- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida no Brasil Império, antes e depois, inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado.

A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

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Acompanhe neste relato, que se diz singelo; a História e as Transformações do Brasil e do Brazil.

Poderá demorar um pouquinho para baixar, mas vale à pena

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Funeral de Dom Pedro II


D. Pedro II
Um Brasileiro
Morre no Exílio

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança
Imperador do Brasil

O último Imperador das Américas
Bandeira do Brazil Império

Brasão do Imperador
Brasão constituído por um escudo com um campo verde com uma esfera armilar dourada sobreposta à Cruz vermelha e branca da Ordem de Cristo, rodeada por uma faixa azul com 20 estrelas de prata; 
Os portadores são dois braços de uma coroa de flores, com um ramo de café à esquerda e um ramo de tabaco em flor à direita; 
E acima do escudo é uma coroa arqueada dourada.

O Território Brasileiro 
Dom Pedro II foi figura central para a manutenção da unidade territorial brasileira.
Em quase meio século de reinado, D. Pedro II presidiu a solução dos grandes problemas que, quando ele subiu ao trono, ameaçavam a própria existência do país.
À beira da fragmentação em 1840.

Mesmo quando ainda era criança, dom Pedro II teria tido uma importância simbólica. Cerqueira explica que, sem a existência da figura do imperador, o Brasil teria se desintegrado em vários estados, talvez medilcres, na década de 1830, período em que dom Pedro I (pai) deixou o Brasil; o país teve que ser governado por Regentes, com mão de ferro, mantendo a integridade territorial, em cima do herdeiro nato, o menino Pedro, durante a Regencia ocorreram inúmeras revoltas.

“Se não tivesse essa criança como centro do poder no Rio de Janeiro, não teria havido a continuidade do Brasil. O Brasil teria deixado de existir. Teriam sido criados diversos países aqui. Depois, em seu governo, foi ele que solidificou todas as instituições nacionais”.

O Brasil em 1889, exibia poucos sinais de fratura.

O tráfico fora extinto, e a escravidão fora abolida.

A instabilidade política havia sido substituída pela consolidação do sistema representativo e pela hegemonia do governo civil, em nítido contraste como o que se passava nos países vizinhos.

Na política externa, o Brasil definira com clareza e preservara seus interesses na região platina, e ganhara a respeitabilidade diante da Europa e dos países americano.

Parlamentarismo
O monarca instaurou o parlamentarismo no Brasil em 1847, ao abdicar de parte das atribuições governamentais em favor de um presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro.

No período em que dom Pedro II era imperador também ocorreram a Guerra do Paraguai, que se arrastou de 1864 a 1870, e a abolição da escravatura no país, em 1888.

Com isso, D. Pedro II consolidava sua imagem como monarca e garantia o respeito internacional tanto pela dignidade quanto pela forma patriótica com que exercia o poder, além de seu patronato à ciência e às artes.

Dom Pedro II, após ter servido o Brasil por 58 anos, dos quais 10 através na Regência e 48 de forma efetiva; o Maior dos Brasileiros, faleceu modestamente, em um hotel parisiense.

O Golpe de Estado
O último Imperador do Brasil, Sua Majestade Imperial D. Pedro II, foi retirado do poder, em um governo democrático, pois a ultima amarra escravocata havia terminado um ano antes, um golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca e articulado pelo coronel/professor Benjamim Constant e seus comparsas, uma trupe, que viviam a merce do governo, mas queriam mais poder, (mas muitos foram sobrepujados pelo Exercito), fizeram o que fizeram a revelia do povo, pois se o tivessem consultado, ainda seriamos uma monarquia parlamentarista, mas este ato golpista acabou com a instauração da República em 15 de novembro de 1889.
Nunca iremos saber o que teria acontecido se as águas do destino tivessem seguido seu caminho.

O Imperador Dom Pedro II recebe a carta do Governo Provisório golpista 

“A Família Imperial não reagiu”.


Banho de Sangue
Se tivesse reagido, como queria o conde d’Eu, genro do imperador e marido da princesa Isabel, teria havido um banho de sangue, uma guerra civil enorme no Rio de Janeiro se espalhando para as provincias.

Para evitar essa guerra, a Família Imperial decide se retirar do país.

Na realidade eles são banidos, na madrugada de 17 de novembro de 1889 pelos golpistas (civis e militares) para que a população que nada sabia o que acontecera, visse e se manifestasse a favor do Imperador.


Exilio

Desembarque de Dom Pedro em Lisboa
O barco imperial se aproximando Arsenal da Marinha

No Brazil, em 1889 
A reação monárquica após a queda do império "não era pequena, e menos ainda sua repressão."
O "novo regime reprimiu com brutalidade rápida e total desprezo pelas liberdades civis todas as tentativas de lançar um partido monárquico ou publicar jornais monarquistas".

A Revolta
Logo depois de várias revoltas populares em protesto contra o golpe de Estado ocorrido, bem como batalhas entre monarquistas tropas do Exército e milícias republicanas. Aqueles foram seguidos por uma guerra civil na qual militar monarquista e os políticos tentaram restaurar o império na Revolução Federalista e a Segunda Rebelião da Marinha.

A última Revolta Monarquista
A última rebelião monarquista ocorreu em 1904, em que foi chamado a Revolta da Vacina.

Dom Pedro II morreu ainda jovem para os padrões atuais, contava com 66 anos, mas a aparência de muito mais velho.
Suas responsabilidades, as preocupações, a vida pública havia lhe imposto tal aparência.

- Carregava em sua face o Brasil, seu progresso e mazelas.

Família Imperial do Brazil

A França foi o país escolhido por D. Pedro II para passar os últimos anos, após passar por Portugal, onde perdeu sua esposa a Imperatriz Thereza Cristina.

O Suborno ou Cala a Boca dos Golpistas
Quando a Família Imperial foi exilada do país, os que ajudaram a realizar o Golpe (como Deodoro da Fonseca), mandou retirar dos cofres públicos 5 mil contos, o equivalente em dinheiro a aproximadamente 4,5 toneladas de ouro, para dar como forma de indenização à Família Imperial.

A Reação enérgica de D. Pedro
D. Pedro II, além de negar, disse que ninguém de sua Família o receberia, e pediu que caso o dinheiro já tivesse sido retirado, que fosse feito um documento que comprovasse que o dinheiro fora devolvido, e terminou com a frase:

"Com que autoridade esses senhores dispõem do dinheiro público?"


Era a primeira tentativa republicana (ato comum hoje) de desvio do dinheiro do povo.
Vale lembrar que outro ato bastante comum hoje - o aumento dos próprios salários dos parlamentares - também começou no pós-Golpe republicano.

D. Pedro II passou 49 anos governando o Brasil, e durante todo seu reinado, nunca aumentou o soldo que recebia como Imperador, ainda que a Câmara fosse favorável.

Assim que a República tomou posse, os líderes (entre eles o marechal Deodoro da Fonseca) aumentaram seus próprios salários para quase o dobro do que ganhava o Imperador do Brasil.

O Pedido
A única coisa que o Imperador pediu para seu exílio, foi um punhado de terra de cada província (estado) do país.
Terra esta que foi utilizada no travesseiro em que repousou o imperador em seu leito de morte.

D. Pedro II no exílio com a sua filha a princesa Isabel e o neto, D. Pedro de Alcântara, Príncipe do Grão-Pará, Cannes, França, 1891

Dom Pedro II

Dom Pedro II, após ter servido o Brasil por 58 anos, dos quais 10 através na Regência e 48 de forma efetiva; o Maior dos Brasileiros, faleceu modestamente, em um hotel parisiense.

Cronologia
França - Paris
Em 23 de Novembro 1891, Pedro II apareceu na Academia Francesa de Ciências, pela última vez para participar de uma eleição.

Em 24 de Novembro de 1891, na manhã, ele desapaixonadamente anotou em seu diário a notícia de que o ditador Deodoro da Fonseca renunciou:

". 10:30 Deodoro foi encerrado."

A Doença
D. Pedro II logo depois tomou uma longa viagem numa carruagem aberta ao longo do rio Sena, apesar de ter sido um dia muito frio. 

Sentiu-se mal depois de voltar ao Hotel de Bedford naquela noite, pouco resfriado.

A doença evoluiu para pneumonia durante os dias seguintes.

Em 02 Dezembro de 1891, não houve celebração do seu aniversário de nascimento, com a exceção d a presença de familiares.
No entanto, mais tarde ele recebeu vários visitantes franceses e brasileiros que tinham vindo para oferecer felicitações do aniversário.

Em 03 de Dezembro de 1891, sua saúde subitamente piorou na manhã. Outros parentes e amigos foram vê-lo uma vez a notícia da gravidade da situação começou a se espalhar.

Em 04 de Dezembro de 1891, o estado de saúde de D. Pedro II rapidamente piorou, ele recebeu o último sacramento do Abbé Pierre-Jacques-Almeyre Le Rebours, curé de La Madeleine.
Naquela noite, Pedro II começou a declinar.

Morte e Velórios
Em 05 de dezembro de 1891, França, Paris, na madrugada, as 00:35 horas, em seu quarto do Hotel Bedford, acompanhavam o Imperador, sua filha Dona Isabel com o esposo Conde D’Eu e os filhos Príncipes: Dom Pedro de Alcântara, Dom Luiz, Dom Antonio, Dom Pedro Augusto e Dom Augusto Leopoldo, suas irmãs Januária e Francisca com seus maridos (respectivamente, o Conde de Aquila e Príncipe de Joinville), além de inúmeros brasileiros que moravam em Paris ou que para lá foram seguindo-o no exílio.

Em um suspiro final Pedro II disse a todos:

"Que Deus conceda-me estes últimos desejos - paz e prosperidade para o Brasil ..."

- Falecendo em seguida.
- Morre Dom Pedro II em Paris, França, no exílio.

Ele estava tão enfraquecido que ele sofreu nenhuma dor.

Certidão de Óbito
De acordo com a certidão de óbito a causa mortis foi pneumonia aguda no pulmão esquerdo.

O Trono
Pedro II morreu sem abdicar, e a princesa Isabel herdou o direito ao trono do Império do Brasil.

A princesa Isabel solenemente beijou as mãos de seu pai, e depois disso, todos os presentes, incluindo dezenas de brasileiros beijaram sua mão, reconhecendo-a como a Imperatriz de jure do Brasil.

Dna Isabel - Imperatriz de jure do Brasil

O Barão do Rio Branco, que também estava presente, escreveu mais tarde:

"Os brasileiros, trinta e alguma coisa, foi na linha e, um por um, jogou água benta sobre o cadáver e beijou a mão que como eu fiz estavam dizendo adeus ao grande morto. "

O senador Gaspar da Silveira Martins chegou logo após a morte do Imperador e, quando viu o corpo de seu velho amigo, chorou convulsivamente.

Autópsia
A princesa Isabel recusou uma autópsia, o que permitiu que o corpo fosse embalsamado às 9:00 horas.

Preparação do Corpo
Seis litros de cloridrato de alumínio e de zinco foi injetada na sua artéria carótida comum.
A máscara de morte também foi feita.
Pedro II foi vestido com o uniforme de corte de Almirante da Armada do Brasil para representar sua posição como comandante-em-chefe das forças armadas brasileiras.
Em seu peito foram colocados a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Tosão de Ouro e a Ordem da Rosa.
Suas mãos segurava um crucifixo de prata enviada pelo Papa Leão XIII.

Duas bandeiras brasileiras cobriam suas pernas.

Terras das Províncias do Brasil
Enquanto o corpo estava sendo preparado, o Conde d’Eu encontrou uma embalagem selada na sala, e próximo a ele uma mensagem escrita pelo próprio imperador:

"É o solo do meu país, eu desejo Para ser colocado no meu caixão caso eu morra longe da minha pátria. "

O pacote, que continha o solo de cada província brasileira, foi devidamente colocado dentro do caixão.


O Caixão
O corpo foi colocado em três caixões:
- O primeiro de chumbo forrado em cetim embranquecido, com tampa em cristal, que continha o corpo;
- O segundo, de nobre carvalho envernizado;
- O terceiro, o de carvalho forrado de veludo negro.

Pedro II, vestido com o uniforme de almirante da Armada, 06 de dezembro de 1891

Em seu leito de morte, conforme desejo expresso, repousou sua cabeça em terras brasileiras 
(vindas de todas as províncias do Brazil).

Nota:
D. Pedro II em sua última fotografia, tirada já morto por Paul Nadar, podemos observar o soberano já bastante envelhecido, apesar de seus 66 anos.
No final, tantas lutas, vitórias e decepções acabaram por cobrar seu preço ao homem que enxergava a pompa da realeza como um fardo e que certa vez disse:

“Se os brasileiros não me quiserem por im perador, serei professor”.

Quantas estórias e quantos mistérios envolvem a figura do segundo imperador constitucional do Brasil.

Poucas horas após a morte de Pedro II, milhares de pessoas compareceram ao Hotel Bedford, dentre elas, o Presidente do Conselho, Freycinet e os ministros da Guerra e da Marinha da França.

Telegramas
D. Pedro II era admirado em todo o Mundo, e somente neste dia 05 de dezembro havia chegado ao Hotel Bedford mais de 2 mil telegramas prestando as condolências à Família Imperial.

O Funeral
O presidente francês Sardi Carnot, que estava em viagem pelo sul do país, enviou todos os membros da Casa Militar para prestarem homenagens ao falecido monarca.

A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta e íntima, mas acabou por aceitar o pedido do governo francês de realizar um funeral de Estado.

O  governo do Brasil tenta impedir as homenagens
Na França, Paris, enquanto o governo francês queria prestar homenagens de chefe de estado ao Imperador, a representação diplomática do Brasil, na França, tentava convencer o governo francês a não fazer isso, pois poderia ferir suscetibilidades dos governantes republicanos brasileiros.

No Brasil, Rio de Janeiro, o governo dos republicanos golpistas, tentou, em vão, impedir que a França fizesse o funeral do Imperador como Chefe de Estado, rogando para que a bandeira Imperial não fosse hasteada e que os símbolos antigos não fossem respeitados.

Venceu a razao
De nada adiantou os protestos do governo republicano brasileiro, o governo francês prestou honras grandiosas a Dom Pedro II e a Família Imperial.

D. Pedro II – Chefe de Estado
Embora republicano, o governo francês tinha a maior consideração pelo Imperador do Brasil porque ele fora o primeiro Chefe de Estado a prestigiar a França, visitando-a oficialmente, após a derrota para a Prússia em 1870.

Para evitar incidentes políticos, o Governo decidiu que o enterro seria oficialmente realizado pelo fato do Imperador ser grã-cruz da Legião de Honra, mas com as pompas devidas a um monarca.

Como última homenagem formal, o governo francês do Presidente Sadi Carnot, resolveu mesmo oferecer a Dom Pedro II um funeral de Chefe de Estado.

O Cortejo a La Madeleine
Em 08 de Dezembro de 1891, na noite, o caixão que continha o corpo de Pedro II partiu do Hôtel de Bedford para La Madeleine.
Oito soldados franceses suportaram o caixão, que foi coberto com a bandeira imperial.

Uma multidão de mais de 5.000 pessoas estava na mão para testemunhar o cortejo.
O carro funerário foi a mesma utilizada para os funerais do Cardeal Morlot, o duque de Morny e Adolphe Thiers.

La Madeleine

Praça de La Madeleine

La Madeleine

 O Funeral
Em 09 de dezembro de 1891, muito cedo, apesar da chuva incessante e do vento frio, uma verdadeira multidão começou a ocupar a Praça da Madeleine e a invadir as ruas e avenidas adjacentes.

Nave La Madeleine

Nave La Madeleine

Antes do meio dia, a multidão já se tornara tão compacta, que os correspondentes do Daily Telegrafh e do Daily Mail escreveram:

"Havia tanta gente nos funerais do Imperador quanto nos de Victor Hugo."

Funeral de D.Pedro II

Personalidades Compareceram
Milhares de lamentadores participaram da cerimônia em La Madeleine.
Além da Família de Pedro II, estes incluíram:
Amadeo, o ex-rei da Espanha;
Francis I, ex-rei das Duas Sicílias;
Isabella II, ex-rainha da Espanha;
Philippe, comte de Paris;

E outros membros da realeza europeia. Também estavam presentes Gal Joseph Brugère, representando o presidente Sadi Carnot; os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, bem como os seus membros; Diplomatas; e outros representantes do governo francês. 


Quase todos os membros da Academia Francesa, a Académie des Inscriptions et Belles-Lettres, a Academia Francesa de Ciências, os Académie des Beaux-Arts e os Académie des Sciences Morales et Politiques estavam presentes.

Também entre os presentes estavam Eça de Queiroz, Alexandre Dumas, Gabriel Auguste Daubrée, Jules Arsène Arnaud Claretie, Marcellin Berthelot, Jean Louis Armand de Quatrefages de Breau, Edmond Jurien de la Gravière, Julius Oppert, Camille Doucet, e muitos outros personagens notáveis.

Outros governos americanos e da Europa também enviou representantes, assim como países distantes como Turquia otomana, China, Japão e Pérsia.

A Associação Comercial do Rio de Janeiro, os advogados do Rio de Janeiro e o Jornal do Commércio enviaram representantes aos funerais.

Só se notou a ausência de um representante do governo brasileiro.

O Cortejo a Estação Férrea de Paris
A formação militar francesa, composta por 80.000 homens, todos em uniforme de gala, prestou honras ao Imperador.

Os cavalos, os tambores das bandas de música e as bandeiras traziam ornamentos negros de luto.
Seguindo os serviços, o caixão foi levado em procissão até a estação de trem, de onde ela iria viajar para Portugal.
Entre 200.000 e 300.000 pessoas alinharam a rota apesar da chuva incessante e temperaturas frias.

Caixão de Pedro II sendo carregado sobre as escadarias da Igreja da la Madeleine, 1891


Grinaldas
Duas carruagens levavam quase 200 coroas de flores.
Nelas, estavam escritas mensagens homenageando o Imperador, tais como:

"Dom Pedro, Victoria RI ",

"Para o grande imperador para quem Caxias, Osório, Andrade Neves e muitos outros heróis lutou, Pátria Voluntários de Rio de Janeiro ",

" Um grupo de estudantes brasileiros em Paris ",

" tempos felizes quando o pensamento, a palavra e a caneta estavam livres, quando o Brasil libertou povo oprimido ... " (enviado pelo Barão de Ladário, Marquês de Tamandaré, Visconde de Sinimbu, Rodolfo Dantas, Joaquim Nabuco e Taunay),

" Para a grande digno brasileira de honras da Pátria e da Humanidade. Ubique Patria Memor. " (enviado pelo Barão do Rio Branco),

"A partir do povo de Rio Grande do Sul ao rei liberal e patriótico",

"Um negro brasileiro em nome de sua raça".



O "funeral de Estado concedido pela República Francesa proclamou que o Pedro II virtudes pessoais e popularidade e, por implicação, distinguiu o regime imperial de outras monarquias."

Funeral de Pedro II do Brasil retratado na capa do Le Petit Journal (por Hans Meyer)

A Imprensa Internacional
A reação da imprensa no exterior foi simpática ao monarca:

O jornal New York Times elogiou Pedro II, considerando-o:

“O mais ilustrado monarca do século” e afirmando que “tornou o Brasil tão livre quanto uma monarquia pode ser”.

The Herald escreveu:
“Numa outra era, e em circunstâncias mais felizes, ele seria idolatrado e honrado por seus súditos e teria passado a história como ‘Dom Pedro, o Bom”.

The Tribune afirmou que seu “reinado foi sereno, pacífico e próspero”.

The Times publicou um longo artigo:

“Até novembro de 1889, acreditava-se que o falecido Imperador e sua consorte fossem unanimemente adorados no Brasil, devido a seus dotes intelectuais e morais e seu interesse afetuoso pelo bem-estar dos súditos [...] Quando no Rio de Janeiro ele era constantemente visto em público; e duas vezes por semana recebia seus súditos, bem como viajantes estrangeiros, cativando a todos com sua cortesia”.

O Weekly Register, por sua vez:

“Ele mais parecia um poeta ou um sábio do que um imperador, mas se lhe tivesse sido dada a oportunidade de concretizar seus vários projetos, sem dúvida teria feito do Brasil um dos países mais ricos do Novo Mundo”.

O periódico francês Le Jour afirmou que “ele foi efetivamente o primeiro soberano que, após nossos desastres de 1871, ousou nos visitar. Nossa derrota não o afastou de nós.
A França lhe saberá ser agradecida”.

O The Globe asseverou que ele “era culto, ele era patriota; era gentil e indulgente; tinha todas as virtudes privadas, bem como as públicas, e morreu no exílio”.

Joaquim Nabuco, correspondente do Jornal do Brasil, escreveu por ocasião das exéquias suntuosas de D. Pedro II em Paris:

"Mais do que isso, infinitamente, D. Pedro II preferia ser enterrado entre nós, e por certo que o tocante simbolismo de fazerem o seu corpo descansar no ataúde sobre uma camada de terra do Brasil interpreta o seu mais ardente desejo. Ao brilhante cortejo de Paris ele teria preferido o modesto acompanhamento dos mais obscuros de seus patrícios, e daria bem a presença de um dos primeiros exércitos do mundo em troca de alguns soldados e marinheiros que lhe recordassem as gloriosas campanhas nas quais o seu coração se enchera de todas as emoções nacionais.
Mas foi sua sorte morrer longe da Pátria. É uma consolação, para todos os brasileiros que veneram o seu nome, ver que ele, na sua posição de banido, recebeu da gloriosa nação francesa as supremas honras que ela pôde tributar. No dia de hoje o coração brasileiro pulsa no peito da França."

Outras Manifestações pelo Mundo
Mesmo as repúblicas da América Latina, reconheciam a grandeza do Império Brasileiro, como podemos ver nesses exemplos:
- Um embaixador brasileiro foi comunicar que o Brasil não era mais uma Monarquia ao então presidente do Equador, este disse:

"Permita que lhe ofereça os meus pêsames: o Brasil acabou de cometer o erro mais fatal de sua história!"

- Quando a Monarquia foi derrubada, o presidente da Venezuela, Rojas Paúl, resumiu a queda do Império brasileiro em uma única frase:

"Foi-se a única república da América!".

O Governo Golpista Brasileiro
Os membros do governo republicano brasileiro, "temerosos da grande repercussão que tivera a morte do Imperador", negaram qualquer manifestação oficial.

A importância das exéquias públicas do Imperador deposto, decidida pelo governo francês, e as homenagens póstumas de que foi alvo, causaram a maior irritação no embaixador brasileiro, que representou ao Quai d'Orsay (Ministério das Relações Exteriores) os protestos do governo republicano.

Manifestações no Brazil
No Brasil, Rio de Janeiro, após ter sido noticiada a morte do Imperador, os jornais da Rua do Ouvidor e as casas comerciais haviam hasteado a bandeira a meio pau, o que provocou conflitos com a polícia e o novo governo republicano instituído, que queria obrigar a retirada das bandeiras daquela posição.

Contudo, o povo brasileiro não ficou indiferente ao falecimento de D. Pedro II, pois a "repercussão no Brasil foi também imensa", apesar dos esforços do governo para abafar.

Houve manifestações de pesar em todo o Brasil; comércio fechado, bandeiras a meio pau, toques de finados, tarjas pretas nas roupas, ofícios religiosos.

Foram realizadas "missas solenes por todo o país, seguidas de pronunciamentos fúnebres em que se enalteciam D. Pedro II e o regime monárquico".

O povo manifestou-se solidário com as homenagens ao Imperador D. Pedro.

Em 07 de dezembro de 1891, de acordo com o dr. João Mendes de Almeida, em artigo escrito:

“A notícia do passamento de S. M. o Imperador D. Pedro II vem pôr à prova os sentimentos da nação brasileira com a dinastia Imperial. A consternação tem sido geral”.
“A agora República se calou diante da força e do impacto das manifestações”.

A polícia foi enviada para impedir manifestações públicas de pesar, “provocando sérios incidentes [...] enquanto o povo se solidarizava com os manifestantes”.

No mesmo dia no Rio de Janeiro, uma reunião popular com o objetivo de homenagear o falecido imperador foi realizada, tendo sido organizada pelo Marquês de Tamandaré, Visconde de Ouro Preto, Visconde de Sinimbu, Barão de Ladário, Carlos de Laet, Alfredo d'Escragnolle Taunay, Rodolfo Dantas, Afonso Celso.

Até mesmo os antigos adversários políticos de Pedro II elogiaram o monarca deposto, mesmo que “criticando sua política, ressaltavam sempre seu patriotismo, honestidade, desinteresse, espírito de justiça, dedicação ao trabalho, tolerância, simplicidade”.

Quintino Bocaiúva, um dos principais líderes republicanos, falou:

“O mundo inteiro, pode-se dizer, tem prestado todas quantas homenagens tinha direito o Sr. Dom Pedro de Alcântara, conquistadas por suas virtudes de grande cidadão”.

Alguns “membros de clubes republicanos protestaram contra o que chamaram de exagerado sentimentalismo das homenagens", vendo nelas manobras monarquistas.

- Foram vozes isoladas.

O governo republicano do Brasil não esteve representado, mas vários republicanos golpistas ou não, estavam presentes.

Traslado do Corpo do Imperador  do Brasil
Saindo de Paris, via férrea, a viagem prosseguiu até a Igreja de São Vicente de Fora, próximo a Lisboa.
Em todos os locais que os caixões passaram, tanto na França, quanto como na Espanha, e por último, em Portugal, foram realizadas homenagens.

- Como sempre, com a exceção do governo brasileiro republicano golpista.

Portugal - Lisboa
Em 12 de dezembro de 1891, Portugal, Lisboa, o corpo de Pedro II foi depositado no Panteão dos Braganças entre sua madrasta D. Amélia e sua esposa, a Imperatriz Theresa Cristina, no Convento de São Vicente de Fora.

A chegada do esquife do Imperador em Portugal para ser sepultado no Panteão dos Bragança em
São Vicente de Fora

A Figura de D. Pedro II
Os brasileiros se mantiveram apegados a figura do imperador popular a quem consideravam um herói e continuaram a vê-lo como o Pai do Povo personificado. Esta visão era ainda mais forte entre os brasileiros negros ou de ascendência negra, que acreditavam que a monarquia representava a libertação.

O fenômeno de apoio contínuo ao monarca deposto é largamente devido a uma noção generalizada de que ele foi "um governante sábio, benevolente, austero e honesto"
Esta visão positiva de Pedro II, e nostalgia por seu reinado, apenas cresceu a medida que a nação rapidamente caiu sob o efeito de uma série de crises políticas e econômicas que os brasileiros acreditavam terem ocorridas devido a deposição do Imperador.
Ele nunca cessou de ser considerado um herói popular, mas gradualmente voltaria a ser um herói oficial.

Algum Remorso Republicano
Surpreendentemente fortes sentimentos de culpa se manifestaram dentre os republicanos, que se tornaram cada vez mais evidentes com a morte do Imperador no exílio.
Eles elogiavam Pedro II, que era visto como um modelo de ideais republicanos, e a era imperial, que acreditavam que deveria servir de exemplo a ser seguido pela jovem república.

No Brasil, as notícias da morte do Imperador "causaram um sentimento genuíno de remorso entre aqueles que, apesar de não possuirem simpatia pela restauração, reconheciam tanto os méritos quanto as realizações de seu falecido governante."

O Tempo Passa...

Brasil
Em 1920, no Brasil, é revogada a lei do banimento à Família Imperial Brasileira.

Em 03 de setembro de 1920, a Lei do Banimento (proibia a Família Imperial de pisar em solo brasileiro, além de não permitir que nenhum dos membros pudesse possuir imóveis no Brasil e estabelecendo um prazo de seis meses para que os imóveis possuídos fossem vendidos ou passados à terceiros) foi revogada, quando, a partir dessa data, os restos mortais do Imperador foram trazidos de volta à sua terra natal.

Em Portugal
Em 22 de dezembro de 1920, em Lisboa é realizado o trasladamento do corpo de suas majestades imperiais ao Brasil após a revogação da lei do banimento à Família Imperial Brasileira.



Cerimônia realizada em Lisboa, a 22 de Dezembro de 1920



Brasil - Rio de Janeiro - O Imperador voltou
Em 08 de janeiro de 1921, Brasil, Rio de Janeiro, os despojos dos imperadores D. Pedro II e de Dona Teresa Cristina, foram trazidos para o Brasil e depositados na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, a tempo do centenário da independência brasileira em 1922, pois o governo desejava dar a Pedro II condizentes aos de Chefe de Estado.

Um feriado nacional foi decretado e o retorno do Imperador como herói nacional foi celebrado por todo o país.
Milhares participaram da cerimônia principal no Rio de Janeiro.

O historiador Pedro Calmon descreveu a cena:

"Os velhos choravam. Muitos ajoelhavam-se. Todos batiam palmas. Não se distinguiam mais republicanos e monárquicos. Eram brasileiros"

- Esta homenagem marcou a reconciliação do Brasil Republicano com o seu passado

Brasil – Petrópolis - Cidade Imperial 
Em 05 de Dezembro de 1939, os despojos dos imperadores foram transferidos para a cidade de Petrópolis no estado da Guanabara (Rio de Janeiro).





Os restos de dom Pedro II estão sepultados no Mausoléu Imperial, dentro da Catedral de Petrópolis, na região serrana fluminense.

D. Pedro II - Dna Theresa Cristina





Túmulos de D. Pedro II e D. Theresa Cristina (ao centro), Princesa Isabel (esquerda) e do Conde d'Eu (direita), na Catedral São Pedro de Alcântara.


Necessidade passou a Família Imperial
Expulsa do Brasil um dia após a proclamação da república (15 de Novembro de 1889), a Família Imperial passou a residir em Paris, sobrevivendo, em grande parte, da ajuda de amigos, como a Condessa de Barral.

Após a morte de D. Pedro II, sua filha Dna. Isabel passou a residir com o marido e os três filhos no castelo D’Eu, na França, onde faleceria em 14 de Novembro de 1921, aos 75 anos de idade.

Nesse mesmo ano, os restos mortais de Pedro II e Tereza Cristina eram transladados do panteão dos Bragança, em Portugal, para o Brasil a tempo das comemorações pelo centenário da independência, em 1922.

Em 13 de maio de 1971, chegaram a cidade e Petrópolis os restos mortais da Princesa Isabel e do Conde D'Eu, que após desfile pelas ruas do centro histórico da cidade, acompanhado por tropas dos Dragões da Independência e por centenas de escolares e espectadores, tiveram uma missa celebrada pelo bispo D. Manuel na Catedral de Petrópolis, acompanhada por inúmeras autoridades do país e de Portugal. 

Logo em seguida foram sepultados definitivamente no mausoléu criado para este fim na cripta imperial localizada na mesma Catedral.



Na Capela Imperial já se encontrava o mausoléu contendo os restos mortais de D. Pedro II e de Dona Teresa Cristina que também chegaram em 05/12/1939, mas que antes ficaram depositados na Catedral Metropolitana do Rio de janeiro.


Curiosamente a Catedral localiza-se frente a residência que pertenceu a Princesa e ao Conde D'Eu, e que foi construído pelo Barão de Pilar em 1853. 

Foi nesta mesma residência que, D. Pedro II tomou conhecimento do movimento militar que instituiu a República.

Admiração ä D. Pedro II
O Conde Soderini escreveu:

“O Imperador do Brasil era amado em todo o mundo, e era naquele tempo, juntamente com o Papa, a maior autoridade moral entre os homens de todos os países”.

D. Pedro II foi objeto da maior veneração do Visconde de Taunay. Com a mais perfeita sinceridade, dizia:
— Valeria a pena ser-se brasileiro, só para se ter como soberano um Pedro II.

Elizalde, ministro de Estrangeiros da Argentina no governo de Mitre, declarava-se disposto a não se separar do Governo Imperial, no qual confiava:

“Trata-se de um governo sério, presidido por um soberano de grande merecimento”.
Andrés Lamas, ministro de Estrangeiros do Uruguai, dizia:

“Deposito uma fé cega, uma confiança sem limites, na inteligência e lealdade desse Soberano”.

Numa das mais sombrias fases da tirania de Rosas, conversavam Mitre e Sarmiento. Avassalado pelo desânimo, Mitre desabafou:

— Não há mais uma única esperança.
Sarmiento retrucou:

— Há sim. É o Imperador do Brasil.

Questão Argentina
Em 1882, agravara-se estranhamente o incidente com a Argentina, em torno da questão das “Missões”. Vozes surdas, nos dois países, exigiam a guerra.

O ex-presidente argentino Nicolao Avellaneda veio em missão diplomática ao Brasil, sendo recebido por D. Pedro II. Ao final da conversa, o diplomata insistiu:

— O necessário é a paz, não a paz desconfiada da Europa, mas sincera.

— Leve ao seu país esta promessa minha. Enquanto eu for vivo, não consentirei na guerra. Necessitamos salvar meio continente. E salvaremos.

No dia seguinte a tempestade desvaneceu-se. Bastara o encontro de dois homens.

Valorização
Por ocasião do casamento de uma filha, o banqueiro inglês Rothschild quis dar-lhe um presente de grande valor. O presente escolhido: apólices da dívida do Império brasileiro. Causou estranheza a escolha, e a alguém que lhe perguntou o motivo, respondeu:

— Isto vale mais do que ouro.

A dignidade e a honra da Nação:
Sem honra não quero ser Imperador
Em dezembro de 1862, o plenipotenciário inglês no Rio de Janeiro começou a praticar uma série de violências, fazendo aprisionar diversos navios mercantes brasileiros. Christie alegava para isso o fútil motivo da prisão em terra de alguns marinheiros ingleses embriagados, e o não acatamento do Governo à sua reclamação relativa a um navio inglês naufragado nas costas do Rio Grande do Sul.

Na baía de Guanabara, os marinheiros das naus britânicas ali fundeadas mostravam com gestos insultuosos, aos passageiros das barcas de Niterói, a boca dos seus canhões. O povo, não podendo conter a sua justa indignação, dirigiu-se em massa ao Paço da Cidade, onde o Imperador se achava reunido com o Conselho de Estado. Milhares de vozes pediram que não tardassem as represálias à insolência do embaixador e dos marinheiros ingleses. D. Pedro II, chegando a uma das janelas da frente, gritou:

— Calma, calma, senhores! Eu sou primeiro que tudo brasileiro, e como tal, mais do que ninguém, estou empenhado em manter ilesas a dignidade e a honra da Nação. E assim como confio no entusiasmo do meu povo, confie o povo em mim e no meu Governo, que vai proceder como as circunstâncias requerem, mas de modo que não seja ultrajado o nome de brasileiros, de que todos nos ufanamos. Onde sucumbirem a honra e a soberania da Nação, eu sucumbirei com elas. Confiem no meu Governo, e fiquem certos de que sem honra não quero ser Imperador!

O Brasil rompeu relações diplomáticas com a Inglaterra, e a questão foi arbitrada pelo rei da Bélgica, que nos deu plena razão.

Foi como vitorioso, e acompanhado de seus aliados argentinos e uruguaios, que o Imperador quis receber o pedido de desculpas da poderosa Grã-Bretanha.

Em Uruguaiana, província do Rio Grande do Sul, após a rendição das tropas paraguaias sitiadas, o Imperador recebeu as desculpas oficiais da Inglaterra pelas arbitrariedades praticadas por Christie.
O Conde d’Eu narra deste modo a cerimônia:

“Chegou do Sul, por terra, o Sr. Edward Thornton, embaixador britânico em Buenos Aires. Vem encarregado pelo governo da Rainha para exprimir ao Imperador o seu pesar pelas violências que haviam praticado os navios da estação inglesa no Rio de Janeiro, em 1862, e pela ruptura de relações diplomáticas que se lhes seguiu, e que até hoje tem durado. O Imperador marcou a hora de meio-dia para o receber na barraca, com toda a solenidade que as circunstâncias comportam. Foram convidados para assistir à cerimônia os comandantes de todos os corpos.
Cada um se veste o melhor possível para esta solenidade diplomática. Torna-se a armar a barraca com as velas e bandeiras, e até se descobre um tapete. Ao lado forma um batalhão de linha completo. Além dos oficiais convocados, muitos outros vieram, desejosos de assistir a esta satisfação que se vai dar à honra nacional.


Tendo-se o Imperador colocado ao fundo da barraca, e a seus lados o ministro e as outras pessoas principais, o general Cabral introduz o Sr. Thornton, que veio da cidade em carruagem escoltada por um destacamento de cavalaria. Veste o uniforme diplomático com a comenda da Ordem do Banho. Depois das três reverências do estilo, pronuncia um longo discurso em francês, e em seguida entrega ao Imperador a carta da Rainha Vitória. Responde-lhe o Imperador igualmente em francês, e logo em seguida a banda colocada do lado de fora toca o ‘God save the Queen’, melodia que bem longe estávamos de supor que viéssemos ouvir aqui no fundo da província do Rio Grande do Sul”.

O Imperador não transige em questão de honra:
- Não provocamos a guerra, não proporemos a paz
Em luta com os ministros que não queriam deixá-lo partir para o Rio Grande do Sul, no início da guerra do Paraguai, o Imperador cortou a discussão, dizendo:

— Ainda me resta um recurso constitucional: se não parto como Imperador, abdico e vou para o Rio Grande como um voluntário da Pátria.

Declarada a guerra ao tirano Solano López, do Paraguai, seguiu o Imperador com seus genros, a incitar os seus súditos ao cumprimento do dever, por seu exemplo pessoal.
Ao embarcar, disse à multidão que o aplaudia:

— Sou defensor perpétuo do Brasil, e quando os meus concidadãos sacrificam sua vida em holocausto sobre as aras da Pátria, em defesa de uma causa tão santa, não serei eu que os deixe de acompanhar.

Em momento de desânimo do seu Ministério, durante a guerra do Paraguai, o presidente do Conselho de Ministros consultou D. Pedro II sobre a conveniência de se chegar a um acordo com o tirano inimigo. O Imperador, sempre delicado e tranqüilo, desta vez perdeu a calma. Ergueu-se indignado, bateu com o punho cerrado na mesa dos despachos, e bradou:

— Nunca! Nós não provocamos a guerra, não proporemos a paz! Se o sacrifício é enorme, maior seria a humilhação. Agora, é irmos até o fim. Eu partirei de novo para a guerra, se a minha presença se tornar necessária lá. Trocarei o trono por uma tenda de campanha. E quero ver se há algum brasileiro que não me acompanhe!

Em seu diário, D. Pedro II anotou:

“Fala-se em paz no Rio da Prata. Eu não negocio com López! É uma questão de honra, e eu não transijo!”

Exigira a perseguição de López como se sua intenção fosse conquistar o Paraguai. Conseguida a vitória, mandava voltar os regimentos, apressava a restituição do território aos seus donos, para que a esponja do tempo apagasse a larga mancha de sangue. Era um capítulo encerrado. Nem anexações, nem compensações, nem castigos. Quitavam-se compromissos, com um saldo de idealismo. Salvara-se o prestígio das armas, mas não se agravara o direito das gentes. O Império não esmagava, retraía-se. Fizera a todo custo a guerra, o que era compreensível. Mas resistira às tentações do triunfo, o que foi exemplar.

A nossa vitória sobre os paraguaios, e o cavalheirismo com que tratamos nossos inimigos derrotados, deu-nos um grande prestígio junto aos nossos aliados na guerra, e junto a todas as repúblicas hispano-americanas.

Não a Anexação de Territórios
Com relação à acusação que em certa época lhe faziam, de querer sustentar a guerra com o objetivo de ampliar o domínio territorial brasileiro, D. Pedro II registra em seu diário:

“Protesto contra qualquer idéia de anexação de território estrangeiro”.

Anos mais tarde, quando se ventilava a nossa questão de limites com a Argentina, afirmou que não transigia:

— Ou o território é nosso, e não devemos alienar uma polegada dele, ou pertence ao nosso vizinho, e então é justo não querermos uma polegada do que não nos pertence.

D. Pedro II, que vencera uma longa e árdua guerra contra o Paraguai, e não tomara ao vencido um palmo do território, não se conformava também com a anexação da Alsácia-Lorena pela Alemanha.
Em 1889, revelou:

“Ouvi do finado Imperador Guilherme I, que com prazer chamo sempre de compadre, que ele nunca foi partidário da anexação. Não conheci velho mais amável. O gênio bélico era Bismarck. Evitei-o. Admiro o homem, mas não o estimo”.

O senso da dignidade nos atos do Imperador
D. Pedro II não poderia manter-se indiferente às reiteradas provocações do governo uruguaio, que consentia que a nossa bandeira servisse de tapete na porta de entrada dos salões do clube presidido por Leandro Gomez. Mandou Saraiva para Montevidéu, em missão especial, a fim de alcançar uma solução honrosa. O almirante Tamandaré só foi autorizado a usar de represálias depois que fracassaram as tratativas diplomáticas.

Quando foi aprisionado pelo tenente-coronel Oliveira Bello, Leandro Gomez pediu para ser entregue aos seus correligionários, e o seu desejo foi cavalheirescamente satisfeito. Entretanto, logo que as tropas brasileiras deixaram Paissandu, os seus próprios patrícios exigiram o seu fuzilamento, como reparação à chacina de Quinteros, da qual ele fora o principal instigador. Ao saber daquele ato de covardia, D. Pedro II o condenou formalmente, e exigiu a punição do coronel Goyo Suarez, que se havia comprometido a assegurar a vida do nosso insolente inimigo.

Logo após a vitória sobre o Paraguai, houve manifestações populares e revolta de militares no Rio de Janeiro, visando depor o Ministério constituído por Muritiba. Alguns militares, depois de percorrerem as ruas aclamando o Imperador e a Família Imperial, e exigindo a deposição do Gabinete, estabeleceram-se em frente ao Teatro Lírico, fazendo parar todos os coches da comitiva imperial, à procura do presidente do Conselho. O próprio carro do Imperador foi detido, e uns tenentes tomaram pelo freio os cavalos. D. Pedro II apareceu à portinhola, dominando o círculo ruidoso de manifestantes. Com voz clara e enérgica, mandou que o cocheiro fizesse partir o veículo:

— Não atendo a rogos de oficiais em plena rua!

Os militares se afastaram, e o carro prosseguiu.
Quando era ministro de Estrangeiros o senador Manuel Francisco Correia, D. Pedro II agraciou o grande estadista inglês Disraeli com a dignitária da Ordem da Rosa. Esse parlamentar recusou a graça imperial, por não ser assaz elevada como requeria a sua posição na Inglaterra. Só a Grã-Cruz lhe poderia convir, por ter já muitas de outras nações, e externou em carta ao ministro o motivo da sua recusa.

O ministro viu-se em sérios embaraços para transmitir tão desagradável notícia ao Monarca. Adiou a comunicação por vários despachos, e por fim a fez, certo de que obteria para o lord inglês a Grã-Cruz da Ordem. Iludiu-se.
O Imperador franziu a testa, e disse:

— Pois outra não lhe dou!

Depois de ouvir o concerto de um famoso pianista inglês na embaixada brasileira em Londres, por ocasião da viagem de D. Pedro II ao país, o Príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VII, manifestou ao embaixador, Barão de Penedo, o desejo de que o pianista fosse condecorado pelo Brasil com a Ordem da Rosa. O Imperador não tolerava nesse pianista a falta de higiene. Ao saber da proposta do Príncipe de Gales, comentou ironicamente:

— Concordo, desde que antes o governo inglês lhe conceda a Ordem do Banho...

Na sua primeira viagem à Europa, estava D. Pedro II em Rouen, cidade francesa então ocupada pelas tropas alemãs. Conhecedor da presença do Soberano, o general Treslov, comandante da guarnição alemã de ocupação, foi cumprimentá-lo, comunicando-lhe que mandaria colocar à porta do hotel uma guarda de honra, e ordenaria que a banda militar alemã desse um concerto em sua homenagem.

Agradecendo a intenção delicada do comandante, D. Pedro II recusou a homenagem:

— Se eu estivesse na Alemanha, aceitaria. Estou na França, entretanto, e não devo permitir que a música dos vencedores venha saudar-me em chão dos vencidos.

O general prussiano inclinou-se, acatando com admiração e respeito o gesto de delicada sensibilidade. E o povo francês, sabedor da recusa imperial, demonstrou sempre para com Dom Pedro II os mais vivos sentimentos de simpatia.

Honrarias
Visitando em Baden-Baden D. Pedro II exilado, Silveira Martins foi convidado por ele para um famoso concerto em praça pública, no qual se apresentavam os melhores maestros da Alemanha, e era assistido por todas as pessoas de importância. Quando a figura imponente do Imperador apareceu, todos se levantaram, como se uma mola os tivesse impelido ao mesmo tempo. O regente da orquestra foi ao seu encontro e fez-lhe entrega do programa. Visivelmente comovido, o Imperador exilado voltou-se para Silveira Martins e disse:

— Isto não é feito a mim, mas ao nosso Brasil.

— Como protesto eloqüentíssimo...

Nosso Imperador “yankee”
– A popularidade de D. Pedro II nos
Estados Unidos
Raros estrangeiros, e certamente nenhum outro chefe de Estado, desfrutou nos Estados Unidos, como D. Pedro II, uma tão grande popularidade e foi acolhido ali com tão expressivas provas de respeito, e mesmo de amizade. Não somente nos meios oficiais, políticos, intelectuais e outros, como igualmente na massa do povo, nas camadas mais modestas.

O entusiasmo pelo Imperador era enorme. Talvez ele tenha sido o visitante estrangeiro mais popular nos Estados Unidos. Qualquer coisa que ele fizesse tinha interesse. As pessoas ficavam fascinadas pelas suas qualidades.

A American Geographical Society organizou uma reunião especial, com a presença de D. Pedro II. Na saudação, Bayard Taylor afirmou:

“Nunca esteve entre nós um estrangeiro que, após três meses de permanência, pareça ao povo americano tão pouco estrangeiro e tão amigo quanto D. Pedro II”.

O jornal “North American” comentou:

“Nenhum governante, de nenhum país, tanto como homem quanto como governante, jamais teve tantos méritos diante dos Estados Unidos quanto D. Pedro II”.

O Imperador percorreu cerca de 15.000 quilômetros dentro dos Estados Unidos. Os políticos não perderam a oportunidade do exemplo para se fustigarem mutuamente, e um editor afirmou:

“Quando ele voltar ao Brasil, estará conhecendo mais os Estados Unidos do que dois terços dos membros do Congresso”.

Em Baltimore, assistiu à “Dama das Camélias” no Teatro Opera Ford. Desde então, o camarote que ocupou passou a se chamar “camarote imperial”.

No dia 04 de julho de 1876, festa do centenário da independência americana, D. Pedro II se encontrava nos Estados Unidos, porém em caráter particular, como fazia durante as suas viagens.
Estava programado um espetáculo de gala, do qual participariam o presidente Ulysses Grant e toda a representação do mundo oficial. Ao hotel em que estava hospedado como “D. Pedro de Alcântara”, foi-lhe enviado um convite para assistir à solenidade no camarote do presidente americano. D. Pedro II agradeceu e devolveu, dizendo que não estava ali como Imperador, portanto não podia aceitar, mas que iria em caráter particular. E foi. Mas o mestre de cerimônias o conduziu a um camarote “particular”, vizinho ao do presidente. Quando D. Pedro apareceu no seu lugar, em companhia da Imperatriz, correu-se a cortina que separava os dois camarotes, e ele se viu ao lado do presidente, no mesmo camarote.

Desfraldaram-se nesse momento, unidas, a bandeira americana e a brasileira. Logo depois a banda entoou o hino brasileiro, e uma multidão entusiástica, de pé, saudou com prolongadas palmas e vivas o nosso Imperador.

D. Pedro II é votado nos EUA
Em 1877, quando se iniciava a campanha política nacional nos Estados Unidos, o “New York Herald” relembrou a visita do Imperador, e apresentou a seguinte proposta:

“Para nossa chapa Centenária, indicamos Dom Pedro II e Charles Francis Adams, para presidente e vice-presidente. Estamos cansados de gente comum, e sentimo-nos dispostos a apoiar gente de estilo”.


Tão grande era a admiração dos americanos pelo nosso Imperador, que nas eleições presidenciais de 1877 ele recebeu, só em Filadélfia, mais de 4.000 votos espontâneos.

Dom Pedro II, em seu leito de morte, mantendo sua dignidade majestática, desejou ao Brasil:

 Paz e Prosperidade

Um exemplo de homem público, de Chefe de Estado e de governo, de caráter, de ética, de honradez, de lisura absoluta e, principalmente, de amor e de respeito por sua Pátria.

Dom Pedro II - 1891

Dom Pedro II não era um político, não representava um partido, não queria contar ganhos e façanhas, era um estudioso.

Dom Pedro II era sim o Brazil e Brasil, seu Povo, sua Identidade, a Pátria.

Mesmo após a morte, como ele certa vez muito bem escreveu:

“Entre visões de paz, de luz, de glória, sereno aguardarei no meu jazigo, a justiça de Deus na voz da História!”


Os historiadores possuem uma grande estima por Pedro II e seu reinado.
A literatura historiográfica que trata dele é vasta e, com a exceção do período imediatamente posterior a sua queda, enormemente positiva, e até mesmo laudatória.

O Imperador Pedro II é comumente considerado por historiadores o maior brasileiro.
De uma maneira bem similar aos métodos que foram usados pelos republicanos do começo do século XX, os historiadores apontam as virtudes do Imperador como exemplos a serem seguidos, apesar de que nenhum foi longe o bastante para propor a restauração da monarquia.

O historiador Richard Graham comentou:
"A maior parte dos historiadores do século XX, além disso, têm olhado nostalgicamente para o período [do reinado de Pedro II], usando suas descrições do Império para critica as vezes sutilmente, outras vezes nem tanto os regimes republicanos e ditatoriais subsequentes do Brasil."
 
Divida Moral
O Brasil tem uma dívida moral com D. Pedro II.

Temos um carma coletivo, o Brasil hoje, paga esse carma.
Não apenas pelo que aconteceu ao Império, mas por todo o que veio com o advento da república.
Fontes
JB SIQUEIRA NETO
Pedro II e o Século XIX – Lídia Besouchet – Ed. Nova Fronteira

Arquivo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II... #Legado
Fonte do video: A Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema
Visite http://www.cinemateca.pt/
35 mm - pb - 120 mt. Produção: - *Secção Cinematográfica do Exército. Estreia: - Olympia. Data Estreia: - 3 Jan 1921.
Cerimônia realizada em Lisboa, a 22 de Dezembro de 1920.
Segundo o historiador Bruno de Cerqueira, do Instituto Dona Isabel I, de preservação da memória ligada à família Orleans e Bragança

Bibliografia
Barman, Roderick J. (1999). Citizen Emperor: Pedro II eo Making of Brasil, 1825-1891 . Stanford: Prensa da Universidade de Stanford. ISBN  978-0-8047-3510-0 .
Besouchet, Lídia (1993). Pedro II EO Século XIX (em Português) (2ª ed.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira. ISBN  978-85-209-0494-7 .
Calmon, Pedro (1975). História de D. Pedro II . 5 v (em português). Rio de Janeiro: J. Olympio.
Carvalho, José Murilo de (2007). D. Pedro II: Ser Ser OU NÃO (em Português). São Paulo: Companhia das Letras. ISBN  978-85-359-0969-2 .
Lyra, Heitor (1977). História de Dom Pedro II (1825-1891): ao declínio (1880-1891) (em Português). 3 . Belo Horizonte: Itatiaia.
Martins, Luís (2008). O patriarca EO bacharel (em Português) (2ª ed.). São Paulo: Alameda.
Mônaco Janotti, Maria de Lourdes (1986). Os Subversivos da República (em Português). São Paulo: Brasiliense.
Salles, Ricardo (1996). Nostalgia imperial (em Português). Rio de Janeiro: Topbooks. OCLC  36.598.004 .
Schwarcz, Lilia Moritz (1998). Como barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca Nos trópicos (em Português) (2ª ed.). São Paulo: Companhia das Letras. ISBN  978-85-7164-837-1 .

27 comentários:

  1. Viva o Império do Brasil! Que se restaure a Monarquia em nosso país!

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  2. Magnifica historia tem que ser lembrada por todos; nesse pais de pouca memoria

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  3. Dom Pedro II eternamente no coração dos brasileiros !

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  4. De todos os governantes, Dom Pedro II, digno de memorável história, foi e sempre será o maior de todos, o próprio Brasil!

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  5. que deus nos desse de volta a monarquia, para acabar com a corrupção e a
    desigualdade social em nosso pais.

    wilson - são gonçálo - rj

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  6. Basta obiservarmos os valores morais éticos, culturais do grande estadista o Imperador D. Pedro Segundo e compararmos com a escória que vem desgovernando e literalmente destruindo nosso Brasil nas últimas décadas para percebermos que a república é uma merda.

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  7. Pessoas assim que tem que ser homenageadas , mas infelizmente os ladrões que recebem homenagens. Dom Pedro II foi um grande homem, humilde, sábio, honesto, benevolente, etc ..
    Ele realmente se preocupava com o povo e a pátria ao contrario da nossa atual governante comunista que saúda a mandioca e tenta descobrir como estocar vento, Que Merda mano isso é uma palhaçada, Eu sou contra a essa Republica corruPTa que só quer saber em si mesmo ou em grupo partidário, corrupção atrás de corrupção, essa Ré-publica virou palhaçada com o povo brasileiro. o brasil precisando de investimentos em infraestrutura e esses ladrões investindo em outro lugar, olhem esse link : http://spotniks.com/20-obras-que-o-bndes-financiou-em-outros-paises/
    se esse banco BNDES investissem no Brasil o país seria outro.
    E ainda colocam sob sigilo, mais um link ai : http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/04/1259471-brasil-coloca-sob-sigilo-apoio-financeiro-a-cuba-e-a-angola.shtml

    Viva ao Imperador !!

    Monarquia Já !!

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  8. VIVA O IMPÉRIO, VIVAS AO IMPERADOR, VAMOS VOLTAR A SER UMA NAÇÃO, VAMOS A LUTA

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  9. Quando o Povo conhece seu passado e o controla, controla seu futuro e não deixa ser enganado.

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  10. Ontem foi a votação do impeachment da Dilma, e eles falam em golpe, eu vos digo que isso nada mais é que a republica usando seu modus operandi. Ela começou com golpe a um homem excepcional e vai continuar assim até que seja extirpada da nossa nação de uma vez por todas.

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  11. Grande Imperador DOM PEDRO II, exemplo de pai, avô, estadista.
    Deixou um grande legado moral, cultural para o POVO BRASILEIRO.

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  12. Bom tarde, gostaria de saber se seria possível utilizar as imagens disponibilizadas em seu blog para ilustrar um artigo que vou publicar acerca dos funerais de D. Pedro II na Europa. Att, Luciana Fagundes

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  13. Um governante para se ter orgulho! Um bom governante para a conta do golpismo nacional!

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  14. BRAVO! PASSEI A ADMIRAR PEDRO II.
    Parabéns ao blog. Bravo! Falta nos homens igualmente a D. PEDRO II nos dias de hoje em nosso Brasil.

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  15. Deodoro da fonseca os presidentes que governaram o brasil nem um presta dom pedro 2 queria um Brasil melhor
    Deodoro da fonseca um golpista igual esse temer velho frouxo

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  16. Fora temer golpista
    Fora corja de vagabundo

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  17. O MELHOR GOVERNANTE QUE O PAIS JÁ TEVE BASEOU-SE NOS ESTUDOS E EDUCAÇÃO DIFERENTE DOS LADRÕES DE HOJE QUE NÃO QUEREM UM POVO SABIO POIS É MAIS FACIL DE MANIPILAR

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  18. A saída para o Brasil é uma monarquia parlamentarista. Começou aprontar e o povo a protestar, dois pulo para mandar o primeiro ministro pra fora e começar novamente.

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  19. Não desejo que se restaure a monarquia aqui no Brasil, mas que aqueles que almejam estar à frente do governo desta nação tenham como exemplo de estadista este que, acima de tudo, amou seu povo e sua Pátria.
    Que tenhamos uma democracia com pessoas que verdadeiramente tenham caráter, ética, honradez, lisura absoluta e, principalmente, amor e respeito por nossa Pátria.
    O problema não está no regime governamental, mas nas pessoas que o representam.
    Mas, vejo que os brasileiros não estão tão cegos, e que têm discernimento para os verdadeiros valores a um governante da nação. Que este este discernimento se traduza em melhores escolhas nas eleições daqueles que irão nos representar.

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    1. Vai continuar na utopia, república nunca deu e nunca irá dar certo no Brasil.

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  20. O maior Chefe de Estado e governante das Américas! Viva o Império do Brazil! Monarquia Parlamentar já!

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  21. Vossa majestade Dom Pedro II, foi um homem a frente de seu tempo. Meu Bisavó. Francisco Ferreira dos Santos, foi professor no paço imperial, deu aulas para alguns dos netos de Dom Pedro. Tenho muito orgulho dos meus antepassados portugueses por terem vivido junto a família Imperial.
    Este sim era um governo justo que não visava riquezas e tratava a todos igualitariamente.
    Pena que o povo brasileiro tenha deixado o sangue imperial que corre nas suas veias esfriar, deixar o Brasil entregue a esse bando de republicanos que na sua grande maioria trouxe sofrimento e desigualdade ao Brasil.
    Gostaria de ver o Brasil liberto, o Império restaurado com um sistema parlamentarista.
    Viva o Império restaurado.
    Vicente Ferreira Azara.




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  22. Infelizmente, a História que nos é ensinada é uma grande mentira. Precisamos reconstruiu a Nossa História e dar o devido respeito ao Nosso Último Imperador, Vossa Majestade Dom Pedro II, por tudo que fez pelo nosso Brasil. A República foi o grande erro de nossa história e, ao contrário do que disse o temer, nós não temos que manter isso.

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