vou postar seu blog como referência não somente sobre o assunto mas como um trabalho muito bem feito sobre nossa Monarquia. Abs.Lieden

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