- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida no Brasil Império, antes e depois, inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado.

A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

Este blog esta sempre em crescimento entre o Jornalismo, Crônicas, Causos e a História.

Haverá provavelmente falhas e omissões, naturais num trabalho tão restrito.

Qualquer texto, informação, imagem colocada indevidamente, dúvida ou inconsistência na informação, por favor, comunique, e, aproveito para pedir desculpas pela omissão ou inconvenientes.

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Em História, não podemos gerar Dogmas que gerem Heresias e Blasfêmias e nos façam Intransigentes.

Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações do Brasil e do Brazil.

Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Dom Pedro II - Parte III (em Montagem)


Família Imperial do Brasil



Sr. Alcântara, 
A História.

D. Pedro II e a  Família Imperial no Palácio São Cristóvão - Petrópolis/RJ
Foto de Otto Hees, a última antes do fim do Império
Da esquerda para a direita: a imperatriz, D. Antonio, a princesa Isabel, o imperador, D. Pedro Augusto (filho da irmã da princesa Isabel, d. Leopoldina, duquesa de Saxe), D. Luís, o conde D'Eu e D. Pedro de Alcântara (príncipe do Grão-Pará)
Imagem: 100 Anos de República, volume I (1889-1903), Editora Nova Cultural, São Paulo/SP, pág.16

D. Pedro II e a Família Imperial
Imagem: detalhe/recorte do quadro a óleo de pintor anônimo
Museu Histórico Nacional/RJ
Reproduzido em Grandes Personagens da Nossa História, Editora Abril Cultural, São Paulo/SP, 1973, volume III, página 631



Sr. Alcântara, ele, um Brasileiro
Mesmo no exílio, Dom Pedro II continuou a contribuir para a cultura nacional através da doação de sua coleção particular de documentos e peças de arte.

Descrito por Monteiro Lobato como sósia moral de um sábio imperador romano, Marco Aurélio, assim era o nosso D. Pedro II, nascido em 1825. Um dos maiores homens da história brasileira ocupou o cargo de chefe de Estado durante quase 50 anos de Paz, Prosperidade e avanços importantes.

D. Pedro II nos ensina a amar o Brasil acima de tudo. Punia exemplarmente os políticos e funcionários corruptos, usando dos poderes que a Constituição lhe garantia para removê-los de seus cargos. Venceu importantes disputas diplomáticas, inclusive chegando a desafiar a toda poderosa Grã-Bretanha. - Zeloso que era com as verbas públicas, recusou sucessivas propostas de aumento de seu salário, trabalhando durante meio século com o mesmo pagamento, ainda que, durante seu reinado, a economia brasileira tenha crescido dez vezes. Quanto às suas poucas viagens, custeava-as com seu próprio dinheiro.



- Fez no Paraguay o que não conseguia no Brasil
A causa da abolição era outra luta do monarca brasileiro. O Paraguai invadiu o Brasil em 1865, iniciando a Guerra da Tríplice Aliança, vencida a guerra pelo Brasil em 1870, o imperador determinou que seu genro, o Conde d’Eu, requisitasse ao governo provisório do Paraguai que abolisse a escravatura, pedido que foi atendido. Não pode existir prova mais evidente de que D. Pedro II não tolerava a escravidão.

As preocupações imperiais, porém, não se resumiam à solução de problemas característicos do Brasil do Século XIX. Sua visão era muito mais avançada, estendendo-se a preocupações que ainda hoje afligem os brasileiros. Valorizava, acima de tudo, a importância da educação para o progresso do Brasil.
O Imperador escreveu:
- “Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro”.

O patriotismo do imperador era tamanho que, em suas anotações, escrevia sempre “imperador” e “Brasileiro”, sempre com ênfase à sua qualidade de cidadão do Brasil e não na sua posição como monarca.

Ao deixar o país levou um travesseiro cheio da terra brasileira, para repousar sua cabeça na hora da morte. Não aceitou a indenização de cinco mil contos de réis, equivalente a 4.500kg de ouro, que lhe foi oferecida pelos insurgentes, e disse:
- “Não sei com que autoridade esses senhores dispõem dos dinheiros públicos”

Tal era seu prestígio internacional que o governo francês deu-lhe honras de Chefe de Estado e membros da realeza européia e do corpo diplomático das mais diversas nações compareceram ao cortejo fúnebre.
Somente o embaixador do Brasil, por despeito do governo republicano diante de tantas homenagens ao monarca, não compareceu. Não é de hoje que nossas autoridades ignoram e desprezam as grandes figuras de nossa História.


A Ditadura Republicana
O governo chefiado por Deodoro da Fonseca “foi pouco mais que uma ditadura militar”.
O exército dominava tudo tanto no Rio de Janeiro quanto nos estados, seu sucessor o ex-coronel Floriano Peixoto agora auto proclamado marechal, pior ditador que o primeiro.
A liberdade de imprensa desapareceu, e as eleições eram controladas por aqueles que estavam no poder.
As perseguições foram severas, e a população se dobrou a ferro e fogo.
O regime republicano que se seguiu a monarquia deposta revelou-se extremamente instável, diante do sistema Monárquico Parlamentar.
Em pouco mais de um século de existência, a República brasileira enfrentou:
Doze estados de sítio,
Dezessete atos institucionais,
Seis dissoluções do Congresso,
Dezenove revoluções militares,
Duas renúncias presidenciais,
Três presidentes impedidos de tomar posse,
Quatro presidentes depostos,
Sete Constituições diferentes,
Quatro ditaduras e
Nove governos autoritários.


Últimos anos de D. Pedro, -Sr. Alcântara
O ex-imperador e sua família foram exilados e mudaram-se inicialmente para Portugal (onde assistiram às exéquias do Rei Luís I, falecido em 19 de outubro de 1889, à cerimônia de aclamação de seu filho e herdeiro Carlos I, bem como à de baptismo do infante D. Manuel, Duque de Beja e filho segundo do monarca português, nascido exatamente no dia da sua deposição, e do qual viria a ser padrinho de batizado) e a seguir foram para a França.

Em 28 de dezembro de 1889, em um hotel da Cidade de Porto - Portugal morre a Imperatriz Teresa Cristina. Nos seus últimos instantes de vida, confidenciou à Baronesa de Japurá:
- Maria Isabel, eu não morro de doença. Morro de dor e de desgosto.

Após a morte da esposa, 40 dias após chegar a Europa em Portugal, vive então entre Cannes, Versalhes e Paris (França), onde freqüentava concertos, conferências e o Instituto de França, ao qual se associara.

Passou a viver no Hotel Bedford em Paris - França, não era nem o maior e nem o mais luxuoso, suas instalações eram modestas, ofereciam um recanto sossegado e confortável, bem adequado a uma pessoa de 65 anos de idade. Alugou um quarto, e, quando não recebias visitas, passava os dias lendo e estudando. Nas vezes em que saia, apoiado numa pequena bengala para vencer a escadinha do hotel, procurava as associações científicas ou literárias.
Viúvo à pouco tempo, com as filhas casadas e netos, pretendia desfrutar o doce lazer da velhice em meio aos seus fiéis companheiros, “os livros”.
Com o tempo, foi se acostumando a sua nova vida de Pedro de Alcântara “Sr. Alcântara” como passou a ser chamado e também se acostumou à cidade, adquirindo um hábito; - saía do hotel e alugava um coche, seguia até próximo à universidade. Ali ficava na Biblioteca Nacional Nazarino, que se tornou seu recanto preferido na cidade. Passou mais de um ano como freqüentador da biblioteca, sem que nada interrompesse suas tardes de leitura.

Nota:
- Nesta biblioteca passou por um pequeno contra tempo, necessitou preencher a ficha de sócio da biblioteca que lhe daria direito ao empréstimo de livros, nela devia declarar seu nome e sua profissão, porém seu nome era comprido demais e não cabia na pequena ficha. Quanto à profissão, era difícil explicá-la.

A partir de 1890, até a sua morte, o imperador deposto viveu nas cidades de Nice e Paris.
Em Nice, viveu em uma casa alugada por sua filha Isabel, até que esta se estabelecesse em uma propriedade de seu marido.
Foi também em Nice que Pedro II recebeu a notícia da morte da Condessa de Barral (seu grande afér).

Duas vezes recusara indenizações do governo republicano, ao ser proclamada a república; e quando a primeira Assembléia Constituinte de 1891 votou uma pensão equivalente ao ordenado do próprio presidente da República.
Sobre a oferta do Governo Provisório, e depois de recusá-la, solicitando que se tornasse pública sua recusa, comentou:
- “Não sei com que autoridade esses senhores dispõem dos dinheiros públicos”.

Dom Pedro II ia viver de suas escassas poupanças, durante os 49 anos de reinado.
Pedro II sempre recusara aumento de sua dotação anual, embora o orçamento do Império tenha se manipulado algumas vezes, sem inflação e sem desvalorização da moeda-padrão da época (Réis) que se mantinha paritária à Libra Esterlina, empregando ainda boa parte dela no patrocínio de bolsas para jovens brasileiros promissores.
No exílio continuou a ser o que sempre foi – “um padrão de moralidade, de vida pública e particular inatacável, sempre primado pela honradez e compostura”.
Obrigado a viver fora do país, amealhou o mínimo possível para viver com dignidade.
A Imperatriz Theresa Cristina já tinha falecido em Portugal, ao serem expulsos do Brasil.
A Princesa Isabel e filhos iam ficar por conta do Conde d’Eu, possuidor de algum patrimônio no seu país de origem.

O Imperador fizera questão de levar consigo um travesseiro com terra do Brasil, para repousar sua cabeça quando do último suspiro.
Alguns amigos dedicados, inclusive o engenheiro André Rebouças, o grande abolicionista, haviam feito questão de acompanhar a Família Imperial ao exílio. Rebouças, quando da morte de Dom Pedro II, recusou-se a voltar ao Brasil, dizendo que o desaparecimento do Imperador representara o término das possibilidades de alguém da sua cor – “negra” – vir a ser personalidade exponencial no país.

No exílio, Dom Pedro II não gastou o tempo em mundanismos, nem a freqüentar saraus e recitais – dedicou seu tempo final ao Instituto Pasteur e à Academia Francesa, convivendo com sábios do porte de Louis Pasteur.


Últimos dias, no exílio -1891
Em novembro de 1891, uma ferida no pé fez com que o Sr. Alcântara não pudesse mais sair de casa, não impedi-lo.

Em 23 de novembro de 1891, Pedro II compareceu a Academia de Ciências pela última vez para participar de uma eleição.

Em 24 de novembro de 1891, na manhã seguinte, anotou friamente em seu diário a notícia de que o ditador Deodoro da Fonseca havia renunciado:
“10:30. O Deodoro demitiu-se.”

- Realizou logo mais um longo passeio pelo Rio Sena em Paris em carruagem aberta, apesar da temperatura extremamente baixa. Ao retornar para o Hotel Bedford à noite, sentiu-se resfriado. A doença evoluiu nos dias seguintes até tornar-se uma pneumonia.

Em 02 de dezembro de 1891, não houve celebração em seu aniversário, com a exceção de uma simples missa, onde ficou acamado e teve apenas a companhia da filha Isabel, Conde D’Eu e os netos.
Contudo, recebeu a visita de diversos franceses e brasileiros que residiam em Paris que foram cumprimentá-lo.

Em 03 de dezembro de 1891, na manhã, seu estado de saúde piorou repentinamente.

Outros parentes e amigos foram visitá-lo após saberem da gravidade da situação.

No dia 04 de dezembro de 1891, recebeu os últimos sacramentos do abade Rébours, vigário de Madeleine.

Entrou em agonia na noite do mesmo dia e faleceu as 00h35min da manhã do dia 05 de dezembro.

Suas últimas palavras foram:
- “Deus que me conceda esses últimos desejos – paz e prosperidade para o Brasil…”

Estava tão enfraquecido que não sofreu qualquer tipo de dor.


O Falecimento
Em 05 de dezembro de 1891, à madrugada, falecia no exílio, em Paris na capital francesa, o deposto “Imperador do Brasil” Dom Pedro II.
Sua morte ocorria no modesto quarto nº 18 do Hotel Bedford, que era o que suas posses permitiam.


O Último Imperador - Dorme
Estavam ao seu lado sua filha Isabel, o Conde D´Eu, os netos Pedro, Luís, Antonio, Pedro Augusto e Augusto e suas irmãs Januária e Francisca (a irmão Chica), acompanhada de seus esposos.

Segundo o atestado de óbito a “causa mortis” foi uma pneumonia aguda do pulmão esquerdo, assinada pelo médico Charcot.

- Imperatriz de jure do Brasil
Pedro II faleceu sem abdicar de sua coroa e sua filha Isabel tornou-se a herdeira do trono do Império do Brasil de facto.
Ela beijou solenemente as mãos do “Pai” e em seguida todos os demais presentes.
Após, inclusive dezenas de brasileiros que já se encontravam no local, beijaram sua mão, reconhecendo-a como a Imperatriz de jure do Brasil.

O Barão de Rio Branco, que estava presente, escreveu mais tarde:
- “Os brasileiros presentes, trinta e tantos, foram desfilando um a um, lançando água benta sobre o cadáver e beijando-lhe a mão. Eu fiz o mesmo. Despediam-se do grande morto”.

O senador gaúcho e ex-Conselheiro Gaspar da Silveira Martins chegou logo após o falecimento e, ao ver o corpo do velho amigo, chorou convulsivamente.

Em 05 de dezembro de 1891, foi dispensada a autopsia e o corpo do Imperador foi embalsamado as 09h00min horas da manhã, após injetarem seis litros de cloridrato de zinco e de alumínio em sua carótida.
Também foi feita uma máscara mortuária.

Pedro II foi vestido como o uniforme de Marechal do Exército, representando sua posição como Chefe das Forças Armadas brasileiras.
Em seu peito foram colocadas as fitas das diversas ordens de que fazia parte e em suas mãos, um crucifixo de prata enviado pelo Papa Leão XIII.
Duas bandeiras brasileiras foram colocadas em suas pernas para cobri-las.
Enquanto preparavam o corpo de Pedro II, o Conde D´Eu encontrou no quarto um pacote lacrado e uma mensagem escrita pelo próprio Imperador:
- “É terra de meu país, desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria”.

O pacote que continha terra de várias províncias brasileiras foi colocada dentro do caixão.
Foram utilizados três caixões:
- Um de chumbo forrado de cetim branco com uma tampa de cristal, onde depositaram o corpo,
- E outros dois que revestiram o primeiro: um carvalho envernizado,
- Outro de carvalho recoberto de veludo negro.


O Funeral
Poucas horas após a morte de Pedro II, milhares de pessoas compareceram ao Hotel Bedford, dentre elas, o Presidente do Conselho Freycinet e os ministros da Guerra e da Marinha da França.
Em apenas um dia, mais de 2 mil telegramas haviam sido enviados para o hotel com mensagens de condolências.

O presidente francês Sardi Carnot, que estava em viagem pelo sul do país, enviou todos os membros da Casa Militar para prestarem homenagens ao falecido monarca.

A Princesa Imperial Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta e íntima para o enterro de Pedro II. Contudo, aceitou o pedido do Governo francês de realizar um funeral de “Chefe de Estado”.
Para evitar incidentes políticos, o Governo decidiu que o enterro seria oficialmente realizado pelo fato do Imperador ser grão-cruz da Legião de Honra, mas com as pompas devidas a um monarca.
Todos os pedidos feitos pelo governo republicano brasileiro para não se realizar qualquer tipo de funeral oficial ou de apresentar publicamente a Bandeira Imperial foram simplesmente ignorados pelo governo francês.

Em 08 de dezembro de 1891, na noite, os caixões contendo o corpo de Pedro II saíram do Hotel Bedford com destino a Igreja da Madeleine.
Oito militares franceses transportaram os caixões, cobertos pela bandeira imperial, sendo assistidos por mais de cinco mil pessoas.
A carruagem utilizada fora à mesma dos enterros do Cardeal Morlot, do Duque de Morny e de Adolphe Thiers.

No dia seguinte, milhares de personalidades compareceram a cerimônia realizada em Madeleine. Além da Família de Pedro II, estavam:
Amadeo, ex-rei da Espanha,
Francis II, ex-rei das Duas Sicílias,
Isabella II, ex-rainha da Espanha,
Philippe, Conde de Paris, e diversos outros membros da realeza européia.

Também estavam presentes o General Joseph Brugère, representando o Presidente da República da França Sadi Carnot, os presidentes do Senado e da Câmara, assim como senadores, deputados, diplomatas e outros representantes do governo francês.

Quase todos os membros da Academia Francesa, do Instituto de França, da Academia de Ciências Morais e da Academia de Inscrições e Belas-Artes também participaram.

Entre os presentes, estavam:
- Eça de Queiroz, Alexandre Dumas, Gabriel Auguste Daubrée, Jules Arsène Arnaud Claretie, Marcellin Berthelot, Jean Louis Armand de Quatrefages de Bréau, Edmond Jurien de la Gravière, Julius Oppert, Camille Doucet e outros.

Representantes de outros governos, tanto do continente americano, quanto europeu se fizeram presentes, além de países longínquos como Turquia, China, Japão e Pérsia, que eram impérios, com a exceção do governo provisório do Brasil.

Em seguida os caixões foram levados em cortejo até a Estação Ferroviária, de onde partiria para Portugal.
Apesar da chuva incessante e da temperatura extremamente baixa, entre 200 mil a 300 mil pessoas assistiram ao evento.
As tropas militares francesas que fizeram parte do cortejo eram compostas por 80 mil homens.

Duas carruagens levavam quase 200 coroas de flores.
Nelas, estavam escritas mensagens homenageando o Imperador, tais como:
“A D. Pedro, Vitória R.I.”,
“Dos Voluntários da Pátria ao grande Imperador por quem se bateram Caxias, Osório, Andrade Neves e tantos outros heróis.”,
“Um grupo de brasileiros estudantes em Paris.”,
“Tempos felizes em que o pensamento, a palavra e a pena eram livres, que o Brasil libertava povos oprimidos…” (enviada pelo Barão de Ladário, Marquês de Tamandaré, Visconde de Sinimbu, Rodolfo Dantas, Joaquim Nabuco e Taunay),
“Ao grande brasileiro benemérito da Pátria e da Humanidade. Ubique Pátria Memor.” (enviada pelo Barão do Rio Branco),
“Os Rio-Grandenses ao rei liberal e patriota.” e
“Um negro brasileiro em nome de sua raça”.

O corpo do Imperador prosseguiu viagem de Paris (França) até a Igreja de São Vicente de Fora, próximo a Lisboa (Portugal).

Em 12 de dezembro de 1891, o corpo de Pedro II foi depositado no Panteão dos Braganças, entre os de sua madrasta D. Amélia e de sua esposa D. Teresa Cristina.

Em todos os locais que o caixão passou, tanto na França, quanto como na Espanha, e por último, em Portugal, foram realizadas homenagens. Como sempre, com a exceção do governo republicano brasileiro.

- Repercussão a Morte de Dom Pedro II no Brasil
Os membros do governo republicano brasileiro, “temerosos da grande repercussão que tivera a morte do imperador”, negaram a possibilidade de qualquer manifestação oficial.
Contudo, o povo brasileiro não ficou indiferente ao falecimento de Pedro II, a “repercussão no Brasil foi também imensa, apesar dos esforços do governo para abafar. Houve manifestações de pesar em todo o país: - comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos”.

Em 07 de dezembro de 1891, de acordo com o Doutor João Mendes de Almeida, em artigo escrito:
A notícia do passamento de S. M. o Imperador D. Pedro II vem pôr à prova os sentimentos da nação brasileira com a dinastia Imperial. A consternação tem sido geral”.

Foram realizadas “missas solenes por todo o país, seguidas de pronunciamentos fúnebres em que se enalteciam D. Pedro II e o regime monárquico”, de maneira que a República se calou diante da força e do impacto das manifestações”.

A polícia foi enviada para impedir manifestações públicas de pesar, “provocando sérios incidentes enquanto o povo se solidarizava com os manifestantes”.

Em 09 de dezembro 1891, uma reunião popular com o objetivo de homenagear o falecido imperador foi realizada, tendo sido organizada pelo Marquês de Tamandaré, Visconde de Ouro Preto, Visconde de Sinimbu, Barão de Ladário, Carlos de Laet, Alfredo d'Escragnolle Taunay, Rodolfo Dantas, Afonso Celso e Joaquim Nabuco.

Até mesmo os antigos adversários políticos de Pedro II elogiaram o monarca deposto, mesmo que “criticando sua política, ressaltavam sempre seu patriotismo, honestidade, desinteresse, espírito de justiça, dedicação ao trabalho, tolerância, simplicidade”.
Quintino Bocaiúva, um dos principais líderes republicanos, falou:
“O mundo inteiro, pode-se dizer, tem prestado todas quantas homenagens tinha direito o Sr. Dom Pedro de Alcântara, conquistadas por suas virtudes de grande cidadão”.

Alguns “membros de clubes republicanos protestaram contra o que chamaram de exagerado sentimentalismo das homenagens, vendo nelas manobras monarquistas. Foram vozes isoladas”.

- Repercussão no Exterior
A reação no exterior foi igualmente simpática ao monarca:

New York Times de 05 de dezembro de 1889 elogiou Pedro II, considerando-o “o mais ilustrado monarca do século” e afirmando que “tornou o Brasil tão livre quanto uma monarquia pode ser”.

The Herald escreveu: -“Numa outra era, e em circunstâncias mais felizes, ele seria idolatrado e honrado por seus súditos e teria passado a história como Dom Pedro, o Bom”.

The Tribune afirmou que seu “reinado foi sereno, pacífico e próspero”.

The Times publicou um longo artigo: - “Até novembro de 1889, acreditava-se que o falecido Imperador e sua consorte fossem unanimemente adorados no Brasil, devido a seus dotes intelectuais e morais e seu interesse afetuoso pelo bem-estar dos súditos […] Quando no Rio de Janeiro ele era constantemente visto em público; e duas vezes por semana recebia seus súditos, bem como viajantes estrangeiros, cativando a todos com sua cortesia”.

Weekly Register, por sua vez: - “Ele mais parecia um poeta ou um sábio do que um imperador, mas se lhe tivesse sido dada a oportunidade de concretizar seus vários projetos, sem dúvida teria feito do Brasil um dos países mais ricos do Novo Mundo”.

Le Jour, periódico francês afirmou que “ele foi efetivamente o primeiro soberano que, após nossos desastres de 1871, ousou nos visitar. Nossa derrota não o afastou de nós. A França lhe saberá ser agradecida”.

The Globe, sobre o monarca asseverou que ele “era culto, ele era patriota; era gentil e indulgente; tinha todas as virtudes privadas, bem como as públicas, e morreu no exílio”.


Post Mortem
A monarquia “caiu quando atingia se ponto mais alto de popularidade” entre a maior parte da população brasileira. Indiferentes aos novos heróis republicanos, como “Tiradentes”, os brasileiros se mantinham apegados a figura do Imperador popular, pois o consideravam “um herói da gente [povo], um filho da terra”.
Pois, pelo “físico, pelo temperamento, pelas circunstancias, ninguém estava mais apto do que D. Pedro II a encarnar o tipo simbólico de pai do povo”. Esta imagem era ainda mais forte perante a população afro-descendente que acreditava que a monarquia “continuava estranhamente a representar, mesmo que metaforicamente, a libertação”. Os afro-brasileiros demonstravam o seu sentimento de lealdade ao monarca de maneiras sutis, através de tatuagens da coroa imperial no corpo.

Para os brasileiros, o Imperador Pedro II é a representação típica da figura paterna sábia, benevolente, austera e honesta.
Pelas cidades do país eram cantadas músicas populares que refletiam o sentimento geral:
“Saiu D. Pedro Segundo/ Para o reino de Lisboa./ Acabou-se a monarquia/ O Brasil ficou a toa, assim como”.

A mãe do Marechal Deodoro da Fonseca disse:
“Este filho já foi meu/ Agora tá amaldiçoado/ De minha parte e de Deus”.

Pois entre “os grandes – e poucos – nomes de nossa história que têm espaço no imaginário popular, está certamente à figura de Dom Pedro II. Sua imagem é a de um governante sábio, benevolente, austero e honesto”.
Era como se uma nova mística se abatesse sobre a população, vinculando a má sorte da República, e os problemas de ordem política e econômica, à partida de D. Pedro II.
“Pedro II era visto como um herói popular, e aos poucos seria "reintroduzido lentamente como um herói oficial”.

Surpreendentemente, entre os republicanos surgiu um forte sentimento de culpa, “que se tornava mais e mais evidente após a morte de Dom Pedro.
Na memória, “a monarquia estava ainda viva, assim como um certo sentimento de remorso”. Os republicanos “reconsideravam o longo banimento e ponderavam sobre a severidade da atitude”.

Acreditavam que Pedro II merecia ter tido um fim melhor. Ocorreu que muitos “homens responsáveis pela República passaram a ver nos tempos do Império a época feliz, a idade de ouro, para sempre acabada”.
Surgiu “um sentimento de que houve um tempo em que o Brasil era mais respeitável, mais honesto, mais poderoso”.
Havia uma “estranha insistência em elogiar D. Pedro II e o regime monárquico” em "vários políticos republicanos”, inclusive os “de maior projeção”.
Não que desejassem a restauração, mas acreditavam que a República brasileira poderia aprender com os acertos do regime deposto.
Assim, Pedro II “se tornava, paradoxalmente, um modelo dos ideais republicanos”.
Para “os republicanos, Dom Pedro aparecia como o melhor deles; para os monarquistas o elogio era claro, outro”.

Após a morte do monarca, os apelos pelo retorno de seu corpo ao país se tornaram comuns ao longo dos anos.
O jornal A Cidade do Rio afirmou que “o Brasil é tão grande que não pode lhe negar os minguados palmos de um pedaço de terra” e exigiu:
- “Mandem-no buscar”.
A Gazeta da Tarde afirmou que Pedro II merecia um funeral oficial no país.

Em 1895, Afonso Celso escreveu no Comércio de São Paulo:
“Os despojos de D. Pedro não podem continuar a jazer em território estrangeiro”.

Em 1906, Olavo Bilac demandou:
“A pátria reclama o teu corpo e há de tê-lo”.
O Jornal do Comércio, por outro lado, acreditava que “um dia talvez, quando as paixões tiverem perdido a sua agudez, hão de descansar aqui os seus restos mortais”.


O Fim do Banimento
Um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados que autorizava o translado do corpo de Pedro II e sua esposa, e que contava com o apoio de republicanos históricos, foi arquivado frente à exigência da Princesa Imperial Isabel de que permitira tal somente se o banimento de sua família fosse extinto.

Em 05 de fevereiro de 1911, acontece a inauguração de uma estátua do Imperador D. Pedro II em Petrópolis (RJ), contou com a participação de mais de mil e quinhentas pessoas, inclusive com os membros do governo federal.
Diversas estátuas do monarca foram inauguradas ao longo dos anos seguintes por todo o país.
Logo em seguida um manifesto escrito em conjunto pelos ex-presidentes do Conselho de Ministros do Império, Lafaiete, Ouro Preto e João Alfredo declarou que “atento o amor que os brasileiros conservam aos seus soberanos, convém à transladação para cá dos venerandos restos mortais que estão lá em São Vicente de Fora (Portugal)”.

Em 1913, um novo Projeto de Lei que revogaria o banimento foi discutido e votado na Câmara. O deputado federal e republicano Irineu Machado que participou das discussões alegou que havia “pretextos fúteis” que negavam “justiça à memória do imperador”. Outro deputado, Martim Francisco de Andrada afirmou que D. Pedro II saiu pobre, deixando o país rico; não era justo que se manifestassem contra, os que estão ricos e deixam o país pobre”. Por sua vez, o deputado Pedro Moacir acreditava que o retorno dos restos mortais seria “à perpétua gratidão da posteridade, teria este, o de ter sido o mais clemente, o mais tolerante de todos os monarcas de seu tempo”. O deputado Maurício de Lacerda aproveitou a oportunidade para realizar um desabafo que havia se tornado comum: - “acentue que agora é que estão desaparecendo os traços da obra política dele [do Imperador] – a moralidade”.
No Senado, contudo, o projeto foi recusado graças à intervenção do caudilho e republicano radical gaúcho Pinheiro Machado.

Em 1914, entretanto, seria de Rui Barbosa, o último dos republicanos que realizaram o golpe de 1889 (e também quem ordenou o banimento), que viria o mais famoso discurso em homenagem a Dom Pedro II:
“A falta de justiça, Srs. Senadores é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. […] De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime [na Monarquia], o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante [Dom Pedro II], de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade.”

Em 1916, apenas dois anos mais tarde, o presidente da República da República Venceslau Brás autorizou o retorno dos corpos e da extinção do banimento, mas optou por esperar para formalizar o ato após o término da Iª Guerra Mundial.

Em 03 de setembro de 1920, o presidente da República Epitácio Pessoa, seu sucessor, assinou a lei (com uma pena de ouro oferecida pela Associação Brasileira de Imprensa), que revogava finalmente o banimento e permitia o translado dos corpos.

Rui Barbosa falou que os “que fizeram a república federativa não têm reivindicações contra as cinzas do velho imperador, cujas virtudes eram muito maiores do que os seus defeitos”.
E concluiu: - "Na própria galeria republicana há, portanto, um lugar, e grande, para D. Pedro II.

- A Luta pela volta dos restos mortais dos Imperadores
Em 1920, três décadas depois, se desfez um grande erro jurídico-institucional, foi anulado o decreto que bania a Família Imperial do território Brasileiro e a enviava para o exílio.

Em 1921, como conseqüência desta anulação ocorreu à luta para que os restos de D. Pedro II e D. Thereza Cristina fossem trazidos do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa (Portugal), para o Rio de Janeiro (Brasil), sendo então alojados na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.
Era presidente de Portugal no período Antônio José de Almeida, que passava por processo semelhante de transição de regime político e que visitou o Brasil no mesmo ano.
O processo de transferência que se fazia acompanhar ao decreto de anulação do banimento foi demorado e desgastante de choque entre os republicanos que desfilaram discursos na Liga da Defesa Nacional, onde até mesmo Rui Barbosa, único sobrevivente dos signatários do decreto de banimento tornou-se grande defensor da reabilitação de D. Pedro II.


A Volta dos Imperadores ao Brasil
Em 1921, o governo republicano de Portugal concedeu a Pedro II a exumação com honras de Chefe de Estado e o mesmo tratamento recebeu ao chegar ao Brasil.
O encouraçado São Paulo trouxe para o Brasil os féretros imperiais.
O idoso Conde D´Eu, ao lado de seu único filho sobrevivente da Primeira Guerra Mundial, Pedro de Alcântara, acompanhou o traslado.
Sua esposa, a Princesa Imperial do Brasil Isabel, estava idosa e enferma e não pôde vir. Morreria um ano depois, em 1921, sem ter visto novamente o Brasil, sua terra natal.

O presidente da República Artur Bernardes declarou feriado nacional e em todo o país festejou-se o retorno do Imperador.

A chegada dos despojos dos imperadores Pedro II e D. Theresa Cristina no Rio de Janeiro, antiga cidade neutra, agora capital da república, fez-se então em festa impressionante, ocorrida no seio de um processo de reabilitação de Pedro II como “Herói Nacional”.

A ocasião foi marcada por verdadeiro delírio popular no centro do Rio de Janeiro, com cenas de velhos súditos desmaiando e chorando diante dos corpos de seus venerados imperadores, que passaram a ficar em exposição numa capela da Catedral.

Para a solenidade principal no Rio de Janeiro veio o conselheiro Antônio Prado, o único ministro do Império ainda vivo.
Milhares de pessoas assistiram ao evento.
“Os velhos choravam, muitos ajoelharam, todos batiam palmas, não se distinguia mais republicanos e monarquistas - Eram brasileiros”.

Em 07 de setembro de 1922, acontece a recondução oficial da figura de “Dom Pedro II” como herói nacional na grande festa de comemoração do Centenário da Independência do Brasil quando o monarca foi bastante comemorado, aliás, 1922 foi um ano de mudanças para o Brasil, em todos os níveis.

Em 1925, os brasileiros espontaneamente comemoram o Centenário de Pedro II (1825-1925).
Havia uma clara “desproporção entre o entusiasmo gerado pelas festividades em torno do natalício de D. Pedro II e o pouco-caso pelo aniversário da República, que completava, então, 36 anos”.

O presidente da República Artur Bernardes reconheceu a popularidade do monarca e afirmou que não recusaria ao Imperador “a justiça que se lhe deve. Ele amou o Brasil e enquanto teve forças e energia procurou servi-lo rodeando-se dos melhores elementos de época”.

Dom Pedro II se tornou, novamente, o “Pai da Pátria”.

Seu corpo seria mantido temporariamente na antiga Catedral do Rio de Janeiro até o término da construção da Catedral de Petrópolis.

Em 1932, pelo Decreto nº 21270, o Presidente da Republica Getúlio Vargas abre o crédito especial de Cr$ 300.000,00 para a construção do “Mausoléu dos Imperadores do Brasil” na Catedral de Petrópolis (Estado da Guanabara)

O enterro definitivo ocorreria somente em 05 de dezembro de 1939, quando o presidente Getúlio Vargas utilizou a oportunidade em benefício próprio para angariar popularidade (tal qual Benito Mussolini (Itália) em relação ao funeral de Anita Garibaldi em 1931), para inaugurar a capela mortuária na catedral de Petrópolis onde os restos mortais do Imperador e da Imperatriz foram depositados.

- O Mausoléu Imperial
Uma capela localizada à direita da entrada é um dos grandes atrativos históricos da catedral.
No centro há um sarcófago duplo com os restos do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz D. Thereza Cristina.
O túmulo foi esculpido em mármore de Carrara em 1925, pelo francês Jean Magrou, autor dos jacentes, e pelo brasileiro Hildegar do Leão Veloso, autor dos relevos das laterais.
As janelas da capela possuem vitrais coloridos com poemas escritos por D. Pedro II durante o exílio, em que o Imperador deixa transparecer a saudade que sentia do seu país natal.
O altar da capela, esculpido em mármore e com uma cruz de granito da Tijuca, contém relíquias dos santos São Magno, Santa Aurélia e Santa Tecla, trazidas de Roma.

Em 13 de maio de 1971, também foram sepultados no mausoléu a Princesa Imperial Isabel e seu marido, o Conde D'Eu.
A Princesa Imperial Isabel, havia falecido em Paris em 14 de novembro de 1921, data da transferência dos restos de seus pais.
O Conde D´Eu, falecido em 1922 a bordo do navio que o trazia de volta ao Brasil.
O conde já estivera no Rio de Janeiro e em Petrópolis com seu filho em 1920, quando da anulação do decreto.
Os túmulos da Princesa Imperial Isabel e seu marido, o Conde D'Eu, foram esculpidos pelo brasileiro Humberto Cozzo.

- Posteridade
De sua mulher, Theresa Cristina de Bourbon, princesa das Duas Sicílias (1822-1889).

Seu filho, Afonso de Bragança e Bourbon, príncipe imperial do Brasil (1845-1847).

Sua filha, Isabel de Bragança e Bourbon, princesa do Brasil (1846-1850), princesa imperial do Brasil (1850-1921), casou-se com Gastão de Orleans, Conde d'Eu.

Sua filha, Leopoldina de Bragança e Bourbon, princesa do Brasil (1847-1871), casou-se com o príncipe Augusto de Saxe-Coburg-Gotha.

Seu filho, Pedro de Bragança e Bourbon, príncipe imperial do Brasil (1848-1850).

- Títulos de D. Pedro II
1825-1831: Sua Alteza Imperial - O Príncipe Imperial do Brasil dom Pedro de Alcântara
1831-1889: Sua Majestade Imperial, dom Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
1889-1891: Passou a assinar sempre como dom Pedro de Alcântara” – Sr. Alcântara.

- The Imperial Family of Brazil
Casa de Bragança
Nascimento: 02 de dezembro de 1825; Morte: 05 de dezembro de 1891
Precedido por D. Maria da Glória      
Príncipe Imperial do Brasil como D. Pedro de Alcântara 1825–1831          
Sucedido por D. Januária Maria
Precedido por D. Pedro I       
Imperador do Brasil como D. Pedro II do Brasil 1831–1889
Sucedido por Nenhum
Precedido por Período regencial         
Segundo Reinado 1841 — 1889        
Sucedido pela República Velha

- Ascendência
Ancestrais de Pedro II do Brasil

- Família Imperial Brasileira
Precursores: D. João VI de Portugal | D. Carlota Joaquina
1.ª geração: D. Pedro I | D.Leopoldina de Áustria | D. Amélia de Leuchtenberg
2.ª geração: D. Pedro II | D. Teresa de Duas Sicílias | D. Januária Maria | D. Paula Mariana | D. Francisca Carolina | D. Maria II de Portugal | D. Maria Amélia
3.ª geração: D. Isabel Leopoldina | D. Luís Gastão d'Eu | D. Afonso Pedro | D. Leopoldina Teresa | D. Pedro Afonso
4.ª geração: D. Luísa Vitória | D. Pedro de Alcântara | D. Luís Maria Filipe | D. Antônio Gastão
5.ª geração em diante: Ramo de Vassouras | Ramo de Petrópolis | Ramo de Saxe-Coburgo e Bragança.

- Representações na Cultura
Dom Pedro II já foi retratado como personagem:

- No cinema interpretado por:
Philippe Noiret no filme O Jovem Toscanini (1988),
Antonio Pedro no filme Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998),
Rodrigo Penna no filme Mauá - O Imperador e o Rei (1999),
Cláudio Marzo no filme O Xangô de Baker Street (2001),

- Na televisão:
Marcelo Picchi na novela Helena (1987),
Cláudio Corrêa e Castro na novela Sangue do Meu Sangue de 1969 e por Sylvio Band no remake de 1995 no SBT,
Carlos Kroeber nas minisséries Abolição (1988) e República (1989),
Ricardo Pavão na novela Bang Bang (2005),
Guillermo Hundadze (na infância) e Sérgio Britto (na velhice), no especial de fim de ano da TV Globo O Natal do Menino Imperador (2008).

- No documentário:
O ator Waldemar Sillas, interpreta D. Pedro II no documentário “PRINCESA ISABEL A REDENTORA DE UM POVO” ( 2001), Rede Sesc Senac de Televidão, com direção de Dimas Oliveira Junior e apresentação de Norma Blum.

- Na literatura, merece destaque:
O romance do francês Jean Soublin, Je suis l´empereur du Brésil (1996), traduzido no Brasil Dom Pedro II, o Defensor Perpétuo do Brasil.
Memórias Imaginárias do Último Imperador, em que o ex-imperador, exilado na França, rememora filosoficamente passagens de sua vida.
Foi retratado sob o nome de “Jean Theodore”, príncipe erudito, mas entediado com as cerimônias do poder, no romance Les Pléiades, do conde de Gobineau (1875).
Também se diz que inspirou um personagem de Julio Verne, o rei de Malecarlie, da obra A ilha à hélice (1895), que abandonara o poder para se dedicar à astronomia. Também faz uma breve aparição no romance de Machado de Assis, Dom Casmurro (1899).
Mais recentemente apareceu no romance humorístico de Jô Soares, O Xangô de Baker Street (1995).

Na moeda:
- Também teve sua efígie impressa nas notas de Cr$ 100,00 (cem cruzeiros), de 1949, nas de Cr$ 10,00 (dez cruzeiros), de 1970, e cunhada no verso das moedas de réis em circulação no Brasil entre 1840 e 1889.

No carnaval:
- Imperatriz Leopoldinense (1989), o Império é lembrado no lindo samba.

100 Anos da República no Brasil
15 de novembro de 1889/ 15 de novembro de 1989

Liberdade, Liberdade!
Abra as asas sobre nós

Compositor: Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho e Juarandir
Intérprete: Dominguinhos do Estácio

Imperatriz Leopoldinense (RJ) - Campeã do Carnaval

Samba Enredo 1989

Seja sempre a nossa voz, mas eu digo que vem
Vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria mãe querida
O império decadente, muito rico incoerente
Era fidalguia e por isso que surgem

Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem, no pique da canção
E a nobreza enfeitando o luxo do salão, vem viver
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí e da guerra

Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu, de cultura o Brasil
A música encanta, e o povo canta assim e da princesa

Pra Isabel a heroína, que assinou a lei divina
Negro dançou, comemorou, o fim da sina
Na noite quinze e reluzente
Com a bravura, finalmente
O Marechal que proclamou foi presidente

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz,
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade


Por que do Golpe contra o Império?
- A república no Brasil foi apenas um capricho. Servimos, então, de cobaia para os que sonhavam com um regime importado, com aspirações a Revolução Francesa, e claro "Poder".
Fomos cobaia para aqueles que achavam que não poderíamos ser exceção na América, para aqueles que achavam que teríamos que passar por regimes opressores como os da América espanhola, ou ainda sermos tal qual os Estados Unidos, com uma “Constituição” que não condizia com nossa realidade. Enfim, fomos cobaia daqueles que admiravam os países do exterior, mas nunca admiraram o Brasil.

Em uma monarquia o Monarca é o símbolo vivo da Nação onde não há espaço para aventureiros, para o “recebendo que se dá”, para negociatas, corrupção, nepotismo e onde a ordem prevalece, um monarca é educado desde criança para reinar, e nunca somos pegos de surpresas por novos agentes governantes.

O Imperador D. Pedro II sempre se destacou pela diplomacia, sendo árbitro em vários países, tínhamos a 2º marinha de guerra do mundo, o Brasil era tido como um país de 1º mundo, no chamado Mundo Novo, junto com a Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha.
Por esses e vários motivos que começamos a entender que mudamos sim, da Monarquia para a Anarquia organizada.


A Justiça da História
Homem ponderado e sábio, Dom Pedro II, previu um futuro em que a Monarquia podia voltar. Isso aconteceu quando alguns amigos visitaram, em Paris, em 1890, e lhe deram conta de que a república estava recebendo muitas adesões.
Com voz branda, Dom Pedro II observou:
“Isso que ora se dá em nossa Pátria, sempre se deu e se há de dar em todos os séculos e em todas as nações. Que sol nascente deixou jamais de produzir calor e movimento? Devemos julgar os homens pelo que eles são realmente, e não pelo que desejamos pó sonhamos que sejam. Feliz a consciência onde a recordação de todos os atos de um simples dia, calmo e normal, não projetar alguma sombra de dúvida! O novo regime surgiu revestido de aparato, apoiado na força pública, rico de recursos que lhe deixemos, fértil em esperanças e valiosas promessas. O modo inopinado como a mudança se efetuou, feriu as imaginações, atribui-lhe foros de maravilhoso. Daí o magnetismo que ele exerce, perfeitamente explicável. Lamentamos apenas a ilusão em que se acham, e meditemos sobre a contingência das situações humanas. Virá em seguida o arrependimento. Se a monarquia voltar, de adesões não há de sentir falta, e igualmente espontâneas, com idêntico entusiasmo e verdade.”

Morto no exílio, Dom Pedro II tinha plena consciência de haver sido fiel à sua missão, como se vê nos versos de sua autoria:
“Não maldigo o rigor da iníqua sorte,/por mais atroz que seja e sem piedade,/arrancando-me o Trono e a majestade,/quando a dois passos só estou da morte”.

É ver da mão fugir, à extrema hora,/a mesma boca lisonjeira e ingrata/ que tantos beijos nela pôs outrora!

E entre visões de paz, de luz, de glória,/sereno aguardarei no meu jazigo/ a justiça de Deus na voz da História!”

Nas colocações anteriormente citadas, até mesmo os republicanos convictos, como Rui Barbosa, que serviu de célebre intelectual ao movimento republicano, arrependeu-se dos feitos realizados na fatídica data, que completa 120 anos. Nem mesmo Deodoro da Fonseca pretendia depor o Imperador, a quem admirava muito. Fomos vítimas, enquanto cidadãos, de um golpe mal organizado, sujo e perverso, que desde o início se apoiou em esquemas nebulosos e mesquinhos, sem nenhum compromisso com o país e muitos menos com seu povo. Não fomos vítima de um idealismo frenético e ativo, mas sim da inveja, da revolta e da trapaça de poucos.

José Pedro Galvão de Souza, em seu livro (Raízes históricas da crise política no Brasil. Editora Vozes, Petrópolis – 1965, no capítulo 1 – O apriorismo político no Brasil, na página 16 e 17), diz:

“Os propagandistas da República não nos deixaram uma só obra em que tivessem justificado de forma convincente, à vista da situação do país, as vantagens de uma alteração na forma de governo. Rui Barbosa, batendo-se pela Federação, reclamava-a “com ou sem Coroa”, deslocando a questão da forma de governo para a da forma de Estado, quando na verdade a mudança desta não era incompatível com a manutenção daquela.”


Deus Abençõe o Brasil!


Concepções Raciais - Dom Pedro II
Palácio Grão-Pará, Petrópolis / Reprodução

- A visão de Dom Pedro II quanto à escravidão e a própria condição do negro no mundo moderno fora afetada por sua criação. E assim percebera, não só como apreciador da ciência, mas também como cristão e governante, o grave erro que seria manter o regime escravocrata no Brasil. Entretanto, sabia perfeitamente que seria impossível abolir a escravidão de uma forma simples e direta, pois acreditava que tal ato viria a causar uma guerra civil semelhante a que ocorreu nos EUA em 1860 e desestabilizaria irremediavelmente a economia brasileira, levando o país ao colapso.

Dessa forma, D. Pedro realizou um projeto de extinguir a escravidão por etapas, a iniciar por uma iniciativa pessoal sua, que ao ser declarado maior de idade recebeu como parte de sua herança pouco mais de quarenta escravos e mandou libertar todos.

O Imperador nunca escondeu do público a repulsa que possuía pelos traficantes de escravos e da própria escravidão. Inclusive, nem os interesses dos políticos, lavradores e proprietários de escravos pesaram de forma alguma em suas deliberações ou opiniões. Foi iniciativa sua aproveitar a crise com a Grã-Bretanha durante a década de 1840 e pressionar os políticos a extinguirem de fato o tráfico de escravos, chegando a ponto de ameaçar abdicar a ter que manter o comércio. Seu esforço de revelou frutífero e em 04 de Setembro de 1850 foi promulgada uma lei que tornou o tráfico ilegal.

No início da década de 1860, o monarca manifestou o seu interesse em levar a cabo o seu projeto de abolição gradual da escravidão, pois obtivera sucesso em eliminar a principal fonte de novos escravos: a importação. Agora desejava extinguir outra fonte: o nascimento de novos escravos. E deixou claro em carta:

“A emancipação dos escravos, conseqüência necessária da abolição do tráfico [negreiro], não é senão uma questão de forma e de oportunidade. Quando as circunstâncias penosas [referia-se à Guerra do Paraguai] em que se encontra o país o permitirem, o Governo Brasileiro considerará objeto de primeira importância a realização daquilo que o espírito do Cristianismo há muito reclama do mundo civilizado.”

De fato, a sua vontade de libertar os nascituros não fora proveniente do conflito contra o Paraguai, e sim grandemente retardada pelo mesmo. Revelou sua idéia publicamente na Fala do Trono de 1866, sendo duramente atacado não só pelos políticos, mas também pela sociedade em geral, que alegavam que tal ato seria um "Suicídio Nacional" como recordaria mais tarde Joaquim Nabuco. Mesmo assim, mais uma vez logrou sucesso e, terminado o conflito, uma nova lei foi promulgada em 18 de setembro de 1871, concedendo liberdade a todos os filhos nascidos de escravas a partir daquela data.

Seu próximo projeto foi à libertação dos escravos sexagenários: tal idéia não fora concebida tendo em vista uma emancipação ampla, mas sim, concluir um trabalho longo que iniciara com a extinção do tráfico. Não havendo mais escravos a nascer, e os idosos sendo libertados, seria questão de tempo até que a escravidão deixasse de existir em território nacional, ao mesmo tempo em que não abalaria a economia e permitiria aos agricultores buscarem formas alternativas de mão-de-obra. Fora o Imperador quem escolheu Manuel Dantas e em seguida, após a queda deste, Antônio Saraiva, que conseguiu promulgar em 28 de setembro de 1885 a Lei dos Sexagenários.

Dom Pedro II não teve participação na promulgação da Lei Áurea ocorrida três anos depois por sua filha e herdeira, Dona Isabel, por estar em viagem a Europa. Mas ao ouvir a notícia da extinção completa da escravidão em solo brasileiro, um sonho alentado desde sua juventude, proferiu emocionado em seu leito de enfermo:
"Grande Povo! Grande Povo!"
Mesmo assim, tornou-se a figura mais popular do país com a abolição.
O historiador Heitor Lyra em sua biografia acerca do imperador, “História de Dom Pedro II” V.3, asseverou:
“O inspirador da campanha [abolicionista], o estrategista dela, a alma do movimento, aquele que buscara o general [Presidente do Conselho de Ministros] e o colocara na frente das hostes [Assembléia Geral], que lhe armara o braço e o prestigiara na avançada, com uma decisão sempre firme, constante, fiél - fora o Imperador.”

O papel de protagonista de Dom Pedro II na campanha abolicionista seria com o passar do tempo, praticamente esquecido em prol de sua filha mais velha, sendo o monarca relegado ao papel de coadjuvante, se não de um mero espectador dos acontecimentos.

A tolerância do Imperador não se restringia somente aos negros, mas também aos muçulmanos, pois acreditava que a paz mundial seria sempre uma utopia, enquanto não se estabelecesse uma sincera conciliação entre o Ocidente e o Oriente. O mesmo se estendia aos judeus, como na vez em que respondeu ao seu amigo Gobineau a razão de não existir leis no Brasil contra os mesmos:
“Não combaterei os judeus, pois de sua raça nasceu o Deus da minha religião.”


Bibliografia:

BUENO, Eduardo - Brasil: uma História, Editora Ática, ISBN 8508082134
CALMON, Pedro, A vida de D. Pedro II, o rei filósofo, Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1975.
Carvalho, José Murilo de. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
CARVALHO, José Murilo de - D. Pedro II, Companhia das Letras, 2007 ISBN 9788535909692
DOLHNIKOFF, Mirian - O pacto imperial: Origens do federalismo no Brasil do século XIX, Editora Globo, ISBN 8525040398
DORATIOTTO, Francisco - Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai, Cia das Letras, ISBN 8535902244
JANOTTI, Maria de Lourdes Mônaco. Os Subversivos da República. São Paulo: Brasiliense, 1986.
LACOMBE, Lourenço Luis & LEMOS, Renato - Viagens pelo Brasil: Bahia, Sergipe e Alagoas - 1859, Editora Letras & Expressões e Bom Texto, ISBN 8587723324
LOEWENSTAMM, , Kurt - Imperador D. Pedro II: O hebraísta no trono do Brasil, 1825–1891, Centauro, ISBN 8588208253
MARKUN, Paulo. Anita Garibaldi: uma heroína brasileira. 4. ed. São paulo: Senac, 2000
MARTINS, Luís. O patriarca e o bacharel. 2.ed. São Paulo: Alameda, 2008.
OLIVIERI, Antonio Carlos - Dom Pedro II, Imperador do Brasil, Callis Editora, ISBN 8586797197
NABUCO, Joaquim, Um Estadista do Império, Companhia Editora Nacional, 1936.
RIOS FILHO, Adolfo Morales de los - O Rio de Janeiro Imperial, Universidade Editoria, ISBN 8574750166
Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996.
SCANTIMBURGO, João de - A crise da República Presidencial, Livraria Pioneira Editora
SCANTIMBURGO, João de - Tratado Geral do Brasil, Companhia Editora Nacional
SCHWARCZ, Lilia Moritz - As Barbas do Imperador, Cia das Letras, ISBN 8571648379
TORRES, João Camilo de Oliveira, A Democracia Coroada, José Olympio, 1952.
VAINFAS, Ronaldo - Dicionário do Brasil Imperial, Objetiva, ISBN 8573024410

Fotografia no Brasil:
Henry Wadsworth Longfellow (poeta norte-americano, amigo do imperador)


Viva o Imperador Dom Pedro! 
Viva o Brasil!



Saudades, Sr. Alcântara




4 comentários:

  1. Saudações caro irmão em Cristo Jesus,lendo seu texto sobre a vida de Dom Pedro II me emocionei muito, eu já me declarava um monarquista, mais depois desse estudo reafirmo, sou monarquista convicto, os fatos, a posição do imperador e todo o conflito e tramas, isso me esclareceu muitas duvidas sobre o período império, parabéns seu texto poderia ser convertido também em filme pois é muito rico em informações. pois Salve a Monarquia!
    Viva o Império do Brasil!

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  2. Uma contribuição para informar aos seguidores deste maravilhoso blog.
    Dom Pedro II foi interpretado pelo ator Waldemar Sillas, no documentário PRINCESA ISABEL A REDENTORA DE UM POVO ( 2001) Rede Sesc Senac de Televidão, com direção de Dimas Oliveira Junior e apresentação de Norma Blum .
    abraços monárquicos
    dimas
    dimasjunior17@yahoo.com.br

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  3. É comovente conhecer a verdadeira pessoa que foi D. Pedro II, assim como toda a família imperial brasileira. São personagens iluminados, exemplos a seguir e um orgulho para nós, brasileiros. Foi um privilégio ter tido essas personalidades governando nosso povo e tomara que a sua influência se torne cada vez mais forte através do tempo nos nossos governantes e no nosso povo, fazendo valer os valores de dignidade, honradez e honestidade que eles representam, além do amor com que eles exerciam suas funções de governantes.
    Destaco a importância desse tipo de informação, que mostra as nossas verdades históricas e combate ignorância intencional que tem sido promovida no Brasil para justificar o que acontece no país desde a proclamação da República até hoje.
    Parabéns para o autor do texto!

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  4. Gostaria de saber quais são os versos de Dom Pedro II que estão escritos nos vitrais na Catedral em Petrópolis?. Obrigada

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