- Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, a sintetizar em seus acontecimentos principais a vida no Brasil Império, antes e depois, inserida na História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado.

A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

A História da Cerveja - do Brasil Colônia ao século XXI (Em Montagem)




Brasil  -  A Cerveja

A história da cerveja no Brasil
A Preferência Nacional

- A “cerveja” é um produto com longa tradição no Brasil, surgindo já referências a esta bebida em documentos que datam do século XVII, quase todas as Províncias do Império e os Estados da República em um ou outro momento, tiveram sua fabricação de cerveja.

- No entanto, a sua ascensão foi demorada e tortuosa, sendo que, no início do século XIX, a “cachaça e o vinho” eram as bebidas alcoólicas preferidas pelo povo.
Nessa época, a cerveja já era produzida, mas o seu consumo não se encontrava generalizado, antes permanecendo como uma produção caseira e típica de populações imigrantes.
Por outro lado, devido à pressão e influência portuguesas, o “vinho” era a bebida mais comercializada.

“Cerveja Marca Barbante” e da “Marca Barbante” foi à denominação genérica dada às primeiras cervejas brasileiras que, com sua fabricação rudimentar, tinham um grau tão alto de fermentação que, mesmo depois de engarrafadas, produziam uma enorme quantidade de gás carbônico, criando grande pressão.
A rolha era, então, amarrada com barbante para impedir que saltasse da garrafa. Refrescante e de baixo teor alcoólico, a cerveja foi aos poucos conquistando popularidade em nosso país tropical.

- A “gengibirra” era encontrada em botijas louçadas, que antes eram utilizadas na embalagem da cerveja preta inglesa.
Amarradas com barbantes, as rolhas de tais garrafas estouravam quando abriam (daí o nome de “cerveja marca barbante”, como seriam chamdas as primeiras cervejas do Brasil).

- Quanto a primeira fábrica, é difícil, pois as fábricas não produziam cerveja com marca alguma e geralmente vendiam, em barris, para os depósitos (comércio que nem sempre era só de cerveja), onde era vendida de várias formas, às vezes engarrafadas e com rótulos próprios.

Em 1808, tal situação seria modificada com a chegada ao Reino do Brasil da Família Real Portuguesa vinda de Portugal fugida do exército de Napoleão Bonaparte, primeiro aportou em Salvador e finalmente no Rio de Janeiro.

- Logo ao chegar, o Príncipe Regente Dom João decreta a “abertura dos portos às nações amigas”, abolindo o monopólio comercial luso.
A vida econômica muda radicalmente. O séquito real amplia a demanda de bens de consumo e aumenta as despesas públicas.
O comércio se diversifica com a inundação de produtos estrangeiros suntuários e o príncipe toma medidas de incentivo à indústria.

- Com a abertura dos portos às nações amigas de Portugal, a Inglaterra foi a primeira a introduzir a “cerveja” na antiga colônia.

Nota:
Consta que o rei, ainda Príncipe Regente D. João, apreciador inveterado de cerveja, não podia ficar sem consumir a bebida.

- Dom João revoga o alvará de 1785, que proibia as manufaturas brasileiras e autoriza a instalação de tecelagens, fábricas de vidro e de pólvora, moinhos de trigo e uma fundição de artilharia. Também facilita a vinda de artesãos e profissionais liberais europeus, inclusive médicos e farmacêuticos.

- A ativa indústria européia não hesitou em vender seus vidros ao Brasil.
Logo após a abertura dos portos às nações amigas, chegou um carregamento de caixas de cerveja de origem alemã, importadas da Inglaterra.
Portugueses e brasileiros de recursos consumiram tais importações e inaugurou-se, assim, no Brasil, o hábito de beber cervejas contidas em garrafas de vidro.

Influência inglesa na importação da cerveja

Até 1814, a abertura dos portos beneficiava exclusivamente a Inglaterra, que praticamente monopolizava o comércio com o Brasil.
Outros tratados firmados por Dom João em 1810, o Tratado de Amizade e Aliança e o Tratado de Comércio e Navegação, consolidaram ainda mais a presença inglesa na colônia.
- O Tratado de Comércio, por exemplo, fixava a taxa de 15% para todas as importações inglesas e de 24% para as de outras nações.
Estes fatos fizeram com que a cerveja consumida no Brasil, de qualquer origem, fosse introduzida com exclusividade pela Inglaterra.

Até o final da década de 1830, a “cachaça” era a bebida alcoólica mais popular do Império.
Além dela, eram importados licores da França e vinhos de Portugal, especialmente para atender à nobreza.
Nesse período a cerveja já era produzida, mas num processo caseiro realizado por famílias de imigrantes, principalmente alemães, para o seu consumo.

Passou-se algum tempo até que os brasileiros conhecessem a primeira cervejaria, fundada em 1834 no Rio de Janeiro.
O sucesso desta cervejaria despertou o interesse na produção local de cerveja.

Em 27 de outubro de 1836, surgiu a primeira notícia sobre a fabricação de cerveja no Brasil.
Esse anúncio, publicado no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, dizia o seguinte:

“Na Rua Matacavalos, número 90, e Rua Direita número 86, da Cervejaria Brazileira, vende-se cerveja, bebida acolhida favoravelmente e muito procurada. Essa saudável bebida reúne a barateza a um sabor agradável e à propriedade de conservar-se por muito tempo”.

Pelo estilo do anúncio, a “Cerveja Brazileira” era totalmente desconhecida do público.

- Tal seria o ponto de arranque para o desenvolvimento da cerveja a um nível mais comercial.

Durante a primeira metade do século XIX, a cerveja ainda era restrita a uma pequena parcela da população e, praticamente, só havia marcas importadas por aqui.

Em 1846, Georg Heinrich Ritter instala uma pequena linha de produção de cerveja na região da atual Nova Petrópolis, na Província do Rio Grande do Sul, criando então a marca Ritter, uma das precursoras do ramo cervejeiro no Brasil.

- Poderíamos aqui incluir muitas outras, mas o nosso objetivo não passa por enumerá-las todas. Queremos apenas demonstrar a grande quantidade de fábricas e cervejarias que foram surgindo entre os anos 1840 e 1880, algo que permitiu uma grande expansão no consumo de cerveja, fato esse que levou a que esta bebida se tornasse a mais popular do Brasil.

- Curiosamente, até ao estabelecimento da Cerveja como “bebida rainha”, o produto mais procurado e consumido pela população era a “Gengibirra”, feita de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água.
Após a mistura dos ingredientes, deixava-se a infusão descansar alguns dias, sendo posteriormente vendida em garrafas ou canecas, sendo então vendida em garrafas ou canecas ao preço de 80 réis.
Também popular era a “Caramuru”, feita de milho, gengibre, açúcar mascavado e água.
A mistura costumava fermentar por uma semana antes de ser consumida, e custava 40 réis o copo.

- Estes produtos passaram a sofrer uma forte concorrência por parte da cerveja, sendo exemplo disso o pequeno bar “À Cidade de Berna”, local de grande sucesso onde era servida a Cerveja Bávara, então produzida pela Stupakoff & Cia.

- As famílias de imigrantes começaram a usar escravos e também a empregar trabalhadores livres para produzir a bebida e vendê-la ao comércio local.

- O Rio de Janeiro, capital do Império, já tem uma população de padrão médio formada por militares, oficiais de indústrias, proprietários de pequenas manufaturas, profissionais liberais e funcionários públicos. A cidade já era comparável a outras da Europa Central, e já possuía um mercado consumidor relevante.

- A venda de “cerveja” era feita no balcão e na própria cervejaria que atendia a particulares.
Convites eram espalhados pelos proprietários em bares próximos e festas eram realizadas dentro das cervejarias.
As entregas eram feitas por carroças ao comércio dos arraiais (bairros) próximos.

- É considerado que o desenvolvimento cervejeiro no Brasil foi devido aos primeiros imigrantes que chegaram à região.
A evolução ano a ano das indústrias, como exemplo na Colônia Blumenau - SC mostra que:
- De 1856 a 1860 havia somente uma fábrica de cerveja, em 1861 havia duas, de 1862 a 1865 eram três, em 1866 a quantidade duplicou, passando a seis, em 1867 a oito e em 1868 dez fábricas de cerveja.
- Em 1869, houve um declínio no número de fábricas de cerveja, chegando a não haver nenhuma fábrica e, a partir de 1870, reiniciou-se com uma.
- No período de 1871 à 1874 havia duas fábricas de cerveja, em 1877 já havia cinco, 1878 e 1879 contavam seis para encerrar a série em 1880 com nove fábricas de cerveja.

- Mas o desenvolvimento cervejeiro não foi só exercido em fábricas.
O grande impulso foi sempre executado domesticamente e principalmente pelas “mulheres”, já que a atividade de fabricação da cerveja era uma atividade tida como “de cozinha”.
Este produto artesanal não era destinado ao comércio e sim para o consumo das famílias. Isto facilmente se comprova através da historia da imigração no Brasil.

- Empresa Brazileira fabricante de cerveja e a “primeira cervejaria” do país.

Em 1853, importante assinalar que as duas fábricas de Carlos Rey e Chedel produziam seis mil garrafas por mês e a metade da produção era consumida pelos 6 mil habitantes da época.

Foi fundada em 1853, pelo colono alemão Henrique Kremer, na época artista com o nome de Cervejaria Bohemia.
Quando ele faleceu em 1865, a empresa ficou com os seus herdeiros, que a rebatizaram de Augusto Kremer & Cia.
Pouco depois de uma década com a separação dos sócios, a empresa ficou a cargo de Frederico Guilherme Lindscheid.

Na época de sua fundação, a Bohemia preservou as características das cervejas alemãs da época, com uma produção inicial de seis mil garrafas por mês. O produto era distribuído através de charretes, carros puxados por animais etc., e as vendas eram feitas diretamente.
Mais tarde, as vendas passaram a ser feitas através de revendedores da região de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Em 1858, os colonos, ao término do dia de trabalho, buscavam distração, iam jogar bilhar na casa de João Descheper, na Praça das Diligências.
Ali tomavam “cerveja”, que era fabricada inicialmente por Carlos Rey & Cia., na Vila Teresa, e depois, também por Augusto Chedel (Luiz Augusto Chedel) e Henrique Leiden.
Timóteo Duriez e Pedro Gerhardt também fabricavam cerveja.

Em 1858, com o bom andamento dos negócios, já existiam 6 fábricas de “cerveja barbante” (de alta fermentação).

Por volta de 1860, as marcas estrangeiras “Guiness, Porter e Spatenbraü”, introduzidas pelo Rei D. João VI, começaram a enfrentar as pequenas concorrentes brasileiras Gabel, Guarda Velha e Logos, cervejas escuras e de alto teor alcoólico.

Em 22 de dezembro de 1869, segundo o Diário de Pernambuco, Henri Joseph Leiden, proprietário da grande fábrica de cerveja da Rua do Sebo, foi agraciado como “o Imperador” em referência ao fato dele ter sido o fundador da “primeira fábrica de cerveja” no Brasil no ano de 1842 e ao grande desenvolvimento que deu a essa indústria tanto na Côrte como em Pernambuco.

Até meados dos anos 1870, a “cerveja alemã” e dificuldades no mercado brasileiro, devido à grande influência comercial que a Inglaterra exercia sobre Portugal nessa época, as cervejas inglesas dominaram o mercado brasileiro.

Em 23 de setembro de 1877, em São Paulo, realizou-se a inauguração do jardim do estabelecimento denominado “Stadt Bern” (cidade de Berna), situado à rua São Bento número 73, antigo prédio térreo de seis portas, com caramanchões, jogos de bola, etc.. Por ocasião da inauguração do jardim, a orquestra do antigo Teatro São José executou, entre as escolhidas peças de seu repertório, a nova valsa Lungfrau, sendo a entrada no estabelecimento franca, tanto pela rua de São Bento como pela de São José (atual Líbero Badaró), passando a fazer forte concorrência à “Gengibirra” e à “Caramuru”, servindo em seu caramanchão florido a Cerveja Bávara (e não Bavária), então produzida por Heinrich Stupakoff & Cia., custando cada copo 160 réis.

Em 1882, formou-se uma sociedade que iria dar origem a uma marca que, ainda hoje, desempenha um papel de grande relevo na indústria cervejeira brasileira.
Assim, surge a expressão Antarctica, fruto da associação entre Louis Bucher e Joaquim Salles, este último proprietário de um matadouro de suínos com o nome de “Antarctica”, local onde possuía uma máquina de fazer gelo.
Tal fato revestiu-se de enorme importância, pois as fábricas não produziam cerveja com marca alguma, já que esta era vendida diretamente dos barris e, nos poucos casos em que era engarrafada, não possuía um rótulo próprio.
O passo seguinte para esta sociedade foi a criação da Antarctica Paulista - Fábrica de Gelo e Cervejaria, firma que, como o nome indicava, se dedicava à produção de gelo e produtos alimentícios.
No entanto, esta marca não ficaria por muito tempo, sozinha no mercado.

Em 1888, um imigrante suiço de nome Joseph Villiger, acostumado ao sabor das cervejas européias, e, inconformado com a má qualidade das cervejas fabricadas no Brasil, resolveu abrir o seu próprio negócio, começando a fazer cerveja em casa.

Em 06 de Setembro de 1888, é registrada a Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia, fundada pelo próprio Joseph Villiger, Paul Fritz e Ludwig Mack, sendo então comercialmente lançada a “Cerveja Brahma”.
A manufatura foi inaugurada com uma produção diária de 12.000 litros de cerveja e 32 funcionários.

- Começava aí uma luta que sobreviveu até aos nossos dias!

O crescimento de ambas as empresas é grande e quase imediato.

Em 1889, é publicado o primeiro anúncio de uma marca de cerveja brasileira:

“Cerveja Antarctica encontra-se à venda na Rua Boa Vista, 50 A”.

Podia ler-se no jornal A Provincia de São Paulo (atual “O Estado de São Paulo”).

No final do século, quando a importação voltou a crescer, a preferência passou a ser pela “cerveja alemã”, que vinha em garrafas e em caixas, ao contrário das inglesas, acondicionadas em barris.
A cerveja alemã se contrapunha à inglesa:
- era clara, límpida, conservava-se melhor e agradava mais ao paladar da época.
O período áureo da cerveja alemã não foi longo.

Em 1896, os impostos de importação foram quadruplicados. Com essas dificuldades, somadas ao desenvolvimento da indústria cervejeira no Brasil, praticamente cessaram as importações no início do século XX.

Em 1898, fundou-se a Companhia Bohemia em Lindscheid.

- O crescimento contínuo da Brahma foi acompanhado, durante os primeiros anos do século XX, do lançamento de novas marcas:
- A ABC, da Bock-Crystal, da Bramina, da Bull Bock, da Rainha, da Colombo.

- Pode parecer surpreendente o grande número de marcas lançadas por uma única empresa, neste caso a Brahma, mas o mercado cervejeiro do início do século XX, se encontrava em grande ebulição, com a fundação de inúmeras indústrias um pouco por todo o Brasil, sendo que cada empresa tratava logo de registrar um elevado número de marcas diferentes, por forma a assegurar uma determinada  fatia do mercado.

- Não querendo fazer um rol muito extenso de todas as marcas que foram sendo criadas, convém enumerar algumas, por forma a ficar-se com uma idéia da pujança da indústria cervejeira da época.

- As marcas que assumiram, não só, a liderança do mercado, mas também a vanguarda tecnológica.
E nestas áreas há que destacar duas empresas: - a Brahma e a Antarctica de São Paulo.

- Considerando que só a partir dos anos 1930, se começou a definir com alguma precisão o “conceito de marca”, já que, como referimos anteriormente, muitas cervejas eram lançadas para o mercado sem nome próprio.

- Iremos fazer uma análise à história de cada uma individualmente. Deste modo e sem ter em conta nenhuma ordem em especial.

Cronologia

Como base para esta cronologia é referência, o Almanak Laemmert editado:

- No período de 1844 a 1899, e reconhecido como o registro oficial das indústrias da época, suscita muitas dúvidas sobre a história da cerveja publicada no site da Ambev.

- As primeiras marcas reconhecidas como “marcas nacionais” foram:
- a Logos, Guarda Velha, Gabel, Vesosso, Stampa, Olinda e Leal da Rosa.  

Cronologia da história da “cerveja” no Brasil.

Entre mitos, lendas e a história dita; conseguimos pesquisar a ocorrência de menções à cerveja ao longo da história brasileira que são apresentados a seguir:

1637

- A armada partiu do porto de Texel (25 de outubro de 1636), chegando ao Recife (23 de janeiro de 1637).

- Nossa história começa com a chegada do governador holandês Maurício de Nassau ao Recife.
Ele veio rodeado de sábios, artistas, cientistas, astrônomos, principalmente médicos e artistas.

- Foi um período de prosperidade para a cidade do Recife que se desenvolveu rapidamente tornando-se o principal porto da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil, tendo também a primeira ponte, o primeiro observatório astronômico e a primeira “fabrica de cerveja” das Américas.

Junto com Nassau veio o “cervejeiro” Dirck Dicx com uma planta de cervejaria e os componentes para serem montados.

1640 

A partir de outubro de 1640, a cervejaria foi montada na residência chamada “La Fontaine” que Nassau deixou de utilizar após a construção do Parque de Vrijburg.

- Quanto à “cerveja” isto é bem pouco provável, já que numa carta descoberta por José Antonio Gonsalves de Mello, 82 anos, maior especialista sobre o Brasil holandês e autor do clássico livro “Tempo dos Flamengos”, um militar suplica:

“Depositamos todas as esperanças em prontas remessas de tantos víveres quanto VV.SSas possam imaginar; queiram enviar-nos um forte vinho francês tanto branco quanto tinto, alguma cerveja e especialmente favas turcas (milho), cevada, passas de Corinto e sobretudo grande quantidade de farinha de trigo.”

1808

- A cerveja chega ao Brasil, trazida da Europa pela Família Real Portuguesa.
Durante a primeira metade do século XIX, a cerveja ainda era restrita a uma pequena parcela da população quando só havia marcas importadas.

Marcio Luis Ferreira Nascimento, na parte “Breve História do Vidro”, retiramos o seguinte:

“... A ativa indústria européia não hesitou em vender seus vidros ao Brasil, logo após a abertura dos portos às nações amigas, chegou um carregamento de caixas de cerveja de origem alemã, importadas da Inglaterra. Portugueses e brasileiros de recursos consumiram à vontade e inaugurou-se, assim, o hábito de beber cervejas contidas em garrafas de vidro. Passou-se algum tempo até que os brasileiros conhecessem a primeira cervejaria, fundada em 1834 no Rio de Janeiro. O sucesso desta cervejaria despertou o interesse na produção local de cerveja”...

1836

- 27 de outubro - a primeira notícia sobre a fabricação de cerveja no Brasil é de um anúncio publicado no Jornal do Commercio, Rio de Janeiro.

“Na rua Matacavalos, número 90, e rua Direita número 86, da Cervejaria Brazileira, vende-se cerveja, bebida acolhida favoravelmente e muito procurada. Essa saudável bebida reúne a barateza a um sabor agradável e à propriedade de conservar-se por muito tempo.”

1840

- A década de 1840, foi um período de grande desenvolvimento no fabrico e consumo de cerveja.
Para além da já mencionada cerveja “Ritter”, muitas outras aproveitaram o caminho anteriormente desbravado, como sejam os casos da firma:
- Vogelin & Bager, que abriu uma cervejaria no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro,
- Henrique Leiden e Cia, que deu origem à Imperial Fábrica de Cerveja Nacional, também no Rio de Janeiro.

O Almanak Laemmert dá-nos a conhecer muitas outras cervejarias que foram abrindo um pouco por todo o Brasil, desde Joinville - SC a São Paulo - SP, passando por Petrópolis - RJ e Niterói - RJ.

1846

- Georg Heinrich Ritter, natural de Kempfeld, de profissão tanoeiro, sua meta instalar uma cervejaria. Logo sua pequena linha de produção torna-se realidade em Linha Nova, hoje região de Nova Petrópolis - RS.
E com 22 anos, Introduz a marca “Ritter” como uma das precursoras do ramo cervejeiro.

Refere-se ao ano de 1846, a primeira estatística da Imperial Colônia de Petrópolis, bem elaborada e com preciosos dados, estando subscrita pelo escrivão Frederico Damack.
Interessa-nos agora em particular a vida profissional dos colonos que se acha muito bem determinada, inclusive com os locais de residência, em quarteirões.
A laboriosa população germânica engloba, além de 6 mestres de escola, 297 artífices, também denominados oficiais de ofício.

As profissões desdobram-se em 38 categorias:
- 54 carpinteiros, 44 marceneiros, 29 pedreiros, 28 ferreiros, 28 sapateiros, 20 alfaiates, 14 cobridores de casas (6 em taboinhas, 6 em telhas e 2 em zinco), 6 tecelões, 5 serralheiros, 5 carniceiros, 4 carvoeiros, 4 jardineiros, 4 cavouqueiros, 4 calceteiros e mais funileiros, torneiros, tanoeiros, fundidores, vidraceiros, fabricantes de cartas, idem de carroças, idem de pianos, oleiros, padeiros, ourives, moleiros, corrieiros, encadernadores, envernizadores, e até 1 fabricante de cerveja e uma parteira. (Centenário da Imperial Colônia de Petrópolis, de Guilherme Auler. Tribuna de Petrópolis de 1 de janeiro de 1961).

1847

Do relatório do Ministro do Império, lido na abertura da Assembléia Geral Legislativa, destaca-se o seguinte trecho relativo á ação da Provincia na Colonia de Petropolis:

“... Existem já na colonia dous engenhos de serrar; huma fabrica de cerveja”...

1848

Publicado no Almanak Laemmert de 1849:

- Vogelin & Bager fundam uma cervejaria no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro – RJ.

- É fundada a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. na Rua de Matacavallos, 78, atual Rua do Riachuelo, no Rio de Janeiro – RJ, (este registro aparece pela primeira vez no Almanak Laemmert de 1851, a partir de 1857 passa a aparecer com a frase: - “fundada em 1848”).

1849

Publicado no Almanak Laemmert de 1850:

- João Bayer funda uma cervejaria na Lagoa de Freitas, no Rio de Janeiro – RJ.

Em 1849, a primeira menção oficial quanto ao fabrico de “cerveja” é do Almanak Laemmert (referente ao ano de 1848, era publicado no início do ano com referência ao ano anterior) onde aparece a fábrica fundada por Voegelin & Bager, no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro.
O estabelecimento teve vida curta, pois não há mais nenhum registro dessa fábrica nos anos seguintes.

1850

Na década de 1850, apareceu uma nova leva de industriais interessados em investir neste negócio florescente.
Alguns exemplos:
- Fábrica de Cerveja Nacional de Alexandre Maria VillasBoas & Cia, no Rio de Janeiro - RJ,
- Fábrica de Cerveja de Thimóteo Durier, em Petrópolis - RJ,
- Fábrica de Jacob Nauerth no Rio de Janeiro - RJ,
- Fábrica de Cerveja Guarda Velha de Bartholomeu Correa da Silva, Rio de Janeiro,
- Fábrica de Cerveja de Friederich Christoffel, em Porto Alegre - RS.

No Almanak Laemmert (referente a 1849), aparece pela primeira vez o registro da fábrica de João Bayer, situada na Lagoa de Freitas (Rodrigo de Freitas).

1852

- O suíço Albrecht Schmalz decide se radicar com sua família às margens do ribeirão Mathias, na "Deutsche Pikade" (também conhecida como "Mathias Strasse", posteriormente Rua Saturnino Mendonça e atual Rua Visconde de Taunay), instalar seu maquinário e dar início a primeira cervejaria que se tem notícia em Joinville - SC.

1853

- É estabelecida a fábrica de cerveja de Jean-Jacques Oswald, pai do compositor Henrique Oswald, em São Paulo - SP, estabelecimento que teve curta duração.

Publicado no Almanak Laemmert de 1854:

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Carlos Rey & Cia., na Villa Thereza, como o primeiro a inaugurar, em Petrópolis - RJ, um estabelecimento para o fabrico de cerveja em escala industrial.

Referente ao ano de 1853, do relatorio do conselheiro Luiz Antonio Barboza, presidente da Província do Rio de Janeiro:

“... Continuão a trabalhar 3 fabricas de cerveja em grande escala, e...”

Em 1853, neste assunto de cerveja, é curioso assinalar que as duas fábricas de Carlos Rey e Chedal produziam 6 mil garrafas por mês e a metade da produção era consumida aqui mesmo pelos 6 mil habitantes, para não desmentir a fama da boa sede alemã.

1854

Publicado no Almanak Laemmert de 1855:

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Luiz Augusto Chedel, situada na Villa Theresa 143, em Petrópolis - RJ.

- Aparece pela primeira vez a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden (já existente no município da Côrte), situada na Rua dos Artistas 6 e 8 (depois Rua 7 de abril e atualmente Rua Alfredo Pachá) em Petrópolis - RJ.

- A propaganda de sua cervejaria, em 1857, diz ser ele o introdutor deste ramo de indústria no Brasil.

1855

- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. neste ano conta com 10 operários livres, nenhum escravo, sendo 8 homens e 2 mulheres.

Publicado no Almanak Laemmert de 1856:

- Aparece pela primeira vez a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Alexandre Maria VillasBoas & Cia., situada na Rua de Matacavallos, 27 (atual Rua do Riachuelo) no Rio de Janeiro – RJ.

1856

Publicado no Almanak Laemmert de 1857:

- Aparece um depósito na Rua dos Latoeiros, 60 (atual Rua Gonçalves Dias) no Rio de Janeiro - RJ, que comercializa a Cerveja Nacional da Fábrica da Garganta de Petrópolis.
- Aparece pela primeira vez a fábrica pertencente a Jacob Nauerth, na Rua Nova do Conde 108 (atual Rua Visconde do Rio Branco), Rio de janeiro - RJ

1858

- A Imperial Fábrica de Cerveja de Alexandre Maria VillasBoas & Cia. neste ano emprega 18 operários livres, nenhum escravo, todos do sexo masculino.

- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden, em Petrópolis, passa a ter como responsável Henrique Kremer, passando a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Kremer.

Publicado no Almanak Laemmert de 1859:

- A Imperial Fábrica de Cerveja de Alexandre Maria VillasBoas & Cia., passa a ter como responsável João Gonçalves Pereira Lima.

Em setembro de 1858, da palestra de Claudionor de Souza Adão (Viação, Indústria e Comércio - Geopolítica dos Municípios nº 12), tiramos o seguinte:

“... Henrique Krammer, com as suas taboinhas, fazia concorrência ás telhas, tendo Carlos Lange a disputar a mesma clientela, com as suas coberturas de zinco. Krammer, ainda, se encarregava de coberturas de vidro e fabricava cerveja...”
“... Os colonos, depois de um dia estafante, necessitavam distrair o espírito e, assim, em 58, iam jogar bilhar na casa de João Descheper, na Praça das Diligências”.

 Alí tomavam a sua cerveja, que era fabricada inicialmente por Carlos Rey & Cia., na Vila Teresa, e depois, também por Augusto Chedel (Luiz Augusto Chedel) e Henrique Leiden.
Timóteo Duriez e Pedro Gerhardt também fabricavam cerveja.

Em 1858, o negócio era bom, já existiam 6 fábricas de cerveja barbante (de alta fermentação).

1859

12 de novembro - CONVITE:
“Concêrto instrumental, na fábrica de cerveja, rua dos Artistas nº 8, dado pela banda de música que aqui chegou do Rio de Janeiro, sábado 12 do corrente, às 7 horas da noite. Entrada 1$000. (a) Henrique Kremer (O Mercantil de 12.11.1859)”.

Publicado no Almanak Laemmert de 1860:

- A Imperial Fábrica de Cerveja de João Gonçalves Pereira Lima passa a ter como responsável Antonio José Pereira Bastos.

- A fábrica de cerveja de Carlos Rey, em Petrópolis, passa a ter como responsável José Bernasconi.

- A Imperial Fábrica de Cerveja de Henrique Leiden, em Petrópolis, passa a ter como responsável Henrique Kremer.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Thimóteo Durier, situada na Rua do Imperador, Petrópolis - RJ.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Joaquim Chidal (seria Augusto Chedel?), situada na Rua de Dona Januária (atual Rua Marechal Deodoro) Petrópolis - RJ.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Pedro Gherard (Gerhardt), situada no Palatinado, Petrópolis - RJ.

1860

- O colono Herr Kunz instala a primeira cervejaria da Província de Minas, na Colônia São Pedro (atual Juiz de Fora), utilizando como matéria-prima milho ao invés de cevada.

1861

Publicado no Almanak Laemmert de 1862:

- A fábrica de Jacob Nauerth, na Rua Nova do Conde (atual Rua Visconde do Rio Branco) Rio de Janeiro – RJ, passa a ter como responsável Carlos Berenson.

1864

- Heinrich Ritter começa a fabricar a “primeira cerveja do Rio Grande do Sul”, no porão de sua casa.

Publicado no Almanak Laemmert de 1865:

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Nossa Senhora da Glória de Joaquim Antonio Teixeira, situada na Rua da Pedreira da Glória 21 (atual Pedro Américo) no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Guarda Velha de Bartholomeu Correa da Silva, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Circo Olímpico (atual Rua Treze de Maio) no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Nacional, de Fernandes & Brito, situada na Rua da Saude 139, no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez uma fábrica na Rua Matacavallos 19 A (atual Rua do Riachuelo) no Rio de Janeiro – RJ.

- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Henrique Leiden & Cia. passa a ter como responsável Leon Leiden & Cia.

1865

- Com o falecimento de Henrique Kremer, foi constituída por seus herdeiros a firma Augusto Kremer & Cia.

1866

- É construída por Nicolau Neiss, em São Vendelino - RS, uma cervejaria.

- Na época, por falta de geladeiras, a cerveja era fabricadas em casas frescas e ventiladas, que eram meio-enterradas no chão.

Publicado no Almanak Laemmert de 1867:

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Logos e Cia., fabricante da cerveja Independência Brasileira, situada na Rua do Riachuelo 84 (antiga Rua de Matacavallos), no Rio de Janeiro – RJ.

1867

- Surge a “segunda cervejaria” de Juiz de Fora - MG, a Cervejaria Kremer & Cia., no Morro da Gratidão (atual Av. dos Andradas), construída em terreno comprado da Cia. União e Indústria, desmembrado da Colônia D. Pedro II (correspondente a terrenos do atual bairro Jardim Glória) montada pela sua congênere Augusto Kremer & Cia. de Petrópolis - RJ..

Publicado no Almanak Laemmert de 1868:

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Commercio, de Justino de Faria Peixoto, situada na Rua de São Pedro 322 A (esta rua desapareceu com a abertura da Av. Pres. Vargas) esquina da Rua do Núncio (atual Rua República do Líbano), no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Carvalho & Tavares, situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de T. A. Chaves e Cia. situada na Rua do Marquez d’Abrantes, 24, no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de F. Eppelsheimer, situada na Rua Aureliana, Petrópolis, Rio de Janeiro – RJ.

- A fábrica de Joaquim Chidal muda para a Rua dos Protestantes (posteriormente Rua Dona Isabel, atual treze de maio), Petrópolis, Rio de Janeiro – RJ.

1868

- Louis Bücher, cervejeiro, natural de Wiesbaden, Alemanha, abre uma cervejaria na qual utiliza arroz, milho e outros cereais em vez de cevada, em São Paulo - SP.

Publicado no Almanak Laemmert de 1869:

- A fábrica de T. A. Chaves e Cia. na Rua do Marquez d’Abrantes, Rio de janeiro – RJ, passa a ter como responsável Antonio Rigoard.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Cerveja Lusitana, de Costa Bastos e Carvalho, situada na Rua da Conceição 14, no Rio de Janeiro – RJ.

- Aparece pela primeira vez a fábrica de Cerveja Aurora, de Silva Guimarães & Cia, situada na Rua Estreita de São Joaquim 23 (atual Rua Marechal Floriano) no Rio de Janeiro – RJ.

- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Leon Leiden & Cia. muda-se para a Rua do Riachuelo 76/78 e passa a ser uma fábrica a vapor.

- A fábrica de cerveja de Luiz Augusto Chedel, na Villa Theresa, passa a ter como responsável João Becker.

1869

Publicado no Almanak Laemmert de 1870:

- A Fábrica de Cerveja Aurora, de Silva Guimarães & Cia, situada na Rua Estreita de São Joaquim 21/23 (atual Rua Marechal Floriano) passa a pertencer a Oliveira & Silva.

- Aparece a Fábrica de Cerveja Allemã de Carlos Bernsau

- A Fábrica de Cerveja Commercio, de Justino de Faria Peixoto, situada na Rua de São Pedro 322, passa a ter como responsável Pinto, Machado & Cia.

- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Carvalho & Tavares, situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável José Diniz Tavares Linde.

Segundo o livro de Gilberto Freyre “Nós e a Europa Germânica: em torno de alguns aspectos das relações do Brasil com a cultura germânica no decorrer do século XIX”, editora Grifo, 1971, no prefácio:

“A 22 de dezembro de 1869 noticiava o Diário de Pernambuco que Henri Joseph Leiden (Henrique Leiden, era normal os estrangeiros aportuguesarem seus nomes), proprietário da grande fábrica de cerveja da Rua do Sebo; acabava de ser agraciado por S. M., o Imperador, com o hábito da Rosa, por decreto de 10 do corrente, em atenção a ter sido ele o fundador da primeira fábrica de cerveja no Brasil no ano de 1842 e ao grande desenvolvimento que deu a essa indústria tanto na Corte como em Pernambuco.”

1870

- Carlos e Frederico Ritter estabelecem-se em Pelotas - RS e fundam a Cervejaria Carlos Ritter & Irmão, estabelecida na Rua Tiradentes.

1871

Publicado no Almanak Laemmert de 1872:

- A Fábrica de Cerveja Lusitana, de Costa Bastos & Carvalho, situada na Rua da Conceição 14, passa a ter como responsável Duarte José Dias de Carvalho.

- A Fábrica de Cerveja Aurora, situada na Rua Estreita de São Joaquim 21, de Oliveira & Silva passa a ter como responsável Oliveira & Barboza e ainda neste ano passa a ter como responsável somente Custódio José de Oliveira Barboza que a muda para a Rua Theophilo Ottoni 168, no Rio de Janeiro – RJ.

- A Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Leon Leiden & Cia. passa a ter como responsável a viúva Leiden.

1872

Publicado no Almanak Laemmert de 1873:

- A Fábrica de Cerveja Guarda Velha de Bartholomeu Correa da Silva, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Circo Olímpico, passa a ter como responsável Joaquim José Rodrigues Machado.

- A Fábrica de Cerveja Aurora de Custódio José de Oliveira Barboza, situada na Rua Theophilo Ottoni 168, passa a ter como responsável Custódio José de Oliveira Barboza & Cia.

1873

Publicado no Almanak Laemmert de 1874:

- A Fábrica de Cerveja Lusitana, de Duarte José Dias de Carvalho, situada na Rua da Conceição 14, passa a ter como responsável Paiva & Montebello.

1874

Publicado no Almanak Laemmert de 1875:

- A Fábrica de Cerveja Nacional de Fernandes & Brito passa a ter como responsável Antonio José Fernandes e ter como novo endereço Rua da Saude 109, Rio de Janeiro - RJ.

- A Fábrica de Cerveja Aurora de Custódio José de Oliveira & Cia. situada na Rua Theophilo Ottoni, passa a ter como responsável Cruz Machado & Pereira.

1875

Publicado no Almanak Laemmert de 1876:

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja de José Luiz Miguel Fortes, situada na Rua da Princeza 50, em Nichteroy (Niteroi) – RJ.

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Minerva de João Pereira de Santa Maria, situada na Rua do Sacramento 12 (atual Av. Passos), Rio de Janeiro - RJ.

- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de João Henrique Alfredo Sampaio, situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável Ovidio, Correa & Cia. (Ovidio Saraiva de Carvalho e Antonio José Correa).

1876

- 31 de agosto - Na Cervejaria Augusto Kremer & Cia., separam-se, comercialmente, os sócios e cunhados, ficando Frederico Guilherme Lindscheid com a fábrica de Petrópolis

- RJ, que passa a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e Augusto Kremer com a fábrica de Juiz de Fora - MG, que passa a se chamar Imperial Fábrica de Cerveja e Águas mineraes de Augusto Kremer e Cia.

- A Cervejaria Carlos Ritter & Irmão é transferida para a Rua Marechal Floriano no encontro com a Marquês de Caxias (atual Santos Dumont), em Pelotas - RS.

1877

- Em São Paulo, o pequeno bar "À Cidade de Berna" passou a fazer pesada concorrência à "Gengibirra" e à "Caramuru", servindo em seu carramanchão florido a Cerveja Bávara (e não Bavária), então produzida por Stupakoff & Cia.

Publicado no Almanak Laemmert de 1878:

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Guarany de João Ignácio Ferreira, situada na Rua Barão de São Félix 130, Rio de Janeiro - RJ.

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja de C. Schuman & Cia., situada na Rua do Passeio 15, Rio de Janeiro - RJ.

- A Fábrica de Cerveja Nacional de Antonio José Fernandes, situada na Rua da Saude 109, passa a ter como responsável Fernandes & Gomes (Antonio José Fernandes e Bento José Leonardo Gomes).

- A Fábrica de Cerveja Commercio de Pinto Machado & Cia, situada a Rua de São Pedro 322, passa a ter como responsável Manoel Joaquim Pinto Machado.

1878

- Em Juiz de Fora - MG, morre Augusto Kremer, ficando a firma sob a direção da viúva de Kremer, que mudou o nome da Imperial Fábrica de Cerveja e Águas mineraes para Cervejaria Germânia.

1879

15 de setembro - É inaugurada a Fábrica de Cerveja e Águas Minerais Weiss, na antiga chácara do barão de Pitangui localizada na Vilagem, Juiz de Fora - MG, por José Weiss após desligar-se da firma Imperial Fábrica de Cerveja Nacional de Augusto Kremer.

Publicado no Almanak Laemmert de 1880:

- Depois de dois anos sem aparecer registro, aparece no endereço da Rua Theophilo Ottoni 168 (Fábrica de Cerveja Aurora, de Cruz Machado & Pereira), a Fábrica de Cerveja Central de Carvalho & Pereira (Manoel Joaquim Gomes de Carvalho e Guilherme Porphirio Lopes Pereira).

- Aparece pela primeira vez a fábrica de cerveja de George Gruner e Otto Emil Muller, situada na Rua da Praia, Sete Pontes, Niteroi - RJ.

- A Fábrica de Cerveja Minerva de João Pereira de Santa Maria, situada na Rua do Sacramento (atual Av. Passos) passa a ter como responsável Santa Maria & Povoas.

1880

- É criada a fábrica de cerveja Borboleta, de propriedade dos irmãos Scoralick, em Juiz de Fora - MG.

Publicado no Almanak Laemmert de 1881:

- A Fábrica de Cerveja Central, de Carvalho & Pereira (Manoel Joaquim Gomes de Carvalho e Guilherme Porphirio Lopes Pereira) situada na Rua Theophilo Ottoni, passa a ter como responsável Pereira & Silva (Guilherme Porphirio Lopes Pereira e Joaquim João da Silva).

- A Fábrica de Cerveja Commercio, de Manoel Joaquim Pinto Carvalho, situada na Rua de São Pedro 320/322, passa a ter como responsável Manoel Joaquim Gomes de Carvalho (Manoel Joaquim Gomes de Carvalho, Francisco Pinto Mascarenhas e Domingos Maria Lopes Braga).

- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Ovidio, Correa & Cia, situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável Oliveira & Cia. (Domingos Fernandes de Oliveira e Antonio José Correa).

1881

- É criada a fábrica de cerveja Poço Rico, em Juiz de Fora - MG.

1882

- Louis Bücher se associa a Joaquim Salles, proprietário de um abatedouro de suínos de nome "Antarctica" que possuía uma máquina de fazer gelo, localizado no atual bairro da Água Branca, São Paulo - SP.

Publicado no Almanak Laemmert de 1883:

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Nova Princeza, de Pereira Júnior & Cia, situada na Rua do Senado 152, Rio de Janeiro - RJ.

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Leal da Rosa, situada na Rua dos Arcos 10, Rio de Janeiro - RJ, de Leal da Rosa & Figueiredo (Antonio Leal da Rosa e João Maria de Figueiredo).

- Aparece pela primeira vez a Fábrica de Cerveja Princeza Imperial, situada na Rua Visconde de Itauna 13, Rio de Janeiro - RJ, de Alves, Bastos & Peixoto (Paulo de Souza Alves, Antonio Soares da Gama Bastos e Antonio Peixoto Cavalcante D'Orem).

1883

Publicado no Almanak Laemmert de 1884:

- A Fábrica de Cerveja Luzo-Brasileira, de Oliveira & Cia., situada no Campo da Aclamação 47/49 (atual Campo de Santana) passa a ter como responsável Silveira & Cia. (Antonio Machado da Silveira e Thomaz Basilio Martins).

- A Fábrica de Cerveja Leal da Rosa, situada na Rua dos Arcos 10, de Leal da Rosa & Figueiredo passa a ter como responsável somente Antonio Leal da Rosa.

1884

Publicado no Almanak Laemmert de 1885:

- A Fábrica de Cerveja Princeza Imperial, situada na Rua Visconde de Itauna, de Alves, Bastos & Peixoto passa a ter como responsável Peixoto, Guimarães & Cia. (Antonio Peixoto Cavalcante D'Orem, José Teixeira da Costa Guimarães, Manoel Antonio Pereira e Manoel Gomes Correa).

- A Fábrica de Cerveja Guarda Velha, de Joaquim José Rodrigues Machado, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Teatro Pedro II (antigo Circo Olímpico) passa a ter como responsável Emilio Gabel.

- A Fábrica de Cerveja Leal da Rosa, situada na Rua dos Arcos 10, de Antonio Leal da Rosa passa a ter como responsável Leal da Rosa & Gonçalves (Antonio Leal da Rosa e Joaquim Gonçalves).

1885

Publicado no Almanak Laemmert de 1886:

- A Fábrica de Cerveja Guarda Velha, de Emilio Gabel, situada na Rua da Guarda Velha junto ao Teatro Pedro II (antigo Circo Olímpico) passa a ter como responsável viúva Gabel.

1886

- É criada a fábrica de cerveja Winter, em Juiz de Fora - MG.

1887

Publicado no Almanak Laemmert de 1887:

- A cerveja Luzo-Brasileira passa a se chamar Cerveja Attrahente Especial.

1888

- Um imigrante suíço, Joseph Villiger, acostumado ao sabor das cervejas européias e inconformado com a má qualidade das cervejas fabricadas no Brasil, resolveu abrir seu próprio negócio começando a fazer cerveja em casa.

- 6 de setembro - é registrada a "Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia", fundada por Villiger, o brasileiro Paul Fritz e Ludwig Mack, lançando comercialmente a Cerveja Brahma.
A manufatura foi inaugurada com uma produção diária de 12.000 litros de cerveja e 32 funcionários.

- A sociedade de Joaquim Salles e Louis Bücher cria a "Antarctica Paulista - Fábrica de Gelo e Cervejaria" (primeira fábrica do bairro da Água Branca em São Paulo - SP, fundada em 1885 e dedicada à fabricação de gelo e produtos alimentícios).

Publicado no Almanak Laemmert de 1889:

- A fábrica de cerveja de Leon Leiden passa a ter como responsável J. F. Stampa (fábrica de cerveja Derby).

1889

- 13 de março - é publicado o primeiro anúncio de uma "marca" de cerveja brasileira: "Cerveja Antarctica encontra-se à venda na Rua Boa Vista, 50 A", no jornal "A província de São Paulo" (atualmente o "Estado de São Paulo").

- Morre Georg Heinrich Ritter, dois de seus onze filhos, já prosseguiam a dinastia da cervejaria dos Ritter.
O primogênito Henrique e Carlos. Henrique estava instalado provisoriamente no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre - RS.
Seu irmão Carlos, já havia se desligado e começado a produzir cerveja em Pelotas - RS.

1890

- A Antarctica aumenta seu quadro de funcionário para 200 e sua capacidade de produção é de 40 mil hectolitros/ano.

1891

- 12 de fevereiro - a Antarctica Paulista - Fábrica de Gelo e Cervejaria se transforma em sociedade anônima, com 61 acionistas, passando a se chamar Companhia Antarctica Paulista S/A.
Dois desses acionistas: - João Carlos Antonio Zerrener e Adam Ditrik Von Büllow eram sócios numa empresa de importação, em Santos, que facilitaria a compra de máquinas e de matéria prima para a cervejaria e que colocaram a disposição da nova sociedade 860 contos de réis de seu próprio capital.

- 11 de maio - o Presidente Marechal Deodoro da Fonseca, assina o decreto oficializando a Sociedade Anônima da Antarctica.

1892

- 20 de outubro - Inauguração e abertura da Cervejaria Bavária de Henrique Stupakoff & Cia.

- 5 de dezembro - a Bavária registra a cerveja “Babylonia – Braun”.

- É instalada, pelo alemão Friedrich Wilhelm Metzenthin, uma fábrica de cerveja na Rua Augusto Ribas em Ponta Grossa - PR.

- É inaugurada a Fábrica de Cerveja Augusto Mojola (águia bicéfala) - cerveja “Borboleta”, em Jundiaí - SP.

1893

9 de abril - Pelo decreto nº 122, o Presidente da República concede autorização a Domingos de Souza Carneiro para organizar uma sociedade anônima sob a denominação de Companhia Manufatora de Cerveja, Gelo e Aguas Minerais, em Petropolis - RJ.

- É fundada por colonos italianos a Cervejaria Mora, em Petrópolis - RJ, com método de fabricação totalmente artesanal, com processos bastante antiquados como a fermentação ambiente.

- Funda-se a Fabrica de Cerveja Commercio (Mora?) com a seguinte directoria:
- Pres. Alberto Móra, secret. José H. T. Land, thes. Antonio Joaquim Luiz Canedo - Conselho fiscal - dr. José T. da Porciuncula, dr. João Vieira Barcellos e Antonio Pereira Campos. Supplentes, José de Oliveira Motta Azevedo, João C. Ferdinando Finkenauer e Felippe Bretz, cujo capital seria 200:000$ financiados pelo Banco do Brasil.

- A Antartica está à beira da falência e a empresa Zerrener, Bülow & Cia., principal credora, assume o controle acionário da Companhia Antarctica Paulista, tendo como sócios majoritários os Srs. Antonio Zerrener e Adam Ditrik von Bülow, fundadores da Companhia Antarctica Paulista.

1894

- A Cervejaria Grossel abre uma filial, na Rua do Chafariz (atual Av. Vicente Machado), em Ponta Grossa - PR, logo Henrique Thielen passa a dirigir a fábrica, tornando-se sócio e posteriormente proprietário, alterando o nome para Fábrica de Cerveja Henrique Thielen.

- 1 de janeiro - É inaugurada a Cervejaria Dois Leões, na Rua Botanagua nº 127 em Juiz de Fora - MG, de propriedade de Carlos Stiebler.

- É criada uma fábrica de cerveja no Arraial do Curral del Rey (atual Belo Horizonte) por Fornaciari - natural de Toscana, fabricando também bebidas gasosas, como soda e guaraná.

- A Manufactura de Cerveja Brahma Villiger e Companhia é vendida a Georg Maschke, que a amplia e moderniza.
No mesmo local onde havia nascido a Brahma, estabeleceu-se a nova empresa, com o nome de Georg Maschke & Cia. - Cervejaria Brahma.

- 6 de dezembro - a Brahma registra a cerveja “Bier”.

1895

- Instala-se em Mendes - RJ a fábrica de cerveja Teutonia de propriedade da Preiss Haussler e Cia.

1896

- março - a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional, com a morte de Lindscheid, passa a pertencer a sua filha Carolina Lindscheid Kremer, casada com Henrique Kremer (neto do fundador).

1897

- 16 de setembro - a Brahma registra a cerveja “Crystal”.

- 6 de dezembro - a Brahma registra a cerveja “Pilsener”.

1898

- 26 de abril - a Preiss Haussler & Cia faz uma permuta com a Irmandade de Santa Cruz para acomodar o seu estabelecimento fabril.

- agosto - é criada a Cervejaria Bohemia que fica com todos os bens da antecessora, a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional e com os mesmos diretores: Henrique Kremer e Guilherme Bradac.

- É fundada por Henrich Feldmann Senior a Cervejaria Feldmann, em Blumenau - SC, onde produz as cervejas “Victória” e “Bock”.

1899

- Joseph Villiger, da Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia, adquire a Cervejaria Bavária, localizada na Moóca – SP.
A nova empresa aperfeiçoou a fabricação da cerveja, importou equipamentos, patrocinou bares, restaurantes e artistas.

- 16 de janeiro - a Brahma registra a cerveja “Pilsen”.

- 16 de janeiro - a Brahma registra a cerveja “Franziskaner- Bräu”, apelidada de "franciscana".
- É criada a Cervejaria Rio Claro, em Rio Claro - SP, pelo Major Carlos Roiz Pinto, lançando comercialmente uma cerveja preta, tipo stout, com marca Caracu.

1900

- Criada, na Vila Mariana - SP, a Cervejaria Guanabara (onde a maior parte dos empregados eram alemães que moravam próximo.  

1901

- 7 de outubro - a Preiss Haussler registra a cerveja “Excelsior”.

- 17 de outubro - a Preiss Haussler registra a cerveja “Teutonia”.

- 17 de outubro - a Preiss Haussler registra a cerveja “Munchen-Bock”.

1902

- É inaugurada, em Belo Horizonte - MG, a fábrica de cerveja Renânia.

- A Brahma passa a produzir as marcas "Ypiranga".

- 17 de abril - a Brahma registra a cerveja “München”.

- 25 de agosto - a Brahma registra a cerveja “Brahma Porter”.

- 25 de agosto - a Brahma registra a cerveja “Guarany”.

- 29 de agosto - o Jornal do Comércio publicou:

“Depois de diversas tentativas malogradas, no sentido de serem transferidas para um sindicato estrangeiro as ações da Fábrica de Cerveja Paraense, resolveu a diretoria da mesma continuar as obras do prédio em que vai funcionar o estabelecimento, já estando pronto o terceiro corpo do edifício. Todo o mecanismo está sendo montado sob a direção técnica do gerente Emilio Hofmann. A diretoria pretende inaugurar a Fábrica de Cerveja Paraense antes do fim do ano”.

1903

- 5 de janeiro - a Brahma registra a cerveja “Bock-Ale”.

- 1 de julho - A Cervejaria Mora formalizou-se como indústria, tornando-se a Fábrica de Bebidas Cascata, ganhou notoriedade pela produção das cervejas “Cascata Preta” e “Cascata Branca”, na Cascatinha - Petrópolis - RJ.

Em 1903, ano em que a Cervejaria Mora de Petrópolis – RJ, se tornou na Fábrica de Bebidas Cascata, produtora das cervejas “Cascata Preta e Cascata Branca”.

1904

- A Antarctica adquire o controle acionário da Cervejaria Bavária, localizada na Moóca - SP, onde instala a sede do grupo.

- 12 de agosto - nasce a Companhia Cervejaria Brahma, resultante da fusão entre a Georg Maschke & Cia. - Cervejaria Brahma e a Preiss Häussler & Cia. - Cervejaria Teutônia.

- A produção de “chope em tonéis” chega a 6 milhões de litros e a distribuição conta com 9 depósitos situados no centro do Rio de Janeiro.
Neste momento, foram disponibilizadas 25.000 ações à participação pública.

- 30 de agosto - através do decreto 5298 é dada autorização para funcionamento da Brahma.

- Caetano Carmignani, nascido em Monte Carlo na Itália, chegou ao Brasil em 1887 com 12 anos de idade indo residir nas proximidades de Pirassununga - SP, resolve instalar uma fábrica de cerveja e para isto adquire da Família Barão de Rezende uma área de 1.000 metros quadrados onde constrói a fábrica e a sua residência.

- A fábrica de Friedrich Wilhelm Metzenthin, em Ponta Grossa - PR, passa a se chamar Cervejaria Oceana.

1905

- 25 de setembro - a Brahma registra a cerveja “ABC”.

1906

- 29 de julho - a Cervejaria Kuhene, cujo gerente era Guilherme Walter e ficava na antiga Rua da Cerveja, lança a marca “Progresso 1906” em comemoração da inauguração da estação ferroviária de Joinville - SC. (primeira marca comemorativa)

- É constituída a firma H.Ritter & Filhos. Mudam-se para a Voluntários da Pátria em Porto Alegre – RS, em um prédio próprio e imponente.
Gozando de instalação elétrica e depósitos frigoríficos, a produção diária de 15.000 garrafas e 20.000 Kg de gelo, concorreria com a Cervejaria Cristoffel, então a maior. A cerveja “Capital” tornou-se a marca preferida da Ritter.

- Começa a funcionar a Fábrica de Cerveja e Gelo Colúmbia, em Campinas - SP.

1907

- 1 de abril - a Brahma registra a cerveja “Bock-Crystal”.

- A primitiva fábrica de cerveja de Caetano Carmignani, em Pirassununga - SP, com a aquisição de máquinas e equipamentos, começa a fabricar a cerveja preta Cavalinho e “refrigerantes naturais”.

- A Brahma desativa a fábrica da Teutonia em Mendes - RJ, por ser impraticável a comunicação permanente, e traz para o Rio de janeiro - RJ o seu maquinário.

Em 1907, a fábrica de cerveja Caetano Carmignani, em Pirassununga, começa a elaborar a cerveja preta “Cavalinho”, isto após adquirir novas máquinas e equipamentos.

1910

- 5 de janeiro - a Brahma registra a cerveja “Bramina”.

- 8 de agosto - a Brahma registra a cerveja “Bull Bock”.

- A Cervejaria Oceana, de Ponta Grossa - PR, lança a pedra fundamental da nova fábrica, na mesma Rua Augusto Ribas, número 245 e 251, em frente à antiga fábrica.

1911

- 3 de fevereiro - a Brahma registra a cerveja “Colombo”.

- A Antarctica inaugura, na cidade de Ribeirão Preto no interior de São Paulo, sua primeira filial.

- 25 de setembro - a Brahma registra a cerveja “Rainha”.

1912

- É instalada a Cervejaria da Ponte na Rua XV de Novembro, próximo à ponte do rio Monjolo em Palmeira - PR, pela Família Ristow, fabricando cerveja preta e branca da marca “Peixe”.

- 1 de setembro - falece, aos 58 anos de idade, o Sr. Pedro Antônio Freez, sócio-fundador da Cervejaria Poço Rico.

- 1 de novembro - é inaugurada a Cervejaria Tripolitana, fabricante da cerveja “Tripolitana”, instalada em ótimo prédio com todos os requisitos de higiene e capricho, em Cachoeiro do Itapemirim - ES, por Ângelo Maria Mignone, italiano que chegou ao Brasil em 1897, alfaiate de profissão e proprietário da Alfaiataria Internacional.

- 23 de dezembro - a Brahma registra a cerveja “Cavalleira”.

Em 1912, é inaugurada a Cervejaria Tripolitana, fabricante da “Tripolitana” e com sede em Cachoeiro do Itapemirim – ES.

1913

- 25 de abril - é fundada em Ribeirão Preto - SP a Companhia Cervejaria Paulista.

- O estado do Rio Grande do Sul já conta com “134 cervejarias”.

1914

- 16 de janeiro - a Brahma registra a cerveja “Carioca” e cerveja “Suprema”.

- 16 de julho - a Brahma registra a cerveja “Malzibier”.

- 20 de julho - a Brahma registra a cervja “Fidalga”.

- Inaugurada a fábrica da Companhia Cervejaria Paulista (fabricante das cervejas Niger, Poker e Trust).

Em 1914, a 1ª Guerra Mundial não trouxe grandes alterações ao panorama cervejeiro do Brasil.
O fato da guerra se desenrolar principalmente na Europa e de a importação de cerveja estrangeira ser diminuta ou mesmo nula, fez com que não só o consumo como também a produção, se mantivesse a níveis bastante elevados e em franco crescimento.

- Das poucas notícias que nos chegaram relativamente à influência que esta guerra teve na indústria cervejeira brasileira, há que destacar o fato da viúva Kremer, proprietária da Cervejaria Germânia, ter sentido a necessidade de alterar o nome da sua empresa para Cervejaria Americana.
Notou-se um ligeiríssimo abrandamento no lançamento de novas marcas no mercado.

- A Companhia Cervejaria Paulista passou a distribuir: - a Níger, Poker e Trust.

1916

- A Brahma vende ao Frigorífico Anglo as instalações da antiga fábrica da cerveja Teutonia de Mendes - RJ.

- Visita de Santos Dumont a fábrica da Antarctica.

1917

- É criada a Companhia Cervejaria Adriatica S.A., por Alberto Thielen, transformando em sociedade anônima a já existente Cervejaria Adriatica, antiga fábrica de cerveja de seu pai, Henrique Thielen, em Ponta Grossa - PR.

O fim da década de 1910, é atingido rapidamente, sem que aconteçam alterações substanciais no tecido empresarial e no mercado cervejeiro brasileiro.
Durante este período, assistiu-se à consolidação da Cervejaria Brahma como a mais influente e dinâmica da sua área.

1920

- A Cervejaria Oceana, de Ponta Grossa - PR encerra suas atividades.

1921

- É anunciado no jornal:

“A Companhia Cervejaria Adriática S/A ("palácio do néctar espumante"), à frente o dinâmico cel. Henrique Thielen, joga no mercado quinze mil dúzias de "Adriática Pilsen, Adriática Poschorr, Operária, Primor" e a muito afamada “Cachorrinha”, todas “leves e límpidas no seu amarello-topazio”.

Em 1921, a Cervejaria Brahma adquire a Cervejaria Guanabara, uma das mais antigas do país, confirmando assim a sua vocação expansionista.
O crescimento da Brahma era, logicamente, combatido por outras fábricas e marcas, quer isso se fizesse através do lançamento de novos produtos, quer através da utilização de meios publicitários.
Uma das firmas que se entregou a essa “luta” foi a Companhia Cervejaria Adriática, que anunciava nos jornais com relativa freqüência.
Num desses anúncios, a Adriática mencionava: - a entrada no mercado de 15 mil dúzias de “Adriática Pilsen”, “Adriática Poschorr”, “Operária e Primor”, assim como “da muito afamada Cachorrinha”, todas “leves e límpidas no seu amarello-topázio”.

1923

- É inaugurado o novo edifício da Companhia Cervejaria Adriatica, em Ponta Grossa - PR.

1924

- A Cervejaria Bopp se une à Cervejaria Sassen e à Cervejaria Ritter e criam a Cervejaria Continental (Cervejaria Bopp, Sassen, Ritter e Cia Ltda.)

1927

- É fundada por Otto Loeffler a Cervejaria Loeffler, em Canoinhas - SC, fabricando o chope claro de baixa fermentação marca “Jahú”, marca em homenagem a travessia do Oceano Atlântico feita por João Ribeiro de Barros em pequeno hidroavião chamado Jahú que saiu da cidade paulista de Jaú em direção à Europa.

1928

- A Companhia Cervejaria Adriatica, começa a fabricar refrigerantes, e engarrafar água mineral.

1930

- A Cervejaria Rio Claro (futura Caracu) passa a pertencer à Família Scarpa.

- A Cervejaria Loeffler começa a fabricar o chope escuro marca “Nó de Pinho”.

- Falece Henrich Feldmann Senior, seu filho assume a Cervejaria Feldmann e altera seu nome para Kranapel e passa a produzir também licores.

- É instalada a Fábrica de Cerveja Camponesa, em Capinzal - SC.

- A Fábrica de Cerveja e Gelo Colúmbia, lança a cerveja preta “Mossoró”, criada em homenagem ao cavalo que ganhou o 1º Grande Prêmio.

1932

- 7 de novembro - Caetano Carmignani (cerveja preta Cavalinho) veio a falecer, com sua morte a empresa passou a pertencer aos filhos com a denominação Carlos Carmignani e Irmãos.

1933

- 9 de setembro - falece em sua residência, na Rua Osório de Almeida no. 999, o Sr. Francisco Freez, um dos fundadores da Cervejaria Poço Rico.

1934

- A Cerveja da Brahma foi engarrafada e passou a se chamar “Brahma Chopp”.
No carnaval a grande novidade foi o lançamento da cerveja em garrafa.
A Brahma Chopp passou a ser a cerveja mais consumida do país e alcançou 30 milhões de litros de cerveja produzidos.

1938

- É iniciada a construção do prédio da Cervejaria Catarinense em Joinville - SC.

1939

- É fundada, na histórica cidade de Itu - SP, a Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S/A. Que no início se limitou à produção de refrigerantes.

1940

- Os proprietários da Companhia Antarctica Paulista, Antonio e Helena Zerrener, alemães de nascença, faleceram e não deixaram herdeiros, a Companhia foi incorporada ao patrimônio da União e os diretores brasileiros compraram da União a companhia e fundaram a Cia. Brasileira de Bebidas e Conexos Antarctica, com fábricas no Bom Retiro (cerveja progresso e cerveja preta) e na Móoca (cervejas claras e conexos).

1941

- A Cervejaria Continental instala o primeiro campo experimental de cevada no Brasil em Gramado - RS.

- A Cervejaria Kranapel (Feldmann) é comprada por Claus Feldmann que também adquire a fábrica de cerveja Malta e Massarandubense.

1942

- É inaugurada a Cervejaria Catarinense, com a conclusão da construção de seu prédio em Joinville - SC, tendo Werner Metz como seu diretor-presidente.

1943

- Com extrato forte e encorpado, é lançada a “Brahma Extra”.

1945

- É constituída a Cervejaria Polar pela Companhia Antarctica Paulista de Bebidas.

- A Cervejaria Adriatica é vendida para a Companhia Antarctica Paulista de Bebidas.

1946

- A Brahma assume o controle do “maior grupo cervejeiro” do Rio Grande do Sul. Bopp, Sassen, Ritter & Cia. Ltda - Cervejaria Continental, cem anos de uma autêntica tradição, erguida e mantida por famílias imigrantes.

- A Sociedade Coletiva Mora & Cia., em Petrópolis - RJ é transformada em sociedade anônima constituindo a Fábrica de Bebidas Cascata S/A.

1953

- janeiro - É constituída a Cervejaria e Maltaria da Serra Ltda., em Getúlio Vargas - RS.

1954

- A Antarctica inaugura sua “Maltaria” no Jaguaré em São Paulo.

- A Brahma aos 50 anos já tem 6 fábricas e 1 Maltaria.

1956

- É constituída pela Antarctica a Dubar S.A. - Indústria e Comércio de Bebidas.

- É fundada, em Assis - SP, a Indústria de Bebidas Cristalina, no início dedicada somente a fabricação de refrigerantes.

1957

- A Antarctica adquire, em Campinas - SP, o prédio da antiga Fábrica de Cerveja e Gelo Colúmbia, transformando-a em depósito de sua fábrica ao lado.

- 24 de junho - A Cervejaria e Maltaria da Serra Ltda., lança a cerveja “Serramalte”.

1959

- A Família Ruschel cria a Cervejaria Polka, em Feliz - RS.

1960

- A Cervejaria Kranapel (ex-Feldmann) deixa de produzir cerveja e se dedica à produção de outras bebidas.

- A Antarctica, em 75 anos de história, a capacidade de produção de cervejas e refrigerantes cresceu cerca de 100 vezes, atingindo 3,9 milhões de hectolitros/ano.

- A Brahma inaugura sua nova filial em Agudos, interior de São Paulo, antiga Companhia Paulista de Cerveja Vienense.

1961

- O controle acionário da Cervejaria Bohemia é adquirido pela Companhia Antarctica Paulista, através dos Diários Associados, pelo jornalista Carlos Rizzini, então presidente da Cervejaria Bohemia que nessa época tinha uma produção de 10.000 dúzias de garrafas por mês.

1962

- A Brahma inaugura mais uma filial na cidade do Cabo, em Pernambuco.

1964

- A Cervejaria Continental é incorporada à Brahma, passando a ser filial Rio Grande do Sul.

- É criada na Europa a “Skol” por um grupo formado por seis cervejarias dentre elas a Sociedade Central de Cervejarias Portuguesas.

1965

- Iniciam-se os trabalhos das primeiras revendas exclusivas Brahma, constituídas em sua maioria por antigos funcionários da empresa.

1966

- Nasce a Cerpa (Cervejaria Paraense), instalada numa área de 157.633 m2, às margens da Baía do Guajará, em Belém - PA .

1967

- A Skol se associou ao Grupo S (Scarpa), dono de quatro cervejarias: - Rio Claro (Caracu), Santista, Cayru e Londrina, passa se chamar Indústrias Reunidas Skol-Caracu S/A e lança a “Skol Pilsen”.

1968

- É instalada a Companhia Alterosa de Cervejas, em Vespasiano - MG.

- A Brahma inaugura a sua Estação Experimental de Cevada no Rio Grande do Sul para testar as novas variedades de cevada cervejeira e estudar suas adaptações ao solo e clima da região.

- A Antarctica inaugura duas novas fábricas (Manaus e Minas Gerais).

1970

- A Skol passa seu controle acionário para BRASCAN, grupo de empresários brasileiros e canadenses.

1971

- A Brahma adquire a fábrica Astra S.A e conquista uma forte liderança para fabricação e distribuição de seus produtos no Norte e Nordeste do Brasil.

- A Skol lança a “primeira cerveja em lata” do Brasil em folha de flandres.

1972

- A Antactica adquire o controle acionário da Cervejaria Polar no Rio Grande do Sul, e a Cervejaria de Manaus S.A - Cerman.

- A Brahma associa-se à Fratelli Vita e introduz três marcas de bebidas sem álcool: - a Sukita, o Guaraná Fratelli e a Gasosa Limão.

- Foi nesse ano também que a Brahma Agudos lança a “Brahma Chopp e a Brahma Extra em lata” de folha de flandres.

1973

- A Companhia Antarctica Paulista fundiu-se com sua grande rival, a Companhia Cervejaria Paulista, tornando-se a Cia. Antarctica Niger.

- A Antarctica adquire a Cervejaria Pérola de Caxias do Sul - RS e a Companhia Itacolomy de Pirapora - MG.
São constituídas as filiais em Goiânia - GO, Montenegro - RS, Rio de Janeiro - RJ e Viana - ES.
Ainda, é criada a Sociedade Agrícola de Maués S.A, para processar sementes de guaraná e é formada a Fazenda Santa Helena, para pesquisa e plantio de guaranazeiros.

1975

- Construída pela Antarctica a sua filial no Rio Grande do Sul.

1976

- Construída pela Antarctica a sua filial em Teresina - PI.

1977

- A Brahma lança sua “linha de refrigerantes”.

- A Antarctica amplia a sua Maltaria em São Paulo e adquire uma área de 14,32 hectares em Paulo de Frontim - PR para pesquisa e experimentação agrícola com a cevada cervejeira.

1978

- A Brahma lança em Curitiba - PR o “primeiro Curso de Cervejeiro Prático” da América Latina.

- A “Brahma Chopp” é lançada em garrafa personalizada de vidro na cor âmbar (antes era engarrafada em vasilhames de qualquer cor).

- A Antarctica dá início a sua primeira franquia de refrigerantes e inaugura uma Filial no Rio de Janeiro - RJ.

1979

- A Antarctica inicia as suas exportações para a Europa, Estados Unidos e Ásia.

1980

- março - a Antarctica adquire o controle da Cervejaria Serramalte com suas fábricas de Getúlio Vargas e Feliz - RS.

- A Antarctica atinge 16,4 milhões de hectolitros/ano e adquire o controle da Companhia Alterosa de Cervejas, em Vespasiano - MG.
Iniciam-se as obras da fábrica associada Arosuco - Aromas, Sucos e Concentrados S.A, no Rio de Janeiro.

- É lançada a “Brahma Beer”, uma cerveja própria para exportação.

- A Brahma adquire o controle acionário das Cervejarias Reunidas Skol/Caracu S.A.

- Luiz Otávio Possas Gonçalves um dos principais acionistas do Grupo Gonçalves-Guarany proprietário, desde 1947, de duas grandes engarrafadoras de Coca-Cola no estado de Minas Gerais resolveu fabricar cerveja.
Arriscou todo o capital de que dispunha na construção de uma cervejaria (Cervejaria Kaiser), em Divinópolis - MG e em nove meses já colocava a sua primeira garrafa no mercado.

1982

- A Antarctica inaugura sua unidade de recebimento, armazenagem e beneficiamento de cevada cervejeira na cidade de Lapa - PR.

- A Brahma lança a “primeira cerveja Light” do Brasil com baixa fermentação e baixo teor alcoólico.

- 22 de abril - é lançada a Cerveja “Kaiser”.

- A Cervejaria Kaiser investe na aquisição da Cervejaria Mogiana, de Mogi-Mirim - SP, então fabricante da cerveja “Inglesinha”, esta fábrica foi comprada por Biagi quando era executivo da Companhia Ipiranga de Bebidas (engarrafadora de Coca-Cola em Ribeirão Preto), compra feita por telefone, sem conhecer.
“Era uma cervejaria tradicional, mas antiquada. A diferença foi a estratégia, pois, na época, convidamos os fabricantes de Coca-Cola da região Sudeste a serem sócios do empreendimento”.

- A Indústria de Bebidas Cristalina começa a introduzir a cerveja “Malta” (1000 litros/mês).

1983

- Início da produção dos produtos Antarctica na filial de Teresina - PI.

- É lançada, em Washington e Filadélfia, nos EUA, a cerveja “Brahma Beer”.

- final do ano - Início de produção das Cervejarias Kaiser de Mogi-Mirim - SP e Nova Iguaçu - RJ.
A Cervejaria Heineken da Holanda passa a dar assistência técnica à Kaiser.

- É fundada a Cervejaria Belco em Botucatu - SP, a empresa foi instalada onde antes funcionava a Belgiun Co. uma cooperativa de produção que reunia os remanescentes da colonização Belga na região.
A formulação do nome veio de forma natural com as sílabas iniciais da cooperativa.
A primeira unidade de produção tinha capacidade de 3.600 hectolitros/ano comercializados em barris de madeira na forma de chopp.

1984

- Firmado acordo da Brahma com a PepsiCo Internacional para fabricação, comercialização e distribuição do refrigerante “Pepsi Cola” no Rio de Janeiro, além de operar três fábricas no Rio Grande do Sul.

- fevereiro - a Brahma lança a cerveja “Malt 90”. Era uma cerveja clara, tipo “Pilsen”, de médio teor alcoólico, sabor suave e de excelente sabor.

- A Coca-cola Internacional compra 10% da Cervejaria Kaiser, entrando na sociedade.

- A Indústria de Bebidas Cristalina lança comercialmente a cerveja “Malta Chopp” (3.600 litros/mês).

1985

- O jornal alemão “Frankfurter Allgemeine Zeitung” destaca a Brahma como a empresa de “cerveja” do mundo.

- Iniciam-se as construções da fábrica da Antarctica em João Pessoa - PB.

1986

- A Brahma Beer Brazilian Pilsener é lançada no mercado de Tóquio.

- A Cerveja Kaiser já está em Goiás, região de Brasília e Mato Grosso.

1987

- É inaugurada pela Brahma uma unidade piloto para o desenvolvimento de produtos no Laboratório Central no Rio de Janeiro.
É adquirida a Fábrica de Refrigerantes Refinco.

- setembro - entra em funcionamento uma nova unidade de fabricação da Cerveja Kaiser em Jacareí - SP.

- é fundada a Cervejaria Krill, em Estância do Socorro - SP, por um grupo de empresários paulistas que compraram, na década de 80, a Indústria de Bebidas Mantovani (fernet, licores, conhaques).

1988

- Inaugurada a fábrica Cebrasp - Companhia Cervejaria Brahma em Jacareí, São Paulo.

- Inaugurada a Fábrica de Cervejas Antarctica, no Rio de Janeiro com capacidade de produção de 3,5 milhões de hectolitros/ano.
Inicia-se a produção na fábrica Antarctica de João Pessoa - PB.

- Fevereiro - Lançada pela Amazon Inc., no mercado americano, a cerveja preta “Xingu”, fabricada pela Cervejaria Independente, em Toledo - PR.

1989

- São constituídas mais 4 unidades fabris na Antarctica: - Filial Jaguariúna - SP, Filial Canoas - RS, Filial Cuiabá - MT e Filial Rio Grande do Norte.

- A Skol lança a “primeira cerveja em lata de alumínio”.

- maio - A Schincariol passa a produzir a sua “primeira cerveja”, tipo “pilsen”.

1990

- O Grupo Brahma, incluindo a Skol, passa seu controle acionário para o Grupo GARANTIA.

A Brahma lança o “Projeto Brahma para Reciclagem” que foi pioneiro na abordagem da reciclagem frente à comunidade.

- A Indústria de bebidas Cristalina lança a nova “Malta”.

- A Skol lança a “Skol Fest”, cerveja em lata de 5 litros.

- A Antarctica lança a cerveja “Bavária Premium”.

1991

- Inauguração das fábricas da Antarctica do Rio Grande do Norte e Canoas - RS. É adquirida também, uma nova área de 40,2 hectares em Lapa - PR para incremento dos trabalhos de pesquisa com cevada cervejeira nacional.

- A Antarctica lança a “primeira cerveja sem álcool” do Brasil, a “Kronenbier”.

1992

- A Brahma Chopp é exportada para a Argentina.

1993

- É inaugurada a filial Jaguariúna da Antarctica e constituída uma nova filial no Ceará.

- A Skol lança a “Skol Pilsen” em embalagem descartável de vidro de 350 ml com tampa de rosca chamada de “long neck” e em “lata de alumínio com 500 ml” (o latão).

- A Skol desativa a fábrica de Rio Claro - SP, transferindo-se para a fábrica de Agudos - SP.

- É criada a Cervejaria Petrópolis S/A, em Petrópolis - RJ, por um grupo de empresários que se associaram e compraram algumas máquinas, equipamentos e um terreno às margens da Rodovia Br 040 - Km 51.

1994

- A fábrica Antarctica do Rio Grande do Norte é inaugurada.

- A Brahma inaugura uma filial em Lages - SC e a fábrica em Luján na Argentina e adquire a Companhia Anônima Cervecera Nacional na Venezuela.

- Mudança da Administração Central da Brahma do Rio de Janeiro para São Paulo.

- abril - A Skol lança sua cerveja “Bock”.

- 29 de julho - a Cervejaria Petrópolis realiza a festa de lançamento da cerveja “Itaipava” no Shopping Vilarejo contando com muitas pessoas da sociedade Petropolitana.

- 1 de agosto - saída do primeiro caminhão de entrega da cerveja “Itaipava” para os distribuidores previamente cadastrados.

- novembro - a Skol lança a “Skol Ice” em lata e long neck, uma cerveja refrescante produzida com o processo “ice process”, inventado pela Cervejaria Labatt, no Canadá, em 1993, onde parte da água da cerveja é retirada por congelamento.

- A Antarctica lança sua cerveja “Bock”. E também lança novas embalagens: - long neck e six pack para suas cervejas.

- É lançada a cerveja “Krill”, pela Cervejaria Krill, de Estância do Socorro - SP.

1995

- A Fornel e Cia. de Capivari - SP, a 40 anos no mercado de bebidas (bebidas Boite Show) lança a cerveja, o chopp e os refrigerantes da marca “Lecker”.

- Os produtos Antarctica passam a ser fabricados em mais duas novas fábricas: em São Luis - MA e em Cuiabá - MT.

- Na Antarctica ocorrem vários lançamentos: - a Cerveja Polar; a Cerveja Polar Pilsen, a Cerveja Antarctica Pilsen Extra em long neck; a Cerveja Antarctica Pilsen em long neck com rótulo metalizado, a Cerveja Kronenbier em embalagem long neck.

- A Miller Brewing Company faz uma “joint venture” com a Brahma para distribuir a “Miller Genuine Draft”.

- A Brahma lança sua cerveja “Bock”.

- A Kaiser inicia a operação de sua unidade de Araraquara - SP.

1996

- É inaugurada pela Brahma a “maior e mais moderna fábrica” da América Latina no Rio de Janeiro, com capacidade anual de 12 milhões de hectolitros. São iniciadas as construções de mais duas unidades: uma em Viamão - RS e outra em Aracaju - SE.

A Fratelli Vita (Brahma) adquire a Marca Marathon e passa a produzir e distribuir um novo isotônico no mercado.

- A Brahma lança a cerveja “Miller Genuine Draft”.

- É lançada a Cerveja Malzbier da Brahma em embalagem long neck.

- A partir de uma proposta de parceria entre a Antarctica e a Anheuser-Busch é constituída a Budweiser Brasil Ltda.

- A Skol fecha um contrato de licenciamento de marca com a cervejaria dinamarquesa Carlsberg.

- A Skol lança a super long neck de 355 ml de padrão internacional, para as cervejas pilsen e Caracu.

- A Kaiser inicia a operação de sua unidade de Ponta Grossa - PR.

- A Indústria de Bebidas Cristalina altera a sua razão social para Cervejaria Malta Ltda., e começa o envase da erveja “Malta” em latas.

- A Cervejaria Krill adquire uma linha de produção mais moderna, munida de centrais computadorizadas, dando início ao grande projeto da cerveja “Krill”.

- A surge a Cervejaria Kilsen

- 4 de outubro – surge a Cervejaria Borck

- A Cerpa lança a “Draft Beer”, que não passa pelo processo tradicional de pasteurização e sim, por um grande sistema de filtros de celulose.

1997

- É constituída a Subsidiária Integral Antarctica U.S.A Inc., sediada em Miami, para possibilitar a distribuição do “Guaraná Antarctica” nos Estados Unidos.

- A Antarctica lança a cerveja “Bavária Pilsen” em embalagens descartáveis de vidro de 600 ml.

- A Antarctica e Anheuser-Busch lançam no país a cerveja “Budweiser” em garrafa de 600 ml.

- A Antarctica fecha a fábrica de Feliz - RS.

- A Brahma adquire a concessão para fabricar, comercializar e distribuir a marca Lipton Ice Tea no mercado de bebidas não alcoólicas.

- A filial Brahma em Sergipe é inaugurada.

- A Skol passa a distribuir a “Carlsberg Beer” no Brasil e lança a latinha de boca larga.

- setembro - o Grupo CINTRA, com atuação em diferentes áreas como: - petróleo, imobiliária, energia eólica e água mineral compra da Cervejaria Kaiser a fábrica de Mogi-Mirim - SP.

1998

- A Brahma Chopp passou a ser exportada para a Europa, iniciando seu ingresso no mercado estrangeiro pela França.

- A Brahma inaugura a unidade fabril de Viamão - RS.

- A “Bavária Pilsen” é lançada em garrafa 600 ml descartável e também a “primeira cerveja com rótulo pirogravado”: - a long neck ACL (Applied Color Label).

- junho - surge a fábrica da Kaiser em Gravataí - RS.

- julho - a Cervejaria Petrópolis cria um novo rótulo e moderniza a logomarca da cerveja “Itaipava”.

- agosto - a Cervejaria Petrópolis é vendida a um novo grupo de investidores que investe na aquisição de novas máquinas e equipamentos e na expansão da fábrica.

- A Skol relança a cerveja “Caracu” em lata.

- outubro - A Cervejaria Independente, de Toledo - PR, lança a cerveja pilsen “Palma Louca Pale Pils”.

1999

- A Antarctica lança a lata “Festa” para a “Antarctica Pilsen” com 237 ml.

- A Brahma Chopp, em comemoração à chegada do novo milênio, lança embalagem comemorativa que lembra as garrafas de “Champagne”.

- A Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma comunicam a criação da Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), resultante da fusão de ambas.

- setembro - a Companhia Cervejeira Schattemann de Montenegro - RS, passa a produzir a cerveja “Helles”.

- dezembro - lançada a cerveja “D'Ávila Beer” no interior da Bahia (Feira de Santana, Itabuna e Ilhéus), o novo produto representa a entrada da Dias D'Ávila, tradicional fabricante de água mineral - fundada em 1950 - do grupo paraibano Serigi, no mercado de cervejas.

2000

- fevereiro - A Cervejaria Belco NE inicia suas atividades na cidade do Cabo - PE.

- março - após 9 meses de uma longa trajetória, é noticiado o que todos aguardavam:
AMBEV nasce como a 5ª maior empresa de bebidas do Mundo”.
Mas permanecem as duas marcas no mercado (Brahma e Antarctica), associando, também, as cervejas Skol, Bohemia, Kronenbier, Caracu, Carlsberg, Miller, Polar e Serramalte.

A Bavária é vendida para a canadense Molson Inc. a mais antiga cervejaria da América do Norte e a maior do Canadá.

- Antarctica muda toda sua programação visual, nova cor, novo rótulo e nova campanha de comunicação cujo Slogan era: - “Mudou ou não mudou?”.

- São lançadas as “embalagens termossensíveis” da Brahma, que indicam se a cerveja está gelada no ponto certo para o consumo.

- A AMBEV adquire a Salus (em parceria com a Danone) e a Cimpay, no Uruguai.

2001

- janeiro - A Cervejaria Colônia de Toledo - PR lança a cerveja premium brasileira “Sambadoro”, que somente é vendida no exterior.

- 16 de fevereiro - é lançada a cerveja “Guitt's” pela Refrigerantes Convenção, a capacidade instalada da cervejaria é suficiente para produzir 300 mil hectolitros anuais.

- março - a Krones, maior fornecedora de máquinas para o segmento de bebidas do mundo, consolida uma parceria com a Casa di Conti, fabricante do tradicional vermute “Contini”, formando a Cervejaria Conti e ainda neste ano é iniciada a produção da cerveja “Conti” com uma capacidade de 300 mil hectolitros/ano.

- Foi oficializada durante a EXPOAGAS - Convenção Gaúcha dos Supermercados que a Montecarlo Indústria de Bebidas, de Flores da Cunha - RS, irá atuar no segmento de cervejas com a marca “Bonanza”.

- 11 de julho - a Antarctica passa a explorar um novo ícone de comunicação: - Sorriso. Desde então passa a assinar: - “Com Antarctica é mais gostoso”.

- A Kaiser anunciou uma nova marca de cerveja pilsen, batizada de “Santa Cerva”, para entrar em um segmento que movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano.

- A AMBEV adquire os ativos de uma cervejaria no Paraguai e inicia a produção de cerveja naquele país, faz o lançamento do “Guaraná Antarctica” em Portugal e Porto Rico.

2002

- 18 de março - a canadense Molson Inc. compra a Kaiser, por US$ 765 milhões. A operação envolveu a aquisição das Cervejarias Kaiser Brasil S.A, Cervejarias Kaiser Pacatuba S.A., Cervejarias Kaiser Nordeste S.A., Cervejarias Kaiser Goiás S.A., com a transferência de 100% das ações da Bavária Ltda., ficando somente a denominação Cervejarias Kaiser Brasil S.A.

- maio - É inaugurada a Cervejaria Sudbrack, produzindo as cervejas Eisenbahn, Dunkel, Pale Ale e Weizenbier.

- agosto - O grupo Tucabairros Bebidas, de Guarapuava - PR, lança a cerveja Spam.
- A AMBEV anuncia a aliança com a Quilmes, por meio da associação chega ao Chile e a Bolívia, faz parceria com a CabCorp, engarrafadora Pepsi na América Central. Começa a construção da Cervejaria Rio na Guatemala, relança o Guaraná Antarctica na Espanha e no Japão, durante a Copa do Mundo.

2003

- fevereiro - a Cervejaria Teresópolis, uma divisão industrial da tradicional Bebidas Comary, líder de mercado em compostos alcoólicos lança a cerveja Lokal Bier, após investir cerca de 40 milhões de dólares. O resultado de um trabalho que começou na aquisição de uma área de 160 mil metros quadrados na zona rural de Teresópolis - RJ e fez nascer um parque industrial de última geração, pode ser sentido ao se ver cerca de 40 mil garrafas serem enchidas por hora e mais de 1,5 milhão de litros de cerveja sendo preparados a cada 14 dias nos tanques de aço inoxidável. Inicialmente a cervejaria produzirá 120 milhões de litros de cerveja por ano, com previsão de chegar aos 360 milhões em dois anos, o que representa consideráveis 6% da fatia de mercado da região sudeste. Sem o formato de uma indústria clássica, a Lokal Bier ocupa as margens da BR 116, na localidade de Serra do Capim (2º Distrito de Teresópolis - RJ), a Lokal Bier já entra na disputa pela preferência dos consumidores com toda a linha de produtos, Long Neck (355 ml), lata (350 ml) e garrafa (600 ml), oferecidos por 130 mil pontos de venda em cinco Estados.

- 2 julho - A Frevo Brasil Indústria de Bebidas, de Recife - PE, antecipou o lançamento de sua cerveja pilsen. O produto era esperado pelos concorrentes para janeiro de 2004. A empresa investiu 20 milhões de reais para implantar a cervejaria, que funciona dentro da fábrica da Frevo em Recife.

O lançamento coincide com o aniversário de seis anos da Frevo, completados nesta terça-feira. A cerveja pernambucana será comercializada no Nordeste em garrafas retornáveis de 600 ml, long-neck e latas. As máquinas entram em funcionamento na semana que vem, e a expectativa de produção é de cinco milhões de litros de cerveja por mês. A empresa quer abocanhar 10% do mercado nordestino no primeiro ano do lançamento.
- A AMBEV inaugura a Cervejaria Rio na Guatemala, adquire os ativos da Embotelladora Rivera no Peru, adquire o controle da Cerveceria SurAmericana no Equador.

2004

- 12 de fevereiro - a AMBEV fecha parceria com a Embodom, da República Dominicana

- 23 de abril - é fundada a cervejaria Bierbaum, pelos sócios: os irmãos Karl, Rose Marie, Markus e Ricardo Bierbaum e Josef Suppan, na Rua Dr. Gaspar Coutinho 441, em Treze Tílias - SC, com capacidade de produção de 20 mil litros, produzindo cervejas nos tipos: pilsen, stout, bock e pale ale, sob a marca Edelbier.

- maio - é fundada a cervejaria Falken Bier, após 15 anos produzindo cerveja caseira para consumo próprio, pelos irmãos Marco Antonio, Juliana e Ronaldo Falcone que passam a produzir comercialmente a cerveja Falke em Ribeirão das Neves - MG.

- INBEV

- agosto - a Cervejaria Sul Brasileira lança a Cerveja Colônia Negra, uma cerveja escura, de baixa fermentação, do tipo stout (cerveja forte).

- agosto - Com a conclusão da montagem da fábrica da União das Devassas Cervejaria Ltda., na Rua Santo Cristo 70 e 74, na zona portuária do Rio de janeiro - RJ, é iniciada a fabricação das Cervejas Devassa, produzindo as cervejas Devassa Loira (pilsen), Devassa Ruiva (pale ale) e Devassa Negra (dark lager), antes fabricada pela Brewtech.

- 12 de setembro - Após um ano e meio de desenvolvimento, é lançada a Cerveja Coruja, dos sócios Micael e Jesael Eckert, Carlos Lança, Rafael Rodrigues e do mestre-cervejeiro Michel Yepes. Esta cerveja é produzida na Cervejaria Maspe (cerveja gool), em Teutônia - RS, produzindo a Coruja cerveja viva com 4,5% de alcool. A cerveja Coruja não é pasteurizada, por isso é chamada de "cerveja viva", é apresentada em garrafa de 1 litro parecida com um frasco de remédio antigo, não tem rótulo adesivado, o logo é impresso diretamente no vidro.

- 15 de setembro - É lançada no mercado do estado do Rio de Janeiro a cerveja Buena, pela fábrica de refrigerantes Pakera, fabricante do guaraná Tobi e do refrigerante Grapete. "Fica na Buena" é o conceito que foi desenvolvido para lançar o produto.

- 28 de setembro - a AmBev coloca no mercado a cerveja Serrana, com uma receita inédita elaborada a partir de várias fórmulas, datadas do início do século XX, encontradas na fábrica da cervejaria Antarctica durante a catalogação do Projeto Memória Viva da empresa. É o primeiro produto desenvolvido a partir destes documentos históricos. "O lançamento de Serrana está baseado em uma forte tendência nostálgica dos consumidores que busca resgatar valores e sabores de épocas em que as boas coisas da vida eram feitas devagar e à mão. É a procura por tempos mais calmos".

 - 05 de outubro - é iniciada a produção da Microcervejaria Stadt Bier, em Brasília - DF, produzindo a Stadt (cerveja pilsen não filtrada), Kristal (cerveja pilsen filtrada) e Schwarz (cerveja escura), em barris de 10, 15, 20, 30 e 50 litros.

- 20 de outubro - a Cervejaria Sul Brasileira (cerveja Colônia), lança a cerveja Donna's Beer, em Curitiba - PR, cerveja dedicada ao público feminino, com aroma e sabor delicados, suaves e refrescantes, com uma sensação levemente frutada no paladar final, As garrafas são envolvidas por um rótulo sleeve (sistema de rotulagem plástica impresso por rotogravura) importado da França. O rótulo é em tons de prata e vermelho, com detalhes em flores que se destacam na exposição à luz negra.

- 27 de outubro - A Kaiser fecha sua unidade no município de Queimados - RJ, a ação faz parte de um projeto da empresa para reduzir a ociosidade do parque fabril da companhia. O índice ideal de ocupação anual de uma cervejaria no Brasil é de 50% a 70% e a unidade fluminense estava com uma ocupação de apenas 30% ao ano. Parte dos funcionários da unidade desativada será transferida para outras unidades da Kaiser. A fábrica de Jacareí, que fica a pouco mais de 300 quilômetros de Queimados, passará a cobrir duas áreas. Para isso, receberá investimentos de R$ 10 milhões, utilizados para adaptações em sua planta e instalação de equipamentos.

- 08 de dezembro - a Cervejaria Sul Brasileira (cerveja Colônia), começa a distribuir a cerveja Donna's Beer em todos os mercados em que a empresa atua. O principal diferencial do produto, que teve como mercado teste Curitiba, é a suavidade.

- dezembro - Começa a produção da cervejaria Donau Bier, localizada na Colônia Cachoeira, no Distrito de Entre Rios, Guarapuava - PR, pelos descendentes de imigrantes Iugoslavos, Johann Reinerth e seu filho Harry Reinerth que se especializou na fabricação. Com equipamentos e tecnologia moderna, fez um alto investimento para a fabricação do melhor chopp da região segundo os consumidores.

- A AMBEV lança a Bohemia Royal Ale.

- A AMBEV lança a Brahma Liber.

- A AMBEV lança a Skol Big-neck, garrafa de 500ml com tampa de rosca.

- A Primo Schincariol lança a Cerveja NS2, a primeira cerveja aromatizada do Brasil com sabor tequila e limão.

- A firma Coelho & Arantes Ltda., de Águas de Lindóia – SP, que desde 2000 testava e aprimorava sua cerveja, altera sua razão social para Bruge Cervejaria Ltda., passando a produzir comercialmente a Bruge Stout, cerveja de puro malte, não filtrada, envasada em garrafas de 500 ml.

2005

08 de janeiro - a Cervejaria Teresópolis lança a Lokal Dunkel, é o nome do novo produto da planejado para chegar ao mercado mês que vem. Trata-se de uma cerveja escura (este é o significado da palavra dunkel em alemão). Inicialmente, a produção atenderá aos mercados de Rio, Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

- 25 de Fevereiro - A Schincariol inaugura sua nova unidade em Igrejinha - RS, um investimento que totaliza R$ 170 milhões. A planta vai produzir 150 milhões de litros de cerveja e 50 milhões de litros de refrigerante e água mineral por ano, com geração de 300 empregos diretos e 2,4 mil indiretos. Esta é a sétima unidade do grupo.

- março - É fundada a Cervejaria Heimat, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca 1498, bairro Tapajós, em Indaial - SC, região do Médio Vale de Santa Catarina, conhecida como Vale Europeu, devido a alta concentração de imigrantes alemães. Os proprietários são Georg Sigmar Nuber e sua irmã Elisabeth Nuber, descentes de alemães de Lindau, cidade ilha no lago Bodensee, região de Schwaben, na Alemanha. Georg resgatou a receita de seus familiares que já faziam cerveja nos porões das casas medievais, a 700 anos atrás como de costume na região e resolveu fabricar a cerveja aqui, a Heimat, que quer dizer "terra natal" em alemão. A Heimat inciou com capacidade para 6 mil litros e hoje ampliou as instalações, aumentando a produção para 9 mil litros por mês e produzindo cerveja pilsen clara e escura em barris de 50, 30, 20, 15 e 10 litros.

- março - O Grupo Allston Brew, de Jataizinho – PR, passa a produzir a cerveja Guaratuba Chopp.

- 02 de março - a AmBev reinaugura uma fábrica de malte na cidade uruguaia de Paysandú. A empresa investiu US$ 5 milhões na ampliação e modernização da fábrica, que terá sua capacidade de processamento de malte ampliada de 95 mil toneladas por ano para 130 mil toneladas por ano - volume que será praticamente todo exportado para o Brasil.

- 10 de março - a Cervejaria Sul Brasileira/Cerveja Colonia altera seu nome para INAB - Indústria Nacional de Bebidas.

- 03 de maio - A Cervejaria Devassa lança a versão escura de sua cerveja, a Devassa Negra (dark lager).

- Julho - A Kaiser lança versão em lata de sua cerveja Bavaria Premium, uma das mais antigas do Brasil datando de 1877.

- 9 de agosto - Os irmãos Halim e Munir Khalil, fabricantes do Chopp Backer, originalmente o chope oficial da Churrascaria Porcão de Belo Horizonte - MG, atualmente com uma fábrica no bairro Olhos DÁgua e 50 pontos de distribuição no Estado, lançam a Cerveja Backer em garrafa.

- 10 de agosto - É inaugurada a Cervejaria Premium, fábrica de cerveja do Grupo Aralco, em Frutal - MG. Com investimentos de R$ 76 milhões, o projeto implantado em tres etapa, tem capacidade de produzir 35 milhões de litros por ano. A cerveja chega ao mercado com a marca Fass, que significa barril em alemão.

- 4 de novembro - é inaugurada a Cervejaria Riopretana, dos sócios Sergio Reino Francisco, Ruth Elisa Mariano e Volmir Gava, na Vicinal João Parise 1200, em São José do Rio Preto - SP, a principio, produzindo três tipos diferentes da bebida: a pilsen, cerveja clara, de fórmula alemã e de baixo teor alcoólico; a amber, avermelhada de origem belga e a porter, cerveja escura de origens inglesas, ambas com alto teor alcoólico, sob a supervisão do cervejeiro Reynaldo Fogagnolli Jr.

- dezembro - A Cervejaria Premium, do Grupo Aralco, lança a cerveja Fass em lata.
- 5 de dezembro - A Cerveja Frevo é relançada com nova fórmula.

- 16 de dezembro - O Grupo Imperial, de Trindade - GO, fabricante de refrigerantes, após dois anos de de pesquisa e aprimoramento e um investimento de R$10 milhões em equipamentos e infraestrutura, lança uma pilsen escura, a Cerveja Mulata, a primeira cerveja goiana.

- A Primo Schincariol inaugura fábrica em Benevides - PR.

- É fundada a microcervejaria Brüder Bier, na cidade de Lauro de Freitas - BA.

2006

- janeiro - A Kaiser lança a Santa Cerva malzbier.

- 17 de janeiro - a empresa mexicana Femsa assumiu o controle da marca de cerveja, Kaiser, pertencente a Molson Coors. A Femsa pagou US$ 68 milhões por 68% do capital da Kaiser, mais dívidas de cerca de US$ 60 milhões. Outros 15% da empresa continuaram com a Molson e 17% pertencem a holandesa Heineken.
- 25 de janeiro - a Kaiser aproveita o aniversário de 452 anos de São Paulo para lançar na cidade uma nova cerveja de primeira linha, a Kaiser Gold, já existente desde 1995 na região sul. Do tipo pilsen, a bebida, que tem cor dourada e aroma e sabor mais fortes, em embalagens long neck e em garrafas de 600 ml.

- 30 de março - É inaugurada a Martignoni Bier Cervejaria, por Gilberto Martignoni, na rua Pio XII, 2809 esquina com rua Pernambuco em Cascavel - PR.

- 20 de abril - a Ambev anuncia a desativação da fábrica de cervejas de Estrela.

- 21 de maio - a Cervejaria Cintra investe R$2 milhões e lança a Cerveja Mulata, uma mistura de cerveja clara com escura.

- 08 de junho - é inaugurada a Cervejaria Schornstein, em Pomerode - SC, pelos sócios: Gilmar Sprung, Luiz Fernando Selke, Klaus Roeder, Mauricio Zipf, Marcio Kreusfeld e David Roeder que investiram R$500.000,00, com previsão inicial de produção de 6.000 litros por mês e produzindo as cervejas Trink Bier (pilsen cristal, fest e tradicional) e Schorn Bier (bock)

- 18 de julho - A Cervejaria Teresópolis lança a cerveja Therezópolis Gold com receita da cerveja Therezópolis produzida pela antiga cervejaria Claussen & Irmãos que funcionou de 1912 a 1918.

 - Julho - a Indústria de Bebidas Igarassu ltda. (IBI), pertencente ao grupo sergipano Albano Franco, localizada na BR-101 Norte, quilômetro 37, em Igarassu, região metropolitana do Recife - PE, inicia as operações de sua primeira fábrica de cervejas. A unidade foi implantada numa área total de 16 hectares, com 9 mil metros quadrados de área construída. A previsão é que a fábrica gere 170 empregos diretos, mais 300 outros indiretos. A área onde está implantada a indústria cervejeira pertencia à Usina São José e foi adquirida pelo Grupo Albano Franco em maio de 2005. A planta industrial, que representa investimentos de R$ 140 milhões (R$ 70 milhões nesta primeira fase), possui uma capacidade instalada para fabricar 420 mil hectolitros da bebida por ano. A escolha da área pelo empreendedor recebeu forte influência de qualidade e do potencial de vazão do aqüífero Beberibe, de onde será captado o insumo para a produção da IBI. Além disso, o terreno também tem uma localização considerada estratégica, às margens da BR-101, para a distribuição dos produtos da empresa na região.

- 02 de outubro - a Indústria de Bebidas Igarassu (IBI), pertencente ao grupo sergipano Albano Franco, localizada na BR-101 Norte, quilômetro 37, em Igarassu, região metropolitana do Recife - PE, lança a Nobel, sua primeira cerveja, em garrafa e lata.

- 10 de outubro – É fundada a Acerva Carioca - Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas, associação que visa incentivar o desenvolvimento da cultura da cerveja artesanal, no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, promovendo encontros, palestras, cursos, concursos e degustações das mais variadas cervejas, em grande parte produzidas pelos próprios associados.

- Outubro - É criada a AICCA - Associação de Incentivo à Cultura de Cervejas Artesanais e Especiais com o intuito de incentivar a cultura de apreciação de cervejas artesanais e especiais, apoiando e divulgando os produtores, revendedores, eventos e meios de comunicação que tenham este fim em comum, com o objetivo de beneficiar todos aqueles que se interessam pela degustação e consumo de cervejas diferenciadas.

- 12 de dezembro - Em Florianópolis - SC, é registrado o estatuto da a AICCA - Associação de Incentivo à Cultura de Cervejas Artesanais e Especiais.

- 16 de dezembro - É inaugurada a Cervejaria Das Bier, na rua bonifácio Haendchen, 5311, no bairro Belchior Alto, em Gaspar - SC, com capacidade de produção de 12.000 litros, produzindo cerveja pilsen e a Braunes Ale, uma amber de cor avermelhada bem escura.

– A Bruge Cervejaria Ltda, de Águas de Lindóia – SP, lança a cerveja Bruge Ale.
- A Cervejaria Petrópolis lança a cerveja Crystal sem álcool e as cervejas Itaipava e Crystal pilsen em latas de 473 ml.

- A Cervejaria Teresópolis relança a cerveja Black Princess produzida pela antiga cervejaria Princeza que funcionou de 1882 a 2000.

2007

- janeiro - O Grupo Imperial passa a adotar o nome de Cervejaria Imperial e foca sua produção no segmento de cervejas. Na linha de bebidas fermentadas alcoólicas, a empresa produz as cervejas Mulata e Imperial, o chope Imperial e se prepara para o lançamento da versão long neck da Imperial Beer.

- janeiro - É iniciada a comercialização das cervejas produzidas pela Dana Bier, de propriedade de João Gonçales, o nome Dana surgiu da junção de partes dos nomes de seus dois filhos, Daniel e Ana Teresa, localizada em Aldeia da Serra, Barueri - SP. Tendo começado como hobbie, no dia 27 de maio foi feita primeira cerveja e com o conhecimento, a segurança e indo fundo na criação de receitas suas, no final de 2006 veio a decisão de transformar este hobbie em algo mais sério. Atualmente produzindo cinco tipos de cervejas: Mônica ale, Dani Weiss, Teresa Dunkel, Vivian Strong Ale e Cecília Lager.

- 17 de janeiro - A cervejaria Baden Baden, de Campos do Jordão, famosa por fabricar cerveja de forma artesanal, é vendida para a Schincariol, segundo maior grupo cervejeiro do País.

- 28 de março - A Ambev anunciou a compra das fábricas de Piraí - RJ e Mogi Mirim - SP, do grupo Cintra, por US$ 150 milhões. Na operação, a AmBev comprou a totalidade dos ativos da sociedade Goldensand Comércio e Serviços, controladora da Cintra. As unidades têm capacidade, juntas, de produzir 420 milhões de litros de cerveja e 280 milhões de litros de refrigerantes. Inicialmente, a Ambev não incorpora a marca Cintra e os ativos de distribuição. O grupo Cintra pode vender a marca até o dia 28 de outubro. Caso isto não ocorra, a Ambev pagará mais US$ 10 milhões para deter a marca.

- 4 de abril - A Refrigerantes Convenção/Cervejaria Guitt's lança as cervejas Guitt's Pilsen e Malzbier em garrafas long neck.

- 14 de abril - É inaugurada a Cerveja Concórdia Ltda - Fall Bier, na rua Vitor Sopelsa 2000, no Parque de Exposições, em Concórdia - SC, com investimento de cerca de um milhão de reais e capacidade instalada de 15 mil litros, produz 5 tipos de chopp: pilsen maturado e filtrado, bock, trigo e porter.

- maio - É inaugurada a Cervejaria Whitehead Ltda, em Eldorado do Sul - RS, pelos sócios: Alexandre Carminati, João Carlos Kerber e José Otávio Kerber, com uma produção atualmente limitada de 3 mil litros por mês. São fabricados quatro tipos de cerveja: Pale Ale (clara), Porter (escura), Irish Ale (avermelhada) e Witbier (trigo), em barris de 10, 20, 30 e 50 litros.

- 24 de maio - A Cervejaria Petrópolis (Itaipava e Cristal) incorpora a Cervejaria Teresópolis, fabricante das cervejas Lokal, Black Princess e Therezópolis.

- 31 de maio - A Schincariol anuncia a aquisição da Indústria de Bebidas de Igarassu (IBI), em Pernambuco, detentora da marca Nobel.

- 19 de junho - A Eisenbahn vende 49% das ações da cervejaria para o grupo dono da empresa têxtil Malwee - Dobrevê Empreendimentos e Participações, de Jaraguá do Sul - SC, o negócio faz parte de uma estratégia de expansão que prevê o aumento da produção sem perda das características da cerveja produzida em Blumenau - SC.

- 20 de junho - A AmBev começa a produzir cerveja na fábrica de Piraí - RJ, adquirida da Cintra no final de março. A produção começou com a marca Brahma, e será estendida para a Antarctica na próximo dia 25, ambas na embalagem de garrafa 600 ml. A produção da cerveja em lata terá início no mês que vem. A meta inicial é produzir 12 mil hectolitros destas marcas por mês na unidade, que abastecerá os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

- 25 de junho - O Grupo Femsa e a Heineken anunciaram que a parceria comercial no Brasil será estendida por mais 10 anos. Dessa forma, a Femsa Cerveja Brasil continuará a produzir, distribuir e vender, com exclusividade, a marca em nosso País até 2017.

- 25 de julho - A Bruge Cervejaria Ltda, de Águas de Lindóia – SP, lança a cerveja Bruge Bitter Ale.

 - 06 de agosto - O Grupo Schincariol, compra por 30 milhões de Reais 70% da União das Devassas Cervejaria - UDC (Cerveja Devassa). A empresa assume as marcas da UDC, a unidade de produção e a estrutura de distribuição. Os proprietários atuais da UDC, Marcelo do Rio e Cello Macedo, continuam como sócios e como gestores das franquias, que englobam três estabelecimentos próprios e 10 franqueados. A Devassa vai utilizar as 12 fábricas da Schincariol espalhadas pelo país para produzir o chope e a cerveja da marca. Como a produção é toda artesanal e as bebidas não são pasteurizadas, elas precisam ser fabricadas o mais próximo possível do local onde serão consumidas.

- agosto - A Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto coloca no mercado, as suas três primeiras marcas de cerveja. As bebidas terão em suas produções as misturas de rapadura, mel e farinha de mandioca. A empresa investiu cerca de R$ 200 mil (com a importação de equipamentos, confecção de rótulos, testes e garrafas). A Pilsen, que tem a farinha de mandioca entre os seus ingredientes e 4,5% de teor alcoólico, tem o nome comercial de "Cauim" - o rótulo tem uma folha de mandioca. A Weissbier, ou de trigo (a Colorado foi a primeira a fabricar chopp com esse produto no país), tem o incremento de mel e 5,5% de teor alcoólico, se chama "Appia" - o rótulo mostra uma abelha. E a India Pale Ale, que tem a mistura de rapadura e 7% de teor alcoólico, tem o nome de "Indica" - o rótulo tem a imagem do templo indiano Taj Mahal.

- 29 de setembro - É anunciada oficialmente a criação da Acerva Paulista - Associação dos Cervejeiros Artesanais Paulistas, associação que visa incentivar o desenvolvimento da cultura da cerveja artesanal, em São Paulo e em todo o Brasil, promovendo encontros, palestras, cursos, concursos e degustações das mais variadas cervejas, em grande parte produzidas pelos próprios associados.

 - 7 de novembro - A AmBev divulgou que assumirá e distribuirá a marca Cintra, uma vez que o prazo de seis meses, dado a José de Souza Cintra para encontrar um comprador para a marca, expirou. Seguindo o estabelecido no contrato, a AmBev desembolsou US$ 10 milhões para assumir a marca.

- 17 de novembro – É lançada a Cerveja do Gordo, um chopp do tipo Pilsen, produzido em uma recente fábrica instalada dentro da própria Cervejaria (antes não era produzido chopp, apesar do título de cervejaria, comercializava de outras marcas), após um ano de preparativos e desenvolvimento, com equipamentos adquiridos da MecBier e contando com o Mestre-Cervejeiro Celso Ehtnig, cervejeiro experiente formado na Alemanha e 35 anos de trabalho. Na realidade a Cervejaria do Gordo Dance Bar que foi inaugurada em agosto de 1997 pelos sócios Cássio Fonseca e André Nunes (o gordo) é uma casa de shows localizada na Via Dutra, km 57, Lorena – SP que resolveu fabricar sua própria cerveja.

2008

- 08 de maio - O grupo Schincariol anuncia a compra da Eisenbahn, de Blumenau - SC, sem divulgar o valor oficial, entre R$ 80 e R$ 100 milhões, a operação inclui a marca, um centro de distribuição em São Paulo, a fábrica e um bar temático em Blumenau - SC.

- 17 de maio - É fundada a Acerva Catarinense - Associação dos Cervejeiros Artesanais Catarinenses, em reunião realizada nas dependências da Cervejaria da Ilha (Fábrica do Chopp Ilhéu e Moçambique), no Rio Vermelho, em Florianópolis. A reunião contou com a presença de 20 pessoas, entre cervejeiros caseiros, cervejeiros profissionais e pessoas ligadas ao meio cervejeiro. Na ocasião foi aprovado o estatuto da ACerva e escolhida a diretoria

- 30 de julho - Nasce oficialmente a Associação das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), com o registro do estatuto em cartório. Entre as finalidades da Acasc, está a integração das empresas, o fortalecimento da representatividade, o aprimoramento da produção e a organização de eventos culturais sobre o tema. Seis cervejarias já confirmaram adesão: Wunderbier, Das Bier, Zehn Bier, Heimat, Borck e Opa Bier.

A s grandes Cervejeiras

Brahma.

Um imigrante suíço, Joseph Villiger, acostumado ao sabor das cervejas européias, resolveu abrir seu próprio negócio começando a fazer cerveja em casa.
Saboreada primeiramente entre amigos, sua cerveja acabou agradando a vários paladares.

Em 1888, a cerveja de Joseph Villiger era tão famosa que este inaugurou a Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia, na Rua Visconde de Sapucahi, 12, São Paulo.

- No início, a manufatura foi inaugurada com uma composição diária de 12.000 litros de cerveja e 32 funcionários.

- A palavra “Brahma” significa um deus da Índia cultuado, principalmente, junto ao lago de Pushkar, em cujas águas, quem se banha tem todos os pecados perdoados, por piores que sejam.

Em 06 de setembro de 1888, a Junta Comercial da Capital do Império concede à Villiger & Cia. o registro da marca Brahma.

Nota:
Neste documento, uma mulher envolta por ramos floridos de lúpulo e cevada simbolizava a principal imagem do primeiro rótulo da Brahma.

Em 1894, uma nova sociedade deu prosseguimento à precursora iniciativa de Joseph Villiger. No mesmo local onde havia nascido a Brahma, estabeleceu-se a empresa cervejeira Georg Maschke & Cia.

Em 1899, a cervejeira Georg Maschke & Cia. adquiriu a Cervejaria Bavária e registrou a marca Franziskaner-Bräu, apelidada de “franciscana”.

- A nova empresa aperfeiçoou o fabrico da cerveja, importou equipamentos, patrocinou bares, restaurantes, clubes e artistas ingressando, efetivamente, no mercado carioca.
 
Em 1902, depois da Franzikaner-Bräu, a Georg Maschke & Cia. já produzia as marcas:
- Ypiranga, Pilsener, München, Bock-Ale, Guarany e Brahma-Porter.

- Em pouco mais de uma década esta empresa viria a registrar quase uma dúzia de marcas, como são exemplos a cerveja:
- A Bier, a Crystal, a Pilsener, a Franziskaner-Brau, a Munchen, a Guarany, a Ypiranga, a Bock-Ale ou a Brahma Porter, para apenas nomear algumas.
A expansão da firma fazia-se também à custa da aquisição e fusão com outras empresas.

Em 12 de agosto de 1904, ano em que surgiu a Companhia Cervejaria Brahma, resultante da união entre a Georg Maschkle & Cia. – Cervejaria Brahma e a Preiss Haussler & Cia. – Cervejaria Teutônia (produtora, entre outras, das cervejas Excelsior, Teutonia e Munchen-Bock).

- A cerveja começou a fazer história no Brasil, com a produção de seu chopp em tonéis chegando a 6 milhões de litros e com 09 depósitos, todos no centro do Rio de Janeiro.

- A notoriedade da Brahma era também obtida através de fortes campanhas publicitárias e do patrocínio que dava a bares, restaurantes e artistas.
Para além do mais, a importação de novos equipamentos e a melhoria geral da qualidade da sua maquinaria proporcionou-lhe a obtenção de uma boa imagem junto dos consumidores.

- Nos jornais, a nova Companhia punha 25.000 ações à participação pública.

Em 1907, a Companhia Brahma, junto as novas marcas de cerveja, renova o registro da marca Excelsior para refrigerantes, que havia adquirido da Cervejaria Teutonia, e em 1909 registra a Agua Savoia.

Em 1914, foi registrada a Malzbier da Brahma, “saborosa e nutriente, recomendada especialmente às senhoras que amamentam”.

Em 1918, outra novidade com o lançamento de 06 “deliciosos refrigerantes para o calor, com óptimas qualidades tonicas e digestivas”, entre eles:
- Agua de Meza Crystal/Ginger-Ale/Berquis/Soda Limonada Especial/Soda Limonada/Sport-Soda.

Em 1919, junto ao sucesso das refrescantes bebidas sem álcool, reuniu-se a famosa:
- Água Tônica de Quinino.

Em 1921, é firmado contrato de promessa de venda da Cervejaria Guanabara à Companhia Cervejaria Brahma.

- A Cervejaria Guanabara, antes Cervejaria Germania, foi uma das mais antigas do país e, depois de adquirida pela Cia. chamou-se Filial São Paulo, também foi conhecida por Filial Paraíso, iniciando assim a fabricação de cervejas das cervejas Brahma em São Paulo.

Em 1922, a revista “Ilustração Brasileira”, confirma a identidade dos produtos Brahma:

“Os productos da Companhia impuseram-se nos mercados brasileiros pela excellência de seu sabor e aspecto, e pelo escrupulo de sua fabricação com matéria prima de superior qualidade, para cujo fim a Companhia possue laboratórios montados com todos os aperfeiçoamentos da ciência moderna.”

Em 1924, poucos anos da história dos refrigerantes Brahma, a Cia. registra seu primeiro guaraná:
- o Guaraná Genuino.

Em 1926, registra:
- o Guaraná Athleta.

Em 1927, registra:
- o Guaraná Brahma.

Em 1929, entre inúmeras marcas lançadas, a Brahma registra:
- a Cerveja Gambrinus.

No início da década de 1930, após algumas fusões e aquisições, a Brahma era uma empresa bem estruturada e virada para o futuro.
A aposta em novas tecnologias e publicidade criou uma grande afinidade entre a empresa e os consumidores.

Em 1930, lança sua primeira “Soda Laranjada”.
 
Em 1934, a Cia. Brahma foi o maior sucesso do carnaval, pois ela conseguiu vencer um grande desafio: - engarrafar seu chopp.

- De garrafa em garrafa a Brahma Chopp passou a ser a cerveja mais consumida no país.
Nesse ano, a produção alcançou os 30 milhões de litros de cerveja.
Ary Barroso e Bastos Tigre compuseram a marchinha “Chopp em Garrafa” que, cantada por Orlando Silva, propagou a grande novidade.

Em 1934, a Brahma Chopp era a cerveja mais consumida no país. Nesse ano, a produção alcançou os 30 milhões de litros de cerveja. Ary Barroso e Bastos Tigre compuseram a marchinha “Chopp em Garrafa” que, cantada por Orlando Silva, publicitou fortemente este produto.

Em 1937, a Brahma Chopp era a principal marca da Cia., ao lado de 29 tipos de cerveja e 16 tipos de refrigerante.

Em 1943, com extrato forte e encorpado, foi lançada a Brahma Extra e os anúncios da época definiam bem suas características:

“Extra no sabor...
Extra na qualidade...
Extra nos ingredientes...
Cerveja Brahma Extra,
em garrafas ou ½ garrafas.”

- Para além do lançamento de novos produtos, a política de aquisições mantinha-se bastante ativa.

Em 1946, a Cervejaria Brahma compra do maior grupo cervejeiro do Rio Grande do Sul, a Bopp, Sassen, Ritter e Cia. Ltda, também conhecida por Cervejaria Continental, que mais tarde se viria a tornar na filial Rio Grande do Sul.
Esta fábrica foi, entretanto, descontinuada (1998).

Em 1954, a empresa celebrou o seus 50 Anos, tomando como base o ano de 1904, data em que a firma se tornou na Companhia Cervejaria Brahma.

- Nesse curto espaço de tempo, a empresa tinha se tornado numa das maiores do Brasil, com 6 fábricas e 1 maltaria em laboração.
Para continuar a expandir-se, tornava-se urgente a elaboração de um plano de distribuição que abrangesse as áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Para isso, a Brahma comprou pequenas empresas e criou filiais.

Em 1960, no município de Agudos, São Paulo, a antiga Companhia Paulista de Cervejas Vienenses transforma-se na Filial Agudos, que mais tarde passou a fabricar a “cerveja em lata”.

Em 1962, é inaugurada a Filial do Nordeste, na cidade do Cabo - Pernambuco.

- Sendo a Brahma uma empresa de capital 100% nacional e sempre preocupada em manter o padrão de qualidade dos seus produtos e a participação no desenvolvimento do país, tornava-se óbvio que a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico não podiam ficar de fora dos seus planos.

Em 1965, devido ao crescimento, era preciso pensar na distribuição de seus produtos. Assim, inicia-se o trabalho das primeiras revendas da Companhia Cervejaria Brahma constituída, na maioria, por antigos funcionários da Cia.

Em 1967, caráter experimental, é lançada a Brahma Chopp em “embalagem mirim de 300 ml”, apelidada de “Brahminha”.

Em 1968, é inaugurada, no estado do Rio Grande do Sul, a Estação Experimental de Cevada para testes de novas variedades de “cevada cervejeira”, adaptadas ao clima e solo da região.

Os anos 1970, são marcados pela contínua expansão da companhia e por algumas alterações na forma de apresentar os produtos, marcaram a expansão da Cia. ao associar-se à indústria Fratelli Vita, a Cia. integra 03 marcas de bebida sem álcool à sua linha de produtos:
- a famosa Sukita, o Guaraná Fratelli e a Gasosa Limão.

Em 1971, através da Cervejaria Astra S.A., a companhia concretiza uma forte aliança para a fabricação e distribuição dos seus produtos no Norte e Nordeste do Brasil.
A Astra tinha sido criada um ano antes pela firma J. Macêdo & Cia, em Fortaleza - CE, produzindo então uma cerveja de marca própria.
Ainda nesse ano, a J. Macêdo adquire o controle acionário da Cervejaria Miranda Corrêa, de Manaus – AM.

- É também nesse ano que chega ao mercado a garrafa “personalizada”, de vidro incolor com o nome do produto gravado no vidro.

Em 1972, a Filial Agudos lança a “embalagem em lata” para as cervejas Brahma Chopp e Brahma Extra.

Em 1974, além de ter se associado a 06 grandes grupos de cerveja e refrigerantes, a Cia. tinha 09 fábricas, 01 maltaria e 01 plantação experimental de cevada.

Em 1976, a Cia. continuava se expandindo e a “embalagem de vidro” de 1 litro para refrigerantes.

Em 1977, lança seus refrigerantes nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 1978, outra novidade, veio com o lançamento da “garrafa personalizada em vidro” de 1 litro na cor âmbar.

Em 1978, foi criado o primeiro Curso de Cervejeiro Prático da América Latina, devido ao período de grande avanço tecnológico em que havia ingressado.

Nos anos 1980, período em que a Brahma apostou forte no mercado de refrigerantes.

Em 1980, com a exportação da Brahma Beer (Brahma Chopp), a revista “The Washingtonian” a elege como a melhor cerveja importada nos EUA.

- Ainda nesse mesmo, entre outras realizações, foi iniciada a construção da fábrica associada Arosuco - Aromas, Sucos e Concentrados S.A. no Rio de Janeiro e lançado o refrigerante “Limão Brahma” em todo o Brasil, em garrafa verde personalizada.

- Para aumentar a sua participação no mercado cervejeiro, a empresa adquire o controle acionário das Cervejarias Reunidas Skol Caracu S.A.

- Além da cerveja Skol, Chopp Claro Skol, da cerveja em lata Ouro Fino (destinada à exportação) e da histórica cerveja Caracu, a companhia deu continuidade à sua linha de produtos, elaborados em 7 fábricas espalhadas por todo o Brasil.

- No início daquele ano, a Brahma adquiriu as cotas da Brascan Labatt, detentora da marca Skol, passando a se chamar Brahma Administração, Investimentos e Participações Ltda.

Em 1982, pioneira como de costume, a Cia. Lança a “Brahma Light”, a primeira cerveja de baixa fermentação e baixo teor alcoólico.

Em 1983, concorrendo com mais de 972 trabalhos internacionais e 14 brasileiros em Nova Iorque, a “Brahma Light” recebeu o prêmio “Clio Award”, o mais importante no mundo publicitário.

Em 1983, com relação ao mercado de exportações, é lançada a “Brahma Beer” em Washington e Filadélfia, nos EUA.

Em fevereiro de 1984, para atender às necessidades de seus consumidores, a Cia. lança a cerveja “Malt 90” nas embalagens de garrafas retornáveis de 300 e 600ml e também em lata. Malt 90 é uma cerveja clara tipo “Pilsen”, de médio teor alcoólico, sabor suave e de excelente sabor.

Em 1984, era preciso também fortalecer-se no mercado de refrigerantes. Assim, também é firmado acordo com a Pepsi Co International para fabricação, comercialização e distribuição do refrigerante Pepsi Cola no Rio de Janeiro, além de operar 03 fábricas no Rio Grande do Sul. Atualmente este acordo não vigora.

Em 1985, a internacionalização da marca, e sua grande aceitação no mercado interno, fez com que o jornal alemão“Frankfurter Allgemeine Zeitung” destaca a Companhia Cervejaria Brahma como a “7ª empresa de cerveja do mundo”, concorrendo com mais 90 países.

- Este reconhecimento econômico surgiu a par do reconhecimento científico, obtido após a inauguração de uma moderna cervejaria piloto para o desenvolvimento de novos produtos, no laboratório da Filial Rio.

Em 1986, a Brahma Beer Brasilian Pilsener é lançada a em lata na cidade de Tóquio.
- Também nesse ano são ampliadas as capacidades de produção de cervejas e refrigerantes em diversas unidades fabris em todo o país.

Em 1987, com o crescimento e progresso da Cia., é inaugurada uma moderna cervejaria piloto para o desenvolvimento de produtos, no laboratório da Filial Rio de Janeiro.

- Ainda em 1987 é adquirida a Fábrica de Refrigerantes Refinco, que passa a se chamar Refrigerantes Brahma do Rio de Janeiro, e uma nova linha visual é criada para os refrigerantes Brahma.

Em 1988, a embalagem de garrafa retornável de 1 Litro e também a one way de 250ml são lançadas, em todo Brasil, para toda linha de refrigerante Brahma, introduzindo também a tampinha de rosca na Pepsi Cola, Sukita, Guaraná Brahma e Limão Brahma.

Em 1988, outra importante realização foi a inauguração de mais uma fábrica de cerveja, a Cebrasp, em Jacareí, São Paulo.

Em 1989, - Acompanhando a evolução do mercado e preocupada com o meio ambiente, a Brahma lançou igualmente o “Projecto Brahma para Reciclagem”, introduzindo então a embalagem em “lata de alumínio” para a Brahma Chopp, e também a “embalagem descartável de 300ml” para a Malt 90.

- Para a linha de refrigerantes, foi lançada a “embalagem retornável de 1,25L” e garrafa “plástica descartável PET”.

Em 27 de outubro de 1989, o Grupo Garantia adquire o controle acionário da Companhia Cervejaria Brahma e a partir daí, são iniciadas as construções de novas fábricas, como por exemplo a da Cervejaria Equatorial, em São Luís, Maranhão, inaugurada 2 anos depois.

- A entrada na última década do século XX, fez-se, pois, com excelentes perspectivas no futuro e com um espírito cada vez mais empreendedor.

Em 1991, institui-se o Serviço ao Consumidor Brahma, junto com o Código de Defesa do Consumidor, ambos visando garantir apoio e satisfação aos clientes.

Em 1992, inicia-se o esforço de exportação da Brahma Chopp para a Argentina onde, ao final do primeiro ano, se torna a cerveja nº 1 entre as importadas.
- Como conseqüência, torna-se necessário ampliar algumas fábricas, o que acontece com a Cebrasp.

Em 1994, é um ano de mudanças e conquistas. A Administração Central da companhia sai do Rio de Janeiro e instala-se em São Paulo, cidade onde ainda hoje se encontra.

- Relativamente às conquistas, temos a incorporação da Companhia Anonima Cervecera Nacional, da Venezuela, no portifólio da empresa, passando aí a produzir-se a Brahma Chopp.
São inauguradas igualmente mais duas filiais: - a Filial Santa Catarina, em Lages e a Fábrica de Luján, na Argentina.
Este desenvolvimento chama a atenção da empresa norte-americana Miller Brewing Company, que constatou que o mercado cervejeiro estava em crescimento, especialmente na América do Sul.

Em 1995, uma joint venture (acordo) com a Brahma para distribuir a Miller Genuine Draft. Neste acordo, havia a possibilidade da Brahma fabricar a cerveja no Brasil para competir no mercado interno.

Em julho de 1996, é exatamente o que acontece, a Miller Genuine Draft passa a ser fabricada pela Cebrasp e distribuída pela Rede Exclusiva Brahma.

- A partir desse ano, o fone: 0800 foi divulgado em todas as embalagens dos produtos e o consumidor também pôde optar pelo atendimento via carta e, desde Junho, via Internet.
- A Companhia Brahma, foi a primeira empresa de bebidas a oferecer esse serviço via Internet ao consumidor mantendo, inclusive, contacto com consumidores de outros países.
- As perguntas e sugestões dos consumidores geraram algumas mudanças de processos e contribuíram para o desenvolvimento de novas embalagens como a “Malzbier long neck”.

- Reforçando o seu caráter moderno, a empresa lança no mercado as novas embalagens long neck e lata com 355ml, já que esse é o padrão internacional de embalagens descartáveis.

- Para dar continuidade a essa modernidade e atender às necessidades do consumidor, a Malzbier Brahma, lançada em 1945, sofre uma modificação visual no seu rótulo e também entra no mercado com a embalagem long neck na versão 355ml.

Em 1996, é inaugurada a Filial Rio de Janeiro, no bairro de Campo Grande - RJ. Trata-se da maior fábrica de cerveja da América Latina, com capacidade de produção de 12 milhões de hectolitros por ano.

- É igualmente iniciada a construção de mais 2 unidades fabris: - uma em Viamão - Rio Grande do Sul e outra correspondente à Cervejaria Águas Claras, no município de Estância, Aracaju.
O aumento da produção permite também um incremento nas exportações.

Em 1998, a Brahma Chopp passou a ser exportada para a Europa, utilizando como porta de entrada a França.

- Influência deste último país, ou não, o fato é que a chegada do novo milênio é comemorada com a introdução de uma Brahma Chopp em embalagem especial, muito similar a uma garrafa de champanhe.

Em 1999, a Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma anunciavam a criação da Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV), resultante da fusão entre ambas.
Estava assim criado um gigante econômico mundial.

Em 2006, surge o Chopp Brahma Black. Trata-se de um chopp estilo “Lager”, escuro, com adição de nitrogênio, o que torna a bebida mais leve e com uma espuma muito mais estável e cremosa.

Antárctica

Em 1885, foi fundada a Antárctica que inicialmente era um abatedouro de suínos, de propriedade de Joaquim Salles junto com outros sócios, localizada no bairro no bairro de Água Branca, na cidade de São Paulo.

- A empresa possuía uma fábrica de gelo com capacidade ociosa e isso despertou o interesse do cervejeiro alemão Louis Bücher, que desde 1868 possuía uma pequena cervejaria.

Em 1888, os dois empresários se associaram, e criou-se a primeira fábrica de cerveja do país com tecnologia de baixa fermentação, com uma capacidade de produção de 6 mil litros diários.

Em março de 1889, a Antárctica teve seu primeiro anúncio publicado no então jornal “A Província de São Paulo” (atual Estado de São Paulo):

“Cerveja Antárctica em garrafa e em barril - encontra-se à venda no depósito da fábrica à Rua Boa Vista, 50”.

Em 1889, sob a perspectiva do contexto histórico, o Brasil passou da fase Monárquica para a República.
Nesta época o Brasil efetivamente iniciava seu processo de industrialização.

Em 17 de janeiro de 1890, o Decreto nº. 164 regulamentou e deu novas liberdades à existência das Sociedades Anônimas.

Em 1890, a Antárctica aumenta o seu quadro de funcionários para 200 e a sua capacidade de produção passa a ser de 40 mil hectolitros/ano.

Em 09 de fevereiro de 1891, foi oficialmente fundada a “Companhia Antárctica Paulista” como sociedade anônima, com 61 acionistas.

Em 15 de maio de 1891, o decreto n°. 217, firmado pelo presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca autorizou a Companhia Antárctica Paulista a funcionar com os estatutos apresentados dentro da legislação vigente na época.

Inicialmente a empresa não tinha um foco muito claro de negócios, atuando na fabricação de cerveja e refrigerantes, assim como na fabricação de banhas e presuntos, fábrica de gelo e manutenção de câmaras frias para estocagem de alimento.

- Entre os acionistas estavam João Carlos Antonio Zerrenner, alemão e Adam Ditrik Von Bülow, dinamarquês, ambos naturalizados brasileiros e proprietários da empresa Zerrenner, Bülow e Cia., exportadora e corretora de café.
Eles importaram equipamentos da Alemanha para modernizar a produção de cerveja e os financiaram para a Antárctica.

Em 1893, houve uma desvalorização da moeda e a Antárctica esteve por decretar a falência, quando Zerrenner e Bülow decidiram trocar seu crédito por um aumento de participação na empresa, tornando-se desta forma acionistas majoritários e assumindo o controle da empresa.

A sob a direção da Zerrener, Bülow e Cia. a empresa foi reorganizada e focou-se na fabricação de cerveja e refrigerantes.
A partir de então recuperou-se e passou a crescer rapidamente.

Em 1904, adquire o controle acionário da Cervejaria Bavária, na Moóca, que pertencia a Henrique Stupakoff e Cia.
Neste local em 1920, passou a se situar a sede do Grupo Antárctica.

- Após os primeiros anos de alguma indefinição e de contínuas mudanças, a firma estabilizou, tornando-se numa das maiores empresas brasileiras do sector das bebidas.

Em 15 de agosto de 1911, os negócios da empresa expandiram rapidamente, foi fundada a “primeira filial”, em Ribeirão Preto/SP.

Em 1920, a Antárctica vendeu a “baixo preço” o terreno de 150 mil metros quadrados onde hoje está o Palmeiras, em troca de um contrato perpétuo de venda dos produtos da companhia.

Nota:
Ironicamente, hoje em dia só se vende produtos da Coca-Cola, dentro das dependências do clube e no Parque Antárctica.

Em 1923, morre Adam Von Bülow deixando 5 filhos como herdeiros, dos quais dois vendem ações da companhia ao sócio Zerrenner, que se torna majoritário.

- O filho primogênito Carl Adolph Von Bülow passa a representar a Família dos Von Bülow na direção da empresa.

A parir de 1930, Antárctica e Brahma passaram a eliminar quase todas concorrentes e dividiam a liderança da produção de cerveja no Brasil.

Em 1933, morre João Carlos Antonio Zerrenner sem deixar herdeiros e seu testamento pedia que seus bens fossem enviados à Alemanha.

- O testamento foi anulado e os bens passaram para a esposa Helene. Esta faleceu em 1936 sem deixar herdeiros no Brasil e os bens de passaram para a Fundação Antonio e Helena Zerrenner.

- O testamenteiro Walter Belian se torna administrador da Antárctica mantendo um “gentlement agreement” na administração da empresa junto com a Família Bülow, que foi rompido em 1942 após a morte de Carl Adolph Von Bülow.

- Seguiu-se então uma longa disputa pelo controle da companhia, a filha de Adam Ditrik Von Bülow Andrea de Morgan Snell que tinha guardado suas ações nomeou seu marido Luis de Morgan Snell como presidente do grupo atè 1952.
Em 1975, morreu Walter Belian.

Em 1939, houve um fato curioso, quando Ademar de Barros, interventor federal do Estado Novo de Getúlio Vargas ocupou militarmente a Antárctica e prendeu seus diretores, por considerar que a empresa era “uma propriedade de alemães”. Posteriormente, o próprio Getúlio Vargas interveio, desculpando-se junto à empresa pelo mal entendido.

Em 1940, os proprietários da Companhia Antárctica Paulista, Antonio e Helena Zerrener, alemães de nascença, faleceram e não deixaram herdeiros.

- A companhia passou então por diversas mãos, até ser comprada por vários investidores e se tornar na Companhia Antárctica Paulista – Indústria Brasileira de Bebidas e Conexos, com fábricas em Bom Retiro (Cerveja Progresso e cerveja preta) e na Mooca (cervejas claras e conexos).

- Esta reformulação da empresa permitiu-lhe crescer e ficar mais forte, lançando-se então numa sucessão de aquisições, sendo talvez a de maior destaque a da Cervejaria Adriática, instalada em Ponta Grossa - PR.
Esta companhia, pertencente à Família Thielen, de origem alemã, com destaque na indústria cervejeira, principalmente através da cerveja “Original”, produzida, quase como a conhecemos ainda hoje, desde 1930.

- O desenvolvimento da Antárctica passou também pela constituição de uma maltaria própria, em Jaguaré, São Paulo, e por mais uma aquisição, nomeadamente o antigo prédio da Fábrica de Cerveja e Gelo Colúmbia, em Campinas - SP, que passou a servir de depósito à fábrica adjacente. Infelizmente, esse prédio encontra-se vazio e abandonado desde 1989.

Somente em 1944, a Fundação Brasileira conseguiu incorporar ao seu patrimônio os bens deixados pela viúva do casal Zerrener, que contavam 58,74% do capital social.

- A partir desta data, a empresa voltou-se à expansão da produção, importando maquinários da empresa americana Geo J. Meyer Mfg.

Em 1960, a Antárctica celebrou 75 Anos de história possuindo, com capacidade de produção de 3,9 milhões de hectolitros/ano, número que engloba cervejas e refrigerantes.

- À medida que as vendas iam crescendo, também aumentava o número de empresas concorrentes.

Em 1961 a Antárctica adquiriu a Cervejaria Bohemia, produtora da excelente e muito antiga do Brasil, a cerveja “Bohemia” e também do “Guaraná Petrópolis”, grande concorrente do “Guaraná Antárctica”.
Para eliminar esse foco de competição, a Antárctica adquiriu o controle acionário da Cervejaria Bohemia, marca essa que ainda hoje faz parte do portfólio da AmBev.

Em 1972, com as constantes aquisições, a Antárctica tinha-se tornado num gigante industrial, sempre atento a novas oportunidades de mercado e a tendências de consumo.
Pelo caminho, outras empresas iam ficando sob a sua alçada, como:
- Polar, próspera empresa do estado do Rio Grande do Sul,
- Cerman,
- Cervejaria Catarinense (que se instalou em Joinville, em 1938),
- Companhia Cervejaria Paulista, esta firma, de grandes tradições e instalada em Ribeirão Preto desde 1911, iniciou uma tradição nesta cidade, local onde abririam inúmeras choperias, entra as quais a muito famosa “Pingüim”, ao lado do Theatro Pedro II.
- De fato, não é por acaso que Ribeirão Preto é denominado a “Capital do Chope”.

Em 1973, foi caracterizado por um conjunto de medidas postas em prática pela diretoria da Empresa, tendo em  vista a descentralização das atividades industriais e comerciais do complexo empresarial Antárctica.

- Nesse ano foram constituídas empresas com personalidade jurídica própria, em vários Estados brasileiros, a saber:
a) Companhia Sulina de Bebidas Antárctica, com sede em  Joinville, Estado de  Santa Catarina, que passou a operar a partir de abril de 1973, com a incorporação das unidades de Ponta Grossa e Curitiba;
b) Cervejaria Antárctica Niger S/A, de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, resultante da fusão, no mesmo ano, da Cervejaria Antárctica de Ribeirão Preto S/A, com a Cervejaria Níger S/A;
c) Indústria de Bebidas Antárctica do Rio de Janeiro S/A, resultante da Fusão da Cervejaria Antárctica da Guanabara Ltda, com a Companhia Cervejaria Bohemia, de Petrópolis.

A década de 1970 é feita em grande, com mais uma mão cheia de aquisições e inaugurações:
- Cervejaria Pérola de Caxias do Sul – RS,
- Companhia Itacolomy de Pirapora - MG.

Por Curiosidade:
- Refira-se que a produção da cervejaria em Pirapora foi estrategicamente transferida e centralizada, em 1998/99, na cidade de Jacarepaguá - RJ.

Em 1973, são também constituídas novas filiais em Goiânia - GO, Montenegro - RS, Rio de Janeiro - RJ e Viana – ES.

- Nos anos seguintes são inauguradas as filiais no Rio Grande do Sul e Teresina.

- O desenvolvimento exponencial da firma foi também acompanhado por um crescente interesse no campo científico e tecnológico. Para isso, a Antárctica decidiu ampliar a sua maltaria, situada em São Paulo, adquirindo, ao mesmo tempo, uma área de 14,32 hectares em Paulo de Frontin - PR, destinada à pesquisa e experimentação agrícolas com a cevada cervejeira.

- Assegurada que estava a sua estabilidade e representatividade em território brasileiro, importava agora abraçar novos desafios e explorar outros mercados.

Em 1979, a Antárctica começa a exportar cerveja para EUA, Europa e Ásia.

Os anos 1980, foram dedicados à internacionalização da companhia, iniciando-se então a exportação de produtos da Antárctica para a Europa, Ásia e Estados Unidos.

- Curiosamente, o produto que acabou por ter mais sucesso foi o “Guaraná”, já que as cervejas da marca tiveram algumas dificuldades em se impor nos mercados mencionados.

Em 1980, a comercialização de produtos para outros países, obrigou a um aumento na produção de bebidas, não sendo de estranhar o valor de 16,4 milhões de hectolitros/ano.

- Para conseguir igualar a procura, foi necessário a compra de mais fábricas e a abertura de novas filiais.

Em 1980, é adquirido a Cervejaria Serramalte, com as suas fábricas de Getúlio Vargas e Feliz - RS.
Esta companhia, fundada em 1953, tinha como origem a Cervejaria Ruschel, fundada por Victor Ruschel tendo, posteriormente, passado a designar-se por Cervejaria Polka, até chegar ao nome de Cervejaria e Maltaria da Serra Ltda. (Serramalte).
Ao longo dos anos, apresentou uma evolução extraordinária, cotando-se mesmo como uma das maiores da região e do estado e uma das principais do ramo no país.
Do início das suas atividades até 1957, a indústria funcionou apenas com o sector da maltaria, sendo que a venda da sua produção se limitava às regiões Central e Norte do país, enquanto era construída e montada a cervejaria.
A 24 de Junho de 1957, foi lançada a primeira cerveja “Serramalte”, produto que ainda hoje é vendido pela AmBev.
Todavia, a compra das fábricas da Serramalte continuava a ser insuficiente.

Em 1985, se inicia a construção de uma Fábrica da Antárctica em João Pessoa - PB, que começa a laborar três anos mais tarde, altura em que é também inaugurada a Fábrica de Cervejas Antárctica no Rio de Janeiro, com capacidade de produção de 3,5 milhões de hectolitros/ano.

O número de filiais não para de crescer, algumas:
- Filial Jaguariúna - SP,
- Filial Canoas - RS,
- Filial Cuiabá - MT, enfim, muitas e espalhadas um pouco por todo o Brasil, num total de 25.

Em 1988, a Antárctica comemorou já o seu 100 Anos, tendo lançado para o efeito uma garrafa comemorativa.

A última década do século XX, é aproveitada pela Antárctica para renovar a sua gama de produtos, começando pelo lançamento da “Kronenbier”, uma das primeiras cervejas sem álcool do mercado brasileiro.

- Muitas outras surgem, novas ou apenas renovadas:
- a Antárctica Bock, a Polar, a Polar Pilsen, a Bavária Premium, a Antarctica Pilsen Extra em long neck, a Antarctica Pilsen em long neck com rótulo metalizado e ainda a Bavária Pilsen em garrafa 600ml descartável e em lata.

Em 1994, adquire a Cervecera Nacional, na Venezuela.

- Há finalmente que destacar o acordo entre a companhia e a gigante cervejeira norte-americana Anheuser-Busch no sentido de ser constituída a Budweiser Brasil, que tinha como objetivo a distribuição da cerveja “Budweiser” nos postos de revenda da Antárctica e, em troca, a venda do “Guaraná Antárctica” nos Estados Unidos.

Em 2000, a Antárctica fundiu-se com a Brahma, formando a AmBev, que se torna a quinta maior cervejaria do mundo.

Em 30 de março de 2000, o CADE aprova a fusão da Antárctica e Brahma.
Para que a fusão fosse aprovada, foi necessário vender:
- a marca da cerveja “Bavária”, além das fábricas de Ribeirão Preto/SP, Getúlio Vargas (RS), Camaçari/BA, Cuiabá/MT e Manaus/AM que foram vendidas para a cervejaria canadense Molson.

Os produtos da Antárctica:

1912: lançada a Soda Limonada Antárctica.
1921: lançado o Guaraná Antárctica.
1935: Os famosos pingüins de Antárctica passaram a integrar o seu rótulo, acompanhados de uma estrela dourada.
1979: Passou a ser exportada para os Estados Unidos, Europa e Ásia.
2001: Novas alterações nos seus rótulos: o rótulo retangular atravessado por uma faixa azul - que lhe rendeu este apelido - mudou com a introdução da cara que se conhece hoje, mas sempre mantendo seu símbolo maior, os pingüins.

Outras Cervejarias

- Demais empresas que, ontem ou hoje, ajudaram a moldar o mercado de cervejas do Brasil. 
Deste modo temos:

Belco

- A Cervejaria Belco foi fundada em 1983 em Botucatu - SP. A empresa foi instalada onde antes funcionava a Belgium Co., uma cooperativa de produção que reunia os remanescentes da colonização belga na região. A formulação do nome veio naturalmente, com a junção das sílabas iniciais da cooperativa. A primeira unidade de produção tinha capacidade para produzir 3600 hectolitros/ano, comercializados em barris de madeira na forma de chopp. Em 1988, a fábrica mudou-se para São Manuel, onde ainda hoje se situa, tendo aberto, entretanto, uma segunda fábrica em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. Atualmente, a cerveja é já exportada para os Estados Unidos, Europa e Ásia. No mercado, encontram-se as marcas Chopp Belco, Belco Pilsen, Tauber, Malzbier Belco, Mãe Preta e Belco Sem Álcool.

Cerpa

- A cerveja Cerpa nasceu em 1966 pelas mãos da Cerpasa ou Cervejaria Paraense como também é conhecida. A fábrica ficou instalada junto das margens da Baía do Guajará, em Belém - PA, numa área de 157.633 m2. Apesar da forte concorrência de produtos como a Brahma e a Antarctica, a Cerpa conseguiu granjear um bom prestígio a nível interno, independentemente das vendas nunca terem realmente disparado. Procurando diferenciar-se das suas rivais pela qualidade do produto e inovação, a Cerpa apresentou, em 1996, o processo Draft Beer, no qual a cerveja não passa pelo tradicional sistema de pasteurização, mas antes por uns complexos filtros de celulose e descarga térmica. Atualmente, a Cerpa é líder no Estado do Pará e produz a Pilsen Draft Beer e a Export Draft Beer (Cerpinha).

Cervejaria Malta

- A história desta cervejaria começa em 1956, com a escolha da cidade de Assis - SP para instalação da fábrica. O local foi escolhido pela presença de uma mina de água, cujas características minerais eram perfeitas para a produção de refrigerantes. Naquela época, com o nome inicial de Indústria e Comércio de Bebidas Cristalina Ltda, a empresa foi ganhando a preferência dos consumidores. Em 1960, ainda fabricando somente refrigerantes, a distribuição já atingia as cidades mais próximas. Procurando sempre expandir a área de venda dos seus produtos, a companhia organizou um quadro de distribuidores nas cidades da região, como Presidente Prudente, Marília, Bauru, Tupã e Londrina, a fim de ampliar a comercialização dos produtos Cristalina. Essa medida triplicou as vendas da empresa no período de um ano. Mantendo o crescimento constante com acções de merchandising e promoções, rapidamente se chegou à marca de 30.000 litros produzidos por dia em 1980. Em 1984, com o lançamento comercial do Chopp Malta (3600 litros/mês), iniciava-se uma nova fase da empresa. O começo da década de 90 é marcado pela estreia da nova Malta. No período seguinte, deve-se destacar o constante avanço tecnológico da firma, acompanhado pela ampliação da linha de produtos. Em 1996, a denominação social da companhia foi alterada para a actual Cervejaria Malta Ltda. Presentemente, a Cervejaria Malta comercializa: a Malta Pilsen, Malta Malzbier, Malta Golden e o Chopp Malta.

Cervejaria Petrópolis

- Decorria o ano de 1993 quando um grupo de empresários se associou e decidiu comprar algumas máquinas, equipamentos e um terreno perto da rodovia Br 040 - Km 51. Aproveitando o clima ameno da região serrana, a existência de água de qualidade excepcional e fazendo uso dos excelentes conhecimentos  de um mestre cervejeiro e de matéria-prima importada de alta qualidade, é lançada em 1994 a cerveja Itaipava, cuja primeira aparição decorreu no Shopping Vilarejo, tendo tal festa contado com a presença de muitas pessoas da sociedade Petropolitana. A Itaipava começou a ser comercializada ainda nesse ano e em 1998 viria a aparecer com um novo rótulo, mais moderno e identificativo. Curiosamente, ainda em 98 a cervejaria é vendida a um novo grupo de investidores, que aposta na aquisição de novas máquinas e na expansão da fábrica. Surge igualmente um novo produto que teve logo boa aceitação no mercado brasileiro, a cerveja Crystal. Com o aumento da demanda e a preocupação em atender aos diversos paladares, a Cervejaria Petrópolis ampliou em meados de 2004, a sua lista de produtos, lançando a Petra, uma cerveja escura Premium (produzida em Petrópolis), além de ampliar as linhas das marcas Itaipava e Crystal com as long neck nas versões Pilsen, Premium e Malzbier e também versões em chope claro e escuro. A Petrópolis também inovou ao adoptar o selo higiénico, que é uma folha fina de alumínio que cobre a parte superior da lata e que tem de ser retirada para permitir a abertura da mesma.

Cintra

- Em 1997, o grupo empresarial de origem portuguesa Cintra, lança-se no mercado de cervejas brasileiro. Com actuação em áreas tão diferentes como o petróleo, imobiliária, energias renováveis ou águas minerais,  a companhia viu uma hipótese de negócio a partir da aquisição de uma fábrica de cerveja situada em Mogi-Mirim - SP, antes pertença da Kaiser. Com uma capacidade de produção de perto de 150 milhões de litros de cerveja por ano só na unidade de Mogi-Mirim, o grupo Cintra prevê continuar a crescer no Brasil, não só através do lançamento de novos produtos mas também apostando no aumento da capacidade de produção das actuais fábricas. A conquista do mercado é feita através da Cintra Pilsen, Cintra Escura, Cintra Mulata e Chopp claro e escuro.

Colônia/INAB

- Inicialmente designada por Cervejaria Sul Brasileira, a INAB (Indústria Nacional de Bebidas) é uma empresa recente no mercado de bebidas brasileiro, apresentando, no entanto, um forte crescimento e expansão. Fundada em 1994 por iniciativa de Jaime Gatto e Saul Brandalise Jr., a empresa de Toledo - PR elabora vários produtos, sendo o de maior destaque a cerveja Colônia Pilsen. Para além desta, produz também a Sambadoro, uma cerveja Premium destinada à exportação, a Colônia Malzbier, a Colônia Negra (uma cerveja escura tipo stout, lançada em 2004), a Colônia Low Carb, a Colônia Extra Lager e o Chopp Colônia. Um dos produtos mais inovadores desta firma é a Donna's Beer. Esta cerveja, especialmente vocacionada para o público feminino, possui aroma e sabor delicados, suaves e refrescantes, com uma sensação levemente frutada no paladar final. As garrafas são envolvidas por um rótulo sleeve (sistema de rotulagem plástica) importado de França, em tons de prata e vermelho, com detalhes em flores que se destacam quando expostos à luz negra.

Conti

- O ano de 2001 assistiu à concretização de uma ambiciosa parceria entre a Krones, a maior fornecedora de máquinas do mundo para o segmento das bebidas, e a Casa di Conti, fabricante do tradicional vermute Contini. O resultado desse acordo de colaboração foi o surgimento da Cervejaria Conti, que ainda durante o primeiro ano iniciou a produção da cerveja Conti. A fábrica, com uma capacidade de produção de 300 mil hectolitros/ano, produz atualmente a Conti Bier, a Conti Malzbier e o Chopp Conti.

Eisenbahn/Cervejaria Sudbrack

- A Sudbrack, de Blumenau - SC, é uma empresa bastante recente no mercado de cervejas brasileiro. Criada em 2002, surgiu devido ao descontentamento de alguns empresários do sector pela forma como estava a evoluir o mercado de cervejas do país. De facto, cada vez mais se faz chopp e cervejas do tipo pilsen, esquecendo-se os outros tipos tradicionais de cerveja originários da Europa. Apostando num experiente mestre cervejeiro e seguindo a Reinheitsgebot, a Lei Alemã da Pureza, criaram a Eisenbahn que pode, hoje em dia, ser degustada sob muitas formas: Dunkel, Kolsch, Pale Ale, Pilsen, Pilsen Orgânica, Weihnachts Ale, Weizenbier, Weizenbock, Rauchbier, Bierlikor e, claro, Chopp. Admitamos que tal variedade é muito difícil, senão mesmo impossível, de encontrar em qualquer outra empresa cervejeira brasileira.

Frevo

- A empresa Frevo Brasil Indústrias de Bebidas, sedeada em Recife - PE, decidiu entrar no mercado das cervejas no início do novo milênio, lançando, para isso, a cerveja Frevo Pilsen em Julho de 2003. Tal representou um investimento de 20 milhões de reais e coincidiu com o sexto aniversário desta companhia. A área de distribuição desta cerveja pernambucana incidiu, inicialmente, na região do Nordeste, sendo que a empresa esperava conseguir controlar 10% desse mercado no final do  primeiro ano. Estes objetivos ambiciosos não foram totalmente atingidos pelo que, em Dezembro de 2005, a Frevo apareceu no mercado com uma nova fórmula, pronta a agradar ao gosto do consumidor brasileiro.

Germânia

- Apesar do nome idêntico, não se deve confundir esta cervejaria com uma que existiu no início do século XX e que entretanto desapareceu. A atual Germânia foi fundada em 1991 na cidade de Vinhedo - SP. Após um início difícil, a contratação de um mestre cervejeiro e o investimento no desenvolvimento da fábrica fez com que a empresa se tornasse conhecida, especialmente na venda de chopp. Resultado: hoje a Germânia responde por 10% do mercado de chopp de São Paulo e prepara-se para obter a mesma performance longe da região Sudeste. Para além do chopp, a Germânia comercializa também a cerveja Pilsen e a Escura.

Guitt's/Refrigerantes Convenção

- A Guitt's, criada em 2001 pelos Refrigerantes Convenção, é uma nova aposta desta empresa e resulta num investimento que permitiu criar na cervejaria uma capacidade instalada suficiente para produzir 300 mil hectolitros anuais. Localizada em Caieiras - SP, a firma produz a Guitt's Pilsen e a Guitt's Malzbier. E porquê Convenção? Em 18 de abril de 1873, um encontro denominado “Convenção de Itu”, reuniu um grupo de paulistas partidários do derrube do regime monárquico. Eram, na sua maioria, fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais e beneficiários dos negócios da grande lavoura cafeeira. Neste encontro foram propostos novos princípios para a organização do país e lançadas as bases do movimento republicano. Foi este grande marco histórico que inspirou a criação da marca Convenção.

Kaiser

– Tudo começou em 1980, ano em que Luiz Otávio Possas Gonçalves, um dos principais accionistas do grupo Gonçalves-Guarany, proprietário, desde 1947, de duas grandes engarrafadoras de Coca-Cola no estado de Minas Gerais, passou a perder gradualmente a sua participação no mercado de refrigerantes. De facto, as duas maiores marcas líderes do mercado de cervejas praticavam um tipo de vendas em que quase obrigavam o comerciante a comprar guaraná e soda à empresa que também lhe vendia cerveja. Para tornear esse problema, Luiz Gonçalves optou por passar a fabricar, ele próprio, cerveja. Arriscando todo o capital de que dispunha para construir uma nova cervejaria em Divinópolis - MG, a Kaiser rapidamente conseguiu colocar a sua primeira garrafa no mercado, a 2 de Abril de 1982. O nome Kaiser foi escolhido devido ao seu significado em alemão (‘Imperador’), por ser uma palavra de pronunciação fácil e por associar à imagem da marca a tradição dos antigos cervejeiros alemães. O rápido sucesso que a empresa teve em Minas Gerais possibilitou a expansão da estrutura com novas fábricas em Mogi-Mirim – SP e Nova Iguaçu – RJ. No final de 1983, a Kaiser já distribuía para os grandes mercados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nessa mesma época, a tradicional cervejaria holandesa Heineken, uma das maiores exportadoras de cerveja do mundo, passou a dar assistência técnica à Kaiser. Em 1984, a Coca-Cola Internacional entrou na sociedade, ao comprar 10% da cervejaria, convencida que o mercado brasileiro apresentava características incomparáveis ao resto do mundo. Em 1986, a marca Kaiser já estava em Goiás, na região de Brasília e Mato Grosso. Depois, em Setembro de 87, foi criada uma nova unidade em São Paulo, na cidade de Jacareí, o que reforçou o abastecimento na região. O crescimento da companhia fez-se também através de aquisições e lançamento de novos produtos, como aconteceu com a compra da marca Xingú, da Cervejaria Independente Lda., de Toledo – PR e o aparecimento de uma nova marca de cerveja pilsen baptizada de Santa Cerva. Em 2002 viria a ocorrer uma grande alteração no capital social da empresa, já que a canadiana Molson Inc. adquiriu a companhia por US$ 765 milhões. A operação envolveu a aquisição das Cervejarias Kaiser Brasil S.A, Cervejarias Kaiser Pacatuba S.A., Cervejarias Kaiser Nordeste S.A. e Cervejarias Kaiser Goiás S.A., com a transferência de 100% das ações da Bavaria Ltda., ficando somente a denominação Cervejarias Kaiser Brasil S.A. Apenas 4 anos depois a Kaiser viria a ser novamente comprada, desta vez pela mexicana Femsa que adquiriu 68% do capital da empresa, continuando 15% com a Molson e 17% com a Heineken. Hoje, a Kaiser possui 10 fábricas, gera cerca de 2300 empregos diretos e 620 indiretos. A estratégia de expansão da empresa continua forte e ativa, com lançamentos de produtos como a Kaiser Gold (uma cerveja que já existia no Sul e que agora passou a ser vendida também em São Paulo), a Santa Cerva Malzbier e a Bavaria Premium em lata, uma das mais antigas cervejas do Brasil. Para além disso, novas unidades foram surgindo, como sejam as de Araraquara - SP, Feira de Santana - BA, Ponta Grossa - PR e Gravataí - RS.

Krill

- A Cervejaria Krill, fundada em 1987, está localizada na Estância Hidromineral de Socorro - SP, a 140 Km da capital paulista, povoação famosa em todo o país pelas suas riquezas naturais e pela abundância de fontes de água mineral. A privilegiada região em que a empresa se localiza é conhecida como "Circuito das Águas" e atrai, todo o ano, milhares de turistas que procuram descanso e contacto com a natureza. Em 1994, a cerveja Krill começou a ser produzida de uma forma quase artesanal, isto apesar da história da empresa se ter iniciado bastante antes, mais precisamente na década de 50 do século passado. Da produção de bebidas como  licores e conhaques, rapidamente se passou à elaboração de refrigerantes, nomeadamente o Guaraná Mantovani ou Indião, como é conhecido na região. Esta bebida depressa se tornou líder do mercado regional, sendo um sucesso absoluto entre os habitantes locais e os turistas e visitantes do "circuito das águas". No início dos anos 80, ainda sob o comando dos Mantovani, a empresa foi vendida a um grupo de empresários paulistas. O início da produção de cerveja resultou do facto desses empresários terem sentido a necessidade de lançar um novo produto no mercado. A Krill teve então algum sucesso e, com ele, tornou-se evidente a necessidade de se efetuarem mais investimentos. No início de 1996, a empresa adquiriu uma linha de produção ainda mais moderna, munida de centrais computorizadas. Mais recentemente foi lançada a Malzbier nas versões garrafa de 600 ml e long neck. A empresa comercializa também o Chopp Krill.

Kilsen

- A história da cerveja Kilsen começa a 3 de Julho de 1984, com a aquisição de uma pequena engarrafadora de aguardente na cidade de Chapecó - SC. A perseverança e tenacidade dos novos proprietários fizeram com que a fábrica rapidamente atingisse a sua capacidade máxima de produção, pelo que se tornou necessário ampliar as instalações e mesmo deslocalizá-las. Em Novembro de 1987, a empresa transferiu-se para novas instalações, tendo por objectivo a criação de uma rede distribuidora capaz de satisfazer todo o mercado brasileiro e mesmo alguns países do Mercosul. Atualmente, a companhia produz a Kilsen Pilsen, a Kilsen Chopp, a Kilsen Malzbier e a Kilsen Extra.

Lecker/Worldbev

- A Worldbev (antes conhecida por Fornel e Cia.) está presente no mercado de bebidas há mais de 40 anos (bebidas Boite Show), elaborando produtos tão diversificados como sejam os refrigerantes, cervejas, vinhos, chopps, destilados, entre outros. Atualmente, a empresa está instalada numa área de 100.000 metros quadrados, na cidade de Capivari, estado de São Paulo. Tendo-se dotado dos mais modernos e sofisticados equipamentos para elaboração e engarrafamento dos seus produtos, a companhia comercializa, hoje em dia, várias marcas de cerveja, a saber: Lecker Pilsen, Piva, Prosit, Lecker Malzbier e Lecker Munique.

Lokal/Cervejaria Teresópolis

- A Cervejaria Teresópolis, uma divisão industrial da tradicional Bebidas Comary, empresa líder de mercado em compostos alcoólicos, apostou, no início de 2003, no lançamento da cerveja Lokal Bier (que quer dizer "cerveja da nossa terra"), após investir cerca de 40 milhões de dólares. Gerando 480 empregos directos e indirectos, a Cervejaria Teresópolis tem potencial somente na 1ª fase para produzir mais de 10,8 milhões de garrafas de 600ml por mês, com perspectiva de ampliar para mais de 24 milhões/mês na 2ª fase (já em andamento). Atualmente, a empresa possui uma rede de 60 distribuidores, estando presente em mais de 250 mil postos de venda e em cinco estados diferentes: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e São Paulo. Do seu portefolio fazem parte a Ale, a Bock, a Dortmunder, a Ice, a Malzbier, a Munchen, a Weissbier, a Porter, a Stout e a Pilsen

Schincariol

- A história da Schincariol começa em 1939, na cidade paulista de Itu. Fundada por Primo Schincariol, a pequena e simples fábrica limitava-se a produzir refrigerantes, como a famosa Itubaína com sabor a tutti-frutti. Durante muitos anos a empresa manteve-se a um nível regional, só se destacando a partir de 1989, altura em que começou a produzir a sua primeira cerveja, tipo pilsen, que foi logo um sucesso em termos comerciais. Hoje, a Schincariol tem 7 fábricas, que produzem mais de 2,1 biliões de litros de cerveja por ano. A sua linha de produtos é formada por cervejas, chopp, refrigerantes e água mineral e estes são distribuídos em todo o território brasileiro, para além de vários países do Mercosul, Ásia e Europa. Em 2003, a empresa lançou a All Beer, uma marca própria dos supermercados Carrefour, resultante de intensas negociações entre as duas firmas. A gama de cervejas da Schincariol inclui a Nova Schin, a Primus, a Glacial e a NS2. A sua última unidade industrial localiza-se em Igrejinha - RS e resulta de um investimento de R$ 170 milhões. A planta vai produzir 150 milhões de litros de cerveja e 50 milhões de litros de refrigerante e água mineral por ano, com geração de 300 empregos diretos e 2,4 mil indiretos.

Nota:
- Durante 2007/2008, a Schincariol comprou as microcervejarias Nobel, Devassa, Baden-Baden e Eisenbahn. Eis uma breve história sobre a Indústria de Bebidas Igarassu (IBI), fabricante da cerveja Nobel:

A Indústria de Bebidas Igarassu (IBI) iniciou as suas operações em Setembro de 2006, na cidade de Igarassu, situada a cerca de 30 km de Recife. A cidade foi escolhida por possuir um lençol freático com uma das águas mais puras do Brasil, o que possibilita a produção de uma cerveja com muito qualidade.A Nobel começou a ser vendida em Outubro de 2006 e rapidamente se tornou num sucesso em Recife. Os consumidores receberam a novidade de braços abertos e, em apenas nove meses, a cerveja já havia conquistado 6,4% de participação de mercado na cidade. Um desempenho excepcional, que poucas vezes foi visto na história do disputado mercado de cervejas. Em 2007, o Grupo Schincariol comprou a IBI e a marca Nobel. Foi assim que a marca se expandiu para outras praças no Nordeste, como Maceió e Salvador. Este processo de expansão ganhou mais força com a comercialização de Nobel no interior do Estado da Bahia, em Aracaju (SE), Natal (RN) e João Pessoa (PB). Em Abril e Maio do mesmo ano, a Nobel também começou a ser comercializada em Fortaleza (CE), Teresina (PI) e em São Luís (MA), onde a cerveja só foi vendida em supermercados e hipermercados. Em São Paulo, na capital e em algumas cidades do interior, a Nobel pode ser encontrada na rede Pão de Açúcar.

Spoller/I.N.B.E.B.

- A Spoller é uma empresa que iniciou as suas atividades em Ourinhos - SP, local onde produz a tradicional cachaça Oncinha. Em 1997 a companhia passou também a produzir a cerveja Spoller e, numa tentativa de aumentar a capacidade de produção, mudou-se em 2004 para a cidade de Londrina

- PR, adaptando a empresa uma nova designação comercial: - INBEB - Industrial Norte Paranaense de Bebidas, Ltda. A firma comercializa as cervejas Spoller Pilsen e Spoller Malzbier.

E eis-nos na altura de regressarmos à história bem recente da AMBEV e da INBEV. Por motivos cronológicos, falemos então da primeira. A Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV) resultou da fusão das históricas: - Companhia Antarctica Paulista e Companhia Cervejaria Brahma.
Após longos meses de negociações, as empresas chegaram a um acordo, criando, assim, a 5ª maior empresa de bebidas do mundo. Esta nova empresa possuía, no seu leque de marcas, produtos tão famosos como a Brahma, a Antarctica, a Skol, a Bohemia e ainda outras marcas como a Kronenbier, a Caracu, a Carlsberg, a Miller, a Polar e a Serramalte. A única designação que alienaram foi a Bavária, vendida ao gigante canadiano Molson que, entretanto, adquiriu o grupo Kaiser. Apesar desta junção, os produtos mantiveram a sua autonomia e diferentes ritmos de desenvolvimento. Por exemplo, logo no ano 2000 a Antarctica aproveita para mudar de visual, apresentando uma nova cor, um novo rótulo e uma nova campanha na comunicação social, cujo slogan era: "Mudou ou não mudou?". Do lado da Brahma, apareceram as embalagens termossensíveis que indicavam se a cerveja estava gelada e, portanto, no ponto exacto para ser bebida.

Mas não foi apenas na área das cervejas que a AMBEV apostou forte. Através de aquisições e fortes campanhas publicitárias lançou novos produtos em mercados pouco tradicionais, como foi o caso do grande investimento que fez em Portugal e Porto Rico por altura da introdução nesses países do Guaraná Antarctica. Aliou-se igualmente a empresas importantes, como a argentina Quilmes, a peruana Embotelladora Rivera ou a equatoriana Cerveceria SurAmericana, facto que lhe permitiu aceder com mais facilidade a alguns países da América do Sul e Central. Chegou mesmo a comprar as uruguaias Salus e Cympai (produtora das marcas Nortea e Prinz).
A nível interno, foram apresentados três novos produtos: - Skol Beats, a Bohemia escura e a Bohemia Weiss.

Ainda o mercado não tinha absorvido por completo a junção da Brahma com a Antarctica, já outro terramoto comercial se adivinhava: a união entre a AMBEV e a Interbrew. Tal viria a ser anunciado em 2004, originando a criação da INBEV, uma empresa com mais de 200 marcas no seu portefolio, entre as quais se encontram as bem conhecidas Beck's, Brahma, Stella Artois e Leffe. Empregando cerca de 85.000 pessoas e estando presente em 32 países, a INBEV é actualmente a maior empresa cervejeira do mundo, vendendo cerca de 202 milhões de hectolitros de cerveja e 31,5 milhões de hectolitros de refrigerantes só em 2004. A Interbrew era uma empresa de raízes belgas, formada pela junção da flamenga Stella Artois com a Piedboeuf da região da Valónia. O seu carácter regional só desapareceu quando adquiriu a canadiana Labatt, uma companhia que, à altura, era practicamente do mesmo tamanho que a Interbrew. A partir daí, através de fusões e aquisições, tornou-se na maior companhia de cervejas do mundo, à frente de gigantes como a SABMiller, a Anheuser-Busch e a Heineken.

Já sob a nova gerência, é introduzida, ainda em 2004, a cerveja Serrana, com uma receita inédita, elaborada a partir de várias fórmulas datadas do início do século XX e que foram encontradas na fábrica da cervejaria Antarctica durante a catalogação do Projecto Memória Viva da empresa. Para além desta, surgem também a Bohemia Royal Ale, a Brahma Liber e a Skol big-neck, em garrafa de 50cl e com tampa de rosca.

Resta-nos deixar uma última palavra para a cerveja que é líder incontestada do mercado brasileiro: - a Skol.
Curiosamente, a ideia de formar a Skol surgiu na Europa, em 1964, a partir de um grupo formado por seis cervejarias entre as quais se incluia a "Sociedade Central de Cervejas", de Portugal. Inicialmente, a Skol associou-se ao Grupo S (Scarpa), que era detentor de 4 cervejarias: a Rio Claro (Caracu), a Santista, a Cayru e a Londrina. Essa união originou a Indústrias Reunidas Skol/Caracu, S.A., que viria a lançar a cerveja Skol Pilsen. Em 1970, a Skol é adquirida pela BRASCAN, grupo formado por empresários brasileiros e canadianos. A estrutura accionista só viria a ser alterada em 1980, ano em que a Brahma compra a empresa, juntando às suas marcas a Skol, a Caracu e a Ouro Fino. Sempre na vanguarda da tecnologia, a Skol foi a primeira cerveja em lata do Brasil a ser comercializada em folha de flandres, para além de ter inovado com embalagens descartáveis de vidro e tampas de abertura fácil. Por outro lado, novas versões vão surgindo, como sejam a Skol Bock, a Skol Ice e a Skol Fest (cerveja em lata de 5 litros, acompanhada de bomba e bolsa térmica), mantendo-se igualmente a aposta na Caracu (relançada em lata em 1998). É também firmado um acordo com a Carlsberg, o que permite à Skol distribuir esta marca no Brasil. A última grande novidade desta empresa foi o lançamento, em 2002, da Skol Beats, uma cerveja refrescante e de aspecto moderno e, mais recentemente, a Skol Lemon, uma cerveja com um ligeiro sabor a limão.

O mercado de cervejas brasileiro tem sofrido fortes convulsões nos últimos anos, quer com a junção da Brahma e da Antarctica no grupo AMBEV, quer com a posterior fusão entre esta e a belga Interbrew, que deu origem a um dos maiores grupos cervejeiros do mundo: - a INBEV. Para além desta situação, um outro fenômeno tem ganho particular destaque neste mercado tão competitivo: a expansão das microcervejarias. Após o aparecimento da primeira, que muitos consideram ser a Bavarian Park de Curitiba, surgem, por ano, entre 4 a 6 novas marcas, elaboradas tendo em vista a qualidade do produto e a satisfação do consumidor. Com cervejas que fogem do padrão comum, nomeadamente o tipo pilsen, tão querido das grandes cervejeiras brasileiras, estas pequenas explorações estão, a pouco e pouco, a conquistar o paladar do povo brasileiro. Para estas microcervejarias, a criatividade não tem limites, não sendo por isso de estranhar o surgimento de cervejas com sabor a fruta, chocolate ou tequila. Tal facto já se reflectiu nas grandes empresas, obrigadas a criar novos produtos que acompanhem essas tendências. Foi o caso do lançamento de uma série de cerveja preta especial da marca Bohemia, com garrafa personalizada e numerada. Deste modo, importa também ficar a conhecer um pouco das mais importantes microcervejarias brasileiras. Por questões de espaço, não nos é possível falar de todas, nem descrevê-las ao pormenor como muitas mereceriam. Fica apenas um pequeno apontamento sobre aquelas que nos parecem mais relevantes. A saber:

Alles Bier

- A fábrica da Alles Bier foi fundada em Curitiba decorria o ano de 1986. Esta pequena cervejaria, idealizada por alemães que vivem no Brasil, produz, ainda hoje, as suas cervejas sem recorrer à junção de quaisquer aditivos, resultando num produto fresco e sem pasteurização. Em Curitiba estão centralizadas as fases de cozimento, fervura e fermentação, garantindo assim higiene, homogeneidade de fabricação e controlo de qualidade. Cerca de 90% da produção é consumida na Alles Bier, a cervejaria/botequim/discoteca que apoia este projecto. Situado em Campinas, o espaço possui 1800 metros quadrados onde se concentra, para além do grande balcão que circunda a mini-fábrica de cerveja, a pista de dança, o restaurante e uma completa infra-estrutura para eventos especiais. Tudo isto aliado à qualidade da cerveja produzida artesanalmente.

Ashby

- A Cervejaria Ashby foi criada em 1993 pela família com o mesmo nome. Localizada em Amparo - SP, cidade que pertence ao Circuito das Águas, a empresa beneficia das óptimas condições locais e da excelente água mineral aí existente para produzir chopp e cerveja de alto gabarito. O objectivo maior da cervejaria sempre foi o de elaborar produtos de qualidade superior, pois os seus donos consideravam que o país ainda não possuía a cultura das cervejarias gourmet europeias. A sua primeira cerveja foi produzida em 1995 e desde então vem apostando fortemente no segmento do chopp personalizado. A empresa, onde pontifica o mestre cervejeiro Scott Ashby, comercializa o chopp Pilsener, a California Cooler (um produto inovador igualmente conhecido como chopp de vinho), o chopp Porter (chopp escuro), o chopp Weiss, o Hops Pilsen e o Hops Escuro, sendo estes dois últimos, basicamente, chopp engarrafado, ideais para viagens ou para consumir em casa. Leia a entrevista que fizemos à Ashby clicando aqui ou veja a newsletter da companhia.

Belts Beer

- Esta microcervejaria de Goiânia produz chopp artesanalmente, feito a partir de técnicas especiais que dispensam o uso de quaisquer produtos químicos, conservantes ou estabilizantes de espuma. A sua fermentação é feita a uma temperatura abaixo dos 12 graus, enquanto a das grandes fábricas é processada, em geral, entre os 16 e os 17 graus. Apesar de possuir o mesmo teor alcoólico da cerveja industrializada (4,5%), o chopp natural é isento de corantes e o fermento permanece vivo no líquido, garantindo a reposição do complexo B no consumidor e neutralizando qualquer indisposição estomacal. Além de atender o movimento da casa com 60% da produção de 10 mil litros de chopes mensais, a Belts Beer também comercializa a sua bebida para uso doméstico, através da venda de barris de chopp.

Bierland

- Quando começou a produzir, em 2003, a capacidade instalada da Bierland era de 20 mil litros/mês, tendo sido posteriormente ampliada para 60 mil litros/mês após a compra de novos equipamentos de produção e extracção do chope. Abrangendo inicialmente a zona de Santa Catarina, a distribuição da Bierland espera alargar o seu campo de actuação através do lançamento de novos projectos, nomeadamente o envasamento dos seus produtos, o que permitirá uma venda mais fácil por todo o Brasil. Nesta cervejaria, a qualidade do chope é assegurada pelo mestre cervejeiro Ilceu Dimer, que trabalha no ramo desde 1977. Relativamente aos produtos que comercializa, a Bierland apresenta três variedades: o Chope Pilsen (teor alcoólico de 4,8%), o Chope Bock (é uma variação de uma lager, de coloração escura e de teor alcoólico de 5,8%) e o Chope Weizenbier (naturalmente turvo, é produzido com malte de cevada e de trigo).

Borck

- A cerveja Borck foi lançada em 1996 na cidade de Timbó - SC, fruto da vontade de Brunhard Borck em criar uma pequena firma onde se pudesse elaborar cervejas de qualidade e de modo artesanal, como é habitual na Europa. No dia 25 de Agosto de 1996, sai dos tanques da companhia a primeira cerveja, elaborada sob a direcção do mestre cervejeiro húngaro Zoltan Yhaz. Actualmente, a Borck já é distribuída nas cidades de Jaraguá do Sul, Balneário de Camboriú, Blumenau, Canoinhas, Lages, Indaial, Pomerode e Rio do Sul, para além de Timbó, claro. Produzindo cerca de 20 mil litros por mês, a Borck comercializa os chopes Pilsen e Malzbier.

Cervejaria Abadessa

- Após morar 13 anos em Munique, o epicentro cervejeiro da Alemanha, e trabalhar na Cervejaria Spaten Brauerei, detentora da marca Franziskaner Weissbier entre outras, Herbert Schumacher regressou ao Brasil em 1999, com o objectivo de criar um espaço onde as pessoas pudessem desenvolver o gosto pela cultura cervejeira alemã. Tal sonho viria a tornar-se realidade em 2005, ano em que juntamente com os irmãos Rosenbach e um grupo de investidores da Baviera liderados por Gunther Warter, fundou a Cervejaria RSW – Abadessa. O início das actividades fabris aconteceu a 2 de Abril de 2006, com a produção de 750 litros de Festbier no município de Pareci Novo/Vale do Cai - Rio Grande do Sul. Presentemente, produzem as cervejas Abadessa Export, Slava Pils, Abadessa Helles, Dunkles Nektar, Abadessa Weizenbier, Frankonia Rauchbier, Abadessa Festbier e Emigrator Bock/D-Bock.

Cervejaria Baden-Baden

- Esta microcervejaria produz, possivelmente, algumas das melhores cervejas do Brasil. Desenvolvidas por dois Carlos Hauser (pai e filho), as cervejas são o complemento perfeito para uma deliciosa refeição, tipicamente alemã, servida na choperia Baden-Baden. Localizada em Campos do Jordão, a cervejaria que lhe está associada produz inúmeras cervejas de qualidade, como a Red Ale (estilo Barley Wine; 7,5% ABV), a Cristal (estilo Pilsen; 3,8% ABV), a Golden (estilo Ale; 3,8% ABV), a Stout (6,5% ABV), a Bock (5.5% ABV) e a 20 Anos (cerveja estilo Bitter Ale e comemorativa dos 20 anos da choperia Baden-Baden). Para além destas, existem igualmente duas cervejas sazonais: a Celebration Inverno (estilo Doppelbock; 8,2% ABV) e a Celebration Verão (estilo Weiss; 5,5% ABV). Infelizmente, o espaço é pouco para descrever todas as qualidades das cervejas atrás mencionadas, algo facilmente constatável pelo reconhecimento e prémios internacionais que algumas delas já obtiveram. O único conselho que deixamos é: se realmente gosta de cerveja, experimente uma Baden-Baden! Atualização: em Janeiro de 2007, a Schincariol comprou a Baden-Baden.

Cervejaria Bierbaum

- Bierbaum ou "Árvore de Cerveja" é o nome de um dos sócios desta companhia, formada pelos austríacos Josef Suppan e Karl Bierbaum e família. Adeptos do conceito europeu de se produzir cervejas artesanais e diferenciadas, em ambientes em que o público possa visualizar o processo de fabricação, decidiram inaugurar em 2004, na cidade de Treze Tílias - Santa Catarina, uma microcervejaria anexa ao restaurante Edelweiss. De início, a capacidade de produção era de 10 mil litros/mês, com opção de três sabores: chopp pilsen, frutado e escuro. A empresa, além de servir o chopp no local, diretamente dos tanques da cervejaria a uma temperatura de -1º C, disponibiliza também o produto em barris de 10, 15, 30 e 50 lts. Como nome comercial, os donos escolheram "Edelbier", que traduzido para português significa "Cerveja Nobre". Foto do meu amigo e mestre-cervejeiro Evandro Zanini e do Marcelo comemorando a chegada da Bierbaum a Ribeirão Preto-SP.

Cervejaria Canoinhense

- Tudo começou na estrada Itapocu em Corupá - SC, local escolhido por João Otto W. Loeffeland para instalar uma pequena cervejaria. Tendo chegado ao Brasil em 1897, procedente da Alemanha, Otto casou-se já no país e, nessa altura, decidiu mudar o sobrenome para Loeffler.  Em 1924, Loeffler instala-se em Canoinhas e adquire a Cervejaria Canoinhense (fundada em 1908 por Luis Kaesemodel), que é provavelmente a cervejaria artesanal mais antiga do Brasil. Aí passa a produzir a cerveja escura de alta fermentação com a marca Nó-de-Pinho. Sobre a direcção do actual dono e mestre-cervejeiro, Rupprecht Loeffler, a Cervejaria de Canoinhas - SC produz cerveja e chope artesanais baseados numa receita que está na família há 5 gerações, seguindo a Reinheitsgebot - Lei da Pureza Alemã. Os tonéis de carvalho onde as cervejas maturam foram trazidos da Alemanha e têm mais de um século. A produção é de cerca de 1500 garrafas por mês. As suas principais marcas são a escura Nó de Pinho, a clara Jahu e a Mocinha. Todas possuem um teor alcoólico a rondar os 3%. Junto à fábrica fica o bar que é tão antigo quanto a cervejaria, estando decorado com animais empalhados.

Leia mais sobre a Cervejaria Canoinhense nessa notícia que saiu no jornal A Notícia. (Actualizado a 30/09/2010).

Cervejaria Cevada Pura

- Fruto do espírito empreendedor de dois jovens do interior do estado de São Paulo - Carlos Alberto Colombo e Alexandre Augusto Peres Moraes, a Cevada Pura teve o seu início no ano de 1998, altura em que estes dois amigos formaram uma sociedade com o objectivo de produzir chopp de qualidade. Tendo escolhido Piracicaba como local para instalarem a fábrica, teriam de aguardar até Setembro de 2001 até que esta estivesse pronta a laborar. Actualmente, a empresa vende chopp em barris de 15 a 50 litros, podendo estes conter as variedades Pilsen Cevada Pura (teor alcoólico de 3,8% e cor opaca devido a não ser filtrada), Chopp de Trigo (cor alaranjada e teor alcoólico próximo dos 5,5%) e Chopp Escuro (cerveja tipo stout, com teor alcoólico entre os 6% e os 7%).

Cervejaria Cidade Imperial

- Localizada em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, esta cervejaria produz o exclusivo Chopp Premium, fabricado utilizando processos idênticos aos que são ainda usados nas microcervejarias alemãs. Aproveitando a excelente água que existe em Petrópolis, reconhecida como uma das melhores do país, e fazendo uso de uma fórmula trazida por imigrantes alemães que obedece rigorosamente à Lei da Pureza da Cerveja Alemã, o chopp Imperial apresenta um excelente sabor e não recorre ao uso de conservantes. Existente nas versões escura e clara, o chopp pode ser adquirido em barris de 10, 30 ou 50 litros. Pode também experimentar a versão âmbar, resultante da mistura da cerveja escura com a clara.

Cervejaria Colorado

- A Cervejaria Colorado, do carioca Marcelo Carneiro da Rocha, é um bom exemplo da forte aposta que alguns empresários estão a fazer no segmento das microcervejarias. Há quase dez anos, montou a sua própria empresa na “Capital do Chope”  (leia-se Ribeirão Preto), onde produz três tipos de chopes Premium: a Weissbier (de trigo, não filtrado), o tradicional Pilsen e o elaborado Índia Pale Ale, este último já classificado pelo guru da cerveja, Michael Jackson. Os chopes Premium da Cervejaria Colorado são elaborados com a mais pura água do Aquífero Guarani. A fórmula de sucesso leva ainda malte seleccionado, lúpulo checo, fermento especial e uma grande dose de criatividade no processo de elaboração. As cervejas Colorado podem ser encontradas em vários locais de Ribeirão Preto, em Sertãozinho (Bar do Pedrão), Angra dos Reis (Hotel Portobello e Hotel do Frade), Campos Jordão (Hops Bar) e São Paulo (Restaurante Arábia, Bar 13, Nyc Nyc, Terraço Paulista e Finnegan's Pub).

Cervejaria da Ilha

- Situada em Florianópolis - SC, na ilha, esta microcervejaria produz o Chopp Ilhéu, que surge em três estilos diferentes: - pilsen, stout e red ale. Curiosamente, a água utilizada para fabricar a cerveja é captada num  lençol freático que passa por baixo da fábrica! Para além disso, os tanques de fermentação e cozimento foram fabricados no próprio local, o que transmite uma característica especial a esta cervejaria.

Cervejaria Estância Alto da Serra

- Esta nova aposta do empresário Elói Carlone, dono da Estância Alto da Serra, espaço que é uma referência em shows country e sertanejo, fica localizada em Itaim - SP. A cervejaria tem capacidade para receber 2 mil pessoas e a sua arquitectura rústica reproduz o animado cenário de um saloon com 5 ambientes: o piso de entrada, a 'mezzanine', a cachaçaria, a loja e a pista de dança. Para além dos inúmeros espectáculos, é também um bom local para jantar e para experimentar os chopps Estância, nomeadamente o Premium, o Black, o Menta, o Groselha e o Vinho.

Cervejaria Fellice

- A Cervejaria Fellice foi inaugurada a 10 de Junho de 2002, sendo a primeira e, até ao momento, única cervejaria artesanal de Manaus. No seu interior, a Fellice tem capacidade para 400 pessoas sentadas, distribuídas em 6 ambientes diferentes: 'Mezzanine' externo, 'Mezzanine' Interno, Sala Vip, Térreo externo, Salão principal e Adega. Nestes locais pode-se apreciar 4 tipos diferentes de cerveja: a Pilsen - o estilo mais tradicional no Brasil; a Ale - de alta fermentação; a cerveja Escura - produzida com um malte que lhe oferece esta cor e a Weizen - cerveja clara de trigo de alta fermentação e naturalmente turva. As cervejas foram desenvolvidas pelo mestre cervejeiro André Nothaf e seguem os mais rigorosos padrões de qualidade e higiene, mantendo a Lei de Pureza Alemã.

Cervejaria Heimat

- A Heimat foi fundada em 2005 na cidade de Indaial, na região do Médio Vale de Santa Catarina, conhecido como Vale Europeu, devido à forte presença de imigrantes de origem alemã. Os proprietários são Georg Sigmar Nuber e a sua irmã Elisabeth Nuber, descendentes de alemães da cidade de Lindau. A receita da cerveja foi resgatada pelo dono da Heimat à história dos seus familiares, que já faziam cerveja nos porões das suas casas medievais. Heimat significa "terra natal", homenagem aos avós de Georg Nuber. Saiba mais sobre a Heimat aqui.

Cervejaria Imperial

- As portas da Imperial foram abertas em Outubro de 2003, no mesmo endereço que abrigou por muitos anos o Zillerthal, no conhecido Largo de Moema, São Paulo - SP. O espaço da cervejaria é acolhedor e a decoração é inspirada no Brasil Imperial. O prédio de dois andares é recheado de raridades que compõem o Museu da Cerveja, com peças que pertenceram à antiga fábrica da Bohemia, fundada em 1853, em Petrópolis - RJ e à Companhia Antarctica Paulista, entre outras. Produzindo chopp claro e escuro, elaborados em colaboração com a AMBEV, a casa serve também pratos típicos alemães, petiscos, massas e saladas. Destaque para a feijoada em buffet, servida aos almoços de Sábado.

Cervejaria Independente/Palma Louca Pils

- A Cervejaria Independente de Toledo - PR não é propriamente uma microcervejaria, apesar do seu tamanho não ser comparável a uma Brahma ou Kaiser. A sua especificidade reside no facto de apostar fortemente no mercado da exportação. Tal apetência pelo exterior iniciou-se com a venda nos Estados Unidos e França da Xingu Black Beer (1988), uma cerveja preta, forte, que já ganhou a medalha de ouro do Beverage Testing Institute de Chicago. Mais recentemente (1998) a firma lançou a Palma Louca Pilsen, um produto que apela à imagem exótica que o Brasil transmite para os outros países. Trata-se de uma cerveja tipo lager, muito refrescante e suave, bem ao gosto de países com climas quentes.

Cervejaria Mistura Clássica

- Localizada em Volta Redonda - RJ, esta microcervejaria produz chopp próprio, distribuindo-o por cidades próximas da sua sede, nomeadamente Barra Mansa, Valença e Resende. A cerveja é elaborada sem corantes e estabilizantes e as receitas seguem o enunciado pela Lei da Pureza Alemã - a Reinheitsgebot. Na sua fórmula utilizam apenas elementos naturais como água purificada, malte, lúpulo e fermento. No bar da fábrica da Mistura Clássica, para além dos petiscos e vários pratos de carne ou marisco, é possível experimentar o Chopp Pilsen, o Chopp Premium, o Chopp Extra, o Chopp Ale Amber, o Chopp Stout Café (mistura bastante curiosa entre chopp e um toque de café) e o Chopp Pilsen Frambor (cerveja Pilsen com aroma natural de framboesa).

Cervejaria Munique

- Com mais de 20 anos de história, a cervejaria Munique foi pioneira neste segmento, ao instalar-se dentro de um shopping center, em São Paulo - SP. Desde a sua inauguração em 1984, a condução dos destinos da companhia ficou a cargo de Arno van Enck, que tem no seu currículo, entre outros, a gestão do conhecido restaurante Recreio Holandês, que esteve instalado num tradicional bairro Alemão de São Paulo entre 1930 e 1983. Para além de várias marcas de cerveja estrangeiras, aqui também é possível apreciar o chopp Munique, produto exclusivo e fabricado na cidade de Vinhedo, a 70 Km de São Paulo. A partir deste último, é possível fazer várias misturas, entre as quais se destacam a Choco Beer (chopp claro com licor de cacau), a Beerberry (chopp claro com groselha), a Blu Beer (chopp claro com Curaçao) e a Royal Beer (chopp claro com licor de cassis).

Cervejaria Paulista

- Com dois estabelecimentos distintos, um em Guarulhos e outro em Tatuapé, a Paulista, apesar do nome, não produz chopp próprio, antes vendendo o da Brahma. No entanto, este merece um tratamento especial, saindo de torneiras douradas e podendo ser misturado, para quem preferir, com uma dose de groselha, licor de menta ou até de tequilla. De resto, muita música, dança e animação.

Cervejaria Premium/Fass

- Pertença do grupo Aralco (Araçatuba Álcool S/A),  a Cervejaria Premium resultou do investimento de 68 milhões de reais, necessários para a produção da Fass (barril, em alemão): cerveja leve, tipo pilsen e com graduação alcoólica de 4,8%. A primeira unidade, localizada em Frutal-MG, tem potencial para produzir mais de 100 milhões de litros de cerveja por ano. A escolha da cidade no Triângulo Mineiro foi motivada por dois aspectos fundamentais: a qualidade da água e a localização estratégica para a distribuição do produto, que inicialmente teve a sua comercialização feita em quatro Estados: Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Na primeira fase de produção, a Cervejaria Premium estima colocar no mercado cerca de 35 milhões de litros/ano, podendo estender esta capacidade até chegar aos tais 100 milhões de litros, dependendo da aceitação do produto nos diferentes mercados em que vai actuar.

Cervejaria Universitária

- Estabelecida em Barão Geraldo - SP desde 2002, a Universitária já conquistou a região de Campinas com a sua cerveja artesanal de alta qualidade. Com uma produção de 25 mil litros de cerveja, a empresa do mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli (ex-Brahma) tem duas lojas de fábrica em Valinhos e Vinhedo, para além das fábricas em Barão Geraldo, Americana e Itu. Todas as cervejas da Universitária são feitas sem corantes ou aditivos, seguindo a Reinheitsgebot ou Lei de Pureza da Baviera, de 1516, podendo ser degustadas em quatro estilos diferentes: a Pilsen Clássica, a Amber (cerveja de alta fermentação, elaborada com maltes especiais que lhe conferem a cor), a Porter (escura e de alta fermentação, com graduação alcoólica de 7% vol.) e a Hefeweizen (turva e de alta fermentação).

Cervejaria Zanni

- Em 1975, José Eugénio, um então jovem empreendedor, tornou-se revendedor de cerveja em Maringá, dando início a um longa carreira de 30 anos no mercado cervejeiro. Em Londrina, nos anos 70, criou a revenda Belon, que comercializava os produtos Skol e em 1994 adquiriu o parque fabril de refrigerantes da Brahma, em Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina), tendo aí instalado a Indústria de Bebidas Zanni, onde começou a produzir o refrigerante ''Guaratuba''. Actualmente, a Cerveja Zanni é feita numa das fábricas mais modernas da América Latina, estando a comercialização a cargo do grupo Allston Brew. A Zanni é do tipo pilsen, suave e com baixo teor alcoólico. Uma das suas principais características reside no "blend do malte feito com cevada importada", ingrediente desenvolvido para compor a cerveja Zanni e que lhe garante assim um sabor exclusivo.

Chopp do Fritz

- Formado como mestre-cervejeiro pela Universidade de Berlim, Jörg Schwabe, 52 anos, trabalhou para grandes empresas cervejeiras durante 22 anos. Em 1993, já com capacidade financeira suficiente para criar a sua própria marca, apresentou o Chopp do Fritz, localizado em Sumaré. Hoje, a Cervejaria Chopp do Fritz tem uma produção mensal satisfatória, mas os directores da empresa têm a perspectiva de dobrar os números actuais (cerca de 100 mil litros por mês). A cervejaria trabalha com quatro tipos diferentes de chopp. São eles: o Klar (chopp claro tipo pilsen, de baixa fermentação); a Koelsch (reserva especial, chope de alta fermentação e não filtrado); a Dunkel (chopp escuro de baixa fermentação) e o Natur (chopp pilsen de baixa fermentação e não filtrado), que são distribuídos nas choperias Beppo e Mitto, de Americana, assim como numa dezena de estabelecimentos de Campinas e regiões adjacentes.

DaDo Bier

- A DaDo Bier é um mix de restaurante, bar, música ao vivo, festas e, claro, cerveja. Situada em Porto Alegre - RS, a empresa chegou a ter uma fábrica no Rio de Janeiro, com capacidade para 60 mil litros mensais. No início de 2001 a DaDo já tinha encerrado as actividades de uma outra microcervejaria em São Paulo (que reunia uma pequena unidade de produção, restaurante, bar e boate no mesmo local), aberta em 1996. Em 2000 também arrendou uma operação semelhante situada no Rio  de Janeiro, a funcionar desde 1998, permanecendo apenas com a produção de cerveja. O objectivo passa por concentrar todas as operações em Porto Alegre. A cerveja artesanal DaDo Bier é produzida sem nenhum aditivo químico ou cereal não maltado, utilizando apenas lúpulo, malte, fermento e água. É uma cerveja aromática, com teor médio de amargo e volume alcóolico que varia entre os 3,5 e os 4%.

Devassa

- A Devassa, dos sócios Cello Macedo, Marcelo do Rio, Joca Muller e Tito Lívio Macedo, é uma cerveja produzida numa unidade própria de mil metros quadrados, instalada na zona portuária do Rio de Janeiro - RJ, que contou com investimentos da ordem dos 1,5 milhões de reais e que surgiu no ano 2000. A produção mensal da fábrica é de 70 mil litros, dos quais 16 mil são engarrafados. A expectativa é chegar a 360 mil litros/mês, a capacidade máxima de produção. Além do Rio de Janeiro, a Devassa já tem um ponto de venda em São Paulo - SP e oito em Londres, onde tem tido uma aceitação excepcional, com direito a citação no Sunday Times, que a apontou como a bebida mais badalada do Rio de Janeiro! A cerveja é produzida em três estilos diferentes: a Devassa Loura, do gênero Pilsen, com características clássicas, mas com sabor mais apurado que uma Lager comum; a Devassa Ruiva ou Ale, uma cerveja mais encorpada, desenvolvida especialmente para o clima brasileiro, daí ter sido baptizada como Tropical Ale; e a Devassa Negra ou Dark Lager somente na versão chope.

Nota:
Em 2007, a cervejaria Devassa foi comprada pela Schincariol por 30 milhões de reais. Com um faturamento anual de 12 milhões de reais, a rede Devassa, com 13 bares no Rio de Janeiro e em São Paulo e uma fábrica no Rio, tornou-se rapidamente numa das marcas mais conhecidas de cerveja e chope artesanal no Brasil.

Fábrica do Chopp

- Fundada pelos irmãos René e Ricardo Davanço Fontes, a Fábrica do Chopp localiza-se na na Rua Paulo Franco, 267, Vila Leopoldina - São Paulo - SP. Aí, num espaço com 600 metros quadrados, é produzido o Chopp Imperatriz, a marca própria da empresa. Foram investidos R$ 1 milhão na microcervejaria para produzir 25 mil litros de chope por mês, sendo que a elaboração das receitas ficou a cargo do mestre cervejeiro Michael Walter Trommer. O Chopp Imperatriz é produzido com maltes, lúpulos e leveduras importados, sem conservantes ou aromatizantes. A água é oriunda da região serrana de Lindóia. A microcervejeira conta ainda com um espaço reservado para a degustação, destinado a pessoas que queiram experimentar a qualidade do produto e ainda aprender mais sobre o processo de fabricação, acompanhados pelo mestre cervejeiro. Atualmente, a Fábrica do Chopp produz a Imperatriz Black Beer, a Imperatriz Pilsen, a Imperatriz Porter e a Imperatriz Red Ale.

Factory Beer

- A Cervejaria Factory Beer surgiu após a reformulação do projecto inicial da discoteca Factory Club que, em Outubro de 1998, lhe viu ser adicionado um espaço onde se produzia cerveja artesanal de qualidade. Situada na região do Grande Porto Alegre, mais precisamente em São Leopoldo - RS, a empresa produz actualmente a Pilsen Natural (de coloração dourada, mas de aparência turva por não passar pelo processo de filtragem), a Pilsen Cristal (também de coloração dourada, esta cerveja passa pelo processo de filtragem, deixando a cerveja cristalina) e a WeekBeer (feita a partir da Pilsen Cristal, são empregadas essências/aromas naturais, como chocolate, pitanga, jasmim, entre outros sabores, o que lhe dá características distintas).

Falke Bier

- A história desta companhia começou em 1988, ano em que são fabricadas as primeiras 260 garrafas - 2 kits de cerveja caseira, por Marco Antonio Falcone, no sítio da família, próximo da cidade de Belo Horizonte - MG. A marca inicial era "Cirvizia Aquila" e a produção destinava-se essencialmente a amigos e familiares. O verdaderio arranque dá-se em 2000, altura em que Falcone viaja pela Europa e pelo Brasil, visitando várias microcervejarias e estudando métodos de produção. Após vários testes, construção do edifício-sede e aquisição de máquinas e do 'know-how" necessário, o primeiro chopp Falke Bier viria a ser comercializado no dia 28 de Junho de 2004, no bar "Mercearia Lili". A empresa produz actualmente o Chopp Falke Bier Pilsen, o Chopp Falke Bier Ouro Preto e o Chopp Falke Bier Red Baron, produtos que podem ser saboreados em vários locais como o Café Kahlua, o Botequim do Pinguim ou o Café Pasárgada. Há ainda que destacar a Falke Tripel Monasterium, uma cerveja exclusiva, ao estilo Belgian Triple. Na sua composição entram maltes de cevada, trigo e aveia e ainda sementes de coentros e cascas de laranja. É refermentada na garrafa e envasada em garrafas estilo champanhe, com tampas de rolha. Os copos também são muito bonitos (de cristal e gravados a ouro) e produzidos propositadamente para esta cerveja.

Hamburg Bier

- Localizada em Novo Hamburgo - RS, a Cervejaria Hamburg Bier oferece chopp preto e branco, produzido artesanalmente na cidade de Teutônia. Inaugurada em 2003, esta microcervejaria tem restaurante, pub, mesas de bilhar e outras atracções, nomeadamente espectáculos ao vivo e diversas festas temáticas. Na área das refeições, destaque para o buffet de panquecas, pratos típicos alemães, massas e pizzas.

Haus Bier

- A microcervejaria Haus Bier foi fundada em 1998 na cidade de Vilhena - RO. Idealizada por Hermes Balcon, um paranaense de origem alemã, e com a ajuda do seu primo Orlando Hanemann, um mestre cervejeiro com 32 anos de experiência na Brahma, a cervejaria pretendia trazer para o norte do Brasil o típico ambiente de uma microcervejaria artesanal alemã, local onde o cliente pode degustar a cerveja directamente no local de produção. O sucesso foi imediato e a Haus produz hoje cerca de 80.000 litros de cerveja por mês. Aliás, rapidamente a notícia da qualidade da Haus se espalhou, facto que originou o aparecimento de inúmeros interessados em produzir cerveja nos mesmos moldes. Assim, no ano 2000, por força da insistência dos empresários interessados em produzir cerveja gastronómica “Haus Bier”, surgiu a necessidade de se constituir uma empresa (Indústria Metalúrgica) para fabricação de equipamentos para montagem de Microcervejarias Gastronómicas dentro do padrão cervejeiro Europeu. Nasce então a “Rondinox-Haus Bier Ind. e Com. de Microcervejaria Ltda-EPP". No restaurante da Haus Bier é possível degustar o Chopp Lager, Chopp Cristal, Chopp Escuro, Chopp com menta e Chopp com caramelo. (Actualizado a 17/10/2007).

Klaus Bier/Cervejaria Donauer

- O "Chopp Alemão" - Klaus Bier é produzido e envasado na Cervejaria Donauer, em Foz do Iguaçu - PR. Fruto do investimento do alemão Albert Donauer, a fábrica surgiu da vontade deste mestre cervejeiro em montar o seu próprio negócio, após ter trabalhado para diversas empresas de cerveja brasileiras. Actualmente, a firma produz o Chopp Pilsen (baixa fermentação; 4,8% ABV), o Chopp Premium (baixa fermentação, cor escura e 4,8% ABV) e o Chopp Wein Bier. Este último é bastante característico, pois recebe 25% de vinho puro de uva na sua fase de maturação, o que dá origem a um produto de coloração rosada, bem frutado, com sabor a uva e levemente adocicado, tendo um teor alcoólico próximo dos 6%. A área de distribuição do chopp centra-se maioritariamente à volta de Florianópolis - SC.

Krug Bier

- A Krug Bier, microcervejaria de Belo Horizonte - MG, produz chopp de forma artesanal, utilizando tecnologia e 'know how' de origem austríaca, mais propriamente da Grieskirchner, uma cervejaria com quase 300 anos de tradição. Inaugurada em 1997, a companhia apostou no mestre cervejeiro Arnaldo Ribeiro para elaborar e controlar a qualidade das cervejas da casa. E essa (boa) qualidade foi certamente conseguida, já que hoje os chopes Krug Bier, claro e escuro, são Premium, eleitos e premiados por um júri internacional altamente qualificado, no 1º Concurso Brasileiro de Cervejas Especiais, realizado pela ABMIC e Miller Freeman na Fispal 2000. Para produzir os seus chopes (Krug e Cristal - claros,  Âmber - escuro e Weizenbier - malte de trigo), a microcervejaria segue rigorosamente a Lei de Pureza da Baviera, na qual somente os componentes clássicos são utilizados na produção: água, malte, lúpulo e fermento, sem a adição de outros cereais não maltados.

Leviana

- Lançada pela rede carioca de botequins Manoel e Joaquim, a cerveja Leviana conta com um rótulo desenhado pelo cartonista Miguel Paiva, sendo que o seu desenvolvimento se deveu a André Nothaft, ex-Devassa. Na sede da companhia, situada em Engenho de Dentro, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro - RJ, pode-se experimentar o chopp cremoso ou a Leviana Premium em garrafa.

Lupus Bier

- No dia 17 de Dezembro de 2002, foi inaugurada a primeira microcervejaria do Ceará, localizada na Rua dos Tabajaras - Praia de Iracema, em Fortaleza - CE. O empreendimento, com capacidade para 500 pessoas sentadas, é um estabelecimento com buffet, churrascaria, pizzaria e massas preparadas na hora. Na microcervejaria Lupus Bier, são produzidas cervejas do tipo pilsener e escura, para além das cervejas com frutas (morango, abacaxi, maçã, canela e caju), que podem ser degustadas nas 11 mesas de confraria que aí se encontram instaladas. As cervejas frutadas foram desenvolvidas no próprio estabelecimento pelo responsável químico e cervejeiro Evandro J. Zanini. Atualmente, a capacidade de produção instalada ronda os 40 mil litros/mês e o espaço é já um ponto de atração tanto para locais como para turistas.

OPA Bier

- A Opabier é uma cerveja produzida de forma artesanal, em Joinville - SC, que segue a Lei Alemã da Pureza de 1516. A sua elaboração é supervisionada pelo cervejeiro Elmar, pessoa com largos anos de experiência da AMBEV e da cervejaria artesanal Heimat. Com uma capacidade inicial de produção perto dos 8 mil litros mensais, a companhia produz um chope suave e refrescante. O nome OPA foi sugerido por ser um cumprimento típico da região e por, em alemão, significar avô, o que apela à tradição. Para além do mais, é uma expressão simples de memorizar. Leia a entrevista que fizemos à OPA Bier, clicando aqui.

Pils

- Em 2002, a empresa DINHO Bebidas lançou a Cerveja Pils, um produto com perfil popular e que opta por oferecer um bom sabor a preços competitivos. Actuando no segmento das bebidas há alguns anos, nomeadamente através da produção de aguardentes e outras bebidas destiladas e na distribuição de cerveja, foi com naturalidade que a companhia decidiu passar a fabricar a sua própria cerveja. Inicialmente distribuída na região de Curitiba - PR, a Pils já pode ser encontrada em diversas cidades do Paraná e de Santa Catarina, através de distribuidores e revendedores. Para além do chopp, a Pils pode ser comprada em garrafa ou lata e em dois estilos diferentes: a Pilsen e a Malzbier.

Schmitt Bier

- As cervejas Schmitt são produzidas artesanalmente em Porto Alegre - RS. A história da cervejaria começou há mais de 20 anos, quando Gustavo dal Ri, sócio da empresa, começou a elaborar cervejas na sua própria casa. Essa produção baseava-se na receita exclusiva de uma vizinha sua, descendente de alemães. A partir dessa época, o então candidato a mestre cervejeiro dedicou todos os seus esforços em pesquisas para aperfeiçoar os seus produtos, formando-se, entretanto, em engenharia química e viajando pela Europa e Estados Unidos para adquirir mais conhecimentos acerca da nobre arte de fazer cerveja. Hoje em dia, a companhia produz a Schmitt Ale, a Schmitt Barley Wine (com 8,5% ABV) e a La Brunette (com teor alcoólico de 4,5%).

Schornstein

- Nas vésperas do Campeonato do Mundo de Futebol - Alemanha 2006, abriu uma nova opção na cidade de Pomerode - SC "A cidade mais alemã do Brasil", mais concretamente a cervejaria Schornstein. O bar em anexo oferece aos clientes quatro opções do líquido precioso, todas elas de baixa fermentação: o Pilsen Natural (não filtrado), o Pilsen Cristal e o Pommern-Bier (do tipo Pale Ale) e a Schorn-Bier (bock, com um sabor levemente adocicado). Os três primeiros têm teor alcoólico a rondar os 4,5% e o último, um pouco mais alto, 7,5%, sendo este uma bela opção para enfrentar o inverno da região. No cardápio, para acompanhar as bebidas, existem quatro tipos de tábuas de frios, três tipos de sanduíches (pão francês, preto e baguete), tiras de Eisbein com cebola assada, Filet Mignon, Picanha, Rosbife, para além das típicas salsichas (cozidas na cerveja e servidas com mostarda amarela e escura).

Stadt Bier

- Extremamente recente e moderna (2004), a Stadt Bier é a primeira microcervejaria de Brasília - DF. O edifício que alberga a cervejaria fica situado no Sector de Indústrias Gráficas e dentro dele o consumidor pode vislumbrar todo o processo de fabricação da cerveja que vai beber. Um enorme balcão divide o espaço: de um lado, ficam os imensos tanques de aço, que podem produzir até setenta mil litros da bebida; do outro, mesas e cadeiras para atender até 150 pessoas. O grande destaque em termos de cerveja vai para os chopes da casa, vendidos em três estilos diferentes: o Schwartz (escuro, de puro malte, sem conservantes ou estabilizantes), o Kristal (claro, produzido apenas com água, malte e lúpulo; cor dourada e aparência límpida) e o Stadt (aparência turva, decorrente da não filtração). Para além destes, é também possível experimentar algumas cervejas estrangeiras, excelentes para acompanhar uma picanha ou um hamburguer.

Zehn Bier

- Quando a Família Zen decidiu criar uma fábrica, em Brusque - SC, destinada à produção de cerveja artesanal, um dos filhos do Sr. Hylário, mentor do projecto, escreveu “Zehn” numa folha de papel. Era o sobrenome da família, mais o H do pai. E significa dez em alemão. Inaugurada em 2003 e com uma capacidade de produção a rondar os 50 mil litros mensais, a Zehn elabora, hoje em dia, os chopes ZeHn Bier Pilsen e Porter. Mais recentemente a firma passou também a disponibilizar o chope em garrafas de 600ml. O chope é engarrafado sem pasteurizar, fazendo com que a validade da bebida seja apenas de 30 dias. A produção inicial vai ser de 100 caixas semanais de 24 garrafas de 600ml. Leia a entrevista que fizemos à Zehn, clicando aqui.

- As pequenas companhias produtoras de cerveja de grande qualidade, em geral conhecidas por microcervejarias. Muitas das empresas aqui listadas produzem cerveja e chopp de grande qualidade, apesar da sua divulgação ser apenas local ou regional. 
Imaginamos que este texto vai estar em constante evolução, motivo pelo qual contamos com a ajuda de todos os visitantes do Cervejas Do Brasil para nos ajudarem a mantê-lo atualizado. A ordenação não segue uma ordem cronológica.

Bruder Bier

- Fundada em 2005, na cidade de Lauro de Freitas - BA, a Brüder Bier surgiu da iniciativa de dois irmãos austríacos radicados no Brasil, mestres-cervejeiros com formação na renomada Universidade Técnica de Munique, Weihenstephan – Alemanha. Após acumularem mais de 30 anos de experiência ao trabalharem para as maiores companhias cervejeiras do Brasil e não só, acabaram por conseguir realizar o sonho, em parceria com a Egisa, de montar uma fábrica própria. O chopp Brüder Bier segue os mesmos padrões de qualidade estabelecidos pela Lei de Pureza de 1516, contendo na sua formulação apenas lúpulo, malte, fermento e água. Por não possuir nenhum aditivo químico ou cereal não maltado, a Brüder Bier é comercializada apenas na forma de chopp, em barris de 30 e 50 litros. (Nota: desde meados de 2006 que o site da Bruder Bier tem estado em baixo. Para além do mais, a informação na internet é escassa e tem vindo a diminuir ao longo deste último ano. Será que a Bruder Bier ainda existe? Se tiver alguma informação que ajude a esclarecer esta situação, contacte-nos).

Cerveja Backer

- Tudo começou com o sucesso do chopp Backer, lançado na inauguração da churrascaria Porcão de Belo Horizonte - MG. A grande aceitação que a receita do chopp artesanal teve, levou à produção da cerveja Backer, a primeira cerveja artesanal do estado de Minas, originária da Serra do Curral. Aposta dos irmãos Halim e Munir Khalil, a companhia chegaria ao mercado mineiro em Outubro de 2005. Para além do chopp Backer claro e escuro, a companhia produz também a cerveja Trigo (de alta fermentação e paladar suave, apresenta notas de cravo e aromas frutados), a cerveja Pilsen, a cerveja Brown (coloração escura proveniente da torrefacção dos maltes; baixa fermentação) e a cerveja Pale Ale (alta fermentação, ruiva, encorpada e de amargo pronunciado).

Cerveja Bonanza

- Produzida pela Montecarlo Indústria de Bebidas, Ltda, de Flores da Cunha - RS, a Bonanza é um produto recente de uma empresa que baseia o seu negócio essencialmente em refrigerantes, sejam eles sumos ou colas. A Bonanza é uma cerveja tipo Pilsen e que segue o conceito da firma: "Viva Bonanza - O sabor da vida!".

Cerveja Buena

- A marca de refrigerantes Pakera, fabricante do guaraná Tobi e do refrigerante Grapete, colocou no mercado do estado do Rio de Janeiro, em meados de 2004, a cerveja Buena. "Fica na Buena" é o conceito que a MG (empresa publicitária) desenvolveu para lançar o produto, um dos mais novos concorrentes na "guerra" das cervejas. Marcelo Gorodicht, o mentor do projecto, planeia alargar a distribuição da marca a todo o país, dependendo da aceitação que esta tiver no Rio de Janeiro.

Cerveja Diabólica

- É de Curitiba - PR a nova cerveja Diabólica, cerveja artesanal que teve o seu lançamento oficial no dia 21 de Fevereiro de 2009 na Cervejaria da Vila - bar da capital paranaense dedicado à cultura da cerveja. Para essa festa foram feitas apenas 350 garrafas da Diabólica. Criada por cinco curitibanos que desejam resgatar as tradições das cervejas antigas, estamos falando de uma IPA (India Pale Ale) que leva sete tipos diferentes de malte e utiliza o “Dry Hopping”, isto é, a adição de lúpulo ao final do processo de fermentação. Ela é refermentada na garrafa e a sua coloração é avermelhada, com aromas de frutas cítricas e amargor persistent. O publicitário e um dos criadores da Diabólica, Rafael Higino desenvolveu um rótulo vermelho, destacando os 6,66 % de teor alcoólico da cerveja. Até ao momento, a Diabólica pode ser encontrada em poucos e exclusivos lugares, entre eles a Cervejaria da Vila e o Armazém da Serra, ambos em Curitiba (PR), sendo comercializada aproximadamente a R$13,00 por garrafa de 600 ml. Diante dessa produção limitadíssima, a sugestão é acompanhar de perto o site da companhia: www.cervejadiabolica.com.br (Última atualização: 18/05/2009).

Cervejaria Artesanal

- Localizada na região de Capim Branco - MG, a cerca de 56 Km de Belo Horizonte, esta microcervejaria, que se parece com uma casa de chope tipicamente alemã, produz o Chopp Cristal Artesanal (chopp pilsen, delicado, suave e de baixo teor alcoólico - entre 3,5 e 4,5% ABV), o Chopp Premium Artesanal (também chopp pilsen mas produzido com matérias-primas seleccionadas), para além dos barris de chopp (10, 15 e 30 litros), tudo supervisionado pelo mestre-cervejeiro Evandro J. Zanini, pessoa com vários anos de experiência quer em cervejarias quer em microcervejarias. Com uma produção inicial próxima dos 12 mil litros mensais e que poderá ser aumentada até um máximo de 340 mil litros/mês, a Artesanal já está presente no restaurante Engenho, próximo da fábrica e ainda em São Geraldo e Sto. Antônio (Última actualização: 11/09/2007).

Cervejaria Barley

- A produção da cerveja Barley começou como um hobby no já distante ano de 1992. Feita artesanalmente, esta cerveja continuou a ser produzida esporadicamente, para consumo próprio, até 2002, ano em que foi fundada a Micro Cervejaria Barley Ltda. A partir dessa data, iniciou-se a comercialização desta marca sendo que, actualmente, a companhia produz o Chopp não filtrado (natural), o Chopp filtrado e o Chopp Bock (apenas no Inverno). A Barley pode ser vendida em barris de 5, 10, 15, 20 30 e 50 litros, para além das garrafas long neck. Adoptando o slogan "Quem prova... não esquece" a Barley centra a sua distribuição no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Tal é natural, visto que é elaborada no município de Capela de Santana - RS. São já várias as localidades onde se pode degustar a Barley e onde existem revendedores, nomeadamente Porto Alegre, Caxias do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Rio Pardo, Venâncio Aires, entre outras.

Cervejaria Bierlim

- A Bierlim fica localizada em Limeira - SP. Para além de organizar eventos e churrascadas, a Bierlim também se destaca por produzir o seu próprio chopp, nas variedades Claro, Escuro, In Natura e de frutas (abacaxi e pêssego). O lema da companhia é: Bierlim, o Chopp Absoluto (Última actualização: 26/10/2007).

Cervejaria Bruge

- A Cervejaria Bruge está localizada em Águas de Lindóia - SP, local conhecido pelo seu microclima e pela qualidade da água. Produz as cervejas Bruge Ale e a Bruge Stout, ambas em garrafas de 500ml. A Ale é uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, leve e com uma graduação alcoólica da 4%. Por seu turno a Stout foge um pouco ao típico deste estilo, já que a percentagem de álcool não ultrapassa os 3,2%. O fabricante/fornecedor desta bebida é a empresa Coelho e Arantes Ltda. e pode ser adquirida nas lojas online da Costi Bebidas ou da Imigrantes Bebidas.

Cervejaria do Gordo

- No final de 2007 é lançada a Cerveja do Gordo, marca associada à casa de shows Cervejaria do Gordo, localizada junto à Rodovia Presidente Dutra, Km. 57, Lorena - SP. Aberta já há alguns anos, a casa decidiu passar a produzir o seu próprio chopp, instalando uma pequena fábrica dentro da cervejaria (até aí comercializavam outras marcas). A Cerveja do Gordo é um produto puro, sem aditivos, cuja produção é supervisionada pelo mestre-cervejeiro Celso Ehtnig, cervejeiro experiente e com formação alemã. “A Cerveja mais gostosa e divertida do planeta” é um chopp tipo pilsen que, inicialmente, será apenas comercializado dentro da própria Cervejaria do Gordo.

Cervejaria Farol

- Inaugurada em 2003, na cidade de Canela - RS, a Farol é fruto do investimento de um alemão, de Estugarda, que trouxe para o Brasil uma receita ancestral e que respeita a Lei da Pureza Bávara. É possível visitar os tanques onde se fabrica a cerveja, bem como subir a uma torre de 39 metros donde se pode obter uma excelente vista panorâmica de toda a região.

Cervejaria Riopretana

- Inaugurada durante 2005, a Riopretana é uma aposta dos sócios Sérgio Francisco, Elisa Mariano e Volmir Gava. Com sede em S. José do Rio Preto - SP, a companhia produz três tipos de cerveja: a pilsen, cerveja clara, de fórmula alemã e com baixo teor alcoólico; a amber, avermelhada e de origem belga; a porter, cerveja escura, de origem inglesa e com um teor alcoólico mais elevado. Todos os produtos têm a supervisão do cervejeiro Reynaldo Fogagnolli Jr.

Cervejaria Whitehead

- A Whitehead nasceu em Porto Alegre - RS, mas está hoje localizada em Eldorado do Sul - RS. Iniciada como hobby pelos amigos Alexandre Carminati, João Carlos Kerber e José Otávio Kerber, a produção de cerveja artesanal só se tornou em algo mais sério a partir de Maio de 2007, altura em que, de uma forma ainda reduzida, se iniciou a produção comercial das cervejas Whitehead. O nome escolhido lembra a "head" de uma cerveja (espuma) assim como remete para a imagem daqueles tradicionais cervejeiros que já possuem os cabelos grisalhos.  Os três proprietários são responsáveis por todo o processo de fabricação e distribuição da cerveja, com uma produção atualmente limitada de 3 mil litros por mês. São fabricados quatro tipos de cerveja: Pale Ale (clara), Porter (com aroma de chocolate, café e malte torrado, amarga e com notas cítricas no gosto), Irish Ale (avermelhada) e Witbier (clara e naturalmente turva, com trigo na fórmula), em estilos inglês e belga, caracterizadas por serem fortes, encorpadas e aromáticas, tendo um foco diferente das grandes empresas do sector. De facto, a comercialização do produto tem sido feita basicamente para grupos das relações pessoais dos empreendedores e também para eventos realizados em clubes.

Chopp Germana

- A Germana, fabricante mineira de cachaça com 25 anos de tradição, lançou o seu Chopp Germana no dia 27 de Maio de 2009, no Alambique Cachaçaria.  A empresa investiu, inicialmente, 700 mil reais no desenvolvimento e fabricação do produto. O Chopp Germana é leve, claro artesanal e não pasteurizado, seguindo a preferência dos brasileiros, consumidores de chopes mais leves, sobretudo do tipo pilsen. Ele também terá versão escura, por meio da novidade do pingo beer, uma espécie de caramelo que se pinga na bebida tornando-a mais escura e adocicada. A bebida está disponível para comercialização em restaurantes, bares, choperias, festas e consumidor final por meio de serviço delivery. A estratégia de distribuição do produto está em expansão e levará a marca para os principais centros do país com reduzido custo operacional, e qualidade de produto e prestação de serviço. A Cachaça Germana e o Chopp Germana fazem parte da União Agropecuária Importação e Exportação de Bebidas Ltda (Uniagro). A produção do chopp está sendo realizada inicialmente no interior de São Paulo. Em breve, o processamento também será realizado na Fazenda Vista Alegre, município de Nova União (MG), mesmo local onde é produzida a Cachaça Germana.

Donau Bier

- A Donau Bier é uma microcervejaria de Colônia Cachoeira - PR, que iniciou a sua produção em 2004. Fabrica chopp artesanal, 100% natural, contendo apenas água, lúpulo, malte e fermento cervejeiro, com uma percentagem alcoólica de 4,5%. Fundada por descendentes de imigrantes jugoslavos, nomeadamente por Johann Reinerth e pelo seu filho Harry Reinerth, a companhia pretende produzir o melhor chopp da região, motivo pelo qual só utiliza os melhores ingredientes: lúpulo da Alemanha, fermento da Croácia e malte da Cooperativa Agrária da região.

Front Bier

- Inaugurada em 2003, a Front Bier é a primeira microcervejaria da fronteira gaúcha. Aposta dos irmãos Pedro Henrique, Rodrigo e Fábio Escosteguy, a cervejaria resulta de um investimento inicial de 700 mil reais e conta com maquinaria bem moderna, capaz de produzir 20 mil litros de chopp por mês. Fica localizada em Sant'Ana do Livramento - RS.

Grupo Imperial

- Iniciando-se no mercado das cervejas através da Mulata, o Grupo Imperial, de Trindade - GO, habitual fabricante de refrigerantes, continuou, durante o ano de 2006, a alargar a sua oferta através do lançamento da Imperial, uma cerveja pilsen dourada, que será distribuída em Goiás, Tocantins, Maranhão, Amapá, Pará, Piauí e Distrito Federal. A expectativa, segundo o diretor de marketing do grupo, Fernando Pinheiro, é fazer com que o produto chegue a todo território nacional. O investimento na nova cerveja foi de R$ 400 mil. Já a Mulata tinha resultado de um forte impulso financeiro, cifrado em R$ 10 milhões em equipamentos e instalação da infra-estrutura, mais R$ 1 milhão em marketing. A Mulata é uma cerveja tipo Pilsen, elaborada com uma combinação exclusiva de maltes pilsen e lúpulos importados da Europa, que resultam numa cerveja leve, saborosa e refrescante, com uma espuma cremosa e a sua cor mulata característica.

Konigs Bier Original Bier

- A Probier Cervejaria produz chope com a marca Konigs Bier em Jaguará do Sul - SC e tem como lema "Das Bier von Hier" (A Cerveja Daqui). A produção da Königs Bier é 100% artesanal e respeita a Lei de Pureza da Cerveja (Reinheitsgebot). Baptizada de Königs Bier (Cerveja do Rei), a marca é uma homenagem às sociedades de tiro da região de Jaraguá do Sul, em especial aos Reis - que preservam as competições, desfiles e bailes trazidas pelos colonizadores alemães à cidade. A fórmula de composição do chope apresenta apenas água, malte de cevada, lúpulo e fermento e dispensa o uso de componentes químicos e conservantes. A capacidade da empresa é atualmente de 10.000lts/mês, produzindo apenas o chope tipo Pilsen. Para saberem mais sobre a companhia, podem visitar o site da Konigs Bier, ler o excelente artigo que saiu na Noticenter. 

Original Bier

- A microcervejaria Original Bier, produzida em Pelotas - RS, foi fundada por Valter Poetsch, em 2000. A Original Bier é uma cerveja com uma fórmula inovadora, sendo elaborada de acordo com a Lei de Pureza (Reinheistgebot) do estado da Baviera, Alemanha, de 1516. Com produção de 14000 litros por mês, a empresa encontra-se instalada no prédio da antiga Fábrica de Fiação e Tecidos da cidade.

Strauss Bier

- A Strauss Bier afirma-se como a primeira microcervejaria do Sul do Estado de Santa Catarina, localizada em Criciúma – SC e fruto do empreendedorismo dos sócios António Carlos da Silva, António Mazzurana e Adriano José da Silva, coadjuvados pelo mestre-cervejeiro Miguel Ramos. Foi fundada em Novembro de 2006, iniciando a sua produção em Maio de 2007, com capacidade para 20.000 litros/mês. Actualmente, a empresa atende todo o sul de Santa Catarina e o Norte do Rio Grande do Sul e possui uma capacidada já a rondar os 100 mil litros por mês. A Strauss Bier disponibiliza o Chopp em barris de 20, 30 e 50 litros Chopeira e gás no sistema leva e traz do Disk Chopp Strauss Bier. A produção centra-se em 4 tipos de chopp: Pilsen, Pilsen Premiun, Red Alle e Escuro. O chopp da companhia pode ser degustado em locais como o Estádio Heriberto Hulse do E.C. Criciúma, a ChoPPana Happy Hour, o Máximos Café, a Trattoria Nona Maria, entre outros. 

Legislação

Pela legislação brasileira, além das denominações tradicionais, a cerveja pode ser também denominada “Export” e “Lager” (características semelhantes a Pilsen).

- Além dessas denominações as cervejas são classificadas em 5 itens:

1) Pela Fermentação: alta e baixa.
2) Extrato Primitivo: Fraca - 7 a 11% Comum - 11 a 12,5% Extra - 12,5 a 14% Forte - acima de 14%.
3) Cor: Clara - menos de 15 EBC; Escura - 15 ou mais unidades EBC.
4) Teor Alcoólico: Sem álcool - menos de 0,5% p.p. Baixo - 0,5 a 2 % p.p. Médio - 2 a 4,5 % p.p. Alto - 4,5 a 7 % p.p.
5) Teor de Extrato (final): Baixo - até 2 %. Médio - 2 a 7%. Alto - mais de 7%.

Referências:

A história da cerveja no Brasil é fruto de pesquisa e leitura de uma história nem sempre escrita e que normalmente se confunde, com o passar do tempo, pela absorção de umas cervejarias pelas outras, trocas de razão social, a perda da história.

Aos grandes pesquisadores.

Textos adaptados:
- Pesquisa, textos avulsos:
Biblioteca do Estado do RGS,
Biblioteca do Estado do PR,
- Algumas informações aqui contidas, utilizou como base o site Cervisiafilia:
   http://cervisiafilia.criarumblog.com/
- Wikipédia, História da Cerveja,
- História da Cerveja no Brasil p/ Carlos Alberto Tavares Coutinho, com a colaboração de Carlos Alberto Silva e Quintella e Márcio Maso Panzani







 

9 comentários:

  1. Nota para o post da cerveja Schornstein: Pomerode fica em Santa Catarina.

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  2. Envio A História do Meu Trisavô que teve a Segunda Fabrica de Cerveja de Belo Horizonte.

    O imigrante italiano Fioravante Eugênio Armani chegou ao Brasil em 1898. Nascido em 1862 e originário da província de Trento, na Itália, Fioravante dominava sete idiomas e se mudou para Belo Horizonte com o objetivo de ser intérprete da colônia de imigrantes alemães que veio para ajudar na construção da capital mineira.. Era casado com Melânia Penzim, nascida em Milão, na Itália, e teve quatro filhos. Pode-se falar que Melânia era a timoneira da família, pois, além de cuidar da casa e dos filhos, tocava a fábrica de cerveja e de soda limonada do bairro Santa Efigênia em Belo Horizonte (localizada na rua Niquelina, esquina com rua Frutal). Fioravante passava a semana fora cuidando da unidade localizada em Honório Bicalho, distrito de Nova Lima, responsável pelo fornecimento de cerveja Gabel’s aos ingleses da Faria Gold Mining e da Saint Jonh Del Rey Mining. A Gabel’s era conhecida como cerveja-barbante isto porque na época ainda não eram utilizadas tampinhas para fechar as garrafas, e sim, rolhas que precisavam ser amarradas com barbante e coladas com breu. A morte pré-matura de Melânia,, aos 33 anos, levou a Fioravante a fechar a unidade de Honório Bicalho que ia muito bem e a tocar o negócio só em Belo Horizonte.

    Fonte: http://historianovalima.no.comunidades.net/a-historia-de-honorio-bicalho

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  3. A Fabrica da Gabel's de Fioravante Armani, funcionou de 1899 a 1906 em Belo Horizonte.

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  4. A Fabrica da Gabel's de Fioravante Armani, funcionou de 1899 a 1906 em Belo Horizonte.

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  5. Respostas
    1. Grato. Isei verificar e fazer a alteracão.

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  6. NOSSA HISTÓRIA
    A Gabels orgulha-se em ser a primeira cerveja barbante artesanal especial de Minas Gerais fundada em 1898. Haviam outras cervejas no estado mas feitas a partir só do milho. Como contam os historiadores.

    O imigrante italiano Fioravante Eugênio Armani Nascido em 1862 na província de Trento, Itália filho do Italiano Domenico Armani e Antonia Raymond. Chegou ao Brasil em 1898, após morar por 3 anos na Argentina na cidade de Juarez. Fioravante dominava sete idiomas e se mudou para Belo Horizonte com o objetivo de ser intérprete da colônia de imigrantes alemães que veio para ajudar na construção da capital mineira. Era casado com Melânia Pensini, nascida em Milão, na Itália, e teve quatro filhos. Pode-se falar que Melânia era a timoneira da família, pois, além de cuidar da casa e dos filhos, tocava a fábrica de cerveja e de soda limonada do bairro Santa Efigênia em Belo Horizonte (localizada na rua Niquelina, esquina com rua Frutal). Fioravante e o sócio que era seu cunhado Amadeu Pensini passavam a semana fora cuidando da unidade localizada em Honório Bicalho, distrito de Nova Lima, responsável pelo fornecimento de cerveja Gabels artesanal a partir de maltes selecionados aos ingleses da Faria Gold Mining e da Saint Jonh Del Rey Mining. A Gabels era conhecida como cerveja-barbante isto porque na época ainda não eram utilizadas tampinhas para fechar as garrafas, e sim, rolhas que precisavam ser amarradas com garfo que é (Gabels em Alemão) com barbante e coladas com breu. A morte pré-matura de Melânia, aos 33 anos, levou a Fioravante a fechar a unidade de Honório Bicalho que ia muito bem e a tocar o negócio só em Belo Horizonte www.gabelsbier.com

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  7. NOSSA HISTÓRIA
    A Gabels orgulha-se em ser a primeira cerveja barbante artesanal especial de Minas Gerais fundada em 1898. Haviam outras cervejas no estado mas feitas a partir só do milho. Como contam os historiadores.

    O imigrante italiano Fioravante Eugênio Armani Nascido em 1862 na província de Trento, Itália filho do Italiano Domenico Armani e Antonia Raymond. Chegou ao Brasil em 1898, após morar por 3 anos na Argentina na cidade de Juarez. Fioravante dominava sete idiomas e se mudou para Belo Horizonte com o objetivo de ser intérprete da colônia de imigrantes alemães que veio para ajudar na construção da capital mineira. Era casado com Melânia Pensini, nascida em Milão, na Itália, e teve quatro filhos. Pode-se falar que Melânia era a timoneira da família, pois, além de cuidar da casa e dos filhos, tocava a fábrica de cerveja e de soda limonada do bairro Santa Efigênia em Belo Horizonte (localizada na rua Niquelina, esquina com rua Frutal). Fioravante e o sócio que era seu cunhado Amadeu Pensini passavam a semana fora cuidando da unidade localizada em Honório Bicalho, distrito de Nova Lima, responsável pelo fornecimento de cerveja Gabels artesanal a partir de maltes selecionados aos ingleses da Faria Gold Mining e da Saint Jonh Del Rey Mining. A Gabels era conhecida como cerveja-barbante isto porque na época ainda não eram utilizadas tampinhas para fechar as garrafas, e sim, rolhas que precisavam ser amarradas com garfo que é (Gabels em Alemão) com barbante e coladas com breu. A morte pré-matura de Melânia, aos 33 anos, levou a Fioravante a fechar a unidade de Honório Bicalho que ia muito bem e a tocar o negócio só em Belo Horizonte www.gabelsbier.com

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  8. Em Cosmópolis interior de São Paulo teve uma das primeiras fabricas de cerveja do pais cervejaria barbante d imigrante italiano Juseppe Morelli que anos depois deixou de fabricar cerveja e montou um olaria tijolos morelli, que ainda existe em construções antigas da cidade .

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