- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida no Brasil Império, antes e depois, inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado.

A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

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Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações do Brasil e do Brazil.

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sábado, 19 de junho de 2010

Império e República do Brasil

Monarquia e República do Brasil
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A Bandeira do Império
Esboço contendo os pavilhões do Império do Brasil, por Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Este serviu Dom João ao tempo do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e continuou servindo seu filho, D. Pedro I após a independência. 
Diferentemente do que reza lenda recente, o verde é a cor heráldica da casa real portuguesa de Bragança, ao passo que o amarelo é a cor da casa imperial austríaca de Habsburgo (ver Schwarcz 2000: 19).

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Sugere-se que o losango central, conservado até hoje, foi inspirado pelas bandeiras dos regimentos de Napoleão Bonaparte.
Jaques Louis David (1748-1825). Serment de l'armée fait l'empereur... (1804). Note que as bandeiras dos batalhões possuem o mesmo losango dos pavilhões imperiais.

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Os Fatos da Queda 
Um dos momentos que mais contribuíram para a queda na Monarquia no Brasil foi o fim da escravatura. Este fato nobre e talvez o mais sublime de um governante na história do Brasil, atingiu Interesses Poderosos na época.
Em 1887, a estatística oficial acusava a existência de mais de 720.000 escravos em todo o país.
O ambiente geral no Império era de apreensão ante a expectativa da promulgação da “Lei Áurea”, que feria os interesses particulares de todas as classes conservadoras com a libertação de tantos escravos de uma só vez.
Segundo esses conservadores, a abolição da escravatura constituía um duro golpe na fortuna pública.
Somente os abolicionistas estavam contentes com o andamento do processo libertador.
D. Pedro II, liberal por natureza, tinha vontade de decretar a libertação de todos os escravos, mas, ponderado e conhecedor dos terríveis exemplos da guerra civil que ensangüentara os Estados Unidos da América, durante longos anos na campanha abolicionista, evitava a tomada de uma decisão extrema.
Contudo ficou muito feliz quando a sua filha promulgou a Lei do Ventre Livre.
Isto era o inicio da extinção gradual do cativeiro.

Quando da Proclamação da República, D. Pedro II não permitiu que se derramasse uma gota de sangue no imprevisto acontecimento.

Ele amou de tal forma o povo brasileiro, que recusou a montanha de dinheiro que lhe era oferecida, pedindo simplesmente um travesseiro de terras do Brasil, para no seu exílio de "saudade e pranto para lembrar desse povo".



A quem acha a Monarquia um sistema antiquado, arcaico e em desuso, citemos os clássicos exemplos:
Espanha, que após o totalitarismo de Francisco Franco, em 1975, com o apoio popular, voltou a ser Monarquia.
Noruega em 1905, mesmo sem ter Família Real, optou pela Monarquia.
Reino Unido da Grã-Bretanha, potência mundial, nunca conheceu outra forma de governo, a não ser a Monarquia.
Bélgica, Dinamarca, Holanda, Canadá, Austrália, e muitos outros países do mundo continuam como Monarquias.
Por que Japão, Liechtenstein e Luxemburgo aparecem sempre na dianteira dos países mais ricos do mundo? - Por uma simples razão, TODOS SÃO MONARQUIAS.

Já dizia João Pedro Galvão de Souza:
“O ideal republicano, acalentado prazerosamente por acadêmicos e cadetes, teria desde logo uma realização cheia de amarguras. E vimos então que, depois das primeiras decepções, ou ao termo de muitas provas e vãs tentativas para depurá-lo, os idealistas da primeira hora, os republicanos históricos, acabavam por confessar: - “Não era esta República dos meus sonhos!”

A Monarquia é um sistema de governo para o povo e pelo povo, onde o governante, preparado para assumir o poder, nunca irá usar da tirania e seu governo não resultará na inobservância das leis e da Carta Magna do país. Numa Monarquia não há ditaduras e rompantes pessoais do Chefe de Estado, pois este fora criado desde sua tenra idade para assumir o posto que lhe cabe.

A Monarquia Constitucional e Parlamentar é símbolo da Democracia, a mesma Democracia tão sonhada para o Brasil, mas jamais alcançada nestes anos de República.

Histórico 
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Período Regencial no Brasil
O período regencial no Brasil estendeu-se desde a abdicação de D. Pedro I em 7 de abril de 1831 até o juramento de D. Pedro II perante a Assembléia do Império, em 23 de julho de 1840. No período da abdicação de D. Pedro I, seu sucessor, D. Pedro II, ainda possuía a idade de cinco anos, estando desta forma não habilitado a assumir o trono. Desta forma, os parlamentares deste período trataram de dar rumo a um novo governo no Brasil. Pode-se dizer que o período regencial é marcado pelas primeiras experiências republicanas no Brasil: os membros do poder Executivo eram eleitos.

Simultaneamente, neste período ocorreram várias rebeliões populares orientadas aos ideais democráticos de descentralização do poder. Estas rebeliões foram a Cabanagem (1834-1840), a Sabinada (1837-1838), a Balaiada (1838-1841) e a Guerra dos Farrapos (1835-1845). Apesar destes avanços de caráter liberal na política da Regência, as forças conservadoras acabaram por triunfar ao final do período regencial, caracterizando assim a constante dos ideários políticos que vigoraram no Segundo Reinado.

A primeira regência fora formada como um triunvirato, sendo um de seus membros o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, o mesmo homem que havia apresentado o bebê Pedro ao Governo.

As lutas entre as facções políticas resultaram em uma regência instável e quase anárquica. Os liberais que haviam derrubado Pedro I logo se desmembraram em dois grupos: os liberais moderados (monarquistas constitucionais que mais tarde se tornariam o Partido Liberal e Conservador) e os republicanos (uma pequena minoria, mas extremamente radical e revoltosa). Havia também os restauradores que eram anteriormente conhecidos como Bonifácios.

Diversas rebeliões ocorreram pelo país durante a regência. As primeiras, como a Rebelião de Santa Rita (1831), a Revolta do Ano da Fumaça (1833) e a Cabanada (ou Guerra dos Cabanos, 1832-34) visavam o retorno de Pedro I ao poder, e contavam com a participação de pessoas comuns, inclusive ex-escravos e até mesmo escravos. A morte de Pedro I em 24 de setembro de 1834 eliminou as aspirações dos restauradores. Novas rebeliões ocorreram após a descentralização política e administrativa criada promulgação do Ato Adicional em 1834. Esta emenda constitucional acirrou os conflitos entre os grupos políticos, que sabiam que quem tivesse controle das províncias, teria poder sobre a máquina eleitoral e política.

Os grupos que perdiam as eleições rebelavam-se e tentavam tomar o poder a força. Contudo, todas defendiam o trono de Pedro II, tais como a Cabanagem (1835-40), a Sabinada (1837-38),e a Balaiada (1838-41), apesar de algumas terem declarado a secessão das províncias como repúblicas independentes (enquanto Pedro II fosse menor). A exceção coube a Farroupilha (ou Guerra dos Farrapos, 1835-45), que iniciou-se como mais uma disputa entre grupos políticos na província de Rio Grande do Sul, mas logo evoluiu para uma rebelião separatista financiada pelo ditador Dom Manuel Rosas. Entretanto, a maior parte da sua população, assim como as maiores e mais prósperas cidades, permaneceu leal ao Império.

O período regencial é dividido em várias regências: Regência Trina Provisória (1831), Regência Trina Permanente (1831-1835) e Regência Una (1835-1840).

Regência Trina Provisória (1831)
Tratou-se da primeira regência, cabendo a esta a organização do novo governo. Medidas importantes tomadas durante esta regência foi à anistia aos "agitadores" submetidos a processos políticos, a reintegração do ministério anteriormente demitido por D. Pedro I e o estabelecimento das leis que regulavam o poder dos regentes. A primeira medida tratou-se de uma manobra cujo objetivo orientava-se na tentativa de contenção das agitações políticas. Já as leis que regulamentavam o poder regencial, estabelecidas antes da consolidação da Regência Permanente, não concediam aos regentes as mesmas atribuições de poder do Imperador: era vetado aos regentes o usufruto do poder Moderador, portanto aqueles não poderiam fechar a Câmara em nenhuma hipótese. Os membros da Regência Trina Provisória foram os Senadores Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e José Joaquim Carneiro de Campos (o Marquês de Caravelas), além do Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.
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Uma característica marcante desta Regência foi o acirramento de divergências entre os políticos de extração liberal, isto acarretou na separação dos liberais em facções dos "exaltados" e dos "moderados". Por outro lado, os partidários de D. Pedro organizaram-se sob o nome de "restauradores" (também conhecidos como "Caramurus"), constituindo assim as forças conservadoras no jogo político do período.
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Regência Trina Permanente (1831-1835)

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José da Costa Carvalho
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Após o curto período da Regência Provisória, a Regência Trina Permanente foi eleita em 17 de junho de 1831. Um dos membros da Regência anterior permaneceu: o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, então apelidado "Chico Regência" pela população carioca. Outros membros eleitos foram os deputados João Bráulio Muniz e José da Costa Carvalho (que seria o futuro Marquês de Monte Alegre).

Neste período da Regência tomaram lugar as rebeliões decorrentes sobretudo da grave crise econômica que se instaurava no país. Os protestos e conflitos tomavam as ruas da capital e de outras diversas regiões.

No sentido de contenção das agitações políticas que tomavam conta do país, um novo Gabinete do governo foi organizado: a pasta do Ministério da Justiça foi ocupada pelo Deputado Padre Diogo Antônio Feijó, futuro Regente Uno, ao qual foi conferida uma autonomia de poder que se aproximava de feições ditatoriais. O Padre Feijó foi o responsável pela formação da Guarda Nacional, que consistiu em um grupo de tropas particulares fiéis aos grandes proprietários rurais. Estes proprietários foram elevados à categoria de "coronéis", fato do qual foi originado o termo " Coronelismo ", vinculado historicamente a uma estrutura de poder no Brasil formada por mandões regionais sobretudo nas regiões rurais.
 Ainda neste período, as grandes divisões políticas resultaram em grupos de orientações políticas diversas: os Restauradores, ou "Caramurus", simpatizantes do Imperador e representantes das forças políticas mais conservadoras; os Liberais Moderados, também conhecidos por "Chimangos", formados por grandes proprietários escravistas e comerciantes; os Liberais Exaltados, formados sobretudo por elementos das camadas urbanas médias (embora também contassem com alguns latifundiários). Todas estas facções possuíam seus canais de imprensa, veiculando periódicos que, tendo como tônica os ataques explícitos a políticos e respectivos familiares, acirravam cada vez mais as divergências políticas neste cenário.

Através da promulgação do Ato Adicional, que tratou-se de uma reforma na Carta Outorgada de 1824, foram instituídas a futura Regência Una, as Assembléias Legislativas Provinciais (em substituição aos antigos Conselhos Gerais das Províncias) e a extinção do Conselho de Estado.

Para a Regência Una, a partir do Ato Adicional ficou estabelecido o mandato de quatro anos para o Regente, que seria eleito por voto popular. Tal medida, de certa forma, tratou-se da primeira experiência republicana no Brasil.

As Assembléias Legislativas Provinciais ficariam encarregadas pela legislação regional das províncias, regulando toda a organização da vida civil local e portanto conferindo grande autonomia às diversas regiões. Tal aspecto contrapõe-se com os antigos Conselhos Gerais, que possuíam poderes bastante reduzidos. A instituição destas Assembléias Provinciais também tratou-se de um importante passo em direção aos ideais republicanos.

O antigo Conselho de Estado teve sua abolição por simplesmente tratar-se então de um órgão oficial ocioso, já que cuidava anteriormente da assessoria ao governo imperial.

Regência Una (1836-1840)
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A primeira eleição brasileira para o poder Executivo levou o Padre Feijó à Regência, em 1835.
 Tomando posse do poder Executivo em 1836, o Regente Feijó deparou-se com uma grande crise nacional: eclodia, neste período, uma série de revoltas populares que poderiam abalar a ordem política vigente no Brasil. Tais revoltas ocorreram em diversas regiões brasileiras: a Cabanagem no Pará, a Sabinada na Bahia, a Balaiada no Maranhão e a Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul. O governo de Feijó não foi capaz de deter tais rebeliões, tendo sido sufocadas só na regência posterior, fazendo com que a facção dos Liberais Exaltados praticamente abandonasse o cenário político. Em processo de desgaste de sua sustentação política, Feijó renuncia.
O quadro político no Brasil alterava-se novamente com o desaparecimento dos Exaltados do quadro político e a divisão dos Moderados em duas facções. Desta forma, surgem o Partido Conservador e o Partido Liberal. A partir da renúncia de Feijó à Regência, passam a predominar no poder os Conservadores. Para o cargo da Regência foi eleito Pedro de Araújo Lima, anterior regente substituto de Feijó.

Maioridade Dom Pedro II
As tendências liberais das regências anteriores foram substituídas paulatinamente pelo conjunto ideológico conservador através da chamada Lei Interpretativa de 1840. Uma das medidas mais importantes do Ato Adicional, a criação das Assembléias Legislativas Provinciais, foi amplamente modificada neste período. Desta forma, a autonomia das províncias foi anulada, havendo então grande retomada na centralização de poder. Assim termina o período regencial: Pedro de Araújo Lima deixa a Regência antes do término de seu mandato previsto, renunciando em decorrência da decretação da Maioridade de D. Pedro II.
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Coroação de Dom Pedro II
As tentativas republicanas do início do período regencial declinaram finalmente em favor do projeto que determinaria, no mesmo ano de 1840, a maioridade de D. Pedro II, com a idade de apenas quatorze anos.

Coroação de Dom Pedro II 
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Dom Pedro II em trajes imperiais na fala anual do trono ao Império.
Dom Pedro II em trajes imperiais
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As tentativas republicanas do início do período regencial declinaram finalmente em favor do projeto que determinaria, no mesmo ano de 1840, a maioridade de D. Pedro II, com a idade de apenas quatorze anos. Iniciou-se então o Segundo Reinado no Brasil que duraria 49 anos de tranqüilidade e crescimento sob o comando de Dom Pedro II.
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Dom Pedro II
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Nos tempos do Império do Brasil
Sob a regência de Dom Pedro II, o Brasil tinha uma Moeda Estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar Linhas Telefônicas e o segundo país do globo a ter Selo Postal.
O Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália e segunda autoridade moral depois do Papa;
Em 67 anos de Império, tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;
A unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;
Embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação (salário) da Casa Imperial, se manteve a mesma, isto é, 800 contos de réis anuais. E que D. Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício de projetos culturais e científicos;
800 contos de réis significavam 67 contos de réis mensais, e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;
Uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial. A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano;
Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro. 
Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento.
Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário).
No Império, o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis.
O que hoje equivale a 5 salários mínimos.
O Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.

Sem dúvida, não há regime perfeito, entretanto, alguns funcionam melhor do que outros.
Olhando o mapa mundi verificaremos que, de forma geral, os regimes monárquicos funcionam melhor.
Até em uma monarquia absolutista, como qualquer um dos Emirados Árabes, a qualidade de vida é bem superior de seus vizinhos árabes republicanos (e os dois lados têm petróleo).
Anualmente, diversas entidades européias, americanas e a própria ONU divulgam índices de qualidade de vida, de liberdade econômica, de liberdades democráticas, e desenvolvimento humano, etc., onde dos dez primeiros, invariavelmente sete são monarquias. Se estendermos a lista para os 20 primeiros, 11/13 são monarquias.

Se entendermos o conceito Estado vis-à-vis Governo, entenderemos porque a monarquia gera melhor resultado. O Estado, por sua natureza é perene. Inversamente, Governos são temporários. O Governo por ser temporário jamais deveria fica "engessado" em períodos estanques de quatro ou cinco anos, como o é no presidencialismo. Esta temporalidade precisa de flexibilização. Se o Governo for bom, fica seis, oito, 10 ou mais anos (os Conservadores do Reino Unido foram governo por 14 anos; os Sociais Democratas 18 anos na Alemanha e os Trabalhistas 13 anos na Espanha). Se for ruim, precisa ser substituído. Razão pela qual o parlamentarismo, com a exceção dos EUA, é o regime adotado pelos países líderes mundiais.

O Estado, por sua vez, por ser perene jamais poderá se sujeitar aos humores e bel prazeres de um chefe de Estado político e temporário sem qualquer qualificação para o cargo para períodos estanques de quatro ou cinco anos. Enquanto a maior preocupação de qualquer Governo é a próxima eleição, o Estado está sempre voltado às próximas gerações, razão pela qual é essencial que a chefia de Estado seja exercida em caráter vitalício, e, hereditário por uma figura apartidária e apolítica, ou seja, o quarto poder - Poder Moderador. Políticos necessitam de um freio aos seus desejos ignóbeis.

O regime republicano é incompatível com a plena democracia. Montesquieu (1689-1755), no papel, é lindo. Na prática, não funciona. Sem o Poder Moderador, imaginado pelo suíço Henri-Benjamin Constant de Rebecque (1767-1830), e brilhantemente incorporado na Constituição Imperial por D. Pedro I como o quarto Poder, de uma Chefia de Estado apolítico, apartidária, independente, hereditário e vitalício, capaz de manter o equilíbrio e harmonia entre os três poderes tradicionais - Judiciário, Executivo e Legislativo, a república jamais oferecerá total estabilidade institucional - estaremos sempre procurando o menos pior para nos governar, com as conseqüências já conhecidas.



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Império era incapaz em resolver a questão escravista, mas, foi pouco a pouco , assinando leis que limitavam a escravidão, até ela ser abolida de vez, em 1888.

A lei do Ventre Livre (1871) - O visconde do Rio Branco apresentou o projeto da lei do Ventre Livre em maio de 1871, e representantes do congresso votaram maciçamente a favor. Essa lei jogava para o futuro a solução do problema, entretanto governo e os escravistas consideram a solução definitiva. Não era essa a opinião dos abolicionistas brasileiros.

A lei dos Sexagenários (1885) - Estabelecia a liberdade aos escravos com mais de 60 anos. Seu alcance foi insignificante diante das exigências cada vez mais radicais de abolição imediata da escravatura.

A lei Áurea (1888) - Finalmente, a 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, que na ausência de D. Pedro II assumira a regência, promulgou a lei Áurea, declarando extinta a escravidão no Brasil.
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Armada Imperial
Dona Isabel, Princesa Imperial, e o Imperador Dom Pedro II, com uniforme de Almirante, 
Comadante-em-Chefe das Forças Armadas Imperiais - 1870
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A Armada Nacional (como foi chamada a Marinha de Guerra brasileira durante o regime monárquico) surgiu com a Independência do país. Era formada quase que em sua totalidade por embarcações, pessoal, organizações e doutrinas provenientes da transmigração da Família Real de Portugal em 1808. Os seus membros eram alguns poucos brasileiros natos (até então quase todos proibidos de servir), portugueses que optaram por aderir à causa da separação (e que conseqüentemente foram naturalizados brasileiros) e estrangeiros de vários países contratados como mercenários. Também foram aproveitados vários órgãos criados por João VI de Portugal, tais como: a Secretaria da Marinha, o Quartel-General, a Intendência e Contadoria, o Arsenal de Marinha, a Academia de Guardas-Marinhas, o Hospital, a Auditoria, o Conselho Supremo Militar, a Fábrica de Pólvora, os Cortes de Madeira e outros. 
Como primeiro Ministro da Marinha foi nomeado o brasileiro nato Capitão de Mar-e-Guerra Luís da Cunha Moreira (futuro visconde de Cabo Frio) em 28 de outubro de 1822.
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Nau Capitânia, encouraçado Riachuelo - 1885
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Motivo de sua Criação
Na falta de militares experientes que tivessem nascido no Brasil, a comissão composta por Luís Cunha Moreira e vários oficiais buscou contatar os militares portugueses servindo no Brasil para que se unissem ao recém-criado Império brasileiro. Centenas aceitaram, e os que recusaram receberam, em conjunto com as suas famílias, transporte para retornarem a Portugal. Contudo, temerosos das possíveis conseqüências de enviar para combate navios tripulados em sua maior parte por portugueses contra as forças lusitanas, a comissão recrutou diversos mercenários, indígenas e escravos. Para comandar a Armada brasileira foi escolhido o experiente Lorde Thomas Alexander Cochrane, britânico de nascimento, que recebeu o cargo de "Primeiro Almirante", A frota era composta por apenas uma nau, quatro fragatas, duas corvetas, cinco brigues, seis escunas e vinte pequenas embarcações, num total de trinta e oito navios de guerra. O Ministro da Fazenda Martim Francisco Ribeiro de Andrada criou uma subscrição nacional para reunir fundos e assim reequipar a frota, e de todo o Brasil foram enviadas contribuições. Até mesmo o Imperador Pedro I do Brasil adquiriu às próprias expensas um brigue mercante que foi renomeado "Caboclo" e doado ao Estado.
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Almirante Barroso
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A Armada Nacional rumou em seguida para a Bahia, onde atacou um comboio da esquadra portuguesa formada por mais de setenta navios que se dirigia ao Maranhão. Apenas treze conseguiram alcançar Lisboa após se verem impossibilitados de atingirem o litoral norte brasileiro. Os demais navios ou foram afundados ou aprisionados e incorporados à Armada brasileira. O britânico John Pascoe Grenfell, que comandava o brigue Dom Miguel, obteve a rendição da cidade de Belém do Pará. Tendo vencido a oposição lusitana nas províncias da Bahia, Maranhão e Pará, a frota brasileira partiu para a Cisplatina, onde alcançou mais sucessos em sua empreitada. O Almirante Cochrane, após ter libertado um terço do território brasileiro, recebeu do Imperador Dom Pedro I em pessoa a condecoração da Ordem do Cruzeiro do Sul e o título nobiliárquico de marquês do Maranhão. A participação no conflito contra Portugal foi vital:


"Com a Independência, a Marinha tornou-se ainda mais importante, pois apesar de termos tido a sorte de possuir um Pedro I como monarca, o Brasil se teria esfacelado numa série de republicas - como aconteceu na América espanhola - se não fosse a sua ação integradora. É certo que existem outros fatores, mas foi ela que bloqueou, venceu e perseguiu a Esquadra portuguesa, possibilitando a união com o Rio de Janeiro".

Dona Isabel, Princesa Imperial e Dom Pedro II (com uniforme de Almirante), Imperador do Brasil e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas brasileiras (1870). Após a supressão da revolta da Confederação do Equador em 1824 e ao se iniciar a Guerra da Cisplatina (1825-1828), a Armada Nacional não mais era aquela marinha pequena e fraca. As trinta e oito embarcações de 1822 tornaram-se noventa e seis navios de guerra modernos, de diferentes tipos, com cerca de 690 canhões. A frota brasileira bloqueou o estuário do Prata, impossibilitando o contato das Províncias Unidas e dos revoltosos cisplatinenses com o resto do mundo. Várias escaramuças ocorreram entre navios brasileiros e portenhos até a derrota da esquadrilha inimiga, composta por duas corvetas, cinco brigues e uma goleta, em frente à Ilha de Santiago em 1827. Ao abdicar em 1831, Dom Pedro I deixou uma poderosa Armada composta por: duas naus, dez fragatas, vinte corvetas, dezessete brigues-escunas, duas canhoneiras, doze bombardeiros, três barcas a vapor, catorze transportes e várias lanchas de grande porte, num total de pelo menos oitenta navios de guerra em tempo de paz.
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Encouraçado Riachuelo - 1888
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Desenvolvimento
O longo reinado de cinqüenta e oito anos de Dom Pedro II representaria o término do crescimento e apogeu da Armada Nacional (e mesmo depois durante o período republicano). Foi-se reorganizado o Ministério da Marinha, o Arsenal e a Cadeia Naval, e também foi criado o Corpo dos Imperiais Marinheiros, formado por voluntários. Neste período foi adotada definitivamente a navegação a vapor, tendo o Brasil rapidamente modernizado a Esquadra, adquirindo navios no estrangeiro e construindo outros no país, e também substituindo os antigos canhões de alma lisa por novos, de alma raiada, com maior alcance e precisão. Melhoras foram realizadas também nos arsenais e bases navais, sendo aparelhados com novas oficinas. Navios de guerra foram construídos nos Arsenais de Marinha no Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Santos, Niterói e Pelotas. A Armada atuou em todas as revoltas ocorridas no período regencial, como a Cabanagem, a Farroupilha, a Sabinada, dentre outras. A Armada realizou o bloqueio das províncias onde ocorreram as revoltas e realizou a maior parte dos transportes de tropas do Exército imperial, de uma região para a outra do país, mantendo-as municiadas, abastecidas e apetrechadas.
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A Armada durante o reinado de
Dom Pedro II
Em 1840, quando o Imperador Dom Pedro II foi declarado maior de idade e assumiu suas prerrogativas constitucionais, a Armada detinha noventa navios de guerra: seis fragatas, sete corvetas, dois brigues-barcas, seis brigues, oito brigues-escunas, dezesseis canhoneiras, doze escunas, sete patachos, seis barcas a vapor, oito lanchões artilhados, três charruas, dois lugares, dois cúteres e cinco lanchões armados. Nova modernização ocorreu desta vez, reorganizando a Secretaria de Estado, a Contadoria da Marinha, o Quartel-General e a Academia de Marinha. Novos navios foram comprados e as capitanias dos portos foram re-aparelhadas. O Corpo dos Imperiais Marinheiros foi definitivamente regularizado e surgiu o Corpo de Fuzileiros Navais (no lugar do Corpo de Artilharia de Marinha que fora dissolvido), assim como serviços de assistência aos inválidos e também escolas para formação de marinheiros e artífices.
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Treino da Armada Imperial na baia da Guanabara - 1870
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Os conflitos, na região do Prata não cessaram após a guerra de 1825, e logo o Brasil se viu forçado a enviar uma frota de dezessete navios de guerra (uma nau, dez corvetas e seis navios a vapor) comandada pelo veterano da Independência John Pascoe Grenfell para combater as Províncias Unidas do Rio da Prata em 1851. A frota brasileira conseguiu ultrapassar o forte argentino de Toneleros sob forte bombardeio e efetuou o transporte de tropas para o teatro de operações em terra. Mais de uma década depois, a Armada Nacional foi mais uma vez modernizada, e seus antigos navios à vela deram lugar quarenta navios a vapor com mais de 250 canhões. Seus oficiais não continham mais estrangeiros, e sim, somente brasileiros natos (que eram recrutas na época da guerra da Independência). De seu quadro de militares, saíram homens como Joaquim Marques Lisboa, marquês de Tamandaré, Francisco Manuel Barroso da Silva, barão do Amazonas, Joaquim José Inácio de Barros, visconde de Inhaúma, Luís Filipe de Saldanha da Gama, dentre outros, que foram todos leais ao regime monárquico.

O encouraçado Riachuelo, c.1885. Em 1864 colaborou com a intervenção no Uruguai e logo em seguida na Guerra do Paraguai. Neste conflito, foram acrescidos a força naval vinte navios encouraçados e seis monitores fluviais, além de que seus comandantes, assim como suas tripulações (e as das embarcações que já se encontravam no teatro de guerra) foram melhores treinadas. Estas ações permitiram a Armada obter uma grande vitória na Batalha de Riachuelo contra as forças paraguaias. Construtores navais brasileiros como Napoleão Level, Trajano de Carvalho e João Cândido Brasil planejaram novos desenhos para os navios de guerra da Armada Nacional que possibilitaram aos Arsenais do país manter competitividade com outras nações.
Com o final do conflito contra o Paraguai, o governo brasileiro buscou reparar os danos sofridos pelas embarcações e reequipá-las, possibilitando ao Brasil ter a quarta mais poderosa marinha de guerra do mundo àquele momento.

Durante a década de 1870, o Império brasileiro teve por objetivo fortalecer ainda mais a sua Armada frente a uma possibilidade de um conflito armado com a Argentina. Assim, adquiriu uma canhoneira e uma corveta em 1873, um encouraçado e um monitor em 1874 e logo em seguida dois cruzadores e mais um monitor. O início da década de 1880 revelou que o crescimento da Armada continuaria, pois os Arsenais da Marinha do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Pará e Mato Grosso continuaram a construir dezenas de navios de guerra. Quatro torpedeiros foram comprados, foi criada a Escola Prática de Torpedos para praças e instalou-se uma oficina de fabricação e reparo de torpedos e aparelhos elétricos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro em 30 de novembro de 1883. Este mesmo Arsenal construiu as canhoneiras a vapor: Iniciadora, Carioca, Camocim, Cabedelo e Marajó, além do patachi Aprendiz, todos com cascos de ferro e aço, e não mais de madeira (os primeiros do tipo construídos no país). Contudo, o ápice da Armada Imperial ocorreu com a incorporação dos encouraçados de alto mar Riachuelo e Aquidabã (ambos dotados de tubos lança-torpedos) em 1884 e 1885, respectivamente. A obtenção destes navios possibilitou o Brasil permanecer “entre as potências navais do universo”. Estes dois navios marcaram época, pois:
“Fizemos 'a Europa curvar-se ante o Brasil', porquanto o Riachuelo, ao ter a construção concluída na Inglaterra, em 1884, foi considerado pela opinião dos técnicos das nações marítimas mais adiantadas como um modelo em seu gênero, tais os aperfeiçoamentos que reunia”.
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Oficiais da Armada Imperial sentados, príncipe Dom Augusto (a esq.) e o Almirante Saldanha da Gama (centro), c.1889. O fim da Armada Imperial
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No último gabinete do regime monárquico o Ministro da Marinha, o Almirante José da Costa Azevedo, Barão do Ladário, deixou um amplo projeto que estava preste a ser realizado para a reorganização do pessoal e instituições da Armada. Em 1889, o Batalhão Naval detinha 454 praças e os Imperiais Marinheiros, 3.218 praças. O Golpe de Estado que instaurou a República no Brasil não foi bem aceita pelos militares da Armada Imperial. Marinheiros foram rechaçados a tiros ao darem vivas ao Imperador quando este estava aprisionado no Paço Imperial. O Marquês de Tamandaré implorou ao seu amigo Dom Pedro II que o permitisse debelar o golpe, mas, este o negou tal possibilidade. O idoso almirante, com quase noventa anos de idade, seria preso mais tarde por ordem do ditador Floriano Peixoto sob a acusação de financiar militares monarquistas na Revolução Federalista. O Barão de Ladário manteve-se em contato com a Família Imperial no exílio buscando maneiras de restaurar o regime deposto, mas acabou relegado ao ostracismo pelo governo republicano. O Almirante Saldanha da Gama liderou a Revolta Armada com o objetivo de ressuscitar o Império e uniu forças com outros militares monarquistas que estavam no Rio Grande do Sul. Todas as tentativas restauradoras foram esmagadas pelo governo republicano. Os oficiais monarquistas de alta patente foram presos, ou banidos ou fuzilados sem o devido processo legal, e seus subordinados sofreram "penas cruéis". Este expurgo completo nos quadros da Armada explica como foi possível uma instituição tradicionalmente leal a Monarquia ter se tornado subitamente republicana.




O Império Respira
A situação do Brasil dos séculos XIX e XX, e o que a República fez pra calar quem não a aceitasse, e mesmo assim não conseguindo cessar a ação dos monarquistas contra o regime golpista.

Regime Republicano
e os conspiradores Monarquistas
A história se inverte, as primeiras administrações do novo regime também tiveram que enfrentar como opositores os partidários do sistema anterior. Com a proclamação da República em 1889, de imediato foi impossível uma reação monárquica, pois o rápido banimento da família Imperial para a Europa pegou de surpresa os defensores da monarquia. O próprio Dom Pedro II submeteu-se ao golpe e não expressou qualquer reação contrária.


Todavia, mesmo a imprensa noticiando que a mudança do regime teria sido tranqüila, alguns incidentes ocorreram no Maranhão, na Bahia e em Santa Catarina. Em Desterro, o 25° Batalhão de Infantaria se rebelou e lutou contra o Clube Republicano, tendo havido mortes nos dois lados. No Maranhão, o alvo foi a população civil, que, descontente com a instalação do novo regime, fez protesto e houve muita pancadaria.
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Visconde de Ouro Preto
Os protestos seguiram-se isoladamente por alguns recantos do país. Passados os instantes nervosos da substituição de um regime por outro, houve uma avalanche de adesões de muitos parlamentares monarquistas à República. Os que não aderiram acreditavam que com a instalação e promulgação da Constituinte houvesse algum artigo que previsse a consulta popular sob o regime a ser instalado. Todavia, não houve brecha para plebiscito na nova Carta. Os descontentes e correligionários da Monarquia resolveram se pronunciar através do jornal “Tribuna Liberal”, que fazia oposição ao governo, de propriedade do Visconde de Ouro Preto. Quem assumiu a tarefa de criticar a política deodorista provisória foram os jornalistas Carlos Laet e Antônio de Medeiros.
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Carlos Laet
Todavia, o governo provisório de imediato tomou providência em relação àqueles que mantinham simpatia com o antigo regime:
“Afastou detentores de cargos vitalícios; manteve sob constante vigilância políticos e jornalistas; violou correspondências; aprisionou homens de prestígio; agindo, enfim, de maneira a intimidar qualquer contestação”.
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Afonso Celso de Assis Figueiredo
Contudo, as contestações não tardaram a aparecer. No dia dezoito de dezembro de 1889, um movimento sedicioso no 2° Regimento de Artilharia de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, fez com que o exército agisse prontamente, debelando o evento em menos de vinte e quatro horas. O chefe da polícia da capital, Sampaio Ferraz, responsabilizou políticos monarquistas pela sedição. Por conta das perseguições exercidas a partir desse movimento, foram banidos do país Afonso Celso de Assis Figueiredo e Silveira Martins. Além do banimento dos dois monarquistas, as medidas foram acompanhadas da aplicação de censura à imprensa e da criação, em vinte e três de dezembro, de um Tribunal Excepcional Militar que julgaria todas as questões politicamente lesivas ao governo. Decretou-se que escritos de cunho sedicioso acarretariam para seus autores as penas imputadas a uma sedição militar. A Lei restringiu a liberdade de imprensa e inviabilizou por completo a oposição do jornal “Tribuna Liberal” que parou de circular no dia vinte e cinco de dezembro.
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Silveira Martins
O Governo Provisório foi sendo pouco a pouco desacreditado pela oposição devido as transações de cargos públicos, preterição por militares nas administrações estaduais, oportunismo e indisciplinas de militares. Essas insatisfações alentaram as esperanças de Joaquim Nabuco e Eduardo Prado, partidários da monarquia, que não perderam tempo em preparar a volta do regime anterior. Ouro Preto, animado com as divergências no Governo Provisório, resolveu reabrir o jornal “Tribuna Liberal”, mas encontrou resistência no antigo colaborador Carlos Laet, que temia uma possível neutralidade do periódico, devido ao Decreto que proibia a liberdade de pensamento. Segundo Janotti, “não deixava de ter razão Laet. Várias pessoas achavam-se presas, sob acusação de conspiração e mesmo a chegada de Antônio de Medeiros da Europa havia sido cercada de suspeição pela polícia, que acreditava estar ele trazendo planos sediciosos, tramados por Ouro Preto”. Não tendo alternativa Ouro Preto entregou a tarefa para Antônio de Medeiros que reabriu aquela folha em julho de 1890 com o nome de “A Tribuna”.
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Eduardo Prado
Recordemos, também, que um dos maiores críticos da República foi Eduardo Prado, que desde julho de 1889 escrevia artigos sobre o Brasil sob o pseudônimo de Fredericos na “Revista de Portugal”, dirigida por Eça de Queiroz. Com a instalação do Novo Regime, Prado passara a escrever contra seus pressupostos, afirmando “que a República tinha destruído em dois meses o respeito que o país tinha no exterior construído pelo Império”. O monarquista mantinha laços de amizade com o Visconde de Ouro Preto, Carlos Afonso e a própria família imperial, tornando-se um dos mais proeminentes intelectuais do grupo, juntamente com Carlos Laet, Antônio Medeiros, Sant’ana Nery e André Rebouças. Para Janotti, “as idéias de Eduardo Prado serviram como uma plataforma da base ideológica do grupo em formação, conseguindo denunciar escândalos sobre os membros do governo, militares, banqueiros e comerciantes, e, também comprovar com fatos as violações das liberdades públicas e privadas”22. Segundo a autora, seus artigos constituíram-se em uma sistematização do discurso monarquista naquele primeiro momento.
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André Rebouças
Enquanto isso, os jornais que publicavam idéias monarquistas continuaram inserindo em suas colunas as divergências entre os grupos militares, positivistas e civis, rivalidades nas forças armadas e, sobretudo, os atos ministeriais e as desordens promovidas pelos batalhões da capital.

Sant’ana Nery
Eduardo Prado continuou suas invectivas contra Deodoro da Fonseca, acusando-o de ambicioso e inepto, além de não parar de denunciar o exército e atacar o jacobinismo. Por conta dessas críticas, o jornal “A Tribuna” e seu diretor Antônio de Medeiros estiveram constantemente ameaçados. Com a continuação dos comentários sobre Deodoro, o jornal foi empastelado no dia vinte e nove de novembro de 1890, tendo ocorrido, no ato, o ferimento de vários funcionários e a morte de João Ferreira Romariz, revisor daquela folha. Outro crítico do governo de Deodoro foi o Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, que, segundo Janotti, era quem mais acreditava na possibilidade de uma restauração no país. Lafayette, juntamente com o Conde D’Eu, promoveram na França uma reunião dos exilados com o objetivo de organizar uma ação restauradora. Foi o próprio Lafayette que convidou Saldanha da Gama para chefiar um golpe contra o governo. O objetivo dos restauradores não passou de mera intenção e seus signatários tiveram que continuar planejando.
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Lafayette Rodrigues Pereira
Mais tarde, à época do governo constitucional de Deodoro, Lafayette, em carta à mulher de Gaspar Silveira Martins, voltou a aventar a possibilidade de um movimento restaurador, a começar pela Bahia, já que oferecia maior segurança como pólo centralizador do norte do país. Mais uma vez, o objetivo ficou apenas na intenção. Enquanto isso, crescia a oposição ao regime divulgada pelas novas folhas de orientação monárquica: “O Tribuno”, em Recife; “Democracia”, em São Paulo e “O Brasil”, no Rio de Janeiro. Ainda em 1891, surgiu no Rio o “Jornal do Brasil” sob a direção de Rodolfo Dantas, Henrique Villeneuve e Sancho Barros Pimentel, tendo como correspondente o célebre Joaquim Nabuco. Para Janotti, Nabuco, devido ao nome que granjeara na campanha abolicionista era visto pelos monarquistas como uma das personalidades mais desejadas para integrar o grupo político que ia se formando.
As esperanças da restauração eram, vez em quando, reavivadas quando alguma crise eclodia no país. Foi assim quando Deodoro fechou o Congresso no final de 1891:

Os monarquistas fizeram embarcar numa fragata austríaca o príncipe Dom Augusto que passava pela Bahia e Rio de Janeiro com destino ao Prata, onde ficaria à espera do desenrolar dos acontecimentos. Porém, ao chegar na Capital, em 23 de novembro, foi impedido de desembarcar pelo governo e retornou à Europa, ficando, assim, frustrados os planos dos restauradores.
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Joaquim Nabuco
Outro momento de agitação pró-regime monárquico foi quando D. Pedro II faleceu.
O Imperador morreu no dia 5 de dezembro de 1891, quando já estava no poder Floriano Peixoto. No momento em que a notícia de sua morte chegou, por todo o país “surgiram dissensões em torno dos pronunciamentos que se fizeram quer a favor quer contra o ex-monarca. Um grande número de casas de comércio fechou suas portas e muitas associações, tanto brasileiras quanto e sobretudo estrangeiras baixaram suas bandeiras a meio pau em sinal de luto”.
A morte de D. Pedro II trouxe à memória de alguns segmentos da sociedade o sentimento monárquico que ainda existia. Foram realizadas missas de norte a sul do país enaltecendo o Imperador e a Monarquia. Os jornais “O Brasil” e “Jornal do Brasil” também escreveram artigos na mesma ordem, sendo então perseguidos pelos batalhões patrióticos, clubes de jacobinos e clube militar, que não aceitavam a propaganda restauradora de ocasião.
Todavia, os monarquistas pressentiram que o momento era de sensibilizar a opinião pública nacional e internacional para uma possível volta ao regime imperial.
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Saldanha da Gama
No início do governo de Floriano, os monarquistas ainda acreditavam numa possibilidade de retorno ao poder, pois para eles o regime republicano ainda não estava consolidado. Com muita insistência, o grupo conseguiu que a Princesa Isabel fizesse um tímido pronunciamento:
“no qual dizia ter abdicado dos seus direitos e que sempre estaria pronta para retornar ao Brasil, caso houvesse consenso de toda a nação a esse respeito”.

As lideranças do Norte lançaram em Belém, no dia treze de maio de 1892, o “Manifesto Monarquista do Pará”, no qual confirmavam suas pretensões restauradoras, afirmando que o momento estava próximo e que “o patriotismo ainda não estava banido da terra de Santa Cruz”. O manifesto provocou ainda mais a ira dos republicanos, que percebiam no documento a possibilidade de haver conspirações contra o regime. Este fato colaborou para o surgimento de “O Protesto”, em vinte e nove de julho de 1892, mais uma folha monarquista que iria lutar para a restauração do regime deposto.
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Revolução Federalista
Em fevereiro de 1893, Gumercindo Saraiva invadiu o Rio Grande do Sul, começando então a Revolução Federalista. Passados alguns dias, o grupo monarquista, entendendo que poderia tirar proveito daquele evento, resolveu apoiá-lo. O Marquês de Tamandaré realizou várias subscrições em benefício dos combatentes federalistas feridos nos embates. Tendo se alastrado a notícia da subscrição em favor de Gaspar Martins, um dos líderes da Revolução, o clube de jacobinos revoltou-se, passando a acusar o movimento de restaurador.
Contudo, segundo Janotti, os monarquistas realmente tinham interesse nos conflitos que ameaçavam o poder de Floriano:

“Os monarquistas tentavam de todas as maneiras um acordo com Silveira Martins, aparentemente sem sucesso, quando irrompeu a Revolta Armada: Custódio de Melo se rebelava contra o governo que havia servido. Contrariado pelo veto do presidente ao projeto de inelegibilidade e sentindo -se lesado em suas pretensões políticas, ele liderava uma rebelião da Marinha, em nome da defesa da Constituição: ‘Contra a Constituição e contra a integridade da nação o chefe do executivo mobilizou o exército nacional discricionariamente, pô-lo em pé de guerra e despejou-o nos infelizes Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul’. Declarações deste tipo vinham ao encontro aos interesses dos monarquistas, que nutriam a esperança de que uma intervenção da Marinha seria decisiva para a vitória sul riograndense”.
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Gumercindo Saraiva
A crise na Capital e na região do Prata levou alguns articulistas da França e da Inglaterra a afirmarem que o Brasil necessitava de um governo forte, que estabilizasse sua situação caótica e que, principalmente, cumprisse com seus compromissos internacionais, ou seja, o pagamento da dívida externa. Para os jornais estrangeiros, só a restauração monárquica poderia trazer esta estabilidade. Grande alento aos planos restauradores.
No Brasil, internamente, cresceram as oposições a Floriano Peixoto e, para conter as críticas ao seu governo, foi decretada nova lei de censura e muitos jornais foram fechados, inclusive alguns de orientação monarquista.
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Almirante Tamandaré
Marquês de Tamandaré
O grupo que ainda mantinha esperanças em restaurar a Monarquia recebeu uma ajuda  importante no período da Revolta da Armada. Saldanha da Gama lançou no Rio de Janeiro, no dia 9 de dezembro um manifesto afirmando que lutaria com todas as armas para “repor o governo do Brasil onde estava a 15 de novembro, quando num momento de surpresa e estupefação nacional ele foi conquistado por uma sedição militar”.

Mais uma vez repetiram-se os protestos contra os monarquistas, principalmente quando os revoltosos derrotados no Rio de Janeiro se uniram aos Federalistas no Sul. O apoio de Saldanha da Gama à Revolta Federalista só fez aumentar os boatos e suspeições quanto ao seu caráter restaurador.
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Marechal Floriano Peixoto
Por muitas vezes, os monarquistas tentaram arrancar da Princesa Isabel um pronunciamento sobre a possibilidade do seu retorno ao país. Sua posição, contudo, era de esperar por um chamado da população em tempo de paz.
Em 1894, mais uma vez a Princesa foi assediada e novamente não atendeu ao apelo dos restauradores, era totalmente contra golpes, assim como D. Pedro II, já falecido.
Para Janotti, a revolução do sul tinha galvanizado os monarquistas, mas a atitude geral havia sido de apoio passivo. Para ela, poucos foram aqueles que se dispuseram a lutar ou enviar auxílios:
“Havia clima para que a facção monarquista atuasse mais conseqüentemente, só não o conseguindo pela ausência de um pretendente ao trono que realmente participasse de forma decisiva da contenda, e pelo fato de a repressão florianista afastar os temerosos”.

Calam os últimos Monarquistas
Enquanto havia liberdade de imprensa, os monarquistas atuaram com todo rigor, descobrindo as mazelas da ditadura militar, denunciando o jacobinismo e os desvios do governo dos preceitos constitucionais. Quando foi decretado o estado de sítio e a lei da mordaça à imprensa, os monarquistas perderam seu canal de comunicação com o público.
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Uma das primeiras preocupações do historiador deve ser a análise do fato histórico a partir da mentalidade da população, ao tempo que esse feito ocorreu. É fácil lançar libelos contra figuras e casos da nossa história quando se julga acontecimentos de cem ou duzentos anos atrás, pela ótica do hoje. Uma análise serena requer um recuo ao modus vivendi da época.

A servidão da raça negra é um desses exemplos.

A escravidão ocorreu em quase todo o mundo. Teve início no século XVI, por necessidade da mão-de-obra para as lavouras das terras que eram descobertas. O regime de sujeição da simpática raça negra não foi criação da sociedade brasileira. A história nos mostra: no nosso país quem mais combateu a mancha da escravidão negra foi a Família Imperial Brasileira. A família de Dom Pedro II não possuía escravos para dar o bom exemplo à sociedade.

Cabe a pergunta: por que Dom Pedro II não acabou de vez com a escravidão? Não estava ao seu alcance emancipar os escravos! Diferente de hoje, à época do 2º Reinado a maioria do Parlamento era contrária às iniciativas do Imperador e favorável à manutenção da escravidão. Fortes razões econômicas motivavam deputados e senadores do Império a manterem o status quo. O Poder Legislativo Imperial era tão respeitado, que, em 1910, Rui Barbosa escreveria:
“Na Monarquia o Parlamento era um escola de estadistas. Na República converteu-se numa praça de negócios".

No 2º Reinado vivíamos num Estado de Direito Democrático. A imprensa era livre. O Partido Conservador e o Partido Liberal se revezavam no poder. Circulava até um jornal republicano defendendo a queda da Monarquia.
A Constituição do Império, que nunca fora desrespeitada (como viria a acontecer várias vezes sob a República) não concedia ao Imperador, por exemplo, dispor de um instrumento tipo a Medida Provisória, usada e abusada hoje pelo Presidente da República.

Entretanto de Dom Pedro II e da Princesa Isabel partiram todas as iniciativas que visavam extinguir, de forma gradual, a escravidão no Brasil. Utilizaram para isso o respeito, prestígio e confiança de que eram portadores junto à sociedade brasileira, influenciando parlamentares e ministros nesse objetivo. Tudo feito constitucionalmente, através de leis conhecidas como:
"Euzébio de Queiroz" (1850),
"Nabuco de Araújo" (1854)
"Lei do Ventre Livre" (1871),
"Lei dos Sexagenários" (1885),
culminando com a "Lei Áurea", proposta e sancionada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, que libertou definitivamente os negros do injustificável cativeiro.

Excertos de um depoimento do bisneto da Princesa Isabel, Dom Luiz de Orleans e Bragança:
“A 15 de novembro de 1889, os militares que estavam no Rio de Janeiro — eram minoria, representavam um terço do Exército brasileiro — proclamaram a República.

O golpe foi totalmente alheio à vontade do povo. Tanto que os republicanos embarcaram a Família Imperial rumo ao exílio, à noite, para que não houvesse reação popular. Na partida, a Princesa Isabel passando junto à mesa onde havia assinado a Lei Áurea, bateu nela o punho fechado e disse:
“Mil tronos houvera, mil tronos eu sacrificaria para libertar a raça negra”.

“D. Pedro II recusou 5 mil contos de réis — cerca de 4 toneladas e meia de ouro, uma fortuna — que lhe ofereceram os republicanos golpistas, porque, dizia, o novo governo não tinha direito de dispor assim dos bens nacionais. Dona Teresa Cristina, mal chegando a Portugal, morreu de desgosto no Grande Hotel do Porto.
O hotel inaugurou uma placa em memória de Dona Teresa Cristina.
D. Pedro II faleceu a 4 de dezembro de 1891, no Hotel Bedfor, em Paris, onde uma placa recorda o passamento do ilustre hóspede. Tal era o prestígio que cercava sua pessoa, que a República Francesa concedeu-lhe funerais completos de Chefe de Estado, contrariando o governo republicano brasileiro que se sentia incomodado com o prestígio do nosso imperador.


Foi esse estadista, Dom Pedro II – louvado por escritores de porte internacional como o grande poeta francês Victor Hugo e por cientistas de renome mundial como o norte-americano Graham Bell, inventor do telefone – que os republicanos, jacobinistas, positivistas e militares, expulsaram. Com isso acabaram com a mais longa e fecunda experiência parlamentarista brasileira, o Parlamentarismo Monárquico.

Dizia Rui Barbosa – “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto verem agitarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Mas pouca gente completa estas frases coma s seguintes expressões do mesmo discurso de Rui Barbosa no Senado Federal em dezembro de 1914:
“Essa foi à obra de república nos últimos anos. No outro regime (a Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas”.

Quem era o guardião da honradez pública, contra a corrupção que ia avassalar a república até os escândalos de hoje.
Rui Barbosa, arrependido, mais uma vez, de ter contribuído para a deposição do Imperador, reconhece finalmente:
“Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais. Era o Imperador Dom Pedro II”.

Após a derrubada do Monarca:
“Na república todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos hoje com as formulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando”.

“Apenas temos nomes, apenas temos reminiscência, apenas temos fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver ressurgida, mas que, na realidade, se foi inteiramente”

“E nessa destruição geral das nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, e a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolva um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem, mas que ninguém tem coragem de apontá-lo à opinião pública, de modo que a justiça possa exercer a sua ação saneadora e benfazeja”

Rui Barbosa continua atualíssimo.
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Saiu na “A Gazeta Imperial”

Inauguração do jornal Gazeta Imperial
Em 1 de janeiro de 1860, inauguramos o jornal "Gazeta Imperial" para informar todos os moradores da nossa singela Vila de Arraial Novo do Rio das Mortes, de todos os acontecimentos que ocorrem em todo Brasil.

Editores do jornal:
Barão Luiz Felipe Drummond da Fonseca.
Duque Diogo José Julio de Castilhos.
Don Adelmo José Silva Xavier.

Carnaval de 1860
Neste carnaval de 1860, teremos grandes atrações em diversas vilas e cidades. Confira as atrações de hoje 23 de fevereiro de 1860:

Baile de Mascaras no Theatro São João às 19:30h em Salvador.

Desfile da primeira sociedade carnavalesca em São Paulo, a sociedade carnavalesca Piratinga às 21:00h no Brás.

Festa na Fazenda de Itubiara do Barão Frederico Jorge as 20:00h.

Falecimento de José Martiriano Pereira de Alencar
Faleceu no dia 15 de março de 1860, o político José Martiriano Parreira de Alencar  era jornalista, político e filho do diplomata Leonel Martiriano de Alencar (barão de Alencar). José Martiriano de Alencar tomou parte da revolução de 1817 e da Confederação do Equador.

Faleceu Antônio Vicente da Fontoura
Em 22 de setembro de 1860, recebemos a informação do falecimento de Antônio Vicente da Fontoura, líder civil da Revolução Farroupilha, ele participou da reunião que decidiu pelo início da Revolução Farroupilha em 18 de setembro de 1835, na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade, também Foi chefe de polícia das vilas de Rio Pardo e Cachoeira do Sul chegando a ministro da Fazenda na República Rio-Grandense, liderou a facção contra Domingos José De Almeida e Bento Gonçalves (um dos lideres da revolução farroupilha), ele foi assassinado ontem dia 21 de setembro, não se sabe quem o matou, alguns boatos apontam que um de seus muitos inimigos, na maioria das vezes republicanos e inimigos da revolução farroupilha, teriam ordenado a sua morte ou até mesmo o matado.

Falecimento de Casimiro de Abreu
Em 18 de outubro de 1860, faleceu Casimiro José Marques de Abreu, era um grande poeta brasileiro, talvez o melhor de nossa atualidade, era filho do abastado de comerciante e fazendeiro português, José Joaquim Marques de Abreu, e de Luísa Joaquina das Neves, uma fazendeira de Capivary, passou grande parte da sua vida em Barra de São João.
Um de seus versos mais famosos e o poema Meus oito anos:

"Oh! Que saudades que tenho/da aurora da minha vida,/ da minha infância querida/que os anos não trazem mais!/ Que amor, que sonhos, que flores,/naquelas tardes fagueiras,/ à sombra das bananeiras,/ debaixo dos laranjais!"

O poeta morreu de tuberculose na fazenda de seu pai, ele será sepultado em Barra de São João, junto ao tumulo de seu pai, na Capela de São João Batista, as três horas da tarde.

Confusão na Praça da Estação
Em 20 de outubro de 1860, um acontecimento que fez correr muitos boatos pela cidade do Rio de Janeiro, sobre um individuo o José Antonio Xavier, que as 13:00 foi detido por policiais na estação ferroviária da EFOM (Estrada de Ferro Oeste de Minas) que ali estavam após denegrir a imagem do imperador, e gritar "Revolução Já!", ele sofreu diversas agressões por parte dos guardas, alguns populares defenderam o revolucionário, mas todos foram detidos e encaminhados para a cadeia municipal.

Aniversário da Cidade
Em 8 de dezembro de 1861, houve diversas comemorações pelo aniversário da nossa cidade, grandes festas ocorreram, mas também o dia foi marcado por manifestações de republicanos e abolicionistas que protestaram mais do que nunca, e percebemos que o número de pessoas nestes grupos alimentou muito nos últimos meses inclusive desta vez podemos perceber que pessoas de diversas classes sociais e de diversas profissões participam destas manifestações.

Republicanos na cidade do Rio de Janeiro
Em 14 de dezembro de 1861, ocorreu uma grande reunião de republicanos aqui na cidade de Arraial Novo do Rio das Mortes, eles vieram de diversas partes do Brasil para discutir sobre Política, eles desde a chegada foram acompanhados por policiais que observavam atentos os republicanos, caso eles fizessem alguma difamação do imperador eles iriam detê-los, os republicanos pensam em fazer uma grande manifestação em grandes proporções por todo o Brasil.

Manifestação Republicana no centro da cidade
Em 05 de janeiro de 1862, as 10:00h da manhã correu uma manifestação republicana no centro da cidade do Rio de Janeiro, republicanos de toda a cidade se reuniram para protestar contra o Império, eles foram acompanhados de perto pela polícia que ali estava, e este foi a maior manifestação republicana na cidade até o presente momento, e agora a pergunta que não sai da cabeça dos Brasileiros é:
"até quando iremos permitir que o império continue com suas injustiças?"

Morto Barão de Jequitibá
Em 16 de janeiro de 1862, foi morto a facadas no armazém da Alfândega na província do Grão-Pará, o Barão de Jequitibá, um grande defensor da monarquia na província, e maior dono de escravos da região, alguns boatos que correm pelo Brasil, dizem que ele foi morto por Abolicionistas da região, e a polícia procura os responsáveis.

Armada Imperial faz treino no Rio de janeiro
Em 15 de maio de 1862, no Rio de Janeiro, a Armada Imperial, fez um treino que surpreendeu a população com o magnífico poder de fogo da marinha brasileira, o treino foi assistido por toda a Família Imperial e a população.

Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema
Em 25 de Setembro de 1862, o exército enviou uma carta ao Imperador pedindo que ele colocasse a Fábrica de Ferro São João do Ipanema sobre o comando do exército brasileiro, eles aguardam ansiosos a decisão do Imperador, pois a fábrica é de muita importância para o exército.

Algumas informações sobre a Fábrica:
A empresa foi criada através de Carta Régia de 4 de Dezembro de 1810, como uma sociedade acionista de capital misto, com 13 ações pertencentes à Coroa Portuguesa e 47 a acionistas particulares de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.

Para implantá-la foi criado o Distrito do Ipanema e trazida para a região uma equipe de técnicos sueca, que já estava contratada desde 1809, liderada por Carl Gustav Hedberg.

Além da presença de jazidas de hematita foram decisivos para a escolha do local, a abundância de madeira que alimentaria os fornos, e de água, força motriz por excelência até meados deste século (XIX). Desse modo, as atividades de fundição que até funcionam no morro de Araçoiaba para as margens de uma represa erguida nas águas do rio Ipanema.

A Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema marcou o inicio da produção de ferro pelo método indireto no país. Os técnicos suecos começaram a produção de ferro em fornos baixos e implantaram toda a infra estrutura que garantiria o funcionamento da fábrica. Esses fornos produzem uma tonelada e meio de ferro por semana, transformada, na própria Fábrica, em munições e material bélico, arames, enxadas, pregos, machados, foices.

Em 1815, Hedberg foi substituído pelo alemão Ludwig Wilhelm Varnhagen (pai de Francisco Adolfo de Varnhagen), incumbido de construir os altos fornos da fábrica inaugurados em 1818.

O exército demonstra preocupação e interesse para com a siderurgia nacional, pelo que, em meados do século XIX, o tenente Francisco Carlos da Luz recebeu a missão de coordenação tanto o setor técnico como o financeiro na criação dessa indústria.

Dos Altos Fornos da Real Fábrica de Ferro de Ipanema saem as armas e munições para a Marinha e o Exército e todos os artigos necessários ao Brasil atualmente, de panelas de ferro a engenhos de açúcar e café, gradis, compassos, escadas, luminárias, etc., com artigos premiados em feiras nacionais e internacionais.

Casamento em Lisboa
No dia 12 de outubro de 1862, aconteceu o casamento de D Luís I com Maria Pia de Sabóia. Esse casamento parou Portugal. Um dia antes do casamento estavam todos ansiosos. Estamos todos felizes com o casamento e damos votos de paz e felicidade ao casal.

Preso um dos abolicionistas que invadiram Fazenda
Em 19 de novembro de 1862, um dos abolicionistas que invadiram uma fazenda em Arraial Velho de Santo Antônio no dia 12 de abril de 1861 foi preso, o Sr. Gomes da Fonseca,ele foi preso após ser reconhecido pelo dono da fazenda que foi invadida e foi preso por alguns vigias da fazenda que o capturou e entregou as autoridade. Em entrevista o delegado Justino da Silva, disse que e só questão de tempo até todos os abolicionistas envolvidos na ação criminosa serem presos.

Crime da rua do Arvoredo em Porto Alegre
Em 15 de novembro de 1864, um sujeito chamado José Ramos, que era na verdade um inspetor de polícia de Santa Catarina, teria comprado uma casa na Rua do Arvoredo, de um sujeito chamado Carlos Klaussner, antigo dono de um açougue que funcionava no mesmo endereço. Consta que o tal homem gostava de música, frequentava o recém-inaugurado Theatro São Pedro, andava bem vestido, enfim, e, como se diz, um boa-vida. Tempos depois ele conheceu Catarina Palsen, com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes. Ao que tudo indica, ela, Catarina, de origem húngara, e de grande beleza, "atraía" as vítimas para a tal casa-açougue, para que fossem mortas por José Ramos, esquartejadas e, com a carne, eram fabricadas linguiças, vendidas no comércio de Porto Alegre, e que tinham, por sinal, muito boa "aceitação". Nesse ponto "inicia-se a lenda", pois os processos criminais a que José Ramos respondeu, existem, mas neles não consta que as vítimas eram transformadas em linguiça.

A polícia não conseguiu provar que ele fazia linguiça dos corpos de suas vitimas mas o delegado Julio da Silva Guimarães disse que em breve isto será comprovado se esta for a verdade, mas mesmo assim a lenda continua por todo o Brasil, e acreditamos que este crime acabou de entrar para a Historia.

Paraguai invade Mato Grosso
Em 11 de novembro de 1864, o navio a vapor paraguaio Tacuari apresou o navio brasileiro, que subia o rio Paraguai rumo à então Província de Mato Grosso, levando a bordo o coronel Frederico Carneiro de Campos, recém-nomeado presidente daquela província e o médico Antônio Antunes da Luz, entre outros. A tripulação e passageiros foi feita prisioneira e enviada à prisão, onde todos, sem exceção, passam fome e sofrem maus tratos, neste momento os grandes lideres do Brasil estão reunidos no Rio de Janeiro discutindo a situação, alguns crêem que haverá uma ação militar brasileira na área e pode ser o inicio da guerra, mas a maioria crê em um acordo diplomático, todos esperam ansiosos a decisão do governo imperial.

Inicia-se uma grande guerra contra o Paraguai
Em 15 de janeiro de 1865, os paraguaios invadiram a província do Rio Grande do sul, e o exército Brasileiro e a Marinha já estão preparando ataques ao Paraguai e a retomada das áreas brasileiras invadidas, o povo brasileiro espera uma grande reação das Forças Armadas e do Império, pois há terras brasileiras sob domínio inimigo e o povo destas terras aguardam ansiosamente uma reação brasileira.

Inicia-se uma grande guerra contra o Paraguai
Em 15 de janeiro de 1865, os paraguaios invadiram a província do Rio Grande do sul, e o exército Brasileiro e a Marinha já estão preparando ataques ao Paraguai e a retomada das áreas brasileiras invadidas, o povo brasileiro espera uma grande reação das Forças Armadas e do Império, pois há terras brasileiras sob domínio inimigo e o povo destas terras aguardam ansiosamente uma reação brasileira. Inicia-se uma grande guerra contra o Paraguai

Tratado da Tríplice Aliança
Em 1°. de maio de 1865, o Brasil, a Argentina e o Uruguai assinaram, em Buenos Aires, o Tratado da Tríplice Aliança, contra o Paraguai. As forças militares da Tríplice Aliança são, no início da guerra, francamente inferiores às do Paraguai, que contam com mais de 60 mil homens e uma esquadra de 23 vapores e cinco navios apropriados à navegação fluvial, sua artilharia possuí cerca de 400 canhões.
As tropas reunidas do Brasil, da Argentina e do Uruguai, prontas a entrar em ação, não chegam a 1/3 das paraguaias.
A Argentina dispõe de aproximadamente 8 mil soldados e de uma esquadra de quatro vapores e uma galeta.
O Uruguai entrou na guerra com menos de três mil homens e nenhuma unidade naval.
O Brasil, dos 18 mil soldados com que o Brasil podia contar, apenas 8 mil já se encontravam nas guarnições do sul, a vantagem dos brasileiros estão em sua marinha de guerra: 42 navios com 239 bocas de fogo e cerca de quatro mil homens bem treinados na tripulação.
Grande parte da esquadra já se encontrava na bacia do Prata, onde havia atuado, sob o comando do Marquês de Tamandaré, na intervenção contra Aguirre.

O exército no momento está mau preparado e com poucos homens, devido a falta de preocupação do imperador, porém a marinha e uma das mais bem preparadas e equipadas do mundo, mas mesmo assim os grandes lideres brasileiros não acreditam na vitória, e temem o pior. Só nos resta agora rezar pelos nossos soldados que estão rumando para o campo de batalha e que consigam defender o Império.

Decretado o fim da Guerra Civil Americana
Em 5 de maio de 1865, recebemos a informação que no dia 9 de abril, nos Estados Unidos, o general sulista Robert E. Lee rende-se a Ulysses S. Grant em Appotamattox, pondo fim à Guerra Civil Americana, a vitória foi dada a União após está rendição.
Esta guerra gerou em torno de 970.000 mortos, dentre eles 600.000 soldados, e decretou o fim da escravidão nos Estados Unidos.
No Brasil a vitória da União, aumentou a euforia dos republicanos, e de abolicionistas, que veêm nesta vitória uma esperança de mudança neste império que caminha para a desgraça e a desigualdade social. Diversas comemorações ocorreram na cidade, e como já era de se esperar, houve grande participação de grandes lideres Republicanos da região, como o Barão do Elvas, natural do oeste paulista. Esta vitória teve um reflexo ruim na Família Imperial, que não gostou das comemorações republicanas, e acreditam que irá aumentar.

Promulgada a Lei do Ventre Livre
Em 28 de setembro de 1971, é promulgada a Lei do Ventre Livre.
Lei essa que da a liberdade a todos os filhos de escravos nascidos no Brasil.
Como os filhos de escravos, dependem dos pais, se os pais continuam a ser escravos, os filhos assim ficavam.
Porém foi outro passo importante para o principal desejo dos abolicionistas e republicanos, e foi comemorado com grandes festas, nas principais cidades do Brasil.

Agora um trecho da lei, da Constituição Brasileira:
§ 1.º da lei 2040:- Os ditos filhos menores ficarão em poder o sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão a obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos. No primeiro caso, o Governo receberá o menor e lhe dará destino, em conformidade da presente lei.

É inventado o “Telefone”
Em 7 de abril 1880, chegou a notícia aqui no Brasil, que no dia 7 de março, o Escocês, Alexander Graham Bell, inventou um objeto no qual ele patenteou com o nome de Telefone.
Tal objeto, utilizado para fazer ligações e falar com outras pessoas a longa distância, possui um custo caro, e é destinado somente a pessoas ricas.

Grande invenção feita por Thomas Edison
Em 1880, o americano Thomas Edison, inventa um objeto revolucionário, a lâmpada, que usando a eletricidade, passa a iluminar muitas casas, que aposentam o antigo lampião.

Abolida a escravatura em dois estados do Brasil
Em 8 de agosto de 1884, chega a notícia, de que no Ceará e no Amazonas, é abolida oficialmente a escravidão, coisa que gerou muita revolta em torno dos senhores de escravos, e muita festa, entre os abolicionistas.
Passo importante para o desejo dos republicanos é mais um sinal de que a republica está próxima.

Promulgada a Lei do Sexagenário
Em 28 de setembro de 1885, é promulgada a Lei Saraiva-Cotegipe, conhecida como Lei do Sexagenário.
Essa lei declara livre todos os escravos com mais de 60 anos.
Mesmo tendo pouco efeito prático, pois libertava somente escravos que, por sua idade, eram menos valorizados, houve grande resistência por parte dos senhores de escravos e de seus representantes na Assembléia Nacional.
A pressão sobre o Parlamento se intensificou a partir de sua proposta, em 1884. Ao projeto, vindo do liberal ministério Sousa Dantas, os escravocratas reagiram com tanto rigor, que a lei só foi aprovada em 1885, após aumentar o limite de idade do cativo de sessenta para sessenta e cinco anos. A maioria dos sexagenários estavam localizados nas províncias cafeeiras, o que explica a resistência na Câmara e no Senado.

Manifestação na Ponte da Cadeia
Em 25 de novembro de 1985, um grande protesto ocorreu na Ponte da Cadeia a favor da abolição e da república, devido ao grande número de pessoas a polícia não interferiu no protesto, acreditamos que é o inicio de um movimento de proporções nacionais para a abolição dos escravos.

Gramofone e criado!
Em 8 de novembro de 1887, o alemão Emil Berliner patenteou uma invenção que ele deu o nome de Gramofone, ele pode reproduzir um som que foi gravado anteriormente, a qualquer momento. Muitos acreditam no sucesso da invenção, muitos pensam em diversas formas de utilizar o gramofone, seja para ouvir música ou gravar algo que precisa ser lembrado, entre diversas utilidades.

Promulgada a Lei Áurea
Em 13 de maio de 1888, é promulgada a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, que decreta o fim da escravidão no Brasil.
Enormes protestos, feitos pelos senhores de escravos são vistos, mas o governo não cede.
Festas em grandes proporções são realizadas em todo o império, e os abolicionistas comemoram durante longas horas.
Já os republicanos, percebem que a república, está muito próxima, de um modo, que já se preparam para dar o golpe.

Imperador sofre Atentado
Em 15 de julho de 1889, o Imperador do Brasil Dom Pedro II sofreu um atentado após sair de um teatro no Rio de Janeiro, um Homem aproximou-se do imperador e disparou três tiros com um revolver, ele passa bem pois os tiros o acertaram de raspão e os guardas dominaram o individuo rapidamente.

Grande Baile
Em 9 de novembro de 1889, um grande baile ocorreu na ilha fiscal no Rio de Janeiro, toda a Família Imperial, e todos as pessoas mais influentes do Brasil estavam lá. O baile foi feito em homenagem aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane". Estima-se que cerca de três a cinco mil pessoas participaram do baile, marcado pelo excesso e pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas, vasos franceses e flores brasileiras. Na parte de trás do palacete foram montadas duas mesas, em formato de ferradura, onde foi servido um jantar para quinhentos convidados, sendo 250 em cada uma. Entre as iguarias, servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, foram consumidos:
800 kg de camarão
1.300 frangos
500 perus
64 faisões
1.200 latas de aspargos
20.000 sanduíches
14.000 sorvetes
2.900 pratos de doces
10.000 litros de cerveja
304 caixas de vinhos, champagne e bebidas diversas

Uma banda, instalada a bordo do "Almirante Cochrane", o navio homenageado, tocou valsas e polcas madrugada adentro.

Proclamação da República
Em 15 de novembro de 1889, a República, é oficialmente proclamada no país, na cidade do Rio de Janeiro.
Com a proclamação, o imperador Pedro II, foi exilado, e Marechal Deodoro da Fonseca, assumiu o poder, se tornando o primeiro presidente do Brasil, e instalando o governo provisório.
Muitas festas ocorreram com os cafeeiros do oeste paulista, e até os que não eram republicanos, se renderam ao projeto de Deodoro da Fonseca.
A República, que promete fazer tudo pelo povo, agora foi oficialmente implantada, veremos se realmente fará tudo pelo povo de verdade.
Deodoro implantou uma nova bandeira, um novo hino e várias outras coisas, éramos verdadeiramente um novo país.

Fim.

2 comentários:

  1. Há países que não foram constituídos para república. É o nosso caso. Este regime republicano não nasceu, não floresceu no bojo, no ventre de nossa sociedade. Foi resultado da articulação de intelectuais que incitaram jovens militares ingênuos a mergulharem nessa aventura de improvisos, nesse equívoco anti-patriota que se batizou de república federativa do Brasil.

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