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domingo, 15 de agosto de 2010

O papel-moeda no Brasil

Moedas do Brasil

Há 10 mil anos, como não existia dinheiro, a solução era darmos algo que tínhamos de bastante valor em troca do que queríamos (escambo).
De lá para cá, muita coisa foi usada para fazer essas negociações:- bois (provavelmente a primeira forma de moeda), conchas (muito usadas na China e na Austrália), sal (que os gregos trocavam por escravos), sementes de cacau (adotadas pelos maias e pelos incas) e até tulipas (dadas na Holanda como dote de casamento).

- No Brasil, foi usado açúcar, tabaco e até notas estrangeiras (no século XVII, o florim holandês foi fabricado em Recife), além de um sem-número das nossas próprias moedas, que perdiam valor rapidamente.

Com base na Linha do Tempo – Uma Viagem pela História da Humanidade, os melhores momentos dos cinco séculos do dinheiro em nosso país:

- A Moeda no Brasil reporta a data posterior a seu descobrimento, quando o Brasil começou a ser colonizado.
O comércio interno era reduzido e as mercadorias eram trocadas por outras, esse comércio era conhecido como "escambo", especialmente no período colonial.
Tinha como unidade monetária o “real português”, também circulavam moedas hispano-americanas, porem sua circulação era pequena, então para facilitar a troca, alguns produtos assumiram a função de moeda como: - o açúcar, boi, chá, fumo, condimentos etc.
1500 - Tostão
Ao chegar ao Brasil, os portugueses encontram cerca de 3 milhões de índios vivendo em economia de subsistência. Já os colonizadores usam moedas de cobre e ouro, que têm diversos nomes de acordo com a origem: - Tostão, Português, Cruzado, Vintém e São-Vicente.

Século XVI - Jimbo e Réis
A pequena concha era usada como moeda no Congo e em Angola. Chegando ao Brasil, os escravos a encontram no litoral da Bahia e mantêm a tradição.
Desde o descobrimento, porém, a moeda mais usada é o "real português", mais conhecido em seu plural “réis”, que valeu até 1942.

Até o século XVIII, não possuindo atividades tão complexas, a economia brasileira conseguiu manter suas atividades comerciais pelo uso dessas modalidades. Contudo, no século seguinte, começava a ficar latente e insustentável uma economia possuidora de um baixo montante de moedas em circulação.

- De acordo com algumas estimativas, a riqueza circulante em moeda girava em torno da cifra de dez milhões de réis.

Em 1614, o governador do Rio de Janeiro Constantino Menelau, determinou que o açúcar tivesse valor como "moeda" então 15 kg (uma arroba) de açúcar branco foi fixado em 1.000 réis, o mascavo em 640 réis, e os de outras espécies em 320 réis.
De acordo com a lei, comerciantes eram obrigados a aceitar o produto para pagar compras.

- A moeda sonante (dinheiro amoedado) vinha de Portugal, porém a sua origem era espanhola, a qual era rica em reservas metálicas, ouro e prata extraída do seu império colonial.

De 1580 a 1640 tempo em que a Espanha dominou Portugal, o Brasil Colônia utilizava a moeda real hispano-americano, a qual era cunhada em Potosi (Bolívia). As moedas eram de meio, 1, 2, 4, 8 "reales" que era equivalente 20, 40, 80, 160 réis.

Em 1624, quando a Holanda ocupou o Nordeste brasileiro, sob o seu domínio foi cunhada a primeira moeda no território nacional. Sua forma quadradas, pequenas, confeccionadas em ouro e prata.

Em 1645, começaram a circular em Pernambuco. Essas moedas eram usadas principalmente para pagar os soldados holandeses, que estavam no nordeste brasileiro.

- As “ordens de pagamento” emitidas pelos holandeses em Pernambuco foram os primeiros papéis a circular como moeda no Brasil. Mas como isso só ocorreu entre as tropas de ocupação, eles não tem qualquer relação com as cédulas emitidas no país.

Em 1654, com a expulsão dos holandeses, e a restauração do reino de Portugal, a Colônia voltou com a política monetária portuguesa.

Em 1669, as moedas de prata portuguesas iniciaram a circulação no Brasil Colônia, carimbadas com um sinete real, nos valores de 80, 160, 320, 640 réis.

- Nesta época circulavam moedas com diversos tipos, origens e valores instáveis. Portugal não dava importância para o fato, porque no período colonial o mercado interno era pequeno, os escravos não compravam nem vendiam pela sua condição social e os colonos livres recebiam seus pagamentos em mercadorias.

- No final do século XVII foram criadas as primeiras moedas brasileiras e Salvador era na época a principal cidade da Colônia, sua capital e o mais importante centro de negócios.

Em 1694, Salvador foi escolhido pelos portugueses para a instalação da primeira Casa da Moeda. Essas moedas eram cunhadas em ouro e prata:
- As de ouro tinham o valor de 1, 2, e 4 mil réis.
- As de prata observavam uma progressão aritmética de valores mais original 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. As quais foram denominadas pelo povo de "patações", que tinha certo sentido depreciativo, porque as moedas cunhadas no Brasil não tinham muita credibilidade no seu valor.

Em 1695 - Cara e Coroa
A Casa da Moeda do Brasil, inaugurada na Bahia um ano antes, cunha suas primeiras moedas de ouro.

No período de 1695 a 1702, entrou em circulação peças de cobre de 10 e 20 réis, cunhadas na Casa do Porto e destinadas a Angola, porem aqui introduzidas por determinação Régia.

Em pouco tempo ficou difícil para a Coroa manter a Casa da Moeda em Salvador, porque foram descobertas jazidas de ouro pelos bandeirantes e a grande exploração das Minas Gerais.

Em 1698, ficou mais pratico transferir a fabricação de dinheiro para o Rio de Janeiro, cunhando ouro e prata com os mesmos valores.

Em 1700, a Casa da Moeda mudou para Pernambuco.

Em 1702, retornou ao Rio de Janeiro.

Em 1714, existiam duas Casas da Moeda, sendo uma no Rio e outra na Bahia.

Em 1724 foi criada a terceira em Vila Rica que atuou até 1735 quando foi desativada.

- Para suprir a falta de troco à cidade do Maranhão chegou a ter a sua própria moeda, que eram fabricadas em Portugal, em ouro e prata nos valores usuais, e em cobre, com seus valores em 5, 10, e 20 réis.

Os grandes negócios eram realizados na faixa litorânea, onde estava localizada a maioria das cidades.
O dinheiro circulava somente nestas cidades, então nos distritos mineiros que produziam ouro, a moeda normalmente não circulava, o ouro era pesado e usado como moeda, tudo o que consumiam era importado.
Em todo o interior brasileiro a economia de troca continuava prevalecendo.
Nas regiões agrícolas as fazendas com seus escravos produziam quase tudo que necessitavam.
O dinheiro ficava em segundo plano, porque toda a riqueza era avaliada com base na propriedade imobiliária e o gado tinha um meio de intercâmbio bem aceito.

Em 1727, surgem as primeiras moedas brasileiras com a figura do governante de um lado e as armas do reino do outro, conforme a tradição européia.
Os termos “cara” e “coroa” vêm daí.

De 1771, os “bilhetes de extração de diamantes” e os de “permuta do ouro” foram os primeiros papéis a circular oficialmente como moeda, até as primeiras décadas do século XIX.

Até1808, a Colônia tinha um valor muito pequeno de moedas circulando, a cifra de 10.000 contos (ou 10 milhões de réis).

- Com um sistema monetário precário, chegando a circular ao mesmo tempo seis diferentes relações de moedas intercambiáveis. Para agravar mais a situação o ouro em pó e em barra circulava livremente, além disso se encontrava moedas falsas no mercado.

Em 1808, com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil e a conseqüente abertura dos portos, houve a necessidade de se modernizar e agilizar o sistema monetário se tornou ainda mais urgente.

- Diante disso, D. João VI ordenou a criação do Banco do Brasil, que passaria a desenvolver a emissão de papel-moeda em quantidade proporcional ao lastro oferecido pela quantidade do ouro presente nos cofres públicos, quer dizer, por reservas equivalentes em ouro.

Dessa forma, a quantidade de dinheiro no mercado seria sustentada pelas reservas controladas pelo governo.

- Com esse sistema monetário precário, chegando a circular ao mesmo tempo seis diferentes relações de moedas intercambiáveis. Para agravar mais a situação o ouro em pó e em barra circulava livremente, além disso, se encontrava moedas falsas no mercado.

Em 1821, D. João IV retorna a Portugal com ele foi a Corte e o tesouro nacional, o qual extraiu arbitrariamente, reduzindo as reservas bancárias a 20 contos de réis.
Estabeleceu-se uma séria crise na economia brasileira.
Com isso, o papel-moeda brasileiro se desvalorizou e, logo em seguida, um grave processo inflacionário atravancou o desenvolvimento da economia nacional.

- Não por acaso, a questão do desenvolvimento instigou a realização de várias revoltas no Primeiro Reinado e no Período Regencial.

Em 28 de julho de 1821, o Brasil suspendeu todos os pagamentos (moratória) e iniciou-se a emissão de papel-moeda com pouco lastro metálico, então o dinheiro começou a desvalorizar rapidamente.

Em 07 de setembro de 1822, D. Pedro rompe definitivamente os laços de união política com Portugal.

Em 18 de setembro de 1822, após a Proclamação da Independência, a falsificação de moedas de cobre chegou a ser um caso de calamidade pública.

Em 1º de dezembro de 1822, D. Pedro I tornou-se o primeiro imperador do Brasil.

- No inicio do Império do Brasil não havia quase fundos, os cofres estavam vazios e a dívida pública era grande.

Em 1833, o governo foi forçando a emissão de bilhetes para o troco do cobre.

- Ao longo do Segundo Reinado, sob o comando de D. Pedro II, o desenvolvimento da economia cafeeira, do setor de transportes e a tímida industrialização deram indícios de recuperação econômica. Contudo, os vários empréstimos buscados no exterior e a manutenção de uma economia agro-exportadora forçaram um sistemático processo de desvalorização da moeda brasileira, já tinha se tornado um mal crônico no Brasil com suas crises econômicas e financeiras se sucedendo.

Frente e verso da primeira cédula brasileira, de 100 réis, da época do Império.

Cédula com valor facial de 500 réis, emitida em 1874, que mostra a efígie de D. Pedro II e o Brasão do Império.

- Paralelamente, devemos ainda salientar que a monetarização da economia exigiu que o processo de fabricação do papel moeda fosse devidamente aprimorado.

- Inicialmente, o papel-moeda era fabricado no molde de “cartas”, que eram preenchidas com o próprio punho.
Por conta de seu difícil manuseio e a possibilidade de falsificação, as moedas foram se modificando até que pudessem ser utilizadas em escala cada vez mais ampla.
Graças à modernização dos métodos de impressão, o papel-moeda brasileiro foi paulatinamente enriquecido com uma maior gama de detalhes aliados a um material mais leve e resistente.

- As emissões de bilhetes de banco e papel-moeda oficial foram alternadas, chegando a existir, por volta de 1900, 69 tipos de notas de banco e 33 do Tesouro Nacional, em circulação.

Cédula com valor facial de 500 réis, emitida em 1874, que mostra a efígie de D. Pedro II e o Brasão do Império.

- No século XX, ao longo de idas e vindas dos nossos instáveis índices econômicos, o papel moeda brasileiro foi modificado na intenção de se reestruturar o mercado interno. o "cruzeiro" substitui o "réis".

- Em 1911, somente no Brasil Republica é que o dinheiro brasileiro obteve a sua primeira alta no mercado internacional.

- A partir daí até os dias de hoje, a economia e a moeda brasileira vem sofrendo mudanças, onde a moeda trocou varias vezes de nome.

Em 1942, já em plena vigência do governo republicano, ao longo de idas e vindas dos nossos instáveis índices econômicos, na primeira troca de moeda do Brasil, o papel moeda brasileiro foi modificado na intenção de se reestruturar o mercado interno. o "cruzeiro" substitui o "réis" durante o governo do presidente Getúlio Vargas 
Mil réis passam a valer 1 cruzeiro; é o primeiro corte de três zeros da história monetária do país. É aí que surge também o centavo.

Para adaptar as antigas cédulas que estavam em circulação, o governo manda carimbá-las.
Em 1967, mediante a grave desvalorização do cruzeiro, o governo realizou sua substituição pelo cruzeiro novo, com uma valorização de 1.000%,
Três anos depois em 1970, com a inflação descontrolada voltou se ao nome "cruzeiro".
Dessa vez, porém, só muda o nome, mas não o valor.
Ou seja, 1 cruzeiro novo vale 1 cruzeiro.

Em 1986, em mais um tentativa de contenção da exponencial desvalorização do cruzeiro, por causa da inflação, que alcança 200% ao ano, o governo do presidente José Sarney cria o “cruzado” com 1.000% de valorização.
No fim do ano, os preços seriam congelados, assim como os salários dos brasileiros.

Três anos mais tarde em 1989, não suportando os galopantes índices inflacionários, por causa de inflação de 1000% ao ano, ocorre uma nova troca de moeda, o governo criou o “cruzado novo”, novamente com uma valorização de 1000%.
A mudança é decorrência de um plano econômico chamado Plano Verão, elaborado pelo então ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega.
Este nome durou um ano.

Em 1990, o cruzado novo volta a se chamar cruzeiro, durante o governo de Fernando Collor de Mello.
O mesmo plano econômico decreta o bloqueio das cadernetas de poupança e das contas correntes de todos os cidadãos brasileiros por 18 meses.

Em 1993, no governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda, o cruzeiro sofre outro corte de três zeros e vira cruzeiro real.
No fim do ano, o ministro cria um indexador único, a unidade real de valor (URV).
com a desvalorização do cruzeiro foi criado o "cruzeiro real" com 1.000% de valorização.

Em 1994, após uma inflação de 3700% em 11 meses de existência do cruzeiro real, entra em vigor a Unidade Real de Valor (URV), através de um ousado plano de valorização monetário, o governo teve capacidade de promover um quadro econômico relativamente estável com a criação do "real", com 2750% de valorização.

Em julho de 1994, a URV, equivalendo a 2750 cruzeiros reais, passa a valer 1 real.
Moeda que ainda vigora em nosso sistema financeiro.

Em 1998, vem a segunda família de moedas do "real".

CRONOLOGIA DO MEIO CIRCULANTE BRASILEIRO:

*1580 a 1640 As moedas que circulavam no Brasil no período da dominação espanhola (1580-1640) eram os “reales hispano-americanos”. A equivalência com os réis portugueses foi estabelecida em 1582.

*1614 - O açúcar tornou-se moeda legalmente reconhecida.

*Século XVII - Os escravos negros da Bahia usavam como moeda pequenos caramujos, os búzios.

*1645 - Surgiram em Pernambuco as primeiras moedas no Brasil, cunhadas pelos invasores holandeses.

*1653 - O pano de algodão, segundo o Pe. Vieira valia como moeda no Maranhão.

*1654 - O real português voltou a circular na Colônia.

*1663 - O valor das moedas aumentou em 25%.

*1668 - Portugal aumentou em 10% o valor das moedas de ouro. A medida não foi adotada no Brasil.

*1699 - Por ordem da Coroa, circularam no Brasil moedas de prata, com carimbo, no valor de 80, 160, 320, 640 réis.

*1694 - Criou-se a primeira Casa da Moeda, na Bahia.

*1695 - A Casa da Moeda da Bahia cunhou suas primeiras moedas: em ouro, nos valores de 1.000, 2.000 e 4.000 réis, e de prata, nos valores de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis.

*1698 - A Casa da Moeda foi transferida para o Rio de Janeiro.

*1699 a 1700 - No Rio de Janeiro, a Casa da Moeda fez moedas de ouro, de 1.000, 2.000, e 4.000 réis, e de prata, de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis.

*1700 - A Casa da Moeda mudou-se para Pernambuco.

*1695 a 1702 - Por determinação real, passaram a circular no Brasil as moedas de cobre cunhadas no Porto, em Portugal, com valores de 10 e 20 réis.

*1700 a 1702 - A Casa da Moeda, em Pernambuco, cunhou moedas de ouro no valor de 4.000 réis, e de prata nos mesmos valores anteriores.

*1702 - A Casa da Moeda foi transferida novamente para o Rio de Janeiro, iniciando-se a cunhagem de moedas com matéria-prima inteiramente nacional.

*1714 - As descobertas de ouro deram ensejo ao funcionamento simultâneo de duas Casas da Moeda: sendo uma no Rio e outra na Bahia.

*1722 - Em 4 de abril regulamentou-se definitivamente o padrão legal para a moeda brasileira: a oitava de ouro valia 1.600 réis e a de prata 100 réis.

*1724 a 1727 - Entraram em circulação os dobrões, com o valor de 12.000 réis.

*1724 - Uma terceira Casa da Moeda entrou em funcionamento. Ficava em Vila Rica, atual Ouro Preto, Minas Gerais.

*1735 - A Casa da Moeda de Vila Rica encerrou suas atividades.

*1749 - O Maranhão passou a ter moeda própria, cunhada em Portugal. As de ouro valiam 1.000, 2 000 e 4. 000 réis; as de prata 80, 160, 320 e 640 réis; as de cobre 5, 10 e 20 réis.

*1752 - Nas Minas Gerais cunharam-se moedas de prata de 75, 150, 300 e 600 réis. Serviam de troco para ouro em pó.

*1788 - Suspendeu-se a derrama, cobrança de impostos reais sobre o ouro das Minas Gerais.

*1810 - Os reales espanhóis ainda em circulação foram recunhados passando a valer 960 réis. Moedas de cobre de 37,5 e 75 réis foram cunhadas no Rio e em Vila Rica.

*1821 - D. João VI retornou a Portugal, esvaziando o tesouro. Todos os pagamentos foram suspensos iniciando-se a emissão de dinheiro sem lastro metálico.

*1832 - O valor de uma oitava de ouro foi fixado em 2 500 réis. Surgiram moedas de ouro de 10.000 réis, com peso de quatro oitavas.

*1834 a 1848 - Começaram a circular as moedas de prata da série dos cruzados, nos valores de 1.200, 800, 400, 200 e 100 réis.

*1846 - A oitava de ouro passou a valer 4.000 réis. Cunharam-se moedas de ouro de 20.000, 10.000 e 5.000 réis. E moedas de prata de 2.000, 1.000, 500 e 200 réis.

*1868 - Apareceram moedas de bronze, valendo 20 e 40 réis.

*1871 - Surgiram às moedas de níquel, de 200, 100 e 50 réis.

*1873 - Cunharam-se moedas de bronze, de 40 réis.

*1901 - Passaram a circular as moedas de níquel, de 400 réis.

*1911 - O real brasileiro registrou sua primeira alta no mercado internacional.

*1922 - Fizeram-se às últimas moedas de ouro, de 20.000 e 10.000 réis. Continuavam a circular as moedas de prata, de 4.000, 2.000, 1.000 e 500 réis. No mesmo ano surgiram moedas de bronze e alumínio, valendo 1.000 e 500 réis.

*1936 - Apareceram moedas de níquel no valor de 300 réis.

*1942 - O "cruzeiro" tornou-se a nova moeda nacional.

*1967 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzeiro novo", com valor mil vezes maior.

*1970 - O "cruzeiro novo" voltou a chamar-se apenas "cruzeiro".

*1986 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzado", com valor mil vezes maior.

*1989 - A desvalorização do "cruzado" levou à criação do "cruzado novo", com valor 1.000 vezes maior.

*1990 - O cruzado novo volta a chamar-se "cruzeiro".

*1993 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzeiro real", com valor 1.000 vezes maior.

*1994 - A desvalorização do "cruzeiro" real levou à criação do "real", com valor 2.750 vezes maior.

*1998 - Lançada em junho a 2ª família de moedas do "real".

Cédulas

- REAL – Cruzeiro – (000$000)

Nome da moeda que vigorou no Brasil desde o início da colonização (1500) até 1942.

Réis
- “Réis” é o plural do nome das unidades monetárias de Portugal, do Brasil e de outros países lusófonos durante certos períodos da história (singular: real).

Conto de réis é uma expressão adotada no Brasil e em Portugal para indicar um milhão de réis.
Sendo um conto de réis correspondia a mil vezes a importância de um mil-réis que era a divisionária, grafando-se o conto por Rs. 1:000$000 ou R$ 1,000000 (sendo o real 1/1.000.000 de um conto-de-réis em representação matemática decimal atual).
O réis tinha sua representação real-imperial em "milésimos-de-mil" contos-de-réis, sendo uma moeda de grande-valor intrínseco e imperial, com representatividade em aproximadamente oito gramas de ouro, como também assim o era a representação da libra esterlina também imperial, de então, tanto no Brasil como em Portugal e Algarves.

Em Portugal, por ocasião da proclamação da República, esta moeda foi substituída pelo escudo na razão de 1 escudo por mil-réis. Mesmo após a substituição do real pelo escudo, continuou a utilizar-se a expressão conto, agora para indicar mil escudos.

No Brasil, o “Réis” foi substituída pelo cruzeiro em 1942, na razão de 1 cruzeiro por mil-réis então circulantes.

Moedas e Cédulas que se destacaram
Nota de 10 mil réis de 1925 com a efígie do presidente Campos Sales. 200 réis (1889 e 1900)
Família de moedas em cupro-níquel composta por moedas de 100 e 200 réis com desenho aproveitado das moedas do final do II Reinado. O anverso passou a ter a legenda "15 de Novembro de 1889" - data da Proclamação da República e no reverso teve o Brasão Imperial trocado pelas Armas Nacionais da República do Brasil.
400 réis (1901)

Moeda de 400 réis (1721). Moeda de maior valor da série batida em cupro-níquel em 1901, encomendada à firma Basse & Selve, da Alemanha, que contratou serviços de diferentes Casas da Moeda estrangeiras.
Foi cunhado um total de 161.250.000 peças, a maior produção de moedas do mundo, na época (única moeda brasileira em que a data está em algarismo romano - MCMI).
A série é composta de moedas de 100, 200 e 400 Réis, com a figura da Abundância no anverso e efígie Representando a República no Reverso.

Nota de 20 mil réis de 1925 com a efígie do marechal Deodoro da Fonseca.
A nota contém dois carimbos retificando o valor de face para 20 cruzeiros após a reforma monetária de 1942.40 e 20 réis (até 1912)
A cunhagem das moedas de bronze, iniciada no final do Império, recomeçou no período republicano. As peças inovavam com a apresentação de legendas e temas diferentes, de acordo com o valor. Deixaram de ser cunhadas em 1912.
A moeda de 20 Réis trazia o lema "Vintém Poupado , Vintém Ganho".
A moeda de 40 Réis tem como lema "A Economia Faz a Prosperidade".

Prata da República
Assim como as moedas de ouro, as de prata começaram a cair em desuso no meio circulante no período republicano, uma vez que o valor de face era depreciado pela inflação.
A república abandonou as moedas de ouro em 1921 (moedas de 20$000 Réis).
Já as moedas de prata continuaram em circulação até o fim do padrão Mil-Réis (em 1942), sendo a última emissão em 1936, em uma moeda de 5$000 Réis homenageando Santos Dumont.
No entanto o teor de prata era cada vez menor em sua composição (variando entre 50% e 60% de acordo com a moeda).

- É curioso observar que as moedas de prata de 1906 traziam marcado seu peso em apenas uma das faces.

Cédulas 30.000 réis
O Governo Provisório republicano também permitiu que alguns bancos emitissem cédulas. Este período ficou conhecido como período da "Pluralidade Bancária".
As emissões multiplicaram-se desordenadamente, gerando inflação, o que resultou no retorno à idéia de um único emissor que, de 1892 a 1896, foi o Banco da República do Brasil

Tesouro Nacional, Caixa de Conversão, Caixa de Estabilização e Banco do Brasil

Após a crise causada pela "Pluralidade Bancária", as emissões foram centralizadas no Tesouro Nacional. Como o Mil-Réis já estava bastante desgastado pela inflação, surgiu a idéia de se adotar uma moeda lastreada no Ouro, que se chamaria Cruzeiro.
Para preparar o país para esta mudança foram emitidas cédulas de Mil-Reis em nome da "Caixa de Conversão" e em nome da "Caixa de Estabilização".

O projeto do Cruzeiro-Ouro foi abandonado e as Cédulas da Caixa de Conversão e Estabilização foram incorporadas as demais cédulas do Tesouro Nacional.
Também houve uma tentativa, na década de 1920, de se padronizar as cédulas em emissões assinadas pelo Banco do Brasil.

Denominações Especiais
Moedas        Vintém - 20 réis
Tostão -         80 réis - período Colonial e Imperial
Tostão -       100 réis - Moeda em cupro-níquel emitida entre 1917 a 1932
Pataca -        320 réis
Cruzado -     400 / 480 réis
Patacão -      960 réis
Dobra -   12.800 réis (12$800)
Dobrão - 20.000 réis (20$000)

Cédulas-500 reis - 1ª estampa (1874), 4ª estampa (1901)
-1.000 réis - 1ª estampa (1835), 13ª estampa (1923)
-2.000 réis - 1ª estampa (1835), 15ª estampa (1923)
-5.000 reis - 1ª estampa (1835), 19ª estampa (1925)
-10.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1925)
-20.000 reis - 1ª estampa (1835), 16ª estampa (1931)
-50.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1936)
-100.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1936)
-200.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1936)
-500.000 reis - 1ª estampa (1836), 15ª estampa (1931)
-Um Conto de réis - 1.000.000 réis (1:000$000) única estampa (1921)

Cédulas emitidas pelo Banco Central - BC

- CRUZEIRO - Cruzeiro (Cr$) vigente de 1.11.1942 a 12.2.1967

Criado no governo do presidente Getúlio Vargas, em 05 de outubro de 1942.
Ao criar o Cruzeiro, o governo realizou o corte de zeros e estabeleceu que cada Cruzeiro equivaleria a mil réis.

- CRUZEIRO NOVO - Cruzeiro Novo (NCr$) vigente de 13.2.1967 a 14.5.1970

Entrou em circulação em 13 de fevereiro de 1967, durante o regime militar.
Circulou até 14 de maio de 1970.
Durante sua implantação, o Cruzeiro perdeu três zeros.

- CRUZEIRO - Cruzeiro (Cr$) vigente de 15.5.1970 a 27.2.1986

O Cruzeiro voltou em 15 de maio de 1970, sem corte de zeros, ainda no regime militar.

- CRUZADO - Cruzado (Cz$) vigente de 28.2.1986 a 15.1.1989

O Cruzado entrou em circulação em 28 de fevereiro de 1986, durante o Plano Cruzado no governo do presidente José Sarney.
Houve o corte de três zeros em relação ao Cruzeiro.

- CRUZADO NOVO - Cruzado Novo (NCz$) vigente de 16.1.1989 a 15.3.1990

Novamente, em função da inflação elevada, houve a criação do Cruzado Novo e o corte de três zeros em relação a moeda anterior.
Entrou em circulação em 16 de janeiro de 1989.

- CRUZEIRO - Cruzeiro (Cr$) vigente de 16.3.1990 a 31.7.1993

Em 16 de março de 1990, durante o primeiro ano do governo do presidente Fernando Collor, a moeda retomou o nome de Cruzeiro.
Nesta mudança não ocorreu corte de zeros.

- CRUZEIRO REAL - Cruzeiro Real (CR$) vigente de 1/8/1993 a 30/6/1994

Já em preparação para o Plano Real, o governo do presidente Itamar Franco criou o Cruzeiro Real que entrou em circulação em 01 de agosto de 1993.
Houve o corte de três zeros.

- REAL - Real (R$) vigente a partir de 1/7/1994

Moeda que entrou em circulação em 01 de julho de 1994, durante o Plano Real, implementado no governo de Itamar Franco.

- Os brasileiros tiveram que trocar a moeda antiga pela nova (2.750 Cruzeiros Reais por 1 Real). O Real é a moeda em circulação até os dias de hoje.

Pesquisa:

Banco Central do Brasil,
Banco do Brasil
Wikimédia
Rainer Sousa - Historiadora
Pesquisa e textos adaptados por Jaime Muller

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